A Fúria Feminina!

Back to the Future

Ana Botafogo: há 35 anos na ponta dos pés

Ana Botafogo, a bailarina clássica brasileira mais reconhecida de todos os tempos, completou 35 anos de carreira no dia 1 de outubro.  Além de 30 anos como a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Para comemorar ela está em turnê pelos palcos brasileiros com o clássico A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho. A peça conta a história de Marguerite e Armand que vivem um amor mal sucedido.

A primeira apresentação dessa turnê foi no Teatro Guaíra, em Curitiba, onde Ana Botafogo fez sua estréia como bailarina profissional. Para esse espetáculo seu partner é Federico Fernández, bailarino do Teatro Cólon de Buenos Aires.

Ana Maria Botagofo Gonçalves Fonseca é carioca da Urca, nascida em 9 de julho de 1957. Começou a estudar ballet ainda no Rio de Janeiro, mas logo foi dançar profissionalmente no Ballet de Marselle, de Roland Petit, na França. A partir daí sua carreira deslanchou na ponta dos pés.

Não demorou muito para se tornar a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e ter sua apresentação de estréia com o Ballet Coppélia.

Ao longo de sua carreira Ana já interpretou os principais papéis do repertório da dança clássica como em O Quebra Nozes, Romeu e Julieta, Dom Quixote, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, A Megera Domada, além de um espetáculo feito em sua homenagem que viajou pelos palcos brasileiros: Ana Botafogo in concert.

Nesses 35 anos de carreira ela já se apresentou em 11 países e em 100 cidades brasileiras, ajudando a popularizar a dança clássica. Ela diz que seu objetivo é aproximar o clássico do povo, levar as pessoas ao teatro e para isso criou espetáculos embalados por MPB e outras músicas brasileiras.

Além de primeira bailarina do Municipal, Ana recebeu outros títulos no Rio de Janeiro, como Embaixatriz da Cidade do Rio de Janeiro e Benemérita do Estado. O reconhecimento internacional também veio em forma de títulos como o de “Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras”, pelo Ministério de Cultura da França, entre outros.

Ana Botafogo é referência para as meninas que desejam construir uma carreira dentro do Ballet Clássico e está sempre muito acessível à elas, principalmente em sua casa: o Municipal do Rio de Janeiro.

Aliás, ela recusou o papel de Julieta na nova montagem da peça que está sendo produzida no Municipal para dar oportunidade às novas bailarinas brasileiras e uma continuidade à tradição do ballet no Brasil.

Alguns comentam que a encenação de Marguerite e Armand será a última turnê de Ana Botafogo, mas a bailarina não comenta a hipótese e mantém a data de aposentadoria em segredo.

O Brasil tem outras bailarinas de destaque não só pelo talento, mas também pelo tempo de carreira. As mineiras Lina Lapertosa, de 58 anos e Sonia Mota, de 63. Lina tem 32 anos de careira e é bailarina do Palácio das Artes. Sonia tem 45 anos de público e hoje é diretora da companhia de dança do Palácio das Artes, além de se apresentar nos palcos.

Isso mostra que idade não é um impedimento para a dança e Ana Botafogo ainda pode mostrar seu talento e brilho aqui e no exterior por mais alguns bons anos de carreira.

Ficam os nossos parabéns pelo talento e por representar tão bom o ballet brasileiro pelo mundo!

Para saber mais sobre a vida e carreira de Ana Botafogo acesse o site oficial.

Assista a uma entrevista que Ana Botafogo concedeu ao programa Mosaica, da TV UTV da Net RJ:

Assista ao vídeo de uma das primeiras apresentações de Ana Botafogo como primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro:

 

Ficam os nossos parabéns pelo talento e vontade de popularizar e disseminar o Ballet Clássico pelo Brasil e a nossa dança mundo à fora! Vida longa à sua carreira….

Helena Ometto

Helena Ometto


O lado feminino do Grunge

No mês de novembro, várias bandas grunge virão ao Brasil fazer shows. Stone Temple Pilots, Chris Cornell, Pearl Jam, Sonic Youth, Faith No More e Alice in Chains serãos os responsáveis de fazer o revival do gênero aqui no país.

O Grunge foi um movimento musical muito forte nos anos 90 que surgiu em Seattle e popularizou bandas como Nirvana e Soundgarden. Com seus cabelos sujos, camisetas de flanela xadrez e guitarras cheias de distorções, o maior ícone do grunge é Kurt Cobain.

Mas é claro que movimento também teve representantes femininas e o De Volta para o Futuro relembra algumas delas.

 L7 era formado por Donita Sparks, Suzi Gardner, Jennifer Finch e  Dee Plakas. O nome deriva de uma gíria americana e significa Quadrado.  A banda se formou em 1985 em Los Angeles e terminou em 2000, mesmo seu fim não ter sido oficialmente declarado.

A banda lançou seu primeiro disco em 1988 que foi produzido por Brett Guretwitz do Bad Religion que na época possuía um selo próprio.  Fizeram shows com Nirvana, Hole, Soundgarden, Joan Jett, Red Hot Chili Peppers e se tornaram mundialmente conhecidas.

 

Babes in Toyland foi formada em 1988 Lori Barbero, Kat Bjelland e Michelle Leon em Mineapolis. Mas só em 1990 lançaram o Spanking Machine e foram convidadas para ser a banda de abertura do Sonic Youth e ganharam prestígio e fama.

O single To Mother entrou para o Top 10 da gravadora e permaneceu por lá por 13 semanas. Depois de entra e sai de integrantes, em 2001 o Babes in toyland fizeram seus últimos shows com a turnê The Last Tour. Em 2002 Kat Bjelland fez alguns shows solo com o nome Babes in Toyland, mas foi processada pelas ex-integrantes por usar o nome da banda sem autorização dos outros membros

 

Com certeza você já ouviu falar do Bikini Kill. Além de fazer parte do movimento grunge, Kathleen Hanna, líder da banda, também se tornou ícone do movimento Riot Girrl. Referência do feminismo dentro do cenário musical, que inspirou milhares de jovens durante os anos 90.

Rebel girl se tornou o hino da ala feminina do movimento grunge e é até hoje símbolo da participação feminina no movimento grunge. O Bikini Kill fez shows até 1998 e depois disso as integrantes resolveram se separar. Atualmente todas ainda estão ativas no mundo musical, porém em bandas distintas.

O Hole é uma das únicas bandas grunge femininas que sobreviveu até hoje. Liderada pela polêmica Courtney Love, o Hole possui 20 anos de carreira e 7 álbuns. Apenas Courtney é um membro fixo no Hole, a banda já teve 10 formações diferentes. Mas os integrantes mais populares ao lado de Courtney são Eric Erlandson e Melissa Auf Der Maur.

O Hole vendeu mais de um milhão de cópias com Live Through This e Celebrity Skin, que tinha uma pegada mais pop. Depois de um hiato de sete anos, voltaram com o álbum Nobody’s Daughter, alguns shows e várias promessas.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

O retorno de Marilyn Monroe

Na semana passada foi divulgado o cartaz do filme My Week With Marilyn, que será lançado em novembro deste ano e se trata de uma documentação de Colin Clark, um assistente de produção do filme O Príncipe Encantado sobre Marilyn. O filme conta com Michele Williams interpretando a diva e pelo o que podemos ver, ela ficou realmente muito parecida com Marilyn. Nos resta aguardar o filme!

Marilyn Monroe, nasceu no ano de 1926, em Los Angeles, na verdade se chamava Norma Jeane Mortensen. A moça, que foi considerada um dos maiores símbolos sexuais dos anos 50, com apenas 16 anos, casou-se com Jimmy Dougherty, de 21. Mas a felicidade do jovem casal durou pouco. Descrita por Jimmy como uma menina doce, generosa e religiosa, Norma assinou seu primeiro contrato como atriz no ano de 1946, e foi a partir daí que a atriz começou a tingir seu cabelo de loiro e a adotar o nome artístico Marilyn Monroe.

No ano seguinte, Marilyn participou de três filmes. “Sua Alteza, a Secretária”,  “Torrentes de Ódio” e “Idade Perigosa”. Então, em 1949, sem qualquer dinheiro no bolso, a atriz americana concordou em posar nua para um calendário. Ela só não esperava que o sucesso fosse ser tão grande, a ponto de virar a capa da primeira revista Playboy, no ano de 1953. Mas todos eles de pouco sucesso. Depois disso, seu contrato foi cancelado.

A partir daí, o destaque nas telas do cinema foi inevitável. Em 1951, ganhou seu primeiro papel importante em “O Segredo das Viúvas”. Monroe casou-se mais duas vezes depois do primeiro divórcio. A segunda vez foi com o famoso ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio. Mas os ciúmes de Joe não deixaram que o casamento durasse muito tempo.

E depois de outros títulos de sucesso, em 1959, Marilyn Monroe brilhou em “Quanto Mais Quente Melhor”, um filme que atraiu multidões ao cinema, e que foi considerado a melhor comédia de todos os tempos. Dois anos depois, em 1956, a atriz casou-se com o dramaturgo Arthur Miller. E foi no ano de 1961 que Miller criou a personagem Roslyn Taber, de “Os Desajustados” especialmente para a esposa. Mas este acabou sendo a última atuação da carreira da atriz.

A versão oficial dos fatos dizia que a atriz teria morrido de overdose. Mas existia uma suspeita muito forte de que Monroe teria sido assassinada pela máfia, que era inimiga do presidente.  A partir daí começaram a correr rumores de um suposto relacionamento entre Marilyn e o presidente americano John Kennedy. Os boatos de que eram amantes aumentaram quando a atriz cantou “Parabéns a você” para Kennedy de um jeito um tanto quanto especial.

Na manhã de 5 de agosto de 1962, Marilyn Monroe foi encontrada morta em seu quarto, ao lado de um vidro de barbitúricos.  A jovem talentosa, morta com seus poucos 36 anos, tornou-se desejada por sua beleza, inocência e sensualidade. Além disso, Marilyn caiu nas graças do público com seu imenso talento. A maior prova disso é o conjunto de 30 atuações em filmes, que a diva deixou como herança para o cinema mundial.

Helena Silvestre

Helena Sylvestre

A nossa charmosa Flip!

Entre os dias 6 e 10 de julho aconteceu a 9ª Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP! O evento já é bastante conhecido entre os literatos brasileiros e até mesmo internacionais e todos os anos leva centenas de turistas para a pequena e chamosa cidade carioca!

Esse ano a FLIP fez uma homenagem para Oswald de Andrade e sua Antropofagia e mais uma vez eu fiquei me lamentando por não ter ido prestigiar um dos eventos culturais mais importantes e reconhecidos do país. Mas enfim, vou deixar as lamentações de lado e falar um pouco mais de literatura!

A Festa começou com a palestra Oswald de Andrade: devoção e mobilidade, por Antonio Candido e José Miguel Wisnik. Candido é um dos ensaístas e críticos literários mais reconhecidos do Brasil e conviveu com Oswald, num diálogo literário e pessoal. Já Wisnik é professor de literatura, escritor  e compositor e falou sobre a potência antropofágica proposta por Oswald!

Antonio Candido deu uma nova entrevista para falar de sua carreira e de sua relação com Oswald de Andrade:

Essa foi apenas a conferência de abertura da Flip 2011, que teve mais 4 dias de palestras, mesas, oficinas e debates pelo mundo das letras! Intelectuais como Elza Soares, Celso Sim, Zé Kleber, Michèle Petit, Dominique Gauzin-Müller, Paulo Henriques Brito e uma série de outros nomes produziram debates sobre as idéias propostas por Oswald e a aceitação literária hoje.

Enquanto os intelectuais debatiam novos conceitos em literatura, acontecia também a Flipinha, uma vertente da festa dedicada às crianças e a Flipzona, focada no público adolescente! É a forma encontrada para despertar nas crianças e jovens o gosto e interesse pela leitura! E está fazendo sucesso!

Durante o ano todo a Casa Azul ajuda as escolas interessadas a produzirem trabalhos de acordo com o tema da Flip daquele ano e do autor homenageado para serem apresentados durante a Festa. Já a Flipzona acontece desde 2009 e promove a inclusão digital e o despertar literário!

Colocando minha visão pessoal, o que me passa pela cabeça é o fato de ser um evento seleto, que reúne os literatos mais conceituados do país, mas que ao mesmo tempo consegue chamar a atenção de tanta gente leiga no assunto para um universo ainda distante. Afinal, quem conhece a fundo as origens dos movimentos literários e artísticos e quer discutir seus rumos sem ser os intelectuais? Na Flip, Flipinha e Flipzona a gente percebe que o Brasil está cheio de novos talentos e de gente que vai dar certo!

Para conhecer mais sobre o evento e se programar para a Flip 2012 acesse Flip 2011 , Flipzona e Flipinha! Para assistir aos vídeos da Flip 2011, acesse o canal do evento no YouTube !

A Flip virou notícia, é claro! Essa foi uma das matérias veiculadas no Jornal da Globo sobre o evento!

Todos os anos a pequena Paraty se enche de letras, palavras, pessoas, olhares e fica mergulhada nesse universo literário. Ao final do evento, as pessoas se vão, a enorme quantidade de livros diminui, mas o charme acolhedor da pequena cidade histórica continua lá para receber novos turistas e preparar-se para recepcionar mais uma Festa Literária no ano que ainda virá! E, se tudo permitir, será sempre assim!

Helena Ometto

Helena Ometto


“12 homens e uma sentença”: da simplicidade ao inovador

Simples, mas não simplista. É assim que posso descrever o clássico do cinema “Doze homens e uma sentença”, de 1957. O filme pode ser velho, mofado e preto e branco, mas com certeza digo que ultrapassa gerações e continua trazendo à tona questões contemporâneas, que provavelmente jamais deixarão de ser bastante pertinentes.


A história se desenrola em apenas dois ambientes. Sim, DOIS. O primeiro é o tribunal, no qual um rapaz de 18 anos está sendo acusado de ter assassinado seu pai. São doze os jurados que irão julgá-lo inocente ou culpado, mas antes disso o juiz deixa bem claro: “só julguem o rapaz culpado se não houver qualquer dúvida que ele é de fato culpado. Se houver a menor dúvida que ele não seja, julguem-no inocente”.

O segundo cenário é o que permanece até o fim da história. 12 jurados em uma sala de júri norte-americana, e uma votação para decidirem qual seria o destino do rapaz. 12 votos, 11 condenando e apenas UM inocentando.

É aí que começam as críticas sociais e de comportamento sutilmente colocadas. De acordo com o que o júri havia ouvido no tribunal, de acordo com o que as testemunhas disseram, 11 deles acharam que o réu era culpado. Por convicção? Talvez… Mas o fato é que dali uma hora (após o início da votação) iria começar um jogo pelo qual quase todos eles estavam ansiosos (leia-se: desesperados) para assistir. Se o rapaz fosse condenado, a pena seria a cadeira elétrica. “E o que que tem? Um grande jogo nos espera! Votemos logo para podermos ir pra casa apreciar nosso momento de lazer!” poder-se-ia ler na mente de muitos dos jurados…

Obviamente o único que tinha dado um voto contrário aos outros foi questionado e sofreu a ira dos seus colegas de júri. Cada um desses 12 personagens é construído por figuras estereotipadas dos sujeitos sociais. O típico “bronco” que não consegue utilizar argumentos plausíveis e isentos de preconceitos, o famoso “Maria-vai-com-as-outras”, que segue o rumo da maioria, mas que na verdade não sabe nem o motivo de estar fazer aquilo. Tem também aquele que acha óbvio o rapaz ser culpado, mas o fato é que está votando apenas para se livrar rapidamente da situação. Mas também existe aquele mais consciente, que pára pra refletir sobre as conseqüências de seus atos e de que maneira os fatos devem ser pensados. Foi justamente este sujeito que foi contra a maré de votos “culpados”.

O intuito do filme não é revelar se o rapaz é de fato culpado, ou se é inocente. A questão que o personagem coloca é a seguinte: “Temos certeza se ele é inocente? Não… Mas temos certeza que ele é culpado? Também não…” E através de argumentos muitíssimo bem colocados, o personagem invalida todos os indícios que acusavam o réu. Consequência: no final das contas TODOS os votos se converteram em 12 a zero. 12 votos a favor da inocência do rapaz. E daí, dentre outras diversas lições, podemos tirar uma principal: todos são inocentes até que se prove o contrário.

Esse é um clássico em preto e branco que não tem qualquer efeito especial, nenhuma cena de ação emocionante e nenhuma cena dramaticamente apelativa. Diria que o filme é um tanto quanto racional por completo. Mais do que questões legislativas, questões de ética e moral são as mais trazidas à tona ao longo do filme.  Simples, absolutamente simples, mas com um propósito louvável.

Helena S. Sylvestre

Helena S. Sylvestre

TOP 10: cantoras nacionais anos 2000

Eis aqui mais um top 10 pro nosso blog! Não sei vocês, mas eu adoro essa ideia de Top 1o. É tão bom relembrar tudo o que foi sucesso e trazer à tona toda aquela nostalgia do que foi bom, não é?

Nessa edição eu vou apresentar o Top 10 das cantoras nacionais dessa primeira década dos anos 2000!  Sou declaradamente apaixonada pela música nacional de qualidade e tenho pra mim que nós temos que valorizar o que é nosso, as nossas origens, a nossa cultura, a nossa voz! Como eu sempre digo por ai: ‘eu amo amar o nacional, eu amo amar o Brasil’.

Já que estamos em um blog feminino, nada melhor que homenagear as vozes das mulheres mais importantes da nossa música! Só para lembrar: as artistas serão apresentadas em ordem alfabética e não por ordem de preferência (até porque essa seria uma decisão difícil demais para mim). Então vamos a elas:

Adriana Calcanhoto

   Adriana da Cunha Calcanhotto. Gaúcha, cantora e compositora, o interesse pelça música começou aos 6 anos de idade, quando ganhou um violão de seu avô. Filha de um bterista e de uma bailarina, Adriana já nasceu nos palcos e cercada de arte. O estilo de Adriana é uma combinação que  dá certo: MPB, samba, bossa nova, rock, pop, baladas e seus toques pessoais e originais que criaram sua identidade! Ela fez várias regravações de clássicos da MPB. Adriana não tem medo de inventar e arriscar, tanto que decidiu se entregar à criança que existe dentro de si e se relançou como Adriana Partimpim! Esse nome é uma lembrança ao seu apelido de infância e faz a nostalgia, tanto para a cantora quanto para os fças de todas as idades! Adriana é homossexual assumida e tem um relacionamento com a cineasta Suzna de Moraes, filha de Vinícius de Moraes

Saiba mais sobre Adriana Calcanhoto!

Nos anos 2000 ela lançou Devolva-me, sucesso da época que a lançou definitivamente para o reconhecimento do público, ainda mais porque foi tema na novela Laços de Família.

Ana Carolina

    Ana Carolina Souza. Mineira de Juiz de Fora, cantora, compositora, empresária, arranjadora, produtora e instrumentista é uma das artistas mais completas do cenário nacional. Já nasceu cercada pela música, com avó cantora de rádio e avô cantor de igreja. Seu estilo oscila entre o Pop, Pop Rock, Bossa Nova, Samba e MPB e a mistura é sempre excepcional. Desde 1999, ela já lançou 9 álbuns e é uma das cantoras que mais vende no país e leva o Brasil para o cenário internacional. Ana é conhecida por sua voz inigualável e pelos timbres e tons que consegue atingir. A mineira já cantou com nomes como Seu Jorge, Milton Nascimento, Chico Buarque, Roberto Carlos e outros.

Saiba mais sobre Ana Carolina

Garganta foi o primeiro sucesso de Ana Carolina a estourar nas rádios e fazer o povo cantar suas canções! Várias de suas músicas estiveram nas trilhas sonoras de novelas.

Céu

  Maria do Céu Whitaker Poças. Paulistana, cantora, variedade de estilo. É o que define  a música de Céu. Ela começou a carreira em 2002 com influências do samba, hiphop, afrobeat, jazz e não gosto do título MPB, acha que fcou limitado. Em 2009 lançou seu segundo álbum, Vagarosa, sucesso na crítica internacional. As vendas foram de  25 mil cópias na Europa e 100 mil nos Estados Unids, enquanto no Brasil poucos conhecem o seu nome. A Rolling Stone elegeu  álbum como o melçhor de 2009. Filha de um maestro e de uma artista plástica, aos 15 anos decidiu pela carreira musical. Céu já recebeu várias indicações e premiações e é um grande nome da música brasileira no cenário internacional.

Saiba mais sobre Céu.

A música Cangote faz parte do álbum “Vagarosa” e foi eleita a segunda melhor música de 2009 pela revista Rolling Stone.

Fernanda Takai

Fernanda Barbosa Takai. Amapaense, mineira de coração e criação, musicista, cronista, cantora, compositora,vocalista da Banda Patu Fu. A carreira solo  começou em 2007, mas o sucesso veio com a repercussão da banda. Fernanda foi sucesso no vocal de Patu Fu be levou a banda para o exterior e em 2001 entrou na lista das 10 melhores cantoras do mundo pela Revista Time e o Patu Fu estava entre as melhores bandas do planeta. Fora da música, ela escreve em um blog e colabora com crônicas nos jornais Correio Brasiliense e O Estado de Minas, além de ser escritora. Fernanda imprimiu ao Patu Fu uma mistura entre o som pesado da banda com seu timbre de voz suave e característico.

Saiba mais sobre Fernanda Takai e o Pato Fu e conheça seu blog!

Ando meio desligado é uma das músicas de maior sucesso na voz de Fernanda Takai. Regravação de uma canção de Os Mutantes, foi tema da novela Um Anjo Caiu do Céu e deixou o Pato Fu cair nas graças do público.


Ivete Sangalo

   E quem nunca ouviu falar de Ivete Sangalo? O sucesso da baiana começou com a Banda Eva, no início dos anos 90, mas foi na carreira solo que ela se consolidou. O principal estilo de Ivete é o axé, mas suas músicas também tem o pop e o romântico nas composições. Ela já cantou com nomes internacionais como Alejandro Sanz, Nelly Furtado e Brian McKighnt. Com o DVD ao vivo no Maracanã, de 2007, Ivete se tornou símbolo da música nacional, e agora, em 2011 deu mais um passo em sua carreira com o show no Madison Square Garden, em Nova York.

Saiba mais sobre Ivete!

A música Festa simboliza a carreira e a importância de Ivete para o Brasil tanto que foi escolhida como hino do pentacampeonato brasileiro na Copa de 2002.

Maria Gadú

    Mayra Corrêa Aygadoux, simplesmente, Maria Gadu. Paulistana, seu verdadeiro nome é de origem francesa e começou a cantar e compor aos 13 anos de idade. Em 2009, aos 22 anos ela lançou seu primeiro álbum e chamou a atenção de nomes importantes da música como Caetano Veloso, Milton Nascimento e Ana Carolina. O ponto de partida para o sucesso foi a gravação de Ne Me Quitte Pas que surpreendeu os críticos. Foi assim que Caetano Veloso propôs uma turnê com a cantora. E ela aceitou, é claro!

Conheça um pouco mais de Maria Gadu!

A música Shimbalaiê foi a primeira composição de Gadu, escrita quando ela tinha 10 anos de idade. A música foi tema da novela Viver a Vida e levou Gadu para o conhecimento do público.

Maria Rita

    Maria Rita Costa Camargo Mariano, simplificando, Maria Rita. Paulista, cantora e produtora musical, ela começou sua carreira somente aos 24 anos de idade. Maria Rita é filha de Elis Regina, que dispensa apresentações e isso foi um peso no começo de sua carreira pelo medo das comparações e cobranças que viriam. Mas logo de cara, ela mostrou que não era simplesmente uma sombra da mãe, mas sim dona de sua própria voz. No estilo da MPB com um toque original de samba ela conquistou uma série de prêmios e fãs no Brasil e no mundo.

Conheça um pouco mais sobre Maria Rita!

Em 2007 a música Tá Perdoado, de Arlindo Cruz e Franco foi sucesso na voz de Maria Rita e tema da novela Duas Caras, caindo no gosto popular.

Marisa Monte

    A voz que levou a MPB a um de seus níveis mais altos e ao reconhecimento internacional da nossa música: Marisa Monte. Marisa é carioca, cantora, compositora, instrumentista e produtora musical no estilo da MPB e do Pop. Ela fez parte dos Tribalistas, junto com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, mas preferiu a carreira solo. Ela já vendeu mais de 10 milhões de discos e ganhou prêmios importantes como o Grammy Latino, Video Music Brasil, Prêmio Tim de Música, além de ser considerada a melhor cantora brasileira pela revista Rolling Stone.

Conheça um pouco mais de Marisa Monte!

Amor I Love foi a música mais tocada do ano 2000, rendeu um Grammy Latino para o álbum, a indicação de Melhor Canção Brasileira e foi tema na novela Laços de Família!

Roberta Sá

  Roberta Varela Sá nasceu em Natal, capital do Rio Grande do norte. Cantora brasileira adotou os estilos da MPB, sama e bossa nova. Por influência da família, principalmente dos pais ela se aventurou no mundo da música já aos 9 anos de idade. Pra quem não se lembra Roberta participou do reallity show musical Fama, na Rede Globo.  Roberta não se adpatou ao estilo e foi eliminada na quarta semana. A partir dai foi lançada para o sucesso. Ela lançou o primeiro cd em 2005 (Braseiro) e, em 2007, o álbum Que belo estranho dia pra se ter alegria lhe rendeu os prêmios de melhor álbum e melhor cantora. Roberta é uma das noves femininas que está caracterizando a música brasileira de qualidade aqui e lá fora. Saiba mais de Roberta Sá!

A música Mais Alguém foi tema das novelas Negócio da China e Viver a Vida! A aprovação de Roberta pelo público foi imediata e ela caiu nas nossas graças!

Vanessa da Mata

Vanessa Sigiane da Mata Ferreira. Matogrossense da pequena Alto Garças, cantora e compositora. Já lançou cinco álbuns e um cd/dvd ao vivo, gravado em Paraty (RJ). Vanessa é descendente de índios Xavantes e cresceu cercada pela natureza do Mato Grosso e sempre ouviu de tudo um pouco na rádio da avó. Não foi a toa que se tornou autodidata na música. O primeiro sonho de sua vida era passar no vestibular de medicina, mas logo descobriu que gostava mesmo era de cantar e começou nos barzinhos aos 15 anos de idade. Ela jáganhou prêmios como o Multishow e o Grammy Latino.

Saiba mais de Vanessa da Mata!

Em 2008 a música Amado foi sucesso! Ela estava na trilha sonora da novela A Favorita e tocava em todas as rádios!

Essas foram as minhas escolhas para representar o TOP 10 das nossas vozes femininas! Mas é claro que existem muitos talentos que não citei por mera falta de espaço (senão o post ficaria mais gigante do que já está) e justamente por ser um TOP 10 (haha).

Mas tenho uma coisa a propor: deixem nos comentários outros nomes de cantoras brasileiras que fizeram sucesso nessa primeira década dos anos 2000! Vamos homenageá-las juntos! Pode ser?

Helena Ometto

Helena Ometto


Os 25 anos de “Curtindo a Vida Adoidado” e uma possível sequência

O filme “Curtindo a Vida Adoidado” – “Ferris Bueller’s Day Off” – dirigido por John Hughes, o mesmo que dirigiu outras obras clássicas como “Clube dos Cinco” e “Mulher Nota 1000” – completou 25 anos em 11 de junho, e ao longo desses anos, continua sendo considerado um clássico absoluto, é também, um dos maiores ícones dos anos 80.

A interpretação de Mattew Broderick deu vida ao personagem mais emblemático dos filmes oitentistas: Ferris Bueller, o qual mantém um diálogo com a câmera, fala diretamente para ela, passando a impressão de uma conversa o com espectador. Esse diferencial destaca o filme de outros, pois faz com que o público se identifique com a história de Bueller.

Trecho inicial do filme com direito a abertura da Sessão da Tarde. Quem nunca passou a tarde na frente da televisão assistindo a esse clássico?

Há rumores sobre uma sequência do filme. Desde 2007, o desconhecido roteirista Rick Rapier vem trabalhando nesta possível continuação, e o texto para tal sequência já estaria pronto. No roteiro de Rapier, Ferris torna-se, juntamente com seu amigo Cameron Frye, um empresário bem sucedido devido ao seu programa de motivação pessoal baseado na ideologia de que “a vida passa muito rápido”. Só restam aos fãs aguardarem a confirmação da continuação do filme.

Porém ficam algumas questões: será que esta sequência faria o mesmo sucesso que fez o filme? E por que a indústria cinematográfica mantém essa insistência em dar continuidade a filmes que obtiveram grande sucesso em suas estreias? Como fã dessa obra clássica, creio que nenhuma sequência chegará aos pés de “Curtindo a vida adoidado”, pois este é um filme único e insuperável.

Resumidamente, o filme se desenrola da seguinte maneira: Ferris Bueller (Matthew Broderick) acorda certa manhã e em um dia maravilhoso de Sol, decide que não vai desperdiçá-lo ficando enfurnado na escola. Engana os pais dizendo que está doente e segue para um dia de diversão acompanhado de seu melhor amigo Cameron (Alan Ruck) e de sua namorada Sloane (Mia Sara), a bordo de uma Ferrari. Porém, duas pessoas não caem na conversa de Ferris: sua irmã Jeanie (Jennifer Grey), que não aceita o fato do irmão sempre se dar bem em suas armações, e o diretor da escola Ed Rooney (Jeffrey Jones), que simplesmente não vai com a cara de Bueller. Ambos farão de tudo para desmascará-lo. Ferris faz jus ao título do filme e curte a vida adoidado no centro de Chicago, visitando vários lugares, almoçando em restaurante chique e encerrando seu dia de folga com uma performance de  “Twist and Shout” dos Beatles em um desfile.

O sucesso de “Curtindo a Vida Adoidado” é tão grande que até mesmo influenciou a cena musical. A frase “Save Ferris” que aparece no filme serviu de inspiração para o nome da ótima banda de ska-reggae Save Ferris (1995-2002), formada na cidade de Orange County, Califórnia. A banda composta por Monique Powell (vocais), Bill Uechi (baixo), Eric Zamora (saxofone), Brian Mashburn (guitarra e vocais), T-Bone Willy (trombone) e José Castellanos (trompete), apresenta uma discografia pequena, limitando-se a três álbuns, “Introducing Save Ferris”, “It Means Everything” e “Modified”.  A canção “Come On Eileen” foi o hit de maior sucesso.

O filme é mais do que recomendado e deve sim ser visto em sua dublagem clássica, pois além de torná-lo ainda mais clássico, a dublagem já faz parte da memória dos fãs. Além da dublagem, outro ponto marcante do filme é a mensagem transmitida: ”A vida passa muito rápido, e se você não parar de vez em quando para aproveitá-la, ela acaba e você nem percebe”. Com isso, “Curtindo a Vida Adoidado” tornou-se um verdadeiro clássico incansável de ser visto.

Aproveite a vida.

E salve Ferris!

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa

Pagu completaria 101 anos…

Eis que cá estou eu postando em plena madrugada de quinta para sexta-feira, sendo que meu dia de postar é na quarta. Mas enfim,  é por uma boa causa, eu juro!

Sonhe. Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe.

Assim que vi esse assunto em um dos portais de notícia que visitei hoje, logo me lembrei do meu querido TPMidia e prometi a mim mesma que escreveria um post em homenagem a essa mulher que marcou a história do Brasil, do mundo e a trajetória feminista em todos os tempos. Estou falando de ninguém menos que PAGU.

Patrícia Rehder Galvão nasceu em São João da Boa Vista no dia 9 de junho de 1910 e foi uma jornalista e escritora brasileira. O primeiro destaque de Pagu foi no Movimento Modernista, ainda com 11 anos de idade. Ela não teve participação ativa no movimento, mas seus pensamentos já eram influenciados e influenciáveis na trajetória do movimento. Nota-se desde aí a relevância que a menina paulista teria para a história do país.

Uma homenagem da música brasileira para Pagu

 

A  característica mais admirável em Pagu é o fato de ela ter sido uma militante comunista absolutamente convicta de suas razões e a primeira mulher a ser presa no Brasil por motivações políticas. Ela realmente lutava por seus ideias, no sentido mais literário e amplo da palavra.

A origem de seu apelido é curiosa: foi inventado pelo poeta Raul Bopp ao dedicar-lhe um poema e confundir suas iniciais. Raul pensava que a menina chamava-se Patrícia Goulart e não Patrícia Galvão. Mas o erro transformou-se em acerto e o apelido ‘fail’ foi a marca da corajosa trajetória da moça.

Na minissérie Um Só Coração, da Rede Globo, a atriz Miriam Freeland interpretou Pagu

Ao longo dos anos, Pagu se envolveu em uma série de polêmicas e escândalos: em 1930 casou-se com Oswald de Andrade depois dele ter ser se separado às brigas de Tarsila do Amaral e tiveram um filho: Rudá de Andrade. Anos depois casou-se novamente com Geraldo Ferraz, seu verdadeiro parceiro de vida, com quem teve mais um filho, Geraldo Galvão Ferraz.

A militante paulista foi presa nada menos do que 23 vezes. A primeira delas foi pela polícia de Getúlio Vargas ao participar de uma greve dos estivadores de Santos. Também foi presa em Paris como comunista estrangeira e portadora de identidade falsa e, por fim, foi presa e torturada pela Ditadura Militar. Ficou na cadeia por 5 anos.

Ela chegou até mesmo a mudar sua linha de pensamento, saindo do Partido Comunista para um socialismo trotskista.

Pagu publicou alguns livros como Parque Industrial, sob o pseudônimo de Mara Lobo. Ela também foi atriz e crítica de arte, além de se aventurar como desenhista e ilustradora.

Ao final de sua vida ela passou a sofrer com um câncer e chegou a tentar suicídio, mas não obteve sucesso nessa primeira tentativa. Ela morreu em Santos no dia 12 de dezembro de 1962, deixando uma marca feminista e de luta na história brasileira.

Fiz questão de prestar essa homenagem aqui no TPMidia a essa brasileira que a primeira a lutar pela participação ativa das mulheres na política e na sociedade. Se não fosse pela luta de mulheres como ela nas gerações passadas talvez esse blog não existisse pelo simples fato das 6 meninas que o escrevem não terem o direito de estudar e mostrar sua opinião por causa de uma única condição: serem mulheres.

Retomo aqui a frase do início desse post, de autoria da própria Pagu:

Sonhe, Tenha pesadelos, se necessário for. Mas sonhe.

Bom, acho esse foi o maior ensinamento de Pagu e é o que estamos fazendo hoje: sonhando, com alguns pesadelos, mas sonhando!

A você, Pagu, a homenagem e o agradecimento de todas as mulheres, em especial das colaboradoras desse blog!

acesse esse site e saiba mais sobre a vida de Pagu: http://www.pagu.com.br

Helena Ometto

Helena Ometto

 


Especial anos 80

Cynthia Ann Stephanie Lauper Thornton, mais conhecida como Cyndi Lauper nasceu no ano de 1953, e hoje, com 31 anos de carreira, a cantora nova iorquina já vendeu algo em torno de 70 milhões de cópias pelo mundo e 10 milhões de singles. Iniciou sua carreira no início dos anos 80, e foi nessa mesma década que a cantora atingiu o auge do sucesso.

Em 1983, ela se lançou com o álbum “She’s So Unusual” e conseguiu um enorme sucesso logo com o primeiro single “Girls Just Wanna Have Fun”, seguido pela faixa “Time After Time”, também de grande sucesso. Logo Cyndi Lauper gerou polêmica na mídia quando lançou “She Bop”. A faixa fala sobre masturbação feminina, e causa constrangimento até hoje.

Cyndi também passou a ser muito reconhecida pelos videoclipes muito bem feitos para a época. Enquanto isso, seu estilo nada convencional de se vestir influenciou muitos adolescentes da década. Em 1984, a cantora desbancou alguns ícones da época, como Madonna e Tina Turner. Motivo? Ela foi a primeira cantora do mundo a emplacar 5 hits nas paradas da Billboard. Mesmo depois de três décadas, Cyndi Lauper continua encantando os fãs com seu talento único e energia inesgotável.

Joan JettJoan Jett é o nome da mulher que marcou o rock nas décadas de 70 e 80. Jett começou a carreira musical na banda composta só por mulheres, o The Runaways. Esse foi um grande pontapé inicial, mas foi na década de 80 que a cantora chegou ao auge da carreira.

O segundo álbum solo de Joan Jett com a Blackhearts Band, entrou muito rapidamente na Billboard, graças a “I Love Rock and Roll”, a faixa que leva o mesmo nome do álbum. “I Love Rock and Roll” chegou a ficar na primeira posição do ranking e a música é considerada um clássico do rock até hoje.

Já nos anos 90, Joan Jett passou a se dedicar à sua gravadora particular. Em 2001, Joan anunciou que a banda sairia em turnê pelos EUA.Há pouco tempo, o nome de Joan e das outras integrantes do The Runaways voltaram a ganhar destaque na mídia depois do lançamento do filme bibliográfico da banda. A atriz Kristen Stewart foi quem interpretou Joan Jett nas telonas.

Gloria StefanGloria Maria Milagrosa Fajardo é o nome da garota cubana nascida em 1957, e que hoje tem 31 anos de carreira. Apaixonada pela música desde muito pequena, Gloria passava o dia tocando no violão, as músicas cubanas que o avô ensinava.

Mas com apenas 2 anos de idade, ela e a família foram obrigados a se mudar para os Estados Unidos por razões políticas. Gloria, casando-se mais tarde com Emilio Estefan, ganhou o sobrenome do marido e entrou na carreira musical norte-americana.

No ano de 1985, O single “Conga”, do grupo Miami Sound Machine, em que Gloria era vocalista, garantiu seu registro no “Guiness Book of Records” como o único compacto na história a estar, ao mesmo tempo, nas paradas Pop, Latina, Soul e Dance da revista Billboard.Foi na década de 80 que um dos maiores ícones femininos da música chegou ao auge da carreira.

Quem não se lembra da memorável apresentação que Gloria fez no encerramento das Olimpíadas de 96, cantando “Reach”? Gloria Estefan já vendeu mais de 100 milhões de discos pelo mundo, e está entre os cem artistas com maior número de vendagem de todos os tempos.

E por fim, não poderia faltar um ícone da música nacional: o Kid Abelha! A banda é composta por três membros, mas é a vocalista Paula Toller quem toma a frente do Kid Abelha.Com 21 anos de estrada, a banda gravou ao todo 15 álbuns. Os membros e cariocas, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato conseguiram a proeza de colocar vários hits no topo das paradas brasileiras.

Paula TollerNo começo da década de 80, o Kid Abelha estreou nas rádios, e dois anos depois lançou seu primeiro álbum, intitulado Seu Espião, que trazia a faixa Pintura Íntima como um dos clássicos. Esse LP foi o responsável por dar à banda o primeiro disco de ouro da década. Desde então, o Kid Abelha lançou um sucesso atrás do outro, marcando geração após geração do público brasileiro. E hoje, o Kid Abelha já soma nove milhões de discos vendidos no Brasil.

Com público ainda muito fiel, pela terceira década consecutiva, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato continuam produzindo hits marcantes na história do pop-rock nacional. E pelo jeito, ainda vem muito sucesso pela frente.

Iniciando a década de 80, temos um dos filmes que atrai fãs até hoje.

Carrie Fisher

O Império Contra Ataca é o segundo filme da trilogia Star Wars e mostra Luke Skywalker tentando encontrar mestre Yoda para lhe ensinar a dominar sua força e se transformar num cavaleiro Jedi.A princesa Leia, interpretada pro Carrie Ficher, membro da resistência é lembrada até hoje por sua beleza e cultuada no mundo geek.

Flashdance

Em 1983, a jovem bailarina Alexandra Owens, interpretada por Jennifer Beals, encantou e inspirou muitas pessoas em Flashdance. Alexandra trabalhava como operária durante o dia e à noite se entregava às pistas das discotecas, eternizando a música Maniac de Michael Sembello

Footloose

Já em 1984, Kevin Bacon no papel de Ren MacCormack, desafiava os costumes de uma pequena cidadezinha com sua paixão pela dança. E é claro, se apaixona por Lori Singer interpretada por Ariel Moore, que dá forças para enfrentar o durão revendo Shaw Moore.

Clube dos Cinco

No ano seguinte, 1985, cinco jovens infratores precisam passar um sábado no colégio por causa da detenção. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, todos acabam se aceitando e fazendo diversas confissões. O Clube dos Cinco ganhou milhares de fãs na época e encantou o público com a delicadeza de Claire Sandish e a rebeldia e Allison Reynolds.

Curtindo a vida adoidado

Um dos maiores clássicos da década, curtindo a vida adoidado é um sucesso desde 1986. Matthew Broderick interpreta Ferris Bueller, um estudante que pretende matar um dia de aula e curtir a folga com seu melhor amigo e sua namorada, interpretada por Mia Sara.

Dirty Dancing

Em 1987 Jennifer Grey no papel da jovem Baby, viaja com os pais e por acaso acaba conhecendo o professor de dança Johnny Castle estrelado por Patrick Swayze. A jovem aprende a dançar, se apaixona pelo professor e precisa substituir sua parceira de palco. Sim, estamos falando de Dirty Dancing, o filme que inspirou diversos casais com a música Time of my life!


O tempo não para…

Hoje é o meu dia de postar aqui no TPMidia, mas estava sem grandes idéias e inspirações. Eis que, assistindo ao Jornal da Globo, vi uma matéria sobre a noite de autógrafos que Lucinha Araujo fez em um shopping no Rio de Janeiro para lançar seu novo livro.

Nesta quarta-feira,dia 18 de maio, Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza, autografou vários exemplares de sua mais nova obra sobre a trajetória de seu filho.

A obra se chama “O tempo não pára – Viva Cazuza”, um dos maiores sucessos musicais do cantor. O livro foi lançado pela Globo Livros, e conta a história de como Lucinha conseguiu superar a dor da perda do filho e tomar a frente da ONG Sociedade Viva Cazuza, que dá suporte à crianças e adolescentes portadores do vírus da AIDS, o HIV.

Lucinha dá vários depoimentos pessoais ao longo da história e conta qual era seu sentimento logo que a doença se tornou uma epidemia no país. O livro também traz histórias das crianças atendidas pela Sociedade Viva Cazuza, questionamentos de Lucinha e depoimentos de pessoas que cruzaram e deixaram impressões na vida do cantor.

 A mãe de Cazuza disse que sentiu certo receio de dividir o livro com os amigos do filho, até porque “relações amorosas e de amizade são muito diferentes”, mas ela resolveu dar voz a alguns que têm do que recordar, como Ney Matrogrosso, Sandra de Sá, Frejat, Ezequiel Neves, Nilo Romero, George Israel e Serginho, “única pessoa com quem Cazuza teve um relacionamento duradouro”. O livro traz, ainda, fotos do cantor, de seus amigos e da entidade, e uma cronologia da Aids.

 Na noite de autógrafos estavam presentes muitos fãs, artistas e amigos de Cazuza, como Ney Matogrosso, que chegou a namorar o cantor na década de 80, e George Israel.

Todo mundo sabe que Lucinha leva o nome de Cazuza em todos os seus projetos e foi o melhor jeito que encontrou para superar a perda do filho e fazer o bem a outras pessoas, além de lutar para que a AIDS, que matou seu filho, não atinja outras pessoas.

É interessante notar também o patrocínio que as Organizações Globo concederam ao projeto, indicando que acreditam na causa de Lucinha e no sucesso imortal e legado de Cazuza.

Lucinha Araujo é uma mulher que tem tudo a ver com o estilo TPMidia de ser. Ao invés de se conformar com a morte de Cazuza, ela fez disso um motivo de força para lutar contra a Aids e tudo aquilo que fez mal para seu filho. Considero uma atitude admirável e amor profundo por levar o nome do filho em todas as suas ações.

Apesar de ainda não ter lido, indico a leitura de “O tempo não para” para conhecer um pouco mais do pensamento dessa mulher e mãe que é Lucinha Araújo. Vamos ler e depois comentar por aqui? Você pode colocar sua fúria em prática também!

Helena Ometto

Helena Ometto

Helena Ometto


Três décadas sem o Rei do Reggae

6 de fevereiro de 1945 – 11 de maio de 1981
No dia 11 de maio de 1981, o mundo chorou com a perda de Robert Nesta Marley, ou somente, Bob Marley, o mais conhecido músico de Reggae de todos os tempos. Marley faleceu com apenas 36 anos em decorrência de um câncer generalizado o qual não foi tratado de início devido a princípios da religião/filosofia rastafári, da qual era adepto.
 
Três décadas depois, completadas nesta quarta-feira, o Rei do Reggae, segue brilhando e de longe perdeu seu trono. Sua vibração positiva move antigos e novos fãs, e homenagens á memória do ícone do Reggae não param de surgir. Uma delas é o lançamento do álbum duplo “Bob Marley and The Waylers, Live Forever” que tem importância histórica para os fãs, pois, registra a última apresentação de Bob antes de morrer.
 

Imagens da família Marley falando sobre o álbum:

No último show em Pittsburgh, EUA, 1980, Marley já sofria as graves consequências do câncer, e diante disso o público estava descrente que ele faria o show. Mesmo abatido, Bob não abandonou o palco e foi ovacionado pelos fãs. Canções como Natural Mystic, Positive Vibration, War, Exodus, entre outras músicas, foram interpretadas com uma enorme energia e uma vivacidade impressionante.

Em Redemption Song, Bob mostra como só precisava de sua voz e de um violão para passar a sua mensagem.

Outra homenagem é o documentário “Marley”, nome inicial que o projeto recebeu, e que será dirigido por Kevin MacDonald, de “O Último Rei da Escócia” (2006). O filme deve ser rodado em países como Jamaica, Gana, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, e tem estreia prevista ainda para este ano. O documentário fará uma viagem pela vida do cantor jamaicano e abordará o impacto global que a música deste lendário compositor de Reggae obteve. Por possuir autorização da família, o filme deve conter diversos documentos e informações importantes, nunca antes divulgadas, além de depoimentos de amigos e familiares.

Os 30 anos da morte de Bob também foi lembrada em uma bela reportagem do Jornal da Globo em 15 de abril. O colunista Nelson Motta, além de fazer um breve histórico da carreira do cantor, fala da importância de Bob Marley para o Reggae no Brasil e no mundo.

30 anos depois, a estrela do Reggae continua brilhando alto, tanto no céu, ao lado de Jah, como na Terra, com suas ótimas canções.

Vibrações Positivas, e ouçam Reggae Music no talo!!!!

Juliana Santa Rosa


Após 16 anos, autor de Calvin e Haroldo cria arte inédita

Calvin e Haroldo, de Bill Watterson

Bill Watterson, o criador de “Calvin e Haroldo”, não publica uma tirinha nova desde 1995, ano em que abandonou a criação das tiras. O cartunista resolveu arregaçar as mangas por uma boa causa e produzir uma arte inédita após 16 anos. Porém, não é nenhuma tira inédita de Calvin.

Watterson pintou uma tela para doar ao Team Cul de Sac, projeto de outro cartunista, Richard Thompson, que tem como objetivo arrecadar dinheiro para pesquisas sobre o mal de Parkinson. Thompson, inclusive, é portador da doença.

Pintura inédita de Watterson

A pintura feita a óleo é um retrato de Petey Otterloop, personagem das clássicas tirinhas intituladas “Cul de Sac”, assinadas por Thompson.

De acordo com o blog de quadrinhos do “Washington Post”, que divulgou a imagem de tela assinada por Watterson, a campanha conta com a parceria da Michael J. Fox Foundation, mantida pelo ator Michael J. Fox, também portador do mal de Parkinson.

Bem que arte criada por Bill Watterson poderia ter sido uma tira inédita de Calvin, o garoto chieo de personalidade, e de seu companheiro Haroldo, um tigre sábio, que para Calvin está tão vivo como um amigo verdadeiro, mas para as outras pessoas não passa de um tigre de pelúcia, pois além de ser uma tira inteligente que apresenta uma visão única do mundo através da imaginação do protagonista e das situações insólitas que se estabelecem, a tira apresenta também uma fuga à cruel realidade do mundo moderno para o garoto de seis anos.

Uma das tiras de Calvin que faz uma crítica à televisão:

Juliana Santa Rosa


TV 60: A história da televisão brasileira

 
Logotipo da série
Para comemorar as seis décadas da televisão brasileira a TV Cultura vem exibindo todas as quintas-feiras às 23h15 uma série de documentários que conta a história da TV no Brasil. A série TV 60, de Carlos Alberto Vizeu, relata em vários capítulos a história da televisão brasileira através de depoimentos, imagens e entrevistas com os principais personagens entizando a  inauguração do primeiro canal brasileiro e da primeira televisão da América Latina, a PRF-3-TV, que mais tarde passou a chamar TV Tupi, entrando no ar em 18 de setembro de 1950, em São Paulo.
 

Vídeo da inauguração da TV Tupi

  

 “Ninguém me contou, eu estava aqui”, frase tida pelo ator Lima Duarte em depoimento na frente do edifico onde funcionou a primeira emissora de TV do país abre a série. A trajetória da televisão segue ilustrada  por cenas que mostram os programas iniciais, os atores e novelas pioneiros, as dificuldades enfrentadas, os improvisos, os momentos notáveis e o impacto da novidade trazida pelo televisor.

1ª parte da série

A chegada da televisão no país é atribuída ao jornalista Assis Chateaubriand que havia comprado uma estação, mas não sabia exatamente o que fazer, que tipo de equipamento usar e quantas câmeras seriam necessárias para emissora entrar em operação. Decidiu trazer técnicos da RCA – America Radio Corporation – e implantou a televisão no Brasil. A estreia foi transmitida em 200 aparelhos e há controvérsias quanto à primeira transmissão de imagens.

2 ª parte da série

Ao longo dos episódios, são exibidos fatos que marcaram a história da televisão, tais como a inauguração das novas emissoras que entraram no ar após a TV Tupi e os programas memoráveis apresentados por nomes como Chacrinha, Blota Júnior, Flávio Cavalcanti, Dercy Gonçalves, Hebe Camargo, entre outros. A série apresenta também cenas e relatos dos artistas pioneiros e que fizeram grande sucesso como Lolita Rodrigues, Lima Duarte, Walter Avancini, Cassiano Gabus Mendes, Janete Clair, Tarcísio Meira, Glória Menezes, Regina Duarte, Fernanda Montenegro, entre outros.

3ª parte da série

Além disso, os telespectadores podem conferir como o teatro foi parar na telinha e a conquista de espaço do futebol na mesma. A série de documentários aborda assuntos variados como o telejornalismo, a teledramaturgia, os humorísticos, os programas infantis, a tecnologia na TV, a TV pública, entre outros temas.

Programa de excelente qualidade que deve ser visto, não somente por profissionais e estudantes de área de Comunicação, mas por todos aqueles que buscam conhecer sobre a relevância da história da televisão brasileira. Uma boa pedida para as noites de quintas-feiras e um acréscimo no conteúdo visto em sala de aula por nós, estudantes de Jornalismo, para não ficarmos apenas com divagações gregas de nossos professores.

Juliana Santa Rosa 

 


A Era de Aquário persiste entre nós…

Atual. É assim que posso descrever Hair. O musical foi lançado em 1979, mas mesmo depois de 32 anos, o filme faz com que ano a ano, cada geração que o assiste, se identifique de alguma forma com o propósito da trama. Talvez você se pergunte: Por qual motivo ou circunstância, um filme tão antigo foi escolhido para virar pauta do TPMídia? O motivo, como disse acima, é justamente o fato de Hair percorrer gerações sem se tornar um filme ultrapassado, “mofado” ou esquecido. Duvida? Então preste atenção: música; luta política; insatisfação social; desejo de mudança; nacionalismo. Essas palavras lhe soam familiar?


Pois é… São essas palavras que resumem a trama do musical. Pode parecer coincidência, mas não  é…  Hair mostra a história de um jovem de Oklahoma que foi recrutado para lutar na guerra do  Vietnã (1959-1975). Quando vai pra Nova York, o rapaz conhece um grupo de hippies, figuras  representativas da contracultura que se negavam a aceitar os padrões impostos pela sociedade, o  nacionalismo doentio estadunidense e as guerras de um modo geral (mas principalmente a  Guerra do Vietnã). OK… Vai pode dizer que os hippies já não são mais figuras que ainda estão na  “moda”, mas dizer que hoje em dia a sociedade não dá motivos para ser contestada seria um  absurdo bastante grande. A diferença é que hoje, a rebeldia acontece por baixo dos panos, os  movimentos anti-sociais já estão mais ociosos e sem muita força.

Mas veja bem…

Harmonia e compreensão. Simpatia e confiança. Liberação da verdadeira mente. Paz e amor. Estas não são palavras as quais buscamos seu verdadeiro significado até hoje? Então certamente temos motivo SIM para chegar lá, já que ainda estamos bem longe de sequer chegar perto do que podemos chamar de “sociedade harmônica”.

Guerras… Existiram, existem e possivelmente ainda existirão. Pelo menos é o que tudo indica.

1980

1990

2000

2011

Não é coincidência… É apenas a contemporaneidade do lado negro da humanidade. E querendo ou não, a letra de “Let the Sun shine in” cabe como uma luva no atual contexto de guerras. E o sentimento de indignação ainda continua tomando conta dos “lúcidos”.
Hair é uma produção cinematográfica que permanecerá encantando gerações, por mostrar que acima de tudo, devemos prezar a simplicidade que a vida tem a oferecer e tentar combater a intolerância socialmente imposta. A amizade está acima de um nacionalismo desacreditado, padrões devem ser quebrados para que se fique claro o real significado da diversidade e a utopia ainda deve se tornar realidade. Assista a este musical sensível, perspicaz, genial e bastante pertinente. Provavelmente você perceberá que o filme é antigo, mas que a intolerância humana é mais antiga ainda e infelizmente persiste na sociedade “moderna”.

Pense nisso…

Helena S. Sylvestre


10 anos sem o ícone do punk rock

Há uma década o mundo da música perdia Joey Ramone. Jeffrey Ross Hyman, ícone do punk rock e líder de uma das maiores banda existentes do rock in roll, The Ramones. Joey lutou durante 7 anos contra um câncer linfático até falecer no dia 15 de abril aos 49 anos em Nova York, deixando o rock mais triste.

Lembro do dia quando vi a notícia de seu falecimento sendo dada na programação da MTV. Foi triste ouvir que tal fato aconteceu, pois os Ramones é uma das minhas bandas preferidas, e saber da morte do Joey foi lamentável e também uma perda irreparável para o cenário musical.

Joey Ramone 19 de maio de 1951 — 15 de abril de 2001

Em sua adolescência Joey Ramone foi considerado um excluído da sociedade, esquisito e diagnosticado com TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo). Sem qualquer perspectiva de vida, Joey afirma, no documentário “End Of The Century: The Story of The Ramones”, que a música o salvou, pois conseguiu canalizar todos os seus sofrimentos e angústias. Mesmo diante de toda sua esquisitice, o vocalista se transformou em um ícone e ajudou a moldar quase todo o rock in roll feito da década de 70 para frente. Do Motorhead passando pelo punk inglês, a bandas como Nirvana, Green Day ao rock brasileiro é difícil encontrar alguma banda que não tenha a influência musical dos Ramones.

CJ, Marky, Johnny e Joey

Para quem não conhece farei um breve histórico da banda. The Ramones foi uma banda de punk rock criada no Queens, Nova York, em 1974. Originalmente era um trio: Joey Ramone (Jeffrey Ross Hyman – vocal/bateria), Johnny Ramone (John Cummings – guitarra) e Dee Dee Ramone (Douglas Colvin – baixo), logo após o primeiro show da banda o empresário Tommy Ramone tornou-se baterista. O quarteto, além de adotar o sobrenome Ramone que era pseudônimo que Paul McCartney usava nos Silver Beatles, também adotou o mesmo visual, com jaquetas de couro e calças jeans rasgadas. No mesmo ano da formação, a banda realizou sua primeira apresentação no bar CBGB, o refúgio do rock underground nova-iorquino.

 

No documentário “End of The Century: The Story of The Ramones” algumas revelações sobre a banda são feitas e surpreende os fãs. A existência de um clima de guerra entre os músicos, a luta por um sucesso de massa, o estilo tirânico e reacionário do guitarrista Johnny, abuso de drogas, e o fato mais curioso: roubo de namorada, Johnny se casou com a grande paixão da vida de Joey. Ao longo dos 22 anos de existência, os Ramones totalizaram 20 discos, sendo 14 de estúdio e 6 ao vivo e a marca de aproximadamente 2.263 apresentações ao redor do mundo. O último show foi realizado em Los Angeles, Califórnia, dia 16 de julho de 1996.

Não lembro ao certo quando o som dos Ramones entrou em minha vida. Tenho uma vaga lembrança de que conheci a banda quando pequena ao passar as tardes assistindo Kliptonita, programa de vídeos clipes exibido na TV Record em 1991 (aí meus cabelos brancos) e também ao ouvir uma música da banda no filme “Pet Sematary” – “Cemitério Maldito” (1989), baseado na obra de Stephen King.

Joey Ramone tem um álbum solo póstumo “Don’t Worry About Me”, lançado em 2002, com a regravação de “What a Wonderful World” de Louis Armstrong. Uma de suas últimas aparições foi fazendo o papel de si mesmo no sitcom norte-americano “Drew Carey Show”, no episódio os personagens tentam escolher um guitarrista para uma banda e Joey é um dos candidatos. Após a morte de Joey, os Ramones entraram para o Hall da Fama do Rock. E mais dois integrantes faleceram, o baixista Dee Dee Ramone, viciado em drogas pesadas, foi encontrado morto em 2002. Em 2004 foi a vez de Johnny Ramone não resistir a um câncer.

Com poucas notas, letras simples e inteligentes e nada de solos intermináveis, os Ramones criaram um som absolutamente único e é essa singularidade que faz da banda uma das mais influentes da história do punk rock.

E eu seguirei com o sonho de ouvir: “Hey, little girl I wanna be your boyfriend. Sweet little girl I wanna be your boyfriend”.

Ouçam no talo e HEY! HO! LET´S GO!

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa

Roxette está de volta às terras brasileiras!

Sim, jovens mancebos. O Roxette voltou ao Brasil! Depois de a dupla se apresentar dia 12 em Porto Alegre (Pepsi On Stage) e dia 14 em São Paulo (Credicard Hall), Marie Fredriksson e Per Gessle se apresentarão hoje (dia 16) no Rio de Janeiro (CityBank Hall), amanhã (dia 17) em Belo Horizonte (Chevrolet Hall), e no dia 19, para alegria dos fãs paulistas, haverá mais um show em São Paulo (Credicard Hall).

Pra quem curte o Roxette e descobriu só agora que eles vieram para o Brasil, desculpe, mas é muita alienação pro meu gosto! Brincadeirinhaaa!!! Pra quem ainda tem interesse em ver algum dos shows da dupla sueca, acesse o site Tickets For Fun, e garanta seu ingresso!

Bom, mas se você nem sabe quem são Marie e Per, ou não se recorda muito bem da dupla, preste atenção…

Aos novelistas de plantão:


“Listen To Your Heart” – Novela O Sexo dos Anjos – Rede Globo, 1989 


“Spending My Time – Novela Perigosas Peruas – Rede Globo, 1992 


“Milk And Toast And Honey” – Novela Um Anjo Caiu do Céu – Rede Globo, 2001

Aos cinéfilos:


“It Must Have Been Love” – Filme Uma Linda Mulher – 1990

 
“Almost Unreal” – Filme Super Mario Bros. – 1993


“It Will Take A Long Long Time” – Filme Noiva Em Fuga – 1999

Lembrou? Há… Não conhece? Então saiba o que está perdendo!

1986: Esse foi o ano em que surgiu o Roxette. Antes, seus dois integrantes (Marie Fredriksson e Per Gessle) já seguiam carreira musical, ela solo, e ele como integrante da banda Gyllene Tider. Na metade da década de 80, os suecos resolveram unir suas forças e criar um dos maiores ícones da música pop.

Com 33 singles nas paradas de sucesso e mais de 75 milhões de cópias vendidas, pode-se dizer que o Roxette certamente marcou o cenário musical da época. E mais, continua ganhando fãs ao redor do mundo todo até os dias de hoje. Depois de uma operação para retirada de um tumor cerebral, Marie Fredriksson manteve-se fora do foco da mídia por algum tempo, mas nem mesmo a doença fez a moça abrir mão de sua grande paixão: a música.

A dupla ficou parada por alguns anos, mas Per Gessle continuou atuando na banda Gyllene Tider durante esse período. Enquanto isso, o Roxette preparava um retorno triunfal, que aconteceu em 2009. Em 2010, a dupla começa a compor o nono álbum da carreira, e no começo de 2011 “Charm School” é lançado, vindo juntamente com uma grande turnê.

O Roxette esteve no Brasil pela última vez em 1999, mas depois de 12 anos de espera, os fãs brasileiros finalmente vão poder se emocionar novamente com os sucessos de Marie Fredriksson e Per Gessle, dois nomes de grande talento musical. E você? Vai perder essa??

Confira algumas imagens da dupla!

       

OPS! IMAGENS ERRADAS! 


  

                           

AGORA SIM! 

Helena S. Sylvestre


U2 no Brasil e as notícias mais fail

Ooi, gente. Eu ainda não tinha mostrado as caras por aqui, então deixa eu começar me apresentando. Eu sou a @nandalogia (ou Fernanda), a amiga que esqueceram de chamar quando o blog foi criado a última integrante do TPMidia. 😀

Sempre que eu começo um blog, meu primeiro post costuma ser sobre alguma banda que eu curto e que fez/fará/quem sabe algum dia no futuro virá a fazer shows no Brasil. Então esse meu primeiro post será, tchan tchan, sobre a “turnê” (que na verdade era pra ser um show só que acabou virando três mas já volto nisso) do U2 no Brasil.

A putaria nessa “turnê” já começou na venda dos ingressos. Quem tentou comprar pelo tickets4fun ou acompanhou o barraco generalizado que se seguiu no twitter deve saber do que eu estou falando. Pra quem teve a felicidade de não passar por isso, o que aconteceu foi que a princípio a banda faria apenas um show, no dia 09/04, no Morumbi em SP. Quando o site abriu para as vendas, porém, todas as pessoas do planeta já estavam dando atualizar na página inicial. Resultado? O site ficou congestionado, caiu, não conectava nem por macumba e quando finalmente voltou ao ar e os meros mortais (tipo eu, assim) conseguimos entrar, todos os setores do show estavam esgotados. Depois de muita gente xingar muito no twitter, os produtores abriram mais dois dias de show, no dia 10 e no dia 13. Não adiantou lá muita coisa, já que a putaria o problema no site continuou sendo basicamente o mesmo. Mas como eu sou foda digdin digdin digdin, eu consegui comprar de uma pessoa em outro site e por preço de custo um ingresso pro dia 10. Não, não era falsificado, eu não fui presa, não confiscaram meu pacote de bolacha Bono (porque eu jamais ia perder essa piada) e deu tudo certo.

Bom, o show em si foi sensacional. E não sei vocês, mas eu também sou muito fã de Muse, então pra mim foi o céu (apesar das pessoas lindas atrás de mim reclamando que Muse não tocou a “música mais famosa, aquela lá, do Crepúsculo!”, mas essas coisas a gente releva). No set list de 1:30 h do U2, quase todos os grandes sucessos foram tocados, com exceção de “Sometimes you can’t make it on your own”, “Electrical storm” e “Original of the species”. Mas longe de mim reclamar, afinal nós até tivemos direito a uma música do album novo, chamada “North Star”, que foi tocada somente no dia 10 (morra de inveja, você com o seu Master Card Platinum que comprou ingresso no pré venda pro dia 9).

Pra não passar o post todo babando ovo pro Bono, falando como foi foda a homenagem para as crianças de Realengo e pra líder política chinesa e invejando a loirinha que subiu no palco durante Beautiful Day, resolvi ficar na minha casa, na minha piscina tomando meus bons drink postar alguns exemplos da cobertura linda que a mídia brasileira deu ao show. VEM GENTE.

DEPILEI O BRAÇO PARA O BONO ASSINAR – DIZ FÃ ANTES DO SHOW DO U2

Essa é provavelmente a notícia mais fail da história das notícias fail. Não basta a pessoa depilar o braço acreditando que vai ser a Katilce 2011, não basta dar uma entrevista ao G1 falando isso, ela ainda compra o ingresso de cambista e não consegue entrar! É muito amor.

BONO VOX DE CARUARU SE PREPARA PARA VER O XARÁ CANTAR NO BRASIL

Eu preciso comentar? Caso você seja a mãe desse menino, MINHA SENHORA, onde diabos vc estava com a cabeça?

KATE HUDSON MOSTRA A GRAVIDEZ AO DEIXAR HOTEL EM SÃO PAULO

Tipo, que bom, né? Fiquei até com medo de ela ter sido abduzida. Ou do filho dela ter sido abduzido. Todos comemora.

FÃ EXPLICA COMO BONO ESCOLHE GAROTA PARA SUBIR AO PALCO

Confesso que eu ri lendo isso. Imaginei uma menina subindo linda no palco, sendo beijada pelo Bono e em seguida sendo convidada a se retirar do local porque se comportou de maneira indevida.

GRÁVIDA, TAÍS ARAÚJO ASSISTE AO SEGUNDO SHOW DO U2

SOPHIE CHARLOTTE DÁ PERDIDO NO EX MALVINO SALVADOR

Essas têm o mesmo nível “não-merecem-que-eu-gaste-caracteres” de relevância.

PREPARE BACALHAU SABOREADO POR BONO EM SÃO PAULO

Será que se ao invés dos bolinhos o Bono tivesse comido os pastéis da dona Jura a gente finalmente teria a receita dessa iguaria?

Essas foram as que eu achei mais fail, mas quem quiser ver mais, é só entrar no site do G1 ou do R7 (recomendo R7, é sempre mais zoado), procurar por U2 e se divertir. Se tiverem mais notícias dessas, deixem nos comentários. Sempre bom ver esses exemplos lindos de jornalismo.

Fernanda Villa

Fernanda Villa

Um pouco mais de Maria Bethania

No dia 20 de março eu postei uma matéria aqui no blog sobre a polêmica que foi gerada em torno de Maria Bethania e o ministério da Cultura, o MinC, para a produção de seu blog “O Mundo Precisa de Poesia”.

O blog ainda é motivo de repercussões na mídia. Hoje, 06 de abril, o Jornal do Brasil postou em seu portal na Internet uma matéria sobre o Ministério da Cultural criticando a programação musical das rádios. A ministra da cultura, Ana de Holanda, falou sobre essa questão e aproveitou a oportunidade para fazer uma declaração à respeito do blog de Bethania.

O Jornal do Brasil publicou a seguinte fala de Ana de Holanda:  “Todo mundo gosta da Bethânia. Ela tem capacidade de obter recursos [sem a necessidade da Lei Rouanet], mas a iniciativa privada está muito viciada e só dá [dinheiro] mediante lei de incentivo. Não compete ao ministério fazer uma avaliação de qualidade, se [o projeto] é bom ou não. Agora, acho que todo mundo ter acesso a 365 gravações da Bethânia lendo poesia, que está tão esquecida, é interessante. O valor eu não vou discutir porque foi analisado por comissões específicas”. A ministra ainda fez questão de dizer que a Lei Rouanet deve ser “aperfeiçoada” para evitar que os empresários possam escolher os projetos em que vão investir pensando somente no lucro que terão em termos de publicidade.

Ana de Hollanda: a nossa ministra da cultura

Uma curiosidade, Ana disse que não é responsabilidade do Ministério da Cultura julgar a qualidade e o comprometimento artístico do projeto, mas somente direcionar as verbas para os vários projetos de todas as regiões do país de maneira justa.

Mas enfim, enquanto o blog de Maria Bethania não entra na rede, nós da equipe do TPMidia fizemos questão de relembrar a carreira musical dessa artista no nosso primeiro programa veiculado pela Radio Unesp Virtual. No quadro “De volta para o Futuro” contamos os sucessos de Bethania.

Pra começar, nada melhor do que Fera Ferida, clássico indiscutível de Bethania! Lembrando que as músicas foram colocadas por ordem de preferência e não cronológica!

Maria Bethania nunca foi tão criticada ao longo de sua carreira de nada menos que 46 anos como agora, por causa do blog. A baiana é a segunda artista feminina em vendagem de discos no Brasil e a maior da MPB, com mais de 26 milhões de cópias vendidas.

Maria Bethania Viana Teles Veloso nasceu no dia 18 de junho de 1946, na cidade de Santo Amaro da Purificação, Bahia. É a filha caçula de Dona Canô e Sr. Zezinho. Quem escolheu seu nome foi ninguém menos que Caetano Veloso, seu irmão, 4 anos mais velho. Nota-se que a vocação para a música é coisa de família!

Caetano, Dona Canô e Bethania

Em 65, Bethania conheceu Nara Leão e fizeram uma parceria. Dessa junção de vozes femininas surgiu uma nova etapa na carreira e com ela o primeiro sucesso nacional e popular de Bethania: Carcará.


A marca de Bethania é mesclar as músicas com trechos de poemas e textos literários. Essa foi sua maior inovação musical, conquistando um público fiel. Ao mesmo tempo em que essa característica é admirável em Bethania, ultimamente foi o maior alvo das polêmicas.

Em 76, Bethania criou o grupo Doces Bárbaros com Gil, Caetano e Gal. O disco dos baianos virou tema de filme, DVD, enredo da Mangueira em 94 e até uma apresentação especial para a rainha da Inglaterra. Um dos grandes sucessos da banda hippie foi Fé cega, faca amolada.


A partir dos anos 70 Bethania lançou outros grandes sucessos como Explode Coração, uma gravação da música de Gonzaguinha que ganhou o público e inspirou até uma novela na Rede Globo.


Em 2005, Bethânia lançou seu último cd. Foi uma homenagem a Vinicius de Moraes intitulado Que Falta Você Me Faz. O disco traz músicas de Vinicius e, mais uma vez, o diferencial de Bethânia: poemas e textos intercalados às musicas.

Bethânia comemorou 40 anos de carreira em uma turnê pelo Brasil e exterior com o show Tempo, tempo, tempo, tempo. O álbum trouxe seus maiores sucessos, entre eles a interpretação de Olhos nos Olhos, de Chico Buarque.


Nessa semana, Bethania subiu no palco da Faap para fazer a leitura de poemas no mesmo estilo em que serão postadas no futuro blog. Foi sua primeira aparição pública profissional depois das polêmicas geradas em torno do blog e do Ministério da Cultura.

Talvez essa apresentação tenha entrado para o hall dos shows mais tensos de sua carreira. Segundo pessoas da platéia, Bethania estava visivelmente nervosa e apreensiva e a produção pediu a contratação de mais dois seguranças pessoais.O clima ficou um pouco tenso, mas ao final da apresentação Bethania foi aplaudida e teve até pedido de bis.

Isso mostra que a população não é contra os projetos culturais, muito pelo contrário, o público apóia e aplaude iniciativas como a de Bethania, mas o problema é a origem da verba milionária: o dinheiro público.

Helena Ometto


50 anos da morte Virgínia Woolf

Semana passada completou 50 anos da morte de uma das maiores escritoras da geração modernista inglesa – Virgínia Woolf.

Adeline Virginia Stephen, mais tarde conhecida como Virginia Woolf, nasceu dia 25 de janeiro de 1882 em Londres. Virginia estreou em 1915 com o romance The Voyage Out (traduzido como A Viagem). Era filha de um conceituado escritor e crítico literário, tinha uma educação caseira exemplar e frequentava as bibliotecas dos intelectuais da época que sempre visitavam sua casa.

Com 30 anos casou-se com Leonard Woolf, escritor e teórico político. Leonard serviu de grande apoio em toda a vida de Virginia, mesmo nas crises depressivas e problemas de saúde da esposa. Foi extremamente companheiro e generoso.Junto com seu marido e irmã mais velha Vanessa Bell, fundaram um clube chamado Bloomsbury Group, que contava com intelectuais que debatiam sobre arte, política, literatura e defendiam ideais.

Virginia, desde criança, já revelava alguns distúrbios psicológicos. Foi vítima de abuso sexual pelos seus meio-irmãos mais velhos, causando na escritora uma frigidez e distanciamento do sexo. Após a morte da mãe, quando tinha apenas 13 anos, Virginia sofreu suas primeiras crises de depressão, tentando o suicídio. Os violentos tratamentos médicos a que enfrentou no hospício, onde ficava isolada, sendo proibida de ler e escrever, também teriam efeitos devastadores em sua vida. A morte do pai em 1904 foi outro quadro grave, levando a outras internações na ala psiquiátrica.

Virginia tinha muitas visões, ouvia vozes e por diversas vezes sofria delírios psicóticos. A bipolaridade a afastava do seu meio social, levando ao isolamento e à incapacidade de ler ou escrever. Ela própria se considerava louca. No dia 28 de março de 1941, após ter um colapso nervoso, Virginia suicidou-se. Vestiu um casaco, encheu seus bolsos com pedras e entrou no Rio Ouse, afogando-se.  Seu corpo só foi encontrado no dia 18 de abril. Virginia ainda escreveu uma carta de suicídio para o marido.

Virgínia fazia parte do grupo de mulheres inglesas, nascidas a partir de 1800 que produziram literatura, a obra desta escritora é sempre classificada como sendo uma das mais inovadoras e estimulantes. Muitas de suas obras ficaram conhecidas, como Orlando e Mrs. Dalloway. A escritora foi ainda retratada no cinema pela atriz Nicole Kidman, no filme As Horas, ganhando o Oscar de melhor atriz.

Nicole Kidman no papel de Virgínia Woolf em As Horas

O filme As Horas é baseado no livro homônimo de Michael Cunningham que procura retratar Virginia Woolf não apenas por sua biografia. O filme traz a vida de Clarissa Dalloway, personagem de um livro, observada do ponto de vista da sua criadora e também da sua leitora. São facetas de Virginia, que misturam sua vida com sua sensível imaginação. Virginia foi um ícone do modernismo inglês e encanta os leitores até hoje com sua técnica de fluxos de consciência e instigantes métodos de escrita.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 

 


O adeus à diva Elisabeth Taylor

Elisabeth Taylor, a diva do cinema norte-americano, faleceu no dia 23 de março de 2011, aos 79 anos de idade. Liz, como era conhecido pelos íntimos e fãs nasceu em Londres no dia 27 de fevereiro de 1932 e era do signo de Peixes.

A carreira de Liz no cinema começou ainda na infância, quando, aos dez anos de idade, foi contratada pela Universal Pictures e teve sua estreia em Theres One Born Every Minute, mas seu primeiro papel de destaque foi na série Lassie. O auge de Liz foi na década de 50, coincidentemente (ou não) na década de ouro do cinema norte-americano.

Ao longo de sua carreira Liz fez cerca de 80 trabalhos entre o cinema e a televisão e foi eleita uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos, tornando-se um ícone de beleza e de moda. Não há como não lembrar de seus traços femininos, a delicadeza, os olhos azul-violeta a as sobrancelhas bem marcadas que fizeram sua marca. A beleza de uma época se espelha em Elisabeth Taylor.

 

O primeiro casamento com Richard em 1964...

...e o segundo casamento em 1975.

Mas toda diva tem suas manias e curiosidades que valem à pena conhecer. Liz, por exemplo, era colecionadora compulsiva de jóias. Bom, ela podia se dar a esse luxo. Outra mania de Liz eram os casamentos, sim, casamentos. Liz teve nada mais, nada menos que oito casamentos e sete maridos, mas é claro que um deles foi o mais especial! Romântica que sou, posso dizer que esse tenha sido seu verdadeiro amor e os outros foram paixões passageiras e  até mesmo caprichosos de uma diva mimada. A dupla união com o ator Richard Burton foi a mais marcante, pela cumplicidade e até mesmo pelas polêmicas. Eles se casaram duas vezes. Aliás, Richard foi o par romântico de Liz em Cleopatra, o filme que a consagrou, e no longa Quem tem medo de Vírginia Woolf, mais uma superprodução de sua carreira. Seria coincidência?
Liz ganhou por duas vezes a estatueta do Oscar de melhor atriz. A primeira vez foi em 1960, por call-girl em Disque Butterfield e  a segunda estatueta veio em 1966 com Quem tem medo de Virginia Wolf? Mas se perguntarmos para os cinéfilos sobre qual a principal obra de Liz no cinema, a grande maioria se lembrará de Cleopatra, de 1963. É impossível não se recordar da maquiagem marcada, das roupas de Cleopatra, do enredo e da parceria romântica entre Liz e Richard. Por curiosidade, Cleopatra foi o filme mais caro da história do cinema por ter tido o orçamento final em  270 milhões de dólares e por ter pago o primeiro cachê milionário feminino da história do cinema: Liz recebeu o valor de 1 milhão de dólares pela atuação de protagonista.

Liz como Cleopatra em 1963

Mas a história de Elisabeth Taylor não foi marcada somente pelos boas atuações, beleza e fama. Ao longo de sua carreira, Liz foi hospitalizada várias vezes por causa do vício em drogas e álcool que acabaram com sua saúde e a fizeram engordar muito, principalmente nos últimos anos de sua vida. Mas, apesar de todos os seus problemas pessoais e até mesmo da depressão que enfrentou, ela se dedicou muito à causa da AIDS, principalmente na década de 80. Chegou até mesmo a ter uma fundação para ajudar e apoiar os aidéticos.

Liz foi a capa da última edição da Revista Veja:

Um de seus últimos atos públicos foi o comparecimento ao enterro do amigo Michael Jackson. Liz fez questão de saudar o amigo pela última vez, mas não apareceu para a imprensa. Teve uma passagem discreta pelo velório, falou com poucas pessoas e saiu sem falar com a imprensa. A última internação da atriz foi no dia 11 de fevereiro de 2011, em Los Angeles, por problemas cardíacos e 12 dias depois ela faleceu, aos 79 anos. A amizade com Michael era tão intensa que Liz foi enterrada no mesmo cemitério que Michael em um túmulo próximo. E assim será.

Elisabeth Taylor: diva eterna do cinema norte-americano

Escrever um post sobre Elisabeth Taylor é uma tarefa complicada pois há muito o que ser escrito em poucas palavras. Então, resolvi encerrá-lo com vídeos que mostram um pouco mais da vida e carreira desse ícone mundial.

Cleopatra, em 1963: a consagração de Liz

Quem tem medo de Virginia Woolf?, em 1966.

Uma homenagem à Liz e Richard (estou apaixonada por esse vídeo)

A amizade entre Michael e Liz

Uma homenagem final ao som de Smile, por Michael Jackson

 

Sem mais.

 

Helena Ometto

Helena Ometto

 


The Runaways

Em 1975 surgia a primeira banda feminina de rock n roll do cenário americano, o The Runaways. A idéia de ter uma banda formada só por garotas foi da jovem Joan Jett, que com apenas 17 anos tinha abandonado a escola para se dedicar a uma carreira musical. Joan conheceu o empresário Kim Fowley e mostrou a ele sua idéia, Kim apresentou a Jett a outras futuras integrantes: Cherie Currie, Lita Ford, Sandy West e Micki Steele.

E em 1976, o empresário conseguiu que o Runaways fizesse alguns shows na Califórnia e as garotas começaram a ganhar fama por onde passavam. No mesmo ano, Micki deixou a banda e foi substituída por Jackie Fox. Com a nova formação, as Runaways conseguiram assinar um contrato com a Mercury Records e lançaram seu primeiro disco, intitulado The Runaways. Foi deste disco que saiu o primeiro hit da banda, a música Cherry Bomb, que se tornou a marca registrada da vocalista Cherie Currie.

Com o primeiro disco lançado, a banda fez uma turnê por todo os Estados Unidos, a maioria dos shows tinha seus ingressos esgotados e chegaram até a abrir shows para artistas consagrados da época como Van Halen.

Em 1977 o Runaways lança seu segundo disco o Queens of noise e então saíram para uma turnê mundial. As garotas foram recebidas no Japão com uma recepção a lá Beatles – cheia de jovens histéricas gritando, chorando, tirando fotos e querendo autógrafos das integrantes. A aceitação dos fãs japoneses foi tão positiva, que a banda gravou um álbum ao vivo o Live in Japan. Em meio a turnê, a baixista Jackie Fox abandonou a banda e Joan Jett teve que assumir o baixo até encontrar Vickie Blue.

Quando tudo parecia estar indo bem, Cherrie Currie resolve sair da banda e mais uma vez Joan Jett teve que se desdobrar, saiu dos backing vocals e assumiu a voz principal. Neste mesmo ano elas lançaram o álbum Waiting for the night e saíram em turnê com a banda punk mais famosa da época, os Ramones.

Em 1978 depois de algumas brigas e desentendimentos financeiros, o Runaways rompeu com o empresário Kim Fowley e contrataram o mesmo empresário da Blondie e Suzi Quatro. As garotas também romperam com a gravadora Mercury e Vicki Blue deixou a banda sendo substituída por Laurie McAllister. Com a formação nova, lançaram seu último álbum o And now… The Runaways.

Em 1979 a banda acabou oficialmente. A crítica americana estava pegando muito no pé da banda por causa do entra e sai de integrantes e também porque o preconceito era muito grande já que a banda era composta apenas por garotas que escreviam e tocavam suas próprias músicas. Também houve divergências internas da banda, já que Joan Jett queria seguir uma linha mais punk e Lita Ford preferia as influências heavy metal. O The Runaways teve uma vida curta, porém até hoje é inspiração para milhares de garotas adolescentes e exemplo de que garotas podem sim fazer rock n roll.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 


A descoberta de um vinil incrível.

Depois de uma longa demora, finalmente escrevo meu primeiro post, e escreverei a respeito de uma incrível descoberta: o som da banda The Smiths, mais especificamente do vinil “Hatful of Hollow”. Farei um breve histórico da banda para aqueles que não a conhecem:

The Smiths foi uma banda inglesa formada em 1982 na cidade de Manchester, tendo como integrantes Morrissey (vocal), Johnny Marr (guitarra), Andy Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria). Considerada uma das bandas mais relevantes a surgir no cenário britânico de música independente da década de 80 e rotulada como banda de rock alternativo, prefiro rotular como boa música. Foram lançados quatro álbuns de estúdio, diversos singles e compilações. A banda se separou em 1987 devido a desentendimentos entre o vocalista Morrissey e o guitarrista Johnny Marr.

Entre pertences do meu querido e saudoso irmão encontrei alguns vinis, e um destes em especial me chamou atenção, um vinil azul de capa dupla. Já conhecia algumas músicas do quarteto inglês, aquelas famosinhas tocadas nas rádios como “Ask”, “The boy with the thorn in his side”, “How soon is now” e “Heaven knows I’m miserable now“ (estas duas últimas são faixas do vinil), mas quando coloquei o vinil no toca-discos foi uma descoberta incrível ouvir cada canção presente nele. Boas músicas do inicio ao fim.

A coletânea “Hatful of Hollow” lançada em 1984 (aí meus cabelos brancos, kkkkkkkkkkk), é uma compilação de singles e versões de músicas gravadas para shows. Além do delicioso ruído, o disco traz 16 ótimas faixas, citarei algumas, como “William, it was really nothing” a qual da vontade de sair dançando loucamente pelo quarto, e a conhecida “How soon is now?”que ganhou uma versão com outra banda para a abertura do seriado “Charmed” (reprisado pelo canal a cabo Liv), ambas faixas do lado A. Já o lado B traz, a também conhecida, “Heaven knows I’m miserable now”, para sair cantarolando alto por aí, e a última faixa “Please, please, please, let me get what I want” para ouvir em um momento mais tranquilo.

Atualmente não há banda que se compare a qualidade sonora dos The Smiths, e pena que os desendentimentos entre os integrantes puseram fim a uma banda tão excelente. Para quem não conhece, recomendo que busquem conhecer o som da banda, e tenham uma descoberta tão incrível como a minha. E o mais importante: ouçam no talo!!!!!!!!!!!

 

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa

 


Boy George anuncia volta do Culture Club!

E aí fofuxos, tudo certo? Pra quem não sabe, eu sou uma das Helenas (sigam-me os bons: @LenaSS) do TPMídia e estou aqui postando pra vocês só por um motivo: ociosidade internetiana… Brincadeirinha! Vim postar pra comemorar o fim da minha TPM. Isso é uma desonra ao nome do blog, mas tudo bem… O que importa é que o post tá aí! \o/

E essa notícia é pra aquecer vossos coraçõezinhos vintages neste começo de semana, hein!Motivo? Sexta-feira, dia 28, o Boy George anunciou a volta do Culture Club em 2012! (Culture O QUÊ??)

Pra quem tá por fora, vai aí um remember: Culture Club foi uma das bandas pop mais conhecidas do movimento chamado New Wave, da década de 80. Boy George era nada mais, nada menos do que o vocalista da ex-banda. Ainda não lembrou? Vamo lá, então… Vou te dar mais uma dica:

 

É isso aí… (A Emília) O cantor que está em turnê pela carreira solo, iria vir fazer um show no Brasil, mas a apresentação foi cancelada (Magoei). Apesar dos pesares, Boy George alegrou o fim de semana da (ex)garotada anunciando a volta do Culture Club. O cara é doidão, foi preso por seqüestrar um modelo norueguês (e que modelo xuxuzinho, diga-se de passagem), mas de uns tempos pra cá parece que o quarentão tá tomando juízo.

Aqueles que me conhecem sabem que eu sou fanzona do cantor e da banda, e que eu fui a um show dele em São Paulo em 2008. Inclusive tirei uma foto com o irmão do Boy. Ou seja, eu torço muito pela volta da banda. Mas, Boy George… 2012… Calendário Maia… Fim do mundo… Alguma coisa me diz que eu não vou estar viva pra ver esse retorno espetaculoso (nem eu, nem ninguém).

CRÉDITOS: Mídia Mofada

 

Helena Sylvestre