A Fúria Feminina!

Arquivo para abril, 2011

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

Yo ho, yo ho, a pirate’s life for me.

Se essa frase te faz pensar num Jack Sparrow e numa Elizabeth Swann trêbados cantado em volta de uma fogueira, você é pelo menos tão retardadamente viciado quanto eu esse post é pra você!

Também ficou com saudade do capitão mais insano do Caribe? Calma, não precisa sair correndo pra Americanas para comprar a trilogia por 50 reais (quer dizer, precisa, mas termine de ler o post primeiro), eu tenho um ÓTIMA notícia pra vocês: dia 20 de maio, em todo o mundo, será lançado o filme “Piratas do Caribe: Navegando em águas miteriosas” (“Pirates of the Caribbean: On stranger tides”, no original).

Ok, pelo final do filme “No fim do mundo”, dava pra imaginar que teria uma continuação. Mas existe um personagem no mínimo inusitado e muito, MUITO foda que vai aparecer pela primeira vez na saga: O lendário pirata, o fodão, aquele que separa os adultos das crianças, o Barba Negra. (todas fã comemora)

Já foi divulgada uma foto do personagem. Tremam nas bases:

A história começa com Jack encontrando uma mulher do seu passado, Angelica, que aparentemente está apaixonada por ele, mas na verdade ela é filha doBarba Negra, rapta o Jack e o leva para o navio do papai para ajudá-los a encontrar a fonte da juventude. O amor não é lindo?

Se o Johnny Depp como Jack Sparrow e o Geoffrey Rush como Barbossa não são motivos suficientes para você ir ao cinema, se você está triste com a saída de Orlando Bloom e da Keira Knightley, aqui está um bom motivo para você assistir ao filme: sabe quem vai fazer o papel de Angélica, filha do Barba Negra, mulher misteriosa do passado de Jack?

Sim gente, ela, a linda, a insuperável Penélope Cruz e olha que o diretor nem é o Almodóvar.

Penélope descreve sua personagem como sendo “muito mandona. É ela quem dá as ordens. Ela comanda homens e diz a eles o que fazer. Angelica é cheia de contradiçãoes. Ela é uma pirata de coração e pode ser traiçoeira e manipulativa, mas existe um outro lado nela que é justo e só quer fazer o bem”. Não sei vocês, mas pela descrição da Penélope, eu já achei a Angelica foda.

Então, se você já é viciado na série, tem um poster do primeiro filme e outro só do Jack Sparrow no quarto e decorou a maioria das falas, não perca essa estréia. Se você ainda não é, assista já os três primeiros filmes a também não perca a estréia! Savy?

Fernanda Villa


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Agenda Setting: o termo técnico das repetições

No meu post de hoje eu vou falar um pouco sobre um termo técnico bastante utilizado no Jornalismo e que pode ser de interesse público, justamente para compreender melhor as notícias veiculadas: o Agenda Setting. Mas o que seria esse tal agenda-setting?

Esse nome é utilizado para indicar quando um assunto está “tão na mídia” que aparece em todos os veículos de comunicação, seja ele, televisão, rádio, impresso, eletrônico, em todas as redes sociais e até mesmo nas conversas do cotidiano. Por isso o nome! O que acontece é uma espécie de agendamento de notícia que deve ser seguido por todos os meios de comunicação midiáticos.

Mas se engana quem pensa que essa prática é rara no jornalismo do mundo moderno. Quantas vezes não assistimos um telejornal, lemos uma revista, navegamos em um portal e a mesma notícia se repete dezenas de vezes? Essa é uma prática muito comum e a batalha dos jornalistas é disputar informações ainda não divulgadas sobre aquele mesmo assunto.

Isso mesmo, é necessário correr atrás de informações novas sobre um assunto que já foi explorado em dezenas de redações, por centenas de jornalistas. Por esse motivo podemos encontrar muitas vezes algumas informações aparentemente sem sentido e sem necessidade de veiculação em uma rede de comunicação. Mas entendam que essa também é uma função do jornalista: descobrir uma nova faceta de uma assunto já batido.

O exemplo mais claro que posso citar para vocês agora é sobre, adivinhem… O casamento real, é claro! O enlace de William e Kate está em todas, absolutamente, todas as mídias e com seções especiais em algumas delas. O assunto parece já ter enjoado e não há mais o que falar às vésperas do casamento, mas os jornalistas sempre arranjam uma nova informação, nem que seja a notícia de um japonês que esculpiu o rosto dos noivos em bananas e depois as comeu. Sim, isso é verdade. Olhe: http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/posts/2011/04/27/japones-esculpe-rostos-de-william-kate-em-bananas-376989.asp

Bom gente, nem adianta eu colocar mais exemplos aqui por que já fizemos alguns posts sobre esse assunto aqui no blog e ainda teremos alguns outros com os desdobramentos depois do casamento (sim, podem esperar).

Gostaria mesmo de tê-los informado sobre porque essa repetição enjoativa de notícias acontece no Jornalismo. Agora vocês sabem que isso é uma técnica jornalística cujo nome é agenda-setting! O Jornalismo é feito por empresas que necessitam de lucros e tem concorrência, assim como as demais empresas. Para concorreram em igualdade todas eles optam por seguir uma agenda de noticias básica e buscar de forma independente as melhores informações e furos. Mas é claro que esse é apenas um aspecto do jornalismo, que também sobrevive dos furos de reportagem, instantaneidade das informações, imparcialidade, credibilidade e uma série de conceitos que poderão ser discutidos em novos posts!

Nesse vídeo que segue há uma explicação bastante interessante sobre esse processo de seleção de notícia e informações. O áudio está em espanhol, mas não é muito difícil de se entender:

Quem vos falou foi uma estudante do 3º ano de Jornalismo!

Mas e vocês? O que acham dessa técnica de agendamento? Podem postar suas opiniões nos comentários!

Libere essa fúria que existe em você.

Helena Ometto

Helena Ometto


Entenda o casamento real

Só se fala disso em todas as mídias: você liga a tv, casamento real, você abre o jornal, casamento real, você entra na internet, casamento real… São especiais na tv, livros, revistas, vídeos, tudo o que se pode imaginar e mais um pouco falando sobre Willian e Kate.

Pra falar a verdade, todo mundo já esta um pouco de saco cheio com esse casamento, já que este evento está abarrotando as mídias e se sobressaindo em relação à assuntos bem mais importantes.

Estava olhando a página da Folha hoje de manhã e acabei vendo este vídeo da Bárbara Gancia explicando de uma forma descontraída o tal do casamento e as relações da família real britânica. A jornalista está indo para Londres cobrir o casamento e explica no vídeo como a plebéia Kate Middleton ganhou o apoio da família real e de toda a Inglaterra

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Crítica: Splice – A nova espécie

Cartaz de Splice

SE VOCÊ PRETENDE ASSISTIR A ESTE FILME, NÃO LEIA O TEXTO ABAIXO 🙂

Tenho poucas certezas na vida e duas delas são: que todos nós vamos morrer um dia e que em todo o filme de ficção científica, a criação X dos cientistas protagonistas, uma hora ou outra vai acabar matando todo o elenco! Talvez seja por isso que eu veja filmes de ficção científica com pouca freqüência, porque eles não me surpreendem… óbvio que não foi diferente com Splice. Não me lembro o porquê e nem como esse filme foi parar no meu computador, mas estava lá e eu assisti.

O filme começa nos apresentando uma história simples: um casal de cientistas que misturam genes para criar uma criatura bizarrézima com o intuito de encontrar a cura para todas as doenças e salvar o mundo. Daí você pensa “Nossa que novidade! Quase nem tem centenas de filmes que começam assim!”. Mas como ainda é o início do filme, damos uma chance para que ele nos surpreenda.

Casal de cientistas super espertos

Confesso que odeio pessoas que falam durante o filme, porém acabei perdendo a minha paciência com os personagens e quando apareceu a primeira criatura nojenta no laboratório, falei “Mata esse troço, certeza que essa joça vai matar todo mundo! Bando de cientista burro!” Mas é claro que eles não mataram criatura nenhuma (¬¬’). Então surge o ponto decisivo, quando os cientistas vão juntar células humanas com alguma coisa. Juntar células humanas com qualquer coisa é sinônimo que vai dar zica, certeza! Guarde este conselho, não misture DNA humano com nada, nunca.

O casal de cientistas, contrariando o meu sábio conselho, criou uma criatura Y, mais bizarra do que a X do começo do filme (que mais parecia um pedaço de intestino grosso com vida própria). E obviamente a nova criatura era mais desenvolvida, mais inteligente e com maior potencial de destruição em massa. O tempo passa e o ser estranho cresce e fica muito parecido com o Billy Corgan do Smashing Pumpkins um humano.

Billy Corgan e Dren
Há suspeitas que Billy Corgan do Smashing Pumpkins é o verdadeiro pai da criatura

Posso afirmar que Splice é uma mistura de “Para Com Isso Você Vai Morrer “com “Porque Eu Ainda Tô Vendo Isso?”. O filme chega ao ápice do bizarro quando a criatura feminina chega à adolescência e se apaixona pelo “pai” e eles fazem sexo. Sim leitor, você leu essa frase! O cara que criou aquele ser esquisitíssimo, além de não ter dado um fim enquanto era tempo, ainda tem coragem de ter relações sexuais com o bicho! Nem consegui classificar tal absurdo, já que poderia ser pedofilia, incesto, zoofilia… é tanta bizarrice que eu não consegui assimilar o que estava vendo.

E quando você pensa que já viu de tudo no filme, o óbvio acontece: o ser começa a matar o elenco, começando dos secundários até chegar aos principais. Mas não pense que isso é tudo! A criatura muda de sexo e estupra a cientista que fez o papel de mãe durante toda a trama. Pois é, quando você pensa que não pode piorar, acontece uma coisa dessas! Depois de matar o ser mutante e passar a moral da história de todos os filmes desse gênero “o cientista que tenta brincar de Deus, será morto por sua criação bizarra” o filme acaba. A última cena é da cientista grávida do Billy Corgan assinando um contrato cedendo o seu filho (ou seja lá o que esteja dentro de sua barriga) para o laboratório onde ela trabalha.

Sério, não perca uma hora e quarenta minutos da sua vida com este filme. É muita coisa estranha para uma história só. Se eu tivesse pagado para ver este filme, certamente pediria meu dinheiro de volta!

Ficha Técnica

Título original: (Splice)

Lançamento: 2010

Direção: Vincenzo Natali

Atores: Adrien Brody, Sarah Polley, Delphine Chanéac, Brandon McGibbon.

Duração: 104 min

Gênero: Ficção Científica

Créditos: Adorocinema e The Inept Owl

Juliana Baptista

Juliana Baptista

TV 60: A história da televisão brasileira

 
Logotipo da série
Para comemorar as seis décadas da televisão brasileira a TV Cultura vem exibindo todas as quintas-feiras às 23h15 uma série de documentários que conta a história da TV no Brasil. A série TV 60, de Carlos Alberto Vizeu, relata em vários capítulos a história da televisão brasileira através de depoimentos, imagens e entrevistas com os principais personagens entizando a  inauguração do primeiro canal brasileiro e da primeira televisão da América Latina, a PRF-3-TV, que mais tarde passou a chamar TV Tupi, entrando no ar em 18 de setembro de 1950, em São Paulo.
 

Vídeo da inauguração da TV Tupi

  

 “Ninguém me contou, eu estava aqui”, frase tida pelo ator Lima Duarte em depoimento na frente do edifico onde funcionou a primeira emissora de TV do país abre a série. A trajetória da televisão segue ilustrada  por cenas que mostram os programas iniciais, os atores e novelas pioneiros, as dificuldades enfrentadas, os improvisos, os momentos notáveis e o impacto da novidade trazida pelo televisor.

1ª parte da série

A chegada da televisão no país é atribuída ao jornalista Assis Chateaubriand que havia comprado uma estação, mas não sabia exatamente o que fazer, que tipo de equipamento usar e quantas câmeras seriam necessárias para emissora entrar em operação. Decidiu trazer técnicos da RCA – America Radio Corporation – e implantou a televisão no Brasil. A estreia foi transmitida em 200 aparelhos e há controvérsias quanto à primeira transmissão de imagens.

2 ª parte da série

Ao longo dos episódios, são exibidos fatos que marcaram a história da televisão, tais como a inauguração das novas emissoras que entraram no ar após a TV Tupi e os programas memoráveis apresentados por nomes como Chacrinha, Blota Júnior, Flávio Cavalcanti, Dercy Gonçalves, Hebe Camargo, entre outros. A série apresenta também cenas e relatos dos artistas pioneiros e que fizeram grande sucesso como Lolita Rodrigues, Lima Duarte, Walter Avancini, Cassiano Gabus Mendes, Janete Clair, Tarcísio Meira, Glória Menezes, Regina Duarte, Fernanda Montenegro, entre outros.

3ª parte da série

Além disso, os telespectadores podem conferir como o teatro foi parar na telinha e a conquista de espaço do futebol na mesma. A série de documentários aborda assuntos variados como o telejornalismo, a teledramaturgia, os humorísticos, os programas infantis, a tecnologia na TV, a TV pública, entre outros temas.

Programa de excelente qualidade que deve ser visto, não somente por profissionais e estudantes de área de Comunicação, mas por todos aqueles que buscam conhecer sobre a relevância da história da televisão brasileira. Uma boa pedida para as noites de quintas-feiras e um acréscimo no conteúdo visto em sala de aula por nós, estudantes de Jornalismo, para não ficarmos apenas com divagações gregas de nossos professores.

Juliana Santa Rosa