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União estável entre homossexuais reconhecida

Já pensaram que maneiro seria o mundo se você fosse ruivo e não pudesse casar com oura pessoa ruiva porque… Bom, porque vocês dois são ruivos? Não faz sentido, nem precisa fazer, é lei e pronto, não discute!

Pois é, a coisa funcionava mais ou menos assim para os homossexuais (homoafetivos, pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo, gays, não estou interessada em saber qual denominação você acha mais politicamente correta) no nosso país. Mas hoje foi aprovado no STF o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Na prática, passaram a ter 112 direitos que antes eram exclusivos da população heterossexual.

Parece razoável e até lógico, afinal, pelo menos da última vez que eu chequei, homossexuais não davam à luz zumbis, crianças com cinco braços ou se uniam para criar a bomba atômica, nem nada que justificasse o fato de heterossexuais poderem se casar e homos, não, concordam? Bom, eu consigo pensar em algumas pessoas que discordariam disso. Uma dica:

Bom, como eu sou uma pessoa extremamente arbitrária, vou começar comentando o que eu acho mais interessante (porque no momento encontro-me de TPM e comentar sobre igreja funciona melhor que chocolate).

Olhem o videozinho lindo dessa reportagem, que foi feita ontem, antes do STF aprovar a união estável entre homoafetivos. Prestem especial atenção nos últimos trinta segundos.

Eeeep. Quer dizer, se unir, morar junto, pode. Mas dizer que é uma “família”, não pode. Mas é isso mesmo, produção? Bom, pelo que se pode ler na última retranca dessa matéria, é exatamente isso. A união homoafetiva até pode existir e talz, mas não vamos chamar isso de família que pega mal né, banaliza a instituição.

união homoafetiva

Tcahn tcahn, chegamos agora em outro lindo: O deputado reeleito pelo PP Jair Bolsonaro. Acho que todo mundo que esteve pelo planeta Terra no último mês sabe quem é ele, mas caso vocês não se lembrem:

Recordaram? Pois bem, alguém achou que ele ficaria sem se pronunciar depois do STF (por unanimidade, aliás) apoiar a união? Pois é. Após o Tribunal ter votado, o deputado deu a seguinte declaração para o site do Terra:

“Agora virou bagunça. O próximo passo vai ser a adoção de crianças (por casais homossexuais) e a legalização da pedofilia”

A reportagem na íntegra você pode ler aqui.

Pois é, esses são basicamente os argumentos que circulam por aí: O casamento homossexual destrói a instituição da família. Não é algo natural, Deus não aprovaria, se fosse assim ele teria criado Adão e Ivo, homossexualismo só acontece com quem tem pai/mãe ausente, etc.

Mas vamos pensar um pouquinho no que isso afeta nossas vidas. Se dois gays se casassem agora, não posso afirmar com certeza, mas acho que minha casa não explodiria, minha mãe não pediria o divórcio, meu pai não morreria, enfim, nenhuma catástrofe aconteceria. A única diferença no mundo seria: um casal que se ama e que deseja viver junto com o reconhecimento do estado e da sociedade finalmente iria adquirir esse direito. E aí eu volto ao meu ponto no início do texto: É justo e é lógico que todos os brasileiros sejam iguais perante a lei. Se um homem e uma mulher podem se casar, o que há de diferente em um homem e outro homem, ou uma mulher e outra mulher se casarem?

casamento gay

Se existe algo de errado com a instituição do casamento, isso já acontece muito antes de se falar em casamento de homoafetivos, e não acho que essa discussão seja pertinente a esse post, mas eu não podia deixar de colocar esse gif que eu achei extremamente genial:

casamento gay

E para terminar, deixo vocês com esse vídeo que eu particularmente achei bem embasado.

Fernanda Villa

Fernanda Villa

Polêmico Bolsonaro = Redundância Extrema

Depois de dar uma polêmica declaração ao programa CQC, o deputado do Partido Progressista, Jair Bolsanaro continua declarando à imprensa que é contra os movimentos homossexuais. Bolsonaro ficou conhecido por suas ideias nacionalistas e conservadoras, e por defender abertamente o regime militar de 1964 instalado no Brasil.
Quando se acessa os sites da Veja e da Carta Capital, o posicionamento de cada veículo em relação ao assunto é clara. No campo de buscas do site da Veja, quando se digita o nome “Bolsonaro”, nenhum resultado aparece nos arquivos da revista. Já no campo de buscas da Carta Capital, os primeiros resultados que aparecem têm os títulos: “Homofobia e racismo do deputado Bolsonaro geram onda de indignação” e “Declarações favorecem o combate à homofobia, diz senadora Marta Suplicy”, os dois do dia 31 de março. E “Bolsonaro diz que “está se lixando” para movimento gay” e “Deputado carioca será processado por homofobia e racismo”, ambos do dia 30.

A Veja tem uma linha editorial voltada para a direita política. Provavelmente isso explica o fato da revista não publicar no site, notícias a respeito do assunto. Por outro lado, a Carta Capital adota um posicionamento de esquerda. Isso explica o tom crítico dos títulos no site da revista. As notícias da Carta Capital também mostram grande parcialidade ao expor apenas aquilo que culpa o deputado Bolsonaro. As duas revistas deixam bem claras quais são suas posições políticas. Por isso existe essa parcialidade tão explícita tanto por parte da Veja, como por parte da Carta Capital. Mas, de acordo com a ética jornalística, a Veja não poderia ter ficado quieta sobre o que aconteceu, e a Carta Capital também não poderia ter pendido tanto para o lado da acusação de Bolsonaro.

Nota da matéria:

O deputado Bolsonaro já foi mencionado mais de 90 mil vezes no Twitter. Também circula na rede social uma petição para cassar o mandato do deputado, que já tem mais de 13 mil assinaturas. No Facebook, uma página de protesto contra Bolsonaro já conta com mais de 27 mil usuários.

Helena Sylvestre