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A reforma do Teatro Municipal

Nessa edição eu fiquei novamente responsável por fazer uma das partes da Crítica no Plural, o quadro de crítica de mídia do TPMidia! Como vocês já devem saber eu sou apaixonada pela área de Jornalismo Cultural e pretendo seguir nessa carreira! Sendo assim, decidi escrever a crítica dessa semana sobre a reinauguração do Teatro Municipal de São Paulo, após 3 anos de reforma.

A análise de mídia foi elaborada sobre uma matéria veiculada no portal Estadao.com, lincada com o blog de cultura do Jornal da Tarde. Esse é o link para quem quiser conferir: http://blogs.estadao.com.br/jt-variedades/nos-bastidores-do-novo-teatro-municipal/ !

o novo palco do Teatro Municipal

O Teatro Municipal de São Paulo foi reaberto ao público nesse final de semana, depois de 3 anos em reforma. Na noite de quarta-feira, a editoria de cultura do Estadao.com divulgou uma notícia contando parte de todo o processo dessa reforma. A matéria está escrita em uma linguagem mais literária do que o convencional, justamente para se adequar à editoria, que é mais leve e poética do que as outras.

Para mostrar a trajetória da reforma, foram mostrados alguns personagens que participaram do processo, como um funcionário antigo do teatro e um pedreiro da empresa responsável pelas melhorias. Cada um contou suas experiências, mostrando partes diferentes do processo. Com isso a matéria conseguiu ter uma certa pluralidade de fontes e pontos de vista e pôde oferecer um panorama mais completo das etapas.

O funcionário contou suas experiências como maquinista, aquele que montava e desmontava os cenários e como, aos poucos, foi percebendo a importância de sua função para os espetáculos. Ele fazia isso desde os cinco anos de idade, na companhia do pai. Já o funcionário da obra falou sobre a responsabilidade de reformar a parte mecânica, a iluminação e a montagem dos cenários, sendo que já trabalho em outros teatros como o de Paulínia e o Municipal do Rio de Janeiro.

Teatro Municipal passa por reforma (Créditos: Estadão)

Mas é importante notar que essa diversidade aconteceu do ponto de vista emocional e psicológico das fontes, que contaram histórias pessoais e afetaram somente o lado emocional dos leitores. Faltaram informações oficiais e técnicas que esclarecessem para o leitor o que de fato foi mudado na estrutura do teatro nesses três anos.

A única fonte oficial que aparece na matéria está no último parágrafo, em uma citação rápida. São as arquitetas responsáveis pela obra. Mas a fala refere-se exclusivamente à apresentação do novo espaço à imprensa e não ao que, de fato, foi modificado. Um outro ponto deve ser destacado: há a informação de que o pedreiro poderá assistir a um concerto no Teatro porque haverá uma sessão especial para os funcionários da obra. Ao dizer isso, a interpretação possível é de que somente nesse dia ele terá essa oportunidade, já que normalmente os espetáculos são destinados a pessoas com maior poder aquisitivo.

Ou seja, o Teatro foi reformado por mãos de gente simples, mas que sabem apreciar a arte clássica. Mas, mesmo depois das mudanças na estrutura eles continuarão de fora do público alvo das apresentações. Para terminar, por ser uma matéria cultural ilustrativa está muito bem montada, até mesmo pela linguagem literária e estrutura narrativa em que foi apresentada.

A idéia de apresentar personagens reais, que participaram da reforma, como fontes também é ótima e surpreendente. Mas deixa a desejar do ponto de vista da informação e dados, justamente por não apresentar fontes oficiais.

Para saber um pouco mais sobre essa grande reforma e estruturação que aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo assista ao vídeo abaixo. É uma produção da Veja São Paulo…

Helena Ometto

Helena Ometto
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A cobertura do Estadão.com sobre a bactéria dos vegetais

O portal Estadão.com noticiou que a Alemanha identificou que brotos de feijão contaminados são responsáveis pela disseminação da bactéria E. coli, que já matou pelo menos 30 pessoas, 29 na Alemanha e uma na Suécia, e infectou quase três mil pessoas. O atual surto foi causado por uma variedade supertóxica da bactéria E. coli, que se espalha com maus hábitos de higiene desde a colheita até o preparo do alimento. A bactéria causa infecções intestinais, destruição de hemácias e insuficiência renal.

O Centro Nacional de Saúde Pública do país afirmou que a causa do surto foram os brotos, e que as pessoas que consumiram esses produtos teriam maiores chances de apresentar diarréia com sangue ou outros sinais de infecção, do que aquelas que não os consumiram. Com a identificação, as autoridades sanitárias alemãs suspenderam o alerta contra o consumo de pepinos, alfaces e tomates crus. Estes alimentos já podem ser consumidos normalmente sem risco de contaminação.

Agricultor alemão joga fora os vegetais contaminados

Diferentemente dos outros veículos que noticiaram o fato, a cobertura do Estadão.com se destacou por apresentar informações relevantes e mais completas sobre o caso. Inicialmente, a matéria dá ênfase na informação divulgada sobre a descoberta da origem da infecção. Enfatiza também a opinião de Reinhard Burger, presidente do Instituto Robert Koch, do Centro Nacional de Saúde Pública da Alemanha.

O grande diferencial da matéria do Estadão.com foi a apresentação de infográficos trazendo maiores esclarecimentos aos leitores sobre o fato. O primeiro deles traz um mapa destacando a disseminação da bactéria pela Europa e Estados Unidos. Além de destacar os países com casos registrados, mostra dados importantes, como o número de mortes registradas na Alemanha e na Suécia. Já o infográfico seguinte expõe uma visualização de como é a bactéria, os sintomas que causa e as medidas de prevenção que devem ser adotadas para evitar a infecção da E. coli.

Bactéria Escherichia Coli

Além da presença de tais informações, o portal veicula como está a situação das exportações. A Comissão Europeia confirmou que a Alemanha não exportou a outros países do bloco europeu os produtos contaminados. Veicula também, o posicionamento de outros países em relação ao caso. A Rússia anunciou que suspenderá o veto às importações de verduras procedentes da Europa em troca de garantias da União Europeia sobre cada país e produto.

Nesta cobertura, o Estadão.com, oferece ao leitor informações adicionais ao acrescentar links com matérias relacionadas ao fato. Entres esses links há opinião de um especialista e explicações sobre as causas e as prevenções contra a infecção da E. coli. Fica evidente nesta matéria do Estado de SP que houve preocupação em passar informações precisas aos leitores, pois se trata de um assunto relacionado à saúde que está atingindo outros países além Alemanha.  Nota-se na cobertura uma boa apuração em comparação a outros veículos que simplesmente noticiaram a causa da disseminação sem maiores detalhes.

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa

Hora do Planeta estampa capas do Estadão e da Folha

No último sábado, dia 26, 134 países ao redor do mundo participaram da Hora do Planeta. A iniciativa é da ONG ambiental WWF, e o objetivo é fazer com que os cidadãos apaguem as luzes de suas casas por uma hora. Assim como em todos os outros anos, a mobilização aconteceu entre as oito e meia e às nove e meia da noite.

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O jornal Folha de São Paulo e o Estadão publicaram a notícia sobre a Hora do Planeta em seus portais na internet. O Folha de São Paulo fez uma notícia curta, dizendo que a proposta da ação é “conscientizar a população sobre o aquecimento global, e a necessidade de se preservar o ambiente. Ele também informa quem é a organização responsável pela iniciativa e quantas cidades brasileiras participaram no último sábado.

O Estadão, por outro lado, publicou uma matéria mais completa e com fontes de informação. A versão online do jornal colocou que o objetivo da Hora do Planeta é apenas simbólico, mas que serve como reflexão para as cidades e seus moradores. Fábio Cidrin é ativista da WWF, e explica na matéria que cada país usa essa iniciativa para discutir sobre questões ambientais locais. O jornal também diz que neste ano, o primeiro minuto da Hora do Planeta foi celebrado em silêncio. Uma forma de homenagear as vítimas dos desastres naturais de 2011. De um modo geral, então, o Estadão publicou uma matéria mais completa que o Folha de São Paulo. Mas nenhum dos dois jornais colocou a opinião daqueles que são contra a iniciativa da ONG.

 

Helena S. Sylvestre