A Fúria Feminina!

Arquivo para abril, 2011

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas

Yo ho, yo ho, a pirate’s life for me.

Se essa frase te faz pensar num Jack Sparrow e numa Elizabeth Swann trêbados cantado em volta de uma fogueira, você é pelo menos tão retardadamente viciado quanto eu esse post é pra você!

Também ficou com saudade do capitão mais insano do Caribe? Calma, não precisa sair correndo pra Americanas para comprar a trilogia por 50 reais (quer dizer, precisa, mas termine de ler o post primeiro), eu tenho um ÓTIMA notícia pra vocês: dia 20 de maio, em todo o mundo, será lançado o filme “Piratas do Caribe: Navegando em águas miteriosas” (“Pirates of the Caribbean: On stranger tides”, no original).

Ok, pelo final do filme “No fim do mundo”, dava pra imaginar que teria uma continuação. Mas existe um personagem no mínimo inusitado e muito, MUITO foda que vai aparecer pela primeira vez na saga: O lendário pirata, o fodão, aquele que separa os adultos das crianças, o Barba Negra. (todas fã comemora)

Já foi divulgada uma foto do personagem. Tremam nas bases:

A história começa com Jack encontrando uma mulher do seu passado, Angelica, que aparentemente está apaixonada por ele, mas na verdade ela é filha doBarba Negra, rapta o Jack e o leva para o navio do papai para ajudá-los a encontrar a fonte da juventude. O amor não é lindo?

Se o Johnny Depp como Jack Sparrow e o Geoffrey Rush como Barbossa não são motivos suficientes para você ir ao cinema, se você está triste com a saída de Orlando Bloom e da Keira Knightley, aqui está um bom motivo para você assistir ao filme: sabe quem vai fazer o papel de Angélica, filha do Barba Negra, mulher misteriosa do passado de Jack?

Sim gente, ela, a linda, a insuperável Penélope Cruz e olha que o diretor nem é o Almodóvar.

Penélope descreve sua personagem como sendo “muito mandona. É ela quem dá as ordens. Ela comanda homens e diz a eles o que fazer. Angelica é cheia de contradiçãoes. Ela é uma pirata de coração e pode ser traiçoeira e manipulativa, mas existe um outro lado nela que é justo e só quer fazer o bem”. Não sei vocês, mas pela descrição da Penélope, eu já achei a Angelica foda.

Então, se você já é viciado na série, tem um poster do primeiro filme e outro só do Jack Sparrow no quarto e decorou a maioria das falas, não perca essa estréia. Se você ainda não é, assista já os três primeiros filmes a também não perca a estréia! Savy?

Fernanda Villa



Agenda Setting: o termo técnico das repetições

No meu post de hoje eu vou falar um pouco sobre um termo técnico bastante utilizado no Jornalismo e que pode ser de interesse público, justamente para compreender melhor as notícias veiculadas: o Agenda Setting. Mas o que seria esse tal agenda-setting?

Esse nome é utilizado para indicar quando um assunto está “tão na mídia” que aparece em todos os veículos de comunicação, seja ele, televisão, rádio, impresso, eletrônico, em todas as redes sociais e até mesmo nas conversas do cotidiano. Por isso o nome! O que acontece é uma espécie de agendamento de notícia que deve ser seguido por todos os meios de comunicação midiáticos.

Mas se engana quem pensa que essa prática é rara no jornalismo do mundo moderno. Quantas vezes não assistimos um telejornal, lemos uma revista, navegamos em um portal e a mesma notícia se repete dezenas de vezes? Essa é uma prática muito comum e a batalha dos jornalistas é disputar informações ainda não divulgadas sobre aquele mesmo assunto.

Isso mesmo, é necessário correr atrás de informações novas sobre um assunto que já foi explorado em dezenas de redações, por centenas de jornalistas. Por esse motivo podemos encontrar muitas vezes algumas informações aparentemente sem sentido e sem necessidade de veiculação em uma rede de comunicação. Mas entendam que essa também é uma função do jornalista: descobrir uma nova faceta de uma assunto já batido.

O exemplo mais claro que posso citar para vocês agora é sobre, adivinhem… O casamento real, é claro! O enlace de William e Kate está em todas, absolutamente, todas as mídias e com seções especiais em algumas delas. O assunto parece já ter enjoado e não há mais o que falar às vésperas do casamento, mas os jornalistas sempre arranjam uma nova informação, nem que seja a notícia de um japonês que esculpiu o rosto dos noivos em bananas e depois as comeu. Sim, isso é verdade. Olhe: http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/posts/2011/04/27/japones-esculpe-rostos-de-william-kate-em-bananas-376989.asp

Bom gente, nem adianta eu colocar mais exemplos aqui por que já fizemos alguns posts sobre esse assunto aqui no blog e ainda teremos alguns outros com os desdobramentos depois do casamento (sim, podem esperar).

Gostaria mesmo de tê-los informado sobre porque essa repetição enjoativa de notícias acontece no Jornalismo. Agora vocês sabem que isso é uma técnica jornalística cujo nome é agenda-setting! O Jornalismo é feito por empresas que necessitam de lucros e tem concorrência, assim como as demais empresas. Para concorreram em igualdade todas eles optam por seguir uma agenda de noticias básica e buscar de forma independente as melhores informações e furos. Mas é claro que esse é apenas um aspecto do jornalismo, que também sobrevive dos furos de reportagem, instantaneidade das informações, imparcialidade, credibilidade e uma série de conceitos que poderão ser discutidos em novos posts!

Nesse vídeo que segue há uma explicação bastante interessante sobre esse processo de seleção de notícia e informações. O áudio está em espanhol, mas não é muito difícil de se entender:

Quem vos falou foi uma estudante do 3º ano de Jornalismo!

Mas e vocês? O que acham dessa técnica de agendamento? Podem postar suas opiniões nos comentários!

Libere essa fúria que existe em você.

Helena Ometto

Helena Ometto


Entenda o casamento real

Só se fala disso em todas as mídias: você liga a tv, casamento real, você abre o jornal, casamento real, você entra na internet, casamento real… São especiais na tv, livros, revistas, vídeos, tudo o que se pode imaginar e mais um pouco falando sobre Willian e Kate.

Pra falar a verdade, todo mundo já esta um pouco de saco cheio com esse casamento, já que este evento está abarrotando as mídias e se sobressaindo em relação à assuntos bem mais importantes.

Estava olhando a página da Folha hoje de manhã e acabei vendo este vídeo da Bárbara Gancia explicando de uma forma descontraída o tal do casamento e as relações da família real britânica. A jornalista está indo para Londres cobrir o casamento e explica no vídeo como a plebéia Kate Middleton ganhou o apoio da família real e de toda a Inglaterra

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Crítica: Splice – A nova espécie

Cartaz de Splice

SE VOCÊ PRETENDE ASSISTIR A ESTE FILME, NÃO LEIA O TEXTO ABAIXO 🙂

Tenho poucas certezas na vida e duas delas são: que todos nós vamos morrer um dia e que em todo o filme de ficção científica, a criação X dos cientistas protagonistas, uma hora ou outra vai acabar matando todo o elenco! Talvez seja por isso que eu veja filmes de ficção científica com pouca freqüência, porque eles não me surpreendem… óbvio que não foi diferente com Splice. Não me lembro o porquê e nem como esse filme foi parar no meu computador, mas estava lá e eu assisti.

O filme começa nos apresentando uma história simples: um casal de cientistas que misturam genes para criar uma criatura bizarrézima com o intuito de encontrar a cura para todas as doenças e salvar o mundo. Daí você pensa “Nossa que novidade! Quase nem tem centenas de filmes que começam assim!”. Mas como ainda é o início do filme, damos uma chance para que ele nos surpreenda.

Casal de cientistas super espertos

Confesso que odeio pessoas que falam durante o filme, porém acabei perdendo a minha paciência com os personagens e quando apareceu a primeira criatura nojenta no laboratório, falei “Mata esse troço, certeza que essa joça vai matar todo mundo! Bando de cientista burro!” Mas é claro que eles não mataram criatura nenhuma (¬¬’). Então surge o ponto decisivo, quando os cientistas vão juntar células humanas com alguma coisa. Juntar células humanas com qualquer coisa é sinônimo que vai dar zica, certeza! Guarde este conselho, não misture DNA humano com nada, nunca.

O casal de cientistas, contrariando o meu sábio conselho, criou uma criatura Y, mais bizarra do que a X do começo do filme (que mais parecia um pedaço de intestino grosso com vida própria). E obviamente a nova criatura era mais desenvolvida, mais inteligente e com maior potencial de destruição em massa. O tempo passa e o ser estranho cresce e fica muito parecido com o Billy Corgan do Smashing Pumpkins um humano.

Billy Corgan e Dren
Há suspeitas que Billy Corgan do Smashing Pumpkins é o verdadeiro pai da criatura

Posso afirmar que Splice é uma mistura de “Para Com Isso Você Vai Morrer “com “Porque Eu Ainda Tô Vendo Isso?”. O filme chega ao ápice do bizarro quando a criatura feminina chega à adolescência e se apaixona pelo “pai” e eles fazem sexo. Sim leitor, você leu essa frase! O cara que criou aquele ser esquisitíssimo, além de não ter dado um fim enquanto era tempo, ainda tem coragem de ter relações sexuais com o bicho! Nem consegui classificar tal absurdo, já que poderia ser pedofilia, incesto, zoofilia… é tanta bizarrice que eu não consegui assimilar o que estava vendo.

E quando você pensa que já viu de tudo no filme, o óbvio acontece: o ser começa a matar o elenco, começando dos secundários até chegar aos principais. Mas não pense que isso é tudo! A criatura muda de sexo e estupra a cientista que fez o papel de mãe durante toda a trama. Pois é, quando você pensa que não pode piorar, acontece uma coisa dessas! Depois de matar o ser mutante e passar a moral da história de todos os filmes desse gênero “o cientista que tenta brincar de Deus, será morto por sua criação bizarra” o filme acaba. A última cena é da cientista grávida do Billy Corgan assinando um contrato cedendo o seu filho (ou seja lá o que esteja dentro de sua barriga) para o laboratório onde ela trabalha.

Sério, não perca uma hora e quarenta minutos da sua vida com este filme. É muita coisa estranha para uma história só. Se eu tivesse pagado para ver este filme, certamente pediria meu dinheiro de volta!

Ficha Técnica

Título original: (Splice)

Lançamento: 2010

Direção: Vincenzo Natali

Atores: Adrien Brody, Sarah Polley, Delphine Chanéac, Brandon McGibbon.

Duração: 104 min

Gênero: Ficção Científica

Créditos: Adorocinema e The Inept Owl

Juliana Baptista

Juliana Baptista

TV 60: A história da televisão brasileira

 
Logotipo da série
Para comemorar as seis décadas da televisão brasileira a TV Cultura vem exibindo todas as quintas-feiras às 23h15 uma série de documentários que conta a história da TV no Brasil. A série TV 60, de Carlos Alberto Vizeu, relata em vários capítulos a história da televisão brasileira através de depoimentos, imagens e entrevistas com os principais personagens entizando a  inauguração do primeiro canal brasileiro e da primeira televisão da América Latina, a PRF-3-TV, que mais tarde passou a chamar TV Tupi, entrando no ar em 18 de setembro de 1950, em São Paulo.
 

Vídeo da inauguração da TV Tupi

  

 “Ninguém me contou, eu estava aqui”, frase tida pelo ator Lima Duarte em depoimento na frente do edifico onde funcionou a primeira emissora de TV do país abre a série. A trajetória da televisão segue ilustrada  por cenas que mostram os programas iniciais, os atores e novelas pioneiros, as dificuldades enfrentadas, os improvisos, os momentos notáveis e o impacto da novidade trazida pelo televisor.

1ª parte da série

A chegada da televisão no país é atribuída ao jornalista Assis Chateaubriand que havia comprado uma estação, mas não sabia exatamente o que fazer, que tipo de equipamento usar e quantas câmeras seriam necessárias para emissora entrar em operação. Decidiu trazer técnicos da RCA – America Radio Corporation – e implantou a televisão no Brasil. A estreia foi transmitida em 200 aparelhos e há controvérsias quanto à primeira transmissão de imagens.

2 ª parte da série

Ao longo dos episódios, são exibidos fatos que marcaram a história da televisão, tais como a inauguração das novas emissoras que entraram no ar após a TV Tupi e os programas memoráveis apresentados por nomes como Chacrinha, Blota Júnior, Flávio Cavalcanti, Dercy Gonçalves, Hebe Camargo, entre outros. A série apresenta também cenas e relatos dos artistas pioneiros e que fizeram grande sucesso como Lolita Rodrigues, Lima Duarte, Walter Avancini, Cassiano Gabus Mendes, Janete Clair, Tarcísio Meira, Glória Menezes, Regina Duarte, Fernanda Montenegro, entre outros.

3ª parte da série

Além disso, os telespectadores podem conferir como o teatro foi parar na telinha e a conquista de espaço do futebol na mesma. A série de documentários aborda assuntos variados como o telejornalismo, a teledramaturgia, os humorísticos, os programas infantis, a tecnologia na TV, a TV pública, entre outros temas.

Programa de excelente qualidade que deve ser visto, não somente por profissionais e estudantes de área de Comunicação, mas por todos aqueles que buscam conhecer sobre a relevância da história da televisão brasileira. Uma boa pedida para as noites de quintas-feiras e um acréscimo no conteúdo visto em sala de aula por nós, estudantes de Jornalismo, para não ficarmos apenas com divagações gregas de nossos professores.

Juliana Santa Rosa 

 


A Era de Aquário persiste entre nós…

Atual. É assim que posso descrever Hair. O musical foi lançado em 1979, mas mesmo depois de 32 anos, o filme faz com que ano a ano, cada geração que o assiste, se identifique de alguma forma com o propósito da trama. Talvez você se pergunte: Por qual motivo ou circunstância, um filme tão antigo foi escolhido para virar pauta do TPMídia? O motivo, como disse acima, é justamente o fato de Hair percorrer gerações sem se tornar um filme ultrapassado, “mofado” ou esquecido. Duvida? Então preste atenção: música; luta política; insatisfação social; desejo de mudança; nacionalismo. Essas palavras lhe soam familiar?


Pois é… São essas palavras que resumem a trama do musical. Pode parecer coincidência, mas não  é…  Hair mostra a história de um jovem de Oklahoma que foi recrutado para lutar na guerra do  Vietnã (1959-1975). Quando vai pra Nova York, o rapaz conhece um grupo de hippies, figuras  representativas da contracultura que se negavam a aceitar os padrões impostos pela sociedade, o  nacionalismo doentio estadunidense e as guerras de um modo geral (mas principalmente a  Guerra do Vietnã). OK… Vai pode dizer que os hippies já não são mais figuras que ainda estão na  “moda”, mas dizer que hoje em dia a sociedade não dá motivos para ser contestada seria um  absurdo bastante grande. A diferença é que hoje, a rebeldia acontece por baixo dos panos, os  movimentos anti-sociais já estão mais ociosos e sem muita força.

Mas veja bem…

Harmonia e compreensão. Simpatia e confiança. Liberação da verdadeira mente. Paz e amor. Estas não são palavras as quais buscamos seu verdadeiro significado até hoje? Então certamente temos motivo SIM para chegar lá, já que ainda estamos bem longe de sequer chegar perto do que podemos chamar de “sociedade harmônica”.

Guerras… Existiram, existem e possivelmente ainda existirão. Pelo menos é o que tudo indica.

1980

1990

2000

2011

Não é coincidência… É apenas a contemporaneidade do lado negro da humanidade. E querendo ou não, a letra de “Let the Sun shine in” cabe como uma luva no atual contexto de guerras. E o sentimento de indignação ainda continua tomando conta dos “lúcidos”.
Hair é uma produção cinematográfica que permanecerá encantando gerações, por mostrar que acima de tudo, devemos prezar a simplicidade que a vida tem a oferecer e tentar combater a intolerância socialmente imposta. A amizade está acima de um nacionalismo desacreditado, padrões devem ser quebrados para que se fique claro o real significado da diversidade e a utopia ainda deve se tornar realidade. Assista a este musical sensível, perspicaz, genial e bastante pertinente. Provavelmente você perceberá que o filme é antigo, mas que a intolerância humana é mais antiga ainda e infelizmente persiste na sociedade “moderna”.

Pense nisso…

Helena S. Sylvestre


TPMídia ON RADIO #3

Oi pessoas!

Aqui está o link para vocês ouvirem o TPMídia que foi ao ar ontem!

Separamos o programa em três blocos:

– Primeira Página (apenas para a análise das manchetes)

– Critica no Plural (para as análises de mídia)

– Devolta para o Futuro (para as biografias musicais das personalidades)

Estamos testando este novo formato, mas provavelmente será o definitivo!

Espero que gostem do programa 🙂


… But I said ‘no, no, no’…

Amy Jade Winehouse

Esse é o hit da cantora que por muito tempo foi sinônimo de polêmica. Essa música fez tanto sucesso porque durante a maior parte da carreira foi a cara dela: Amy Winehouse.

A bonita nasceu no subúrbio de Londres, numa família judia. O pai, Mitchell Winehouse era motorista de táxi e a mãe, Janis, farmacêutica.

Amy não esconde da imprensa que cresceu em uma família com muitos problemas e que isso influenciou em sua vida contribuindo para o consumo de drogas e sua rebeldia na adolescência.

Compositora das próprias músicas, a cantora deixa transparecer em algumas letras episódios da sua vida como o sofrimento de sua mãe quando foi traída pelo pai.

“…and I question myself again: what is it ‘bout men?”

No inicio da carreira, Amy teve algumas bandas menores, amadoras e as pessoas com quem convivia achavam a moça tímida e com pouco talento. Depois de passar pelos pubs em Londres cantando soul, jazz e blues, foi encontrada por um produtor da Island Records onde logo lançou o álbum de estréia: Frank.

Em 2003, com apenas 20 anos, todas as músicas eram de Amy e tinham forte influência do jazz. Muito bem recebido pela crítica, Winehouse teve a voz comparada (positivamente) com outras grandes vozes do jazz.

Amy: Cabelo inspirado nos anos 80 e 6 tatuagens pelo corpo

Mas parece que a combinação da adolescência rebelde de Amy com o sucesso fez com que a marca da cantora deixasse de ser a música e passasse aos escândalos.

Em janeiro de 2008, um jornal inglês divulgou no site um vídeo da cantora usando drogas, resultado… internada! Por causa disso, Amy deixou de cantar na 50ª edição do Grammy no EUA. O visto foi negado e pediram que ela fizesse apenas uma perfomance na Inglaterra mesmo, sem interromper os tratamentos.

Amy bate no fotógrafo que estava de plantão em frente ao seu apartamento em 2008

Entre outros bafões, Winehouse já foi presa duas vezes e se tornou conhecida por estar bêbada nos seus shows, além de ser agressiva com a imprensa e com qualquer um que tente obrigá-la a se tratar!

Sem muita sorte no amor também, o primeiro marido da nossa “amada barraqueira”, Blake Fielder-Civil também foi preso e rendeu altas fotos de barracos no tribunal para a imprensa inglesa e mundial. Como diz em sua música “Love Is A Losing Game”, Amy parecia estar desanimando com o amor…

O segundo álbum foi Back to Black (2006), também de sucesso e com composições próprias. Já se aproximava uma nova fase na vida de Amy, como todos os seus fãs esperavam. A cantora chegou a ter sérios problemas de saúde e depois da última temporada de 8 meses em um espaço de reabilitação no Caribe, todos parecem estar mais esperançosos até mesmo com a aparência dessa menina autentica…

Alguns já falam que Amy está ganhando peso, com aspecto mais saudável e livre da bebida e das drogas. Até mesmo no amor a coisa está mais séria no relacionamento com o diretor de cinema Reg Travis. O comentário do momento é de que a cantora tem o desejo de ser mãe e, com sua melhora física, isso começa a se tornar mais próximo e possível.

A gente se recupera junto com a Amy, acreditando que “Tears dry on their own” como ela mesma compôs no sucesso do álbum Back to Black:

Nós ficamos aqui, curtindo os passeios de Amy pelo Brasil, as trapalhadas dela no palco, aqueles olhos carregados no delineador e aquela boca vermelha.

E o mais importante, Ouvindo no Talo! Com Amy Winehouse!!!

Lilian Figueiredo

Juliana Santa Rosa


10 anos sem o ícone do punk rock

Há uma década o mundo da música perdia Joey Ramone. Jeffrey Ross Hyman, ícone do punk rock e líder de uma das maiores banda existentes do rock in roll, The Ramones. Joey lutou durante 7 anos contra um câncer linfático até falecer no dia 15 de abril aos 49 anos em Nova York, deixando o rock mais triste.

Lembro do dia quando vi a notícia de seu falecimento sendo dada na programação da MTV. Foi triste ouvir que tal fato aconteceu, pois os Ramones é uma das minhas bandas preferidas, e saber da morte do Joey foi lamentável e também uma perda irreparável para o cenário musical.

Joey Ramone 19 de maio de 1951 — 15 de abril de 2001

Em sua adolescência Joey Ramone foi considerado um excluído da sociedade, esquisito e diagnosticado com TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo). Sem qualquer perspectiva de vida, Joey afirma, no documentário “End Of The Century: The Story of The Ramones”, que a música o salvou, pois conseguiu canalizar todos os seus sofrimentos e angústias. Mesmo diante de toda sua esquisitice, o vocalista se transformou em um ícone e ajudou a moldar quase todo o rock in roll feito da década de 70 para frente. Do Motorhead passando pelo punk inglês, a bandas como Nirvana, Green Day ao rock brasileiro é difícil encontrar alguma banda que não tenha a influência musical dos Ramones.

CJ, Marky, Johnny e Joey

Para quem não conhece farei um breve histórico da banda. The Ramones foi uma banda de punk rock criada no Queens, Nova York, em 1974. Originalmente era um trio: Joey Ramone (Jeffrey Ross Hyman – vocal/bateria), Johnny Ramone (John Cummings – guitarra) e Dee Dee Ramone (Douglas Colvin – baixo), logo após o primeiro show da banda o empresário Tommy Ramone tornou-se baterista. O quarteto, além de adotar o sobrenome Ramone que era pseudônimo que Paul McCartney usava nos Silver Beatles, também adotou o mesmo visual, com jaquetas de couro e calças jeans rasgadas. No mesmo ano da formação, a banda realizou sua primeira apresentação no bar CBGB, o refúgio do rock underground nova-iorquino.

 

No documentário “End of The Century: The Story of The Ramones” algumas revelações sobre a banda são feitas e surpreende os fãs. A existência de um clima de guerra entre os músicos, a luta por um sucesso de massa, o estilo tirânico e reacionário do guitarrista Johnny, abuso de drogas, e o fato mais curioso: roubo de namorada, Johnny se casou com a grande paixão da vida de Joey. Ao longo dos 22 anos de existência, os Ramones totalizaram 20 discos, sendo 14 de estúdio e 6 ao vivo e a marca de aproximadamente 2.263 apresentações ao redor do mundo. O último show foi realizado em Los Angeles, Califórnia, dia 16 de julho de 1996.

Não lembro ao certo quando o som dos Ramones entrou em minha vida. Tenho uma vaga lembrança de que conheci a banda quando pequena ao passar as tardes assistindo Kliptonita, programa de vídeos clipes exibido na TV Record em 1991 (aí meus cabelos brancos) e também ao ouvir uma música da banda no filme “Pet Sematary” – “Cemitério Maldito” (1989), baseado na obra de Stephen King.

Joey Ramone tem um álbum solo póstumo “Don’t Worry About Me”, lançado em 2002, com a regravação de “What a Wonderful World” de Louis Armstrong. Uma de suas últimas aparições foi fazendo o papel de si mesmo no sitcom norte-americano “Drew Carey Show”, no episódio os personagens tentam escolher um guitarrista para uma banda e Joey é um dos candidatos. Após a morte de Joey, os Ramones entraram para o Hall da Fama do Rock. E mais dois integrantes faleceram, o baixista Dee Dee Ramone, viciado em drogas pesadas, foi encontrado morto em 2002. Em 2004 foi a vez de Johnny Ramone não resistir a um câncer.

Com poucas notas, letras simples e inteligentes e nada de solos intermináveis, os Ramones criaram um som absolutamente único e é essa singularidade que faz da banda uma das mais influentes da história do punk rock.

E eu seguirei com o sonho de ouvir: “Hey, little girl I wanna be your boyfriend. Sweet little girl I wanna be your boyfriend”.

Ouçam no talo e HEY! HO! LET´S GO!

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa

Roxette está de volta às terras brasileiras!

Sim, jovens mancebos. O Roxette voltou ao Brasil! Depois de a dupla se apresentar dia 12 em Porto Alegre (Pepsi On Stage) e dia 14 em São Paulo (Credicard Hall), Marie Fredriksson e Per Gessle se apresentarão hoje (dia 16) no Rio de Janeiro (CityBank Hall), amanhã (dia 17) em Belo Horizonte (Chevrolet Hall), e no dia 19, para alegria dos fãs paulistas, haverá mais um show em São Paulo (Credicard Hall).

Pra quem curte o Roxette e descobriu só agora que eles vieram para o Brasil, desculpe, mas é muita alienação pro meu gosto! Brincadeirinhaaa!!! Pra quem ainda tem interesse em ver algum dos shows da dupla sueca, acesse o site Tickets For Fun, e garanta seu ingresso!

Bom, mas se você nem sabe quem são Marie e Per, ou não se recorda muito bem da dupla, preste atenção…

Aos novelistas de plantão:


“Listen To Your Heart” – Novela O Sexo dos Anjos – Rede Globo, 1989 


“Spending My Time – Novela Perigosas Peruas – Rede Globo, 1992 


“Milk And Toast And Honey” – Novela Um Anjo Caiu do Céu – Rede Globo, 2001

Aos cinéfilos:


“It Must Have Been Love” – Filme Uma Linda Mulher – 1990

 
“Almost Unreal” – Filme Super Mario Bros. – 1993


“It Will Take A Long Long Time” – Filme Noiva Em Fuga – 1999

Lembrou? Há… Não conhece? Então saiba o que está perdendo!

1986: Esse foi o ano em que surgiu o Roxette. Antes, seus dois integrantes (Marie Fredriksson e Per Gessle) já seguiam carreira musical, ela solo, e ele como integrante da banda Gyllene Tider. Na metade da década de 80, os suecos resolveram unir suas forças e criar um dos maiores ícones da música pop.

Com 33 singles nas paradas de sucesso e mais de 75 milhões de cópias vendidas, pode-se dizer que o Roxette certamente marcou o cenário musical da época. E mais, continua ganhando fãs ao redor do mundo todo até os dias de hoje. Depois de uma operação para retirada de um tumor cerebral, Marie Fredriksson manteve-se fora do foco da mídia por algum tempo, mas nem mesmo a doença fez a moça abrir mão de sua grande paixão: a música.

A dupla ficou parada por alguns anos, mas Per Gessle continuou atuando na banda Gyllene Tider durante esse período. Enquanto isso, o Roxette preparava um retorno triunfal, que aconteceu em 2009. Em 2010, a dupla começa a compor o nono álbum da carreira, e no começo de 2011 “Charm School” é lançado, vindo juntamente com uma grande turnê.

O Roxette esteve no Brasil pela última vez em 1999, mas depois de 12 anos de espera, os fãs brasileiros finalmente vão poder se emocionar novamente com os sucessos de Marie Fredriksson e Per Gessle, dois nomes de grande talento musical. E você? Vai perder essa??

Confira algumas imagens da dupla!

       

OPS! IMAGENS ERRADAS! 


  

                           

AGORA SIM! 

Helena S. Sylvestre


U2 no Brasil e as notícias mais fail

Ooi, gente. Eu ainda não tinha mostrado as caras por aqui, então deixa eu começar me apresentando. Eu sou a @nandalogia (ou Fernanda), a amiga que esqueceram de chamar quando o blog foi criado a última integrante do TPMidia. 😀

Sempre que eu começo um blog, meu primeiro post costuma ser sobre alguma banda que eu curto e que fez/fará/quem sabe algum dia no futuro virá a fazer shows no Brasil. Então esse meu primeiro post será, tchan tchan, sobre a “turnê” (que na verdade era pra ser um show só que acabou virando três mas já volto nisso) do U2 no Brasil.

A putaria nessa “turnê” já começou na venda dos ingressos. Quem tentou comprar pelo tickets4fun ou acompanhou o barraco generalizado que se seguiu no twitter deve saber do que eu estou falando. Pra quem teve a felicidade de não passar por isso, o que aconteceu foi que a princípio a banda faria apenas um show, no dia 09/04, no Morumbi em SP. Quando o site abriu para as vendas, porém, todas as pessoas do planeta já estavam dando atualizar na página inicial. Resultado? O site ficou congestionado, caiu, não conectava nem por macumba e quando finalmente voltou ao ar e os meros mortais (tipo eu, assim) conseguimos entrar, todos os setores do show estavam esgotados. Depois de muita gente xingar muito no twitter, os produtores abriram mais dois dias de show, no dia 10 e no dia 13. Não adiantou lá muita coisa, já que a putaria o problema no site continuou sendo basicamente o mesmo. Mas como eu sou foda digdin digdin digdin, eu consegui comprar de uma pessoa em outro site e por preço de custo um ingresso pro dia 10. Não, não era falsificado, eu não fui presa, não confiscaram meu pacote de bolacha Bono (porque eu jamais ia perder essa piada) e deu tudo certo.

Bom, o show em si foi sensacional. E não sei vocês, mas eu também sou muito fã de Muse, então pra mim foi o céu (apesar das pessoas lindas atrás de mim reclamando que Muse não tocou a “música mais famosa, aquela lá, do Crepúsculo!”, mas essas coisas a gente releva). No set list de 1:30 h do U2, quase todos os grandes sucessos foram tocados, com exceção de “Sometimes you can’t make it on your own”, “Electrical storm” e “Original of the species”. Mas longe de mim reclamar, afinal nós até tivemos direito a uma música do album novo, chamada “North Star”, que foi tocada somente no dia 10 (morra de inveja, você com o seu Master Card Platinum que comprou ingresso no pré venda pro dia 9).

Pra não passar o post todo babando ovo pro Bono, falando como foi foda a homenagem para as crianças de Realengo e pra líder política chinesa e invejando a loirinha que subiu no palco durante Beautiful Day, resolvi ficar na minha casa, na minha piscina tomando meus bons drink postar alguns exemplos da cobertura linda que a mídia brasileira deu ao show. VEM GENTE.

DEPILEI O BRAÇO PARA O BONO ASSINAR – DIZ FÃ ANTES DO SHOW DO U2

Essa é provavelmente a notícia mais fail da história das notícias fail. Não basta a pessoa depilar o braço acreditando que vai ser a Katilce 2011, não basta dar uma entrevista ao G1 falando isso, ela ainda compra o ingresso de cambista e não consegue entrar! É muito amor.

BONO VOX DE CARUARU SE PREPARA PARA VER O XARÁ CANTAR NO BRASIL

Eu preciso comentar? Caso você seja a mãe desse menino, MINHA SENHORA, onde diabos vc estava com a cabeça?

KATE HUDSON MOSTRA A GRAVIDEZ AO DEIXAR HOTEL EM SÃO PAULO

Tipo, que bom, né? Fiquei até com medo de ela ter sido abduzida. Ou do filho dela ter sido abduzido. Todos comemora.

FÃ EXPLICA COMO BONO ESCOLHE GAROTA PARA SUBIR AO PALCO

Confesso que eu ri lendo isso. Imaginei uma menina subindo linda no palco, sendo beijada pelo Bono e em seguida sendo convidada a se retirar do local porque se comportou de maneira indevida.

GRÁVIDA, TAÍS ARAÚJO ASSISTE AO SEGUNDO SHOW DO U2

SOPHIE CHARLOTTE DÁ PERDIDO NO EX MALVINO SALVADOR

Essas têm o mesmo nível “não-merecem-que-eu-gaste-caracteres” de relevância.

PREPARE BACALHAU SABOREADO POR BONO EM SÃO PAULO

Será que se ao invés dos bolinhos o Bono tivesse comido os pastéis da dona Jura a gente finalmente teria a receita dessa iguaria?

Essas foram as que eu achei mais fail, mas quem quiser ver mais, é só entrar no site do G1 ou do R7 (recomendo R7, é sempre mais zoado), procurar por U2 e se divertir. Se tiverem mais notícias dessas, deixem nos comentários. Sempre bom ver esses exemplos lindos de jornalismo.

Fernanda Villa

Fernanda Villa

CIDH vs. Belo Monte

(TPMídia ON RADIO)

A CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) da Organização dos Estados Americanos, não está querendo que a Usina de Belo Monte seja construída.

No dia primeiro, a CIDH aprovou medidas de proteção às comunidades indígenas que habitam o rio Xingu, no Pará. A Organização também alega que várias medidas sócio-ambientais devem ser tomadas antes do início da construção da usina.
No portal online Folha.com, essa notícia sobre Belo Monte foi publicada na editoria Mercado. Mas não é possível perceber logo de cara, nenhum foco econômico nela. Em compensação, quando se lê a notícia, nota-se que o foco principal é sobre as questões ambientais que envolvem a construção da Usina. O Folha.com tem uma categoria chamada Ambiente. Apesar disso, o portal preferiu publicar a notícia na editoria Mercado. Por pertencer a essa editoria, a notícia poderia ter outro enquadramento, dando destaque, por exemplo, às conseqüências econômicas que a construção da Usina poderia trazer à população que habita o local. De qualquer forma, a construção da Usina de Belo Monte vem criando polêmica, pois ainda não se sabe ao certo que impactos econômicos, sociais e ambientais a obra poderá gerar.

E você? É a favor ou contra a construção da Usina? Não sabe? Então primeiro entenda como funciona uma usina hidrelétrica:

Conheça a opinião de quem é contra e quem é a favor da construção da usina:

(OBS: Nosso objetivo ao mostrar os vídeos, não é nos posicionarmos a favor do PT ou do PV. Estamos apenas mostrando quais as opiniões de ambos os partidos).

Helena S. Sylvestre


Ronaldinho Gaúcho e a ABL. Sim, é possível.

Não entendo muito desse universo futebolístico, mas ontem foi publicada uma notícia um tanto quanto inusitada envolvendo dois universos paralelos: futebol e Academia Brasileira de Letras. Pois é!

Ronaldinho Gaucho, um dos maiores craques do nosso futebol e flamenguista declarado foi convidado pela Academia Brasileira de Letras para um evento em homenagem a José Lins do Rego, o mais rubro negro dos escritores. Entre os convidados também estavam o técnico Vanderlei Luxemburgo, do Flamengo, e a presidente do time, Patrícia Amorim. O evento foi promovido pela ABL para comemorar os 110 anos de nascimento do escritor.

Durante o evento, Ronaldinho disse que ler não é seu hobby preferido e que, na verdade, não tem o costume de comprar livros. Bom, isso já era de se esperar né. Mas enfim, o jogador foi presenteado com um exemplar de “Flamengo é Puro Amor”, de José Lins do Rego, pelas mãos do presidente da ABL, Marcos Villaça. Tomara que ao menos um livro sobre o próprio clube possa lhe servir de incentivo!

José Lins do Rego

 

“Zé Lins deixou uma obra que marcou definitivamente a literatura brasileira, inscrevendo-se entre os clássicos do ciclo nordestino. Ele foi mesmo um Acadêmico de duas paixões: Literatura e futebol. Deixou um livro de crônicas totalmente dedicado ao Flamengo”, disse Villaça.

Na ABL, José Lins do Rego foi o quarto ocupante da cadeira nº 25, eleito em 15 de setembro de 1955, na sucessão de Ataulfo de Paiva e recebido pelo acadêmico Austregésilo de Athayde, em 15 de dezembro de 1956. José Lins do Rego, autor do clássico “Menino de Engenho, foi romancista e jornalista.

O fato de Ronaldinho estar num evento da ABL é inusitado, mas ao mesmo tempo pode ser um exemplo para que outros  jogadores e torcedores façam uma iniciação literária, mesmo que com livros sobre a história do Futebol. Mas o fato mais supreendente ainda está por vir.

 

Medalha Machado de Assis: a honraria máxima da ABL

Ronaldinho Gaucho, sim, Ronaldinho Gaucho recebeu a medalha Machado de Assis, a máxima honraria da ABL. Para completar, o jogador disse que não tinha um livro preferido e ainda pediria aos imortais dicas de leitura. Essa foi a declaração perfeita para que a galera mandasse uma revolta no Twitter e Ronaldinho Gaucho e ABL fossem parar nos TT.

Centenas de piadinhas foram postadas na Rede, como essa:

Ronaldinho Gaúcho e a literatura? Só mesmo em campo, quando “tira de letra” (@thakiri)

Parece mentira, mas não foi. Na verdade não sou contra a participação de celebridades e atletas mais ligados à população nesse eventos acadêmicos. Aliás, é até uma atitude legal para mostrar que a Academia Brasileira de Letras é real e que podemos ter acesso ao que acontece nesse universo aparentemente distante e intocável.

O convite para Ronaldinho Gaucho participar do evento foi válido, até por que chamou a atenção dos flamenguistas de plantão e dos amantes do futebol,de forma geral, para o universo das letras. Pelo menos por uma tarde. Mas a atitude da ABL de conceder a Ronaldinho a medalha Machado de Assis foi absolutamente desnecessária. Fez parecer que a credibilidade e a seriedade de uma instituição que recebia somente grandes talentos da literatura para se tornarem imortais foi por água abaixo. A impressão é que a ABL está desesperada para se colocar na mídia.

Bom, talvez isso realmente esteja acontecendo.

 

 

Ronaldinho Gaucho e a homenagem à José Lins do Rego

E claro que o Globo Esporte não podia deixar de noticiar esse feito inédito no mundo futebolístico. E com razão:

 

Helena Ometto

Helena Ometto

 

 


TPMídia ON RADIO – #2

Desculpem pelo atraso! O programa de ontem já pode ser ouvido no player abaixo.

Errata: A matéria sobre a Zuzu Angel ficará pro próximo programa, excedemos o tempo por causa dos debates do primeiro bloco!

Não perca o programa TPMídia todas as segundas as 17h30 na Rádio Unesp Virtual. Enviem comentários aqui no blog ou pelo twitter @tpmidia que comentaremos ao vivo no próximo programa!


Confirmado Kill Bill 3

A parceria entre Tarantino e Uma Thurman continua

Sim! Pode abrir aquele sorriso porque Kill Bill ganhará mais um filme! A atriz Daryll Hannah (que fez o papel de Elle Driver) confirmou em entrevista na semana passada que Tarantino pensa em mais um filme da série, porém só em 2014.

Então você pensa: mas como terá mais um Kill Bill se o Bill já morreu? (Até o ator que interpretava o Bill morreu ano passado em circunstâncias estranhas na Tailândia) Tarantino disse que no novo filme quem fará o papel principal será a filha da Noiva. Ela e a filha de Vernita Green serão inimigas, então o diretor quer dar um tempo para que as duas garotas ficassem suficientemente velhas para se tornarem inimigas.

B.B. e a filha de Vernita Green

Daryll Hannah disse que não sabe de muitas informações sobre o roteiro, já que Tarantino ainda não se decidiu se vai utilizar recursos de animação ou outra tecnologia no filme. Como Daryll tem informações sobre o filme, certamente sua personagem irá retornar na continuação da saga. 2014 está longe, mas certamente a espera valerá a pena!

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 

 


A cobertura da rede Globo da tragédia na escola do Rio

Na manhã da última quinta-feira, dia 7 de abril, um homem de 23 anos entrou na escola municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro e disparou contra vários alunos. O atirador, mais tarde identificado como Wellington Menezes de Oliveira feriu 18 pessoas e matou 11. Wellington era ex -aluno da escola e antes de cometer o crime escreveu uma carta explicando suas motivações.

Logo após o crime acontecer, a Rede Globo interrompeu a sua programação habitual e colocou Sandra Annenberg, Ana Paula Araújo e um especialista em segurança para comentar o crime em tempo real. O canal trazia imagens de helicóptero feitas da escola e algumas informações que conseguiram com a polícia. Como o crime havia acabado de acontecer, a imprensa tinha poucas informações. A transmissão se resumiu em uma repetição incessante das mesmas duas imagens da escola e das informações que o atirador tinha 23 anos, era ex- aluno do colégio e havia deixado uma carta de despedida.

O boletim informativo acabou se tornando um boletim especulativo. Tanto os jornalistas quanto o especialista apenas ficavam fazendo suposições em cima da meia dúzia de informações que tinham. Ninguém podia confirmar a motivação do crime ou as condições do atirador, então os apresentadores levantaram as mais diversas hipóteses: bullying reprimido, distúrbios psicológicos, motivação religiosa, entre outras. Tais hipóteses apenas confundiam os telespectadores que pegaram a notícia acontecendo, pois era difícil distinguir as suposições dos apresentadores dos fatos. Havia também um desencontro de informações sobre a morte do atirador, algumas vezes afirmavam que ele tinha cometido suicídio, outra hora diziam que um policial havia atirado nele.

O atirador Wellington Menezes de Oliveira

Durante muito tempo compararam o ocorrido na escola do Rio de Janeiro com o episódio de Columbine nos Estados Unidos em 99. Ao comparar as duas situações, fazia com que os telespectadores tirassem conclusões errôneas, já que nos Estados Unidos, o incidente foi causado por alunos do colégio que sofriam bullyng e no Rio de Janeiro, quem atirou nos alunos foi um homem de 23 anos que não estuda no colégio. Mais uma vez, confundindo o público.

Alguns comentários dos apresentadores mostravam a indiferença com atos de violência na escola como agressões entre alunos ou contra os professores. E muitas vezes se referiam ao acontecido como “coisas que só acontecem nos Estados Unidos”.

Ficou evidente nesta cobertura a preocupação em dar a notícia primeiro que as demais emissoras, mesmo que a informação não esteja completa. Já que não havia informações, a Globo tentou adivinhá-las com uma série de suposições, tudo em transmissão ao vivo. A emissora lembrou da agilidade, porém esqueceu da qualidade.

Juliana Baptista

Juliana Baptista


Nem só de mídia é feita a música!

Longe das telas manjadas da televisão e das rádios muito bem pagas, a gente pode encontrar grupos que fazem da música uma verdadeira arte da expressão. Esse é o caso da trupe (como eles se autodenominam) O Teatro Mágico.

A trupe – O Teatro Mágico

O grupo saiu da “cachola” de Fernando Anitelli no final de 2003 e levou esse nome por causa do livro O Lobo da Estepe do escritor alemão Hermann Hesse. “Quando eu li sobre o Teatro Mágico do Hesse, percebi que era justamente aquilo que eu gostaria de montar: um espetáculo que juntasse tudo numa coisa só, malabaristas, atores, cantores, poetas, palhaços, bailarinas e tudo mais que a minha imaginação pudesse criar. O Teatro Mágico é um lugar onde tudo é possível”, explica o criador sobre a criatura que é um dos seus maiores projetos.

O diferencial da música do grupo não é só o fato de serem composições próprias, mas também a poesia que existe nesse conteúdo em termos de rima, musicalidade e significado. Além de cantar, Fernando Anitelli também declama suas letras como é o caso de “Amém”.

 

 

Nada de incompreensível e muito das palavras do nosso cotidiano é o que faz O Teatro ser realmente Mágico. Assim eles colocam em questão as desigualdades da sociedade e assuntos que cercam as relações humanas de maneira bem diferente do que é feito pelos grandes meios de comunicação. Chega a ser um questionamento com cada pessoa sobre o que faz no dia-a-dia e os reflexos que isso tem na sociedade.

 

 

Outra característica dos artistas é a dinâmica de instrumentos que inclui violões, violino, guitarra, baixo, percussão, flauta, gaita, xilofone, bateria e bandolim além da brincadeira com sonoplastia e DJ’s. Essa variedade é o toque essencial para combinar a trupe com bandas como Funk Como Le Gusta e Cordel do Fogo Encantado (este último que hoje não existe mais!) e resultar em participações inesquecíveis.

Tudo pela arte! Os artistas do Teatro Mágico e Fernando Anitelli são fortemente engajados em um movimento que luta pela liberdade de compartilhamento de músicas na internet. Com isso eles participaram da formação e diretrizes do movimento MPB (Música Para Baixar), que também “volta os olhos” – não só dos artistas como também do público – para a questão dos direitos autorais e a censura na web.

MPB – alternativa a pirataria e contribuição à cultura

Nesses anos de estrada, o “TM”, como é chamado pelos fãs, existe em um cenário a parte da grande mídia. Podemos pensar que esta já é uma forma de “protesto”, pois a GRANDE MAIORIA dos “artistas famosos” que vemos nos holofotes por aí, fazem parte de um “grupo de escolhidos” que se encaixam nos padrões das EMPRESAS que são os meios de comunicação. E isso atinge todas as áreas, desde a música até o teatro, o cinema e as notícias.

Superando essas barreiras, O TM inovou e conquistou seu espaço na internet que tem sido um grande meio de acesso e divulgação para o grupo. Com o MPB, Anitelli e sua trupe têm uma alternativa ao grande problema da pirataria existente na web: as parcerias com sites que disponibilizam as músicas e conseguem remunerar os artistas por cada download que é feito! E uma curiosidade: grande parte das bandas que aderem esse movimento também não está sobre os holofotes dos grandes veículos de comunicação. Aquelas, que nós amamos chamar de “alternativas”!

Pra quem curte e pra quem está conhecendo agora, fica aí mais uma composição dessa trupe de sonhos no clipe de “Menina”

 

 

Pra quem quiser entender melhor esse “manifesto pela música”, vale à pena entrar: http://trama.uol.com.br.

Tem também a página na internet do TM, com toda a história do Grupo e a filosofia dessa trupe que vem fazendo uma carreira marcada por um “sucesso” fora do comum: http://oteatromagico.mus.br.

Com certeza, eu fico por aqui Ouvindo no Talo O Teatro Mágico!!!

Lilian Figueiredo


TPMídia On Radio – #1

TPMídia

TPMídia

Crítica de mídia com a Fúria Feminina!

Programa TPMídia na Radio UNESP Virtual.
Exibido em 04.04.2011

Ouça ao vivo pelo link:

http://www.radiovirtual.unesp.br/

Todas às segundas às 17:30h

Comentem!


Um pouco mais de Maria Bethania

No dia 20 de março eu postei uma matéria aqui no blog sobre a polêmica que foi gerada em torno de Maria Bethania e o ministério da Cultura, o MinC, para a produção de seu blog “O Mundo Precisa de Poesia”.

O blog ainda é motivo de repercussões na mídia. Hoje, 06 de abril, o Jornal do Brasil postou em seu portal na Internet uma matéria sobre o Ministério da Cultural criticando a programação musical das rádios. A ministra da cultura, Ana de Holanda, falou sobre essa questão e aproveitou a oportunidade para fazer uma declaração à respeito do blog de Bethania.

O Jornal do Brasil publicou a seguinte fala de Ana de Holanda:  “Todo mundo gosta da Bethânia. Ela tem capacidade de obter recursos [sem a necessidade da Lei Rouanet], mas a iniciativa privada está muito viciada e só dá [dinheiro] mediante lei de incentivo. Não compete ao ministério fazer uma avaliação de qualidade, se [o projeto] é bom ou não. Agora, acho que todo mundo ter acesso a 365 gravações da Bethânia lendo poesia, que está tão esquecida, é interessante. O valor eu não vou discutir porque foi analisado por comissões específicas”. A ministra ainda fez questão de dizer que a Lei Rouanet deve ser “aperfeiçoada” para evitar que os empresários possam escolher os projetos em que vão investir pensando somente no lucro que terão em termos de publicidade.

Ana de Hollanda: a nossa ministra da cultura

Uma curiosidade, Ana disse que não é responsabilidade do Ministério da Cultura julgar a qualidade e o comprometimento artístico do projeto, mas somente direcionar as verbas para os vários projetos de todas as regiões do país de maneira justa.

Mas enfim, enquanto o blog de Maria Bethania não entra na rede, nós da equipe do TPMidia fizemos questão de relembrar a carreira musical dessa artista no nosso primeiro programa veiculado pela Radio Unesp Virtual. No quadro “De volta para o Futuro” contamos os sucessos de Bethania.

Pra começar, nada melhor do que Fera Ferida, clássico indiscutível de Bethania! Lembrando que as músicas foram colocadas por ordem de preferência e não cronológica!

Maria Bethania nunca foi tão criticada ao longo de sua carreira de nada menos que 46 anos como agora, por causa do blog. A baiana é a segunda artista feminina em vendagem de discos no Brasil e a maior da MPB, com mais de 26 milhões de cópias vendidas.

Maria Bethania Viana Teles Veloso nasceu no dia 18 de junho de 1946, na cidade de Santo Amaro da Purificação, Bahia. É a filha caçula de Dona Canô e Sr. Zezinho. Quem escolheu seu nome foi ninguém menos que Caetano Veloso, seu irmão, 4 anos mais velho. Nota-se que a vocação para a música é coisa de família!

Caetano, Dona Canô e Bethania

Em 65, Bethania conheceu Nara Leão e fizeram uma parceria. Dessa junção de vozes femininas surgiu uma nova etapa na carreira e com ela o primeiro sucesso nacional e popular de Bethania: Carcará.


A marca de Bethania é mesclar as músicas com trechos de poemas e textos literários. Essa foi sua maior inovação musical, conquistando um público fiel. Ao mesmo tempo em que essa característica é admirável em Bethania, ultimamente foi o maior alvo das polêmicas.

Em 76, Bethania criou o grupo Doces Bárbaros com Gil, Caetano e Gal. O disco dos baianos virou tema de filme, DVD, enredo da Mangueira em 94 e até uma apresentação especial para a rainha da Inglaterra. Um dos grandes sucessos da banda hippie foi Fé cega, faca amolada.


A partir dos anos 70 Bethania lançou outros grandes sucessos como Explode Coração, uma gravação da música de Gonzaguinha que ganhou o público e inspirou até uma novela na Rede Globo.


Em 2005, Bethânia lançou seu último cd. Foi uma homenagem a Vinicius de Moraes intitulado Que Falta Você Me Faz. O disco traz músicas de Vinicius e, mais uma vez, o diferencial de Bethânia: poemas e textos intercalados às musicas.

Bethânia comemorou 40 anos de carreira em uma turnê pelo Brasil e exterior com o show Tempo, tempo, tempo, tempo. O álbum trouxe seus maiores sucessos, entre eles a interpretação de Olhos nos Olhos, de Chico Buarque.


Nessa semana, Bethania subiu no palco da Faap para fazer a leitura de poemas no mesmo estilo em que serão postadas no futuro blog. Foi sua primeira aparição pública profissional depois das polêmicas geradas em torno do blog e do Ministério da Cultura.

Talvez essa apresentação tenha entrado para o hall dos shows mais tensos de sua carreira. Segundo pessoas da platéia, Bethania estava visivelmente nervosa e apreensiva e a produção pediu a contratação de mais dois seguranças pessoais.O clima ficou um pouco tenso, mas ao final da apresentação Bethania foi aplaudida e teve até pedido de bis.

Isso mostra que a população não é contra os projetos culturais, muito pelo contrário, o público apóia e aplaude iniciativas como a de Bethania, mas o problema é a origem da verba milionária: o dinheiro público.

Helena Ometto


Polêmico Bolsonaro = Redundância Extrema

Depois de dar uma polêmica declaração ao programa CQC, o deputado do Partido Progressista, Jair Bolsanaro continua declarando à imprensa que é contra os movimentos homossexuais. Bolsonaro ficou conhecido por suas ideias nacionalistas e conservadoras, e por defender abertamente o regime militar de 1964 instalado no Brasil.
Quando se acessa os sites da Veja e da Carta Capital, o posicionamento de cada veículo em relação ao assunto é clara. No campo de buscas do site da Veja, quando se digita o nome “Bolsonaro”, nenhum resultado aparece nos arquivos da revista. Já no campo de buscas da Carta Capital, os primeiros resultados que aparecem têm os títulos: “Homofobia e racismo do deputado Bolsonaro geram onda de indignação” e “Declarações favorecem o combate à homofobia, diz senadora Marta Suplicy”, os dois do dia 31 de março. E “Bolsonaro diz que “está se lixando” para movimento gay” e “Deputado carioca será processado por homofobia e racismo”, ambos do dia 30.

A Veja tem uma linha editorial voltada para a direita política. Provavelmente isso explica o fato da revista não publicar no site, notícias a respeito do assunto. Por outro lado, a Carta Capital adota um posicionamento de esquerda. Isso explica o tom crítico dos títulos no site da revista. As notícias da Carta Capital também mostram grande parcialidade ao expor apenas aquilo que culpa o deputado Bolsonaro. As duas revistas deixam bem claras quais são suas posições políticas. Por isso existe essa parcialidade tão explícita tanto por parte da Veja, como por parte da Carta Capital. Mas, de acordo com a ética jornalística, a Veja não poderia ter ficado quieta sobre o que aconteceu, e a Carta Capital também não poderia ter pendido tanto para o lado da acusação de Bolsonaro.

Nota da matéria:

O deputado Bolsonaro já foi mencionado mais de 90 mil vezes no Twitter. Também circula na rede social uma petição para cassar o mandato do deputado, que já tem mais de 13 mil assinaturas. No Facebook, uma página de protesto contra Bolsonaro já conta com mais de 27 mil usuários.

Helena Sylvestre


50 anos da morte Virgínia Woolf

Semana passada completou 50 anos da morte de uma das maiores escritoras da geração modernista inglesa – Virgínia Woolf.

Adeline Virginia Stephen, mais tarde conhecida como Virginia Woolf, nasceu dia 25 de janeiro de 1882 em Londres. Virginia estreou em 1915 com o romance The Voyage Out (traduzido como A Viagem). Era filha de um conceituado escritor e crítico literário, tinha uma educação caseira exemplar e frequentava as bibliotecas dos intelectuais da época que sempre visitavam sua casa.

Com 30 anos casou-se com Leonard Woolf, escritor e teórico político. Leonard serviu de grande apoio em toda a vida de Virginia, mesmo nas crises depressivas e problemas de saúde da esposa. Foi extremamente companheiro e generoso.Junto com seu marido e irmã mais velha Vanessa Bell, fundaram um clube chamado Bloomsbury Group, que contava com intelectuais que debatiam sobre arte, política, literatura e defendiam ideais.

Virginia, desde criança, já revelava alguns distúrbios psicológicos. Foi vítima de abuso sexual pelos seus meio-irmãos mais velhos, causando na escritora uma frigidez e distanciamento do sexo. Após a morte da mãe, quando tinha apenas 13 anos, Virginia sofreu suas primeiras crises de depressão, tentando o suicídio. Os violentos tratamentos médicos a que enfrentou no hospício, onde ficava isolada, sendo proibida de ler e escrever, também teriam efeitos devastadores em sua vida. A morte do pai em 1904 foi outro quadro grave, levando a outras internações na ala psiquiátrica.

Virginia tinha muitas visões, ouvia vozes e por diversas vezes sofria delírios psicóticos. A bipolaridade a afastava do seu meio social, levando ao isolamento e à incapacidade de ler ou escrever. Ela própria se considerava louca. No dia 28 de março de 1941, após ter um colapso nervoso, Virginia suicidou-se. Vestiu um casaco, encheu seus bolsos com pedras e entrou no Rio Ouse, afogando-se.  Seu corpo só foi encontrado no dia 18 de abril. Virginia ainda escreveu uma carta de suicídio para o marido.

Virgínia fazia parte do grupo de mulheres inglesas, nascidas a partir de 1800 que produziram literatura, a obra desta escritora é sempre classificada como sendo uma das mais inovadoras e estimulantes. Muitas de suas obras ficaram conhecidas, como Orlando e Mrs. Dalloway. A escritora foi ainda retratada no cinema pela atriz Nicole Kidman, no filme As Horas, ganhando o Oscar de melhor atriz.

Nicole Kidman no papel de Virgínia Woolf em As Horas

O filme As Horas é baseado no livro homônimo de Michael Cunningham que procura retratar Virginia Woolf não apenas por sua biografia. O filme traz a vida de Clarissa Dalloway, personagem de um livro, observada do ponto de vista da sua criadora e também da sua leitora. São facetas de Virginia, que misturam sua vida com sua sensível imaginação. Virginia foi um ícone do modernismo inglês e encanta os leitores até hoje com sua técnica de fluxos de consciência e instigantes métodos de escrita.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 

 


O casamento (ir)real

Os dois formam o casal perfeito que a mídia adora

O casamento do príncipe William e Kate Middleton que irá acontecer no dia 29 de abril, já  encheu os sites de notícias com manchetes previsíveis e totalmente dispensáveis. Numa busca rápida pelo site G1, foram encontradas as seguintes manchetes:

Vitória e David Beckham foram convidados para o casamento real

Príncipe William decide não usar aliança após casamento

Em entrevista, Príncipe William diz estar nervoso com o casamento

Príncipe William fala sobre seu casamento e despedida de solteiro

Casamento de Príncipe William e Kate Middleton terá dois bolos

Casamento real movimenta o Palácio de Buckingham



Lembrando que estas notícias importantíssimas não apareceram no site como apenas notas de pequeno destaque, mas sim, matérias de dois mil caracteres informando os detalhes mais inúteis possíveis, como por exemplo, onde fica a mina da qual foi extraído o ouro para fazer a aliança da noiva. Certamente esse é um interesse internacional.

É aceitável que a mídia dê um destaque para a cerimônia real, já que William é o primeiro sucessor do príncipe Charles, mas é claro que eles poderiam poupar o público de detalhes tão desnecessários e guardá-los para alguma revista especializada em casamento.

O destaque dado ao casamento de William e Kate foi totalmente diferente ao dado para o segundo casamento de seu pai, o príncipe Charles. William e Kate formam um casal bonitinho, os dois têm cara de protagonistas de filme romântico da sessão da tarde. Mas quando o príncipe Charles se casou com Camilla Parker, a mídia caiu em cima do casal não apenas por se tratar da família real, mas pela peculiar beleza de Camilla. Os veículos não perdoavam Charles por substituir a Princesa Diana, que era linda, delicada e elegante, por Camilla que mais parece que saiu de um calabouço.

Afinal, pra quê tanto destaque pra família real, se ela só serve pra sair na foto? A família real britânica é só um enfeite, não possui um papel constitucional nos assuntos do governo.

Juliana Baptista

Juliana Baptista