A Fúria Feminina!

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História do Tio Sam: Terrorista Morto

De repente, todo mundo caiu da nuvem onde acontecia o Casamento Real inglês e se “estabacou” em cima do porta-retrato não muito querido do terrorista mais procurado do mundo. Porque até agora, foi só isso que a gente viu: fotos do saudita Osama Bin Laden mais vivo do que no 11 de setembro. Até tratamento de envelhecimento e outras fotos de família já apareceram.

Mas, como diz o ditado, a gente quer ver pra crer! Desde os atentados em2001, amorte de Bin Laden estava na expectativa, ou melhor, estava esperando a hora certa! Afinal, mesmo com a moral abalada dos últimos tempos, o relógio nos EUA costuma determinar os segundos do mundo todo, que dirá então da hora de morrer ou de ser morto. Tudo depende do efeito que eles querem jogar para as relações internacionais. Assim, foto de Osama morto até agora, NADA! (não que isso vá resolver muita coisa!)

Osama: aos 54 anos, terrorista procurado pelos EUA

A justificativa do governo norte-americano é a tentativa de conter maiores manifestações dos movimentos terroristas árabes. Enquanto isso, uma informação aqui, outra ali e a imprensa está alimentada e controlada para o Tio Sam contar a história. Resultado, notícia de primeira mão dada pelo próprio Barack Obama com direito a discurso e tudo. Extremamente calculado: descida no Paquistão, operação de invasão, troca de tiros, captura, morte, quebra de helicóptero, saída “à francesa”, sepultamento no mar e discurso pronto, tudo em menos de 24 horas.

Com o perdão da brincadeira – porque o assunto é sério! – foi um dia de Jack Bauer para nosso anti-herói Barack Obama. Penso que os quase 10 anos depois dos atentados foram tempo suficiente para planejar…

Lembro que na época dos atentados uma das perguntas principais era ‘como o país no nível de segurança como os EUA deixam isso acontecer?’ Foi o bastante para dar a largada nas especulações e Teorias da Conspiração, diga-se o Zeitgeist. 

Zeitgeist, o Filme: produzido por Peter Joseph, 2007, aborda temas como Cristianismo, ataques de 11 de setembro e o Banco Central dos EUA

Para os últimos dias, a questão que coloco é: Porque agora?

Este parece ser o momento ideal para os EUA declararem a morte de Osama. Os órgãos de pesquisa norte-americanos aproveitam para liberar novas pesquisas sobre os índices de aprovação de Presidente americano. Não deixa de ser uma forma de conduzir a opinião pública pela sensação de consenso. E a mídia – jornalismo e entretenimento – abraça essa causa e fatura em cima disso.

Outra coisa interessante é a “coincidência” com as revoltas no mundo árabe que aconteceram nos últimos tempos. Parece que a idéia foi de aproveitar o embalo no “clima de liberdade” que o mundo estava sentindo. Teve até portal dizendo que o ‘O mundo fica melhor sem Osama’.

Morte de Osama: comemoração dos americanos e reflexos na bolsa de valores

O fato é que – usando outro clichê – a história está muito mal contada! Os americanos liberam as informações que querem para a imprensa. Desde como foi a operação, até as investigações e o posicionamento do Paquistão. Os detalhes vão sendo montados sobre a família, dinheiro de fuga escondido, esconderijo e as relações do terrorista que, a princípio, não está mais aqui desmentir ninguém. A cada questionamento, tome uma “desculpa esfarrapada”.

A foto dele morto, ninguém viu!

Será isso tão importante com todas as tecnologias de tratamento de imagem que temos hoje? Jogar o corpo no mar sob desculpa de tradição religiosa – que já foi até desmentida – pareceu ser um jeito bem mais conveniente de não ter que dar explicações. Recolhe-se o DNA e apaga-se o resto! A desconfiança fica à disposição pra quem quiser especular. Estando consciente que tudo tem seu preço, qual seria a vantagem de alguma empresa de comunicação desmentir as fontes oficiais americanas?

…nessas horas me pergunto onde está o Julian Assange e o Wikileaks…

Imagem forjada de Bin Laden morto que foi espalhada nos meios de comunicação

Se em outros tempos o “modo de viver americano” foi disseminado pelo mundo, vejo que essa alegria e euforia dos estadunidenses são outras formas de contagiar o exterior e tentar conduzir as emoções. Afinal, não é todo mundo que pode entrar no país alheio, sair matando a sangue frio e cantar a vitória, não é?!

O Paquistão parece pisar em ovos: EUA diz que a morte foi feita de maneira legal, legítima (autorizada pelo país árabe). Mas então o Paquistão teria entregado Osama? Isso causa revoltas… Ou então, se o Paquistão dava cobertura para Osama, então permitiria a entrada legal dos EUA para matá-lo? Assim o país perde o apoio dos americanos e sai prejudicado… ‘Ser ou não ser’… A base militar próxima ao “esconderijo” fica aí nessa fronteira entra o que é Mentira e o que parece Verdade.

As informações dos jornais paquistaneses em torno de especulações

Uma coisa é certa: assim que a foto de Osama morto estiver pronta muita gente vai se calar e dar o assunto por encerrado. Os meios de comunicação, que são empresas e têm que proteger seu lugar no mercado, vão adotar a coluna do nosso blog e Preferir Não Comentar.

A matéria fica por aqui, mas ainda acho – e me perdoem a brincadeira de novo, principalmente os fãs! – que o tão procurado Osama pode ter deixado o estilo saudita árabe evidente e estar bem livre fazendo negóciosem algum Rancho de Neverland…

Lilian Figueiredo

Helena Ometto

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Osama: motivo de “rebuliço” na mídia

23h52. Horário em que foi anunciada a morte do terrorista Osama Bin Laden pela imprensa norte-americana, no domingo, dia primeiro de maio. Sim, primeiro de maio. Data em que é comemorado o Dia Mundial do Trabalho. E pelo visto, as Forças Armadas Estadunidenses quiseram fazer jus à data, matando o homem mais procurado pelo país nos últimos 10 anos.

Pelo menos isso é o que diz Barack Obama. Atual presidente dos EUA que foi “assassinado” pela Fox, quando a emissora anunciou a morte do terrorista: “Reports: OBAMA Bin Laden Dead”. Quiseram realmente matar o presidente americano? Não… Foi puramente um erro de digitação, então? Também não diria isso… Sim, houve erro de digitação (obviamente), mas seria um erro absurdamente grotesco a deixar passar em branco…

Se não houvesse um motivo tão justificável para isso: o furo de notícia. Aí entramos naquele velho dilema do jornalismo atual: qualidade de informação VS. Velocidade de informação. O que tem mais valor? Um fato noticiado no momento em que ele acontece, mas sem uma apuração mais completa, ou um fato noticiado algum tempo depois do ocorrido, mas com informações mais concretas e confiáveis? Eis a questão… De qualquer maneira, a “sede” por notícias quentes ainda é muito grande entre os veículos de comunicação. Isso explica alguns pequenos (ou grandes) erros, como esse cometido pela Fox, e a ausência de publicação de um conteúdo mais denso.

Pensemos a respeito de mais alguns pontos de observação. O casamento “real” aconteceu no dia anterior (um sábado), e a lua-de-mel do casal William e Kate aconteceria logo após o fim de semana. Entretanto, o casal adiou a viagem. De acordo com o diário inglês The Daily Telegraph, a lua-de-mel seria na Jordânia (nada confirmado), e esse adiamento teria acontecido devido à “agitação contínua no Médio Oriente”. Se esse foi o real motivo da decisão tomada pelo casal “real”, não se sabe. Mas o que se pode ter quase certeza é que a cobertura midiática dos pombinhos seria bastante ofuscada pelo caso “Osama”. Fica aí então algo a se pensar…

Curiosidade número dois: A cantora Lady Gaga tinha marcado a estreia para o clipe de seu novo single “Judas” para o dia 5 deste mês (quinta-feira). Mas como sempre, a cantora havia resolvido antecipar a estreia para o dia primeiro (domingo). Porém, contudo, entretanto, todavia, a cantora mudou de ideia e “jogou” a data de lançamento para o dia 5 novamente. Motivo? Também não se pode afirmar nada, mas o que se pode afirmar é que novamente, o caso “Osama” ofuscaria (e muito) a repercussão da estreia de Judas na mídia. Fica aí uma reflexão sobre o poder da mídia de interferir na ordem dos acontecimentos (sejam eles relevantes, ou não).


Helena S. Sylvestre


Obama: Ilustre mas nem tanto

O Brasil acordou mais cedo, arrumou a casa, abriu as janelas e tudo mais que podia para receber uma visita que de tão ilustre ficou sem graça. Sim, estou falando de Barack Obama, o “simpático presidente negro” dos Estados Unidos que pisou nas nossas terras nesse último final de semana. Mais do que isso, o que despertou minha atenção foi a expectativa gerada em torno disso: um misto de desconfiança com a alegria e receptividade características no nosso povo. Bastou a notícia da visita se confirmar que cartazes, blogs, sites, enquetes e as redes sociais não tinham outro assunto. Contra ou a favor, as reações foram diversas.

Cartaz de divulgação da vinda do presidente dos EUA

Para a nossa presidente Dilma Rousseff, se todas as visitas diplomáticas tivessem apresentação de armas e cerimônias solenes no Planalto, Brasília viveria em função das festas. O Rio de Janeiro iria parar de funcionar e a segurança nacional viveria em estado de alerta, porque as principais ruas eram só polícia em todos os cantos. E já pensou se a moda pega em visitar as favelas?

Sintam a contradição: A Cinelândia estava sendo preparada e limpa há quase uma semana, e o principal discurso que lá seria foi desmarcado por falta de segurança, e depois não é que o homem foi parar nas UPP’s da favela? Porque não fez o discurso por lá? Vejo uma clara intenção de “imagem montada” que quer desmanchar a carranca de Bush e aproximar Obama dos brasileiros. Pois gostaria que o Mr. não fizesse show com as pessoas desse país, com licença?

Cartaz divulgando o discurso que foi cancelado

Sergio Cabral já falava em “first family” e Eduardo Paes “sentiu-se honrado de recebê-lo”, assim governador e prefeito do Rio de Janeiro, respectivamente, também “babaram seu ovo” em cima de Obama, Michelle e as filhas. Outros falaram da roupa e cabelo da primeira-dama americana, os estrangeiros e a mídia passaram algumas horas na frente do hotel aguardando uma saidinha. Assunto teve bastante!

A pena, literalmente, foi pra quem acabou preso. No Rio de Janeiro, alguns manifestantes que protestavam com faixas menos acolhedoras como “Obama go home!” acabaram silenciados em alguma cela da cidade maravilhosa.

 

Protesto no Rio de Janeiro que acabou em prisões

No final da “ilustre visita”, para a grande imprensa não houve nenhum avanço significativo, somente 10 tratados assinados sobre o comércio entre Brasil e EUA. O que eles dizem?

Depois dessa, acho que vale o ditado: “não está mais aqui quem falou”… Embarcou para o Chile!

Então prefiro não comentar…

 

Lilian Figueiredo

Lilian Figueiredo