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Mídias sociais: ferramentas conscientizadoras ou narcotizantes?

Nos últimos anos ficou evidente o enorme crescimento das mídias sociais, e junto com ele colocou-se em questão qual seria o suposto potencial que essas novas mídias têm para contribuir socialmente de alguma maneira.

De fato, as mídias sociais como o Facebook, o Orkut e Twitter são ferramentas interativas que têm o intuito de aumentar a participação dos internautas na rede. O que antes era pregado pela Teoria Hipodérmica, hoje já caiu por terra. O usuário não tem o papel de simples receptor passivo de informação. Mais do que receber e absorver, o internauta hoje influencia de maneira direta naquilo que é publicado via web. Com o auxílio das redes sociais, o internauta ainda tem a capacidade de disseminar os conteúdos que recebe a uma velocidade e eficiência espetaculares. Quanto maior o número de laços sociais, maior a repercussão e consequentemente há um aumento do fluxo de informações. Essa é a estratégia das mídias sociais.

Que fique claro que as tecnologias digitais têm um propósito louvável, dependendo da maneira como são aplicadas. As mídias sociais têm um grande poder de persuasão, conscientização e divulgação? Sim… Mas pensar nas mídias sociais apenas em seus aspectos positivos é ver a web 2.0 com um olhar de inocência.

Pare para pensar no seguinte… Quantas vezes você já não assistiu ao telejornal da noite, viu-se bombardeado de informações e pensou: “Pronto. Agora já sei o que está acontecendo. Estou politizado, e então já posso ir pro bar beber umas cervejas com os amigos”. Não é verdade?

Pois é… Isso é o que expõe a Teoria da Disfunção Narcotizante. O que isso quer dizer? Que os indivíduos estão expostos o tempo todo a um número infinito de informações disseminadas por diversos veículos de comunicação. Assim, o sujeito sente-se muito bem politizado, a par de tudo o que está acontecendo ao redor do mundo, e, portanto, sente-se satisfeito por fazer sua parte. OK. Mas esse mesmo sujeito, além de obter informação, está tomando alguma atitude prática, cumpre seu papel social, ou fica em estado “vegetativo”? A Teoria diz que de fato, a sociedade continua em estado inerte diante dos problemas sociais.

E eu estendo a questão: o surgimento das mídias sociais está causando o mesmo efeito narcotizante na sociedade? Ou pior, estariam as mídias sociais virando as atuais protagonistas da Teoria da Disfunção Narcotizante? Qual é a porcentagem dos internautas que além de retwittarem mensagens de campanhas, “põe a mão massa” para ajudar de fato o que estas campanhas propõem?

Essa é uma dúvida que paira no ar… Por ora é preferível não se afirmar nada, mas fica aí a reflexão.

Helena S. Sylvestre

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Protestos de Twitter

Hoje a rede social Twitter completa 5 anos. Pois é, atualmente é meio difícil se imaginar sem esta ferramenta tão presente nas vidas dos brasileiros. Descobri esta informação quando estava olhando as notícias do site do G1 e me deparei com a seguinte manchete “Especialistas dão dicas de como fazer um protesto no twitter”. Depois de ter lido isso, comecei a refletir sobre a tal onda de protestos.

Hoje qualquer coisa vai parar nos Trending Topics do site. Desde assuntos políticos, celebridades ou vídeos engraçados. Grande parte dos usuários do twitter acha que se ele comentar algum assunto relevante em seu microblog ou colocar uma hashtag na sua mensagem, já esta fazendo sua contribuição para a sociedade. Um “protesto” famoso no twitter foi o #forasarney, quando milhares de pessoas repetiram essa hashtag e criticaram o político, mas me diz o que mudou? NADA. O Sarney continua aí, ganhando rios de dinheiro, é presidente do Senado e está muuuuito preocupado com o que falam dele na internet.

Os internautas de hoje acham que se fizerem protestos no twitter alguma coisa vai mudar. Se você acha que fazer hashtag, flashmob ou criar um vídeo e colocar no youtube vai mudar alguma situação de grande proporção, é melhor continuar esperando! A matéria do G1 em questão fala de um cara que conseguiu trocar uma geladeira porque xingou muito no twitter e conseguiu o apoio de algumas pessoas e chamaram a atenção do fabricante. Se você está pensando em pegar este cara como exemplo de que o twitter faz a diferença, lembre-se: se essa tal geladeira fosse presidente do Senado, ela continuaria lá, não seria substituída! O twitter pode funcionar para coisas pequenas e não para grandes protestos.

Se esse pessoal anda tão engajado com vontade de fazer protestos, porque não desligam seus computadores e vão fazer alguma coisa que dê resultado? Se todo mundo que coloca uma hashtag no twitter, levantasse a bunda da cadeira e fosse fazer alguma coisa efetiva, talvez o Sarney não tivesse no Senado, o Mubarak seria mais pressionado pelas autoridades internacionais, o Khadafi estaria matando menos civis e os impostos estariam mais baixos.

Juventude sedentária, hoje podemos ter mais opções de nos expressar, mas o jeito de fazer a diferença continua o mesmo.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 


Everybody loves Charlie Sheen

Depois do sucesso no twitter, quando Sheen conseguiu mais de um milhão de seguidores em apenas 25 horas (batendo um recorde na história do microblog), o ator criou seu próprio talk show online. O programa denominado Sheen’s Korner foi transmitido na noite deste último sábado e teve 100 mil acessos. Charlie passou 50 minutos falando sobre suas experiências recentes e mostrou aos internautas a sua nova tatuagem: a palavra winning no pulso esquerdo.

Charlie Sheen só nesta última semana apareceu três vezes em sites de notícia: primeiramente com o recorde no twitter, depois quando assumiu seus problemas com álcool e drogas e ofendeu os produtores do Two and a half men e no fim da semana quando sua ex-mulher conseguiu na justiça que Sheen perdesse o direito de visitar seus filhos caçulas.

Não sei se é impressão minha, mas parece que agora que Charlie Sheen está mais problemático do que nunca, a sua popularidade está super em alta! Quando o ator estava mais tranqüilo, levando seu problema com álcool e drogas por debaixo dos panos e conseguindo abafá-los da mídia, ninguém se lembrava da existência de Sheen. Mas agora que ele está mais doido que o Batman, parece que ele virou um Deus da internet! Eu vejo nas redes sociais e em alguns blogs, as pessoas idolatrando o Charlie Sheen e o seu personagem Charlie Harper (exatamente agora que a série foi cancelada e não existe mais Charlie Harper!).

Gostaria que a minha vida fosse assim, quanto eu mais fizesse cagadas, mais as pessoas me admirassem! Sheen consegue ser um babaca completo, ganhava 2 milhões de dólares por episódio do TAHM, era o ator mais bem pago do canal, só se casou com mulheres lindas, tem mansões incríveis e filhos fofíssimos! Porém consegue parar em clínicas de reabilitação a cada três meses, cancelar uma das melhores séries de humor e se envolver em escândalos de violência e drogas periodicamente. E o pior de tudo, agora vive gritando aos quatro ventos que é um Vencedor (¬¬’). Venceu no que Charlie Sheen?

Enquanto Sheen lançava seu talk show na internet, o Saturday Night Live da NBC fez uma paródia mostrando outros “vencedores” como ele: a atriz Lindsay Lohan e o estilista John Galliano.  Na internet Charlie está em alta, mas comigo já caiu no descrédito faz tempo!

 

Juliana Baptista

Juliana Baptista