A Fúria Feminina!

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Pepsi e os Memes: uma estratégia eficaz

Hoje me deparei com a notícia de que a Pepsi está divulgando em suas redes sociais uma nova promoção, desta vez com o trio gospel desafinado do Para Nossa Alegria. Segundo a Info, a empresa de bebidas promete que o trio lançará um novo hit se a fanpage da Pepsi alcançar 500 mil likes (atualmente a fanpage tem quase 400 mil fãs).

O vídeo do desafio Pepsi pode ser visto neste link

Já não é a primeira vez que a Pepsi se utiliza de memes da internet para promover a marca. Há alguns meses estava rolando um comercial de tv com Joel Santana fazendo referência à aquele vídeo que ele falava inglês maravilhosamente. Apesar de que o comercial apareceu muito tempo depois do vídeo ter feito sucesso, eu mesma nem lembrava mais!

Acho uma boa sacada das empresas se utilizarem destes virais da internet para promover a marca (mas é claro que a propaganda tem mais chances de funcionar se o público-alvo for jovem e antenado com as novidades que surgem diariamente na internet).

Normalmente os memes da internet quando conseguem uma grande repercussão em um curto espaço de tempo, ganham visibilidade apenas em programas dominicais falidos desesperados por pautas que garantam audiência.

Se as empresas conseguirem se utilizar dos virais de forma criativa, eles podem se tornar uma ferramenta muito efetiva. Lembrando que o vídeo do Para Nossa Alegria já soma 15 milhões de visualizações e do Joel Santana tem 1 milhão (podemos considerar que um grande número de pessoas conhece o assunto e não ficará sem entender a campanha da empresa). O único problema é se as agências de marketing não conseguirem fazer algo bacana e inovador. Apenas “espremer” o meme e fazer mais do mesmo, pode fazer do que era inicialmente engraçado, um negócio irritante!

Juliana Baptista

Juliana Baptista


Upworhty: viralizando conteúdos relevantes na internet

Quem nunca reclamou ou ouviu alguém dizer que a internet está cheia de inutilidades e nós somos obrigados a aguentar esta avalanche de besteira por causa das redes sociais?

Ou ainda: quem nunca entrou num portal de notícias e acabou se perdendo na editoria de bizarrices só porque a manchete era atrativa e no final, até se esqueceu de dar uma olhada nos fatos mais “importantes”?

Com o intuito de filtrar todo esse conteúdo wébico e compartilhar com o público, temas relevantes, mas de forma atrativa e visual, Peter Koechley (ex-editor do The Onion) e Eli Pariser (presidente da organização política MoveOn) criaram o Upworthy. O site ainda está numa fase inicial, mas já possui uma fanpage no Facebook com mil pessoas e 660 seguidores no Twitter. Um bom começo para um site criado ONTEM.

A proposta do Upworthy é interessante: tornar questões “sérias” como problemas políticos, econômicos, sociais em conteúdos atrativos e interessantes de se compartilhar na web. Porque não deixar um assunto importante tão atrativo quanto vídeos de gatinhos?

Na internet, os conteúdos mais compartilhados são ligados a entretenimento e diversas vezes não agregam nada para os usuários. Então, porque não viralizar os assuntos considerados chatos e fazê-los serem compartilhados tanto quanto vídeos de “pessoas fazendo coisas FAIL” ou piadas com memes?

Mas será que viralizar é a solução para alcançar visibilidade significativa nas redes?

Não que isso seja o ideal, mas é uma iniciativa para atrair novos leitores, principalmente os jovens. Se o assunto é muito sério ou complexo, as pessoas tendem a se afastar e buscarem conteúdos mais “fáceis de digerir” e permanecem indiferentes a questões significativas.

Particularmente, acho que esta ideia tem tudo pra dar certo. Eu mesma já passei por uma situação no 9GAG: durante as eleições na Russia, só fiquei sabendo dos problemas das irregularidades e fraudes vendo memes no site. Não que me orgulhe disso, mas confesso que normalmente não procuro me informar sobre a situação política russa.

O Upworthy tem um site bem básico que explica qual é seu intuito de forma bem humorada e criativa. No Facebook, os compartilhamentos da fanpage são em sua maioria infográficos sobre questões políticas americanas (já que esse é o ano das eleições nos EUA), o conteúdo é bem atrativo e engraçado. Vale a pena conferir e dar uma chance ao Upworthy!

Veja um infográfico que eles postaram sobre “O que os americanos ricos poderiam fazer pelo país

Juliana Baptista

Juliana Baptista


Meme da Semana: Para nossa alegria

Um vídeo simples com três pessoas cantando uma música gospel. Mas cantando mal, muito mal.

Até aí nenhuma novidade, o Youtube está cheio de cantores fail! Mas o que me surpreendeu foi que Para Nooooossa Alegria em apenas 3 dias já tem mais de 7 milhões de visualizações só no Youtube. Ontem a noite, dos 10 vídeos mais vistos da seção Humor do Youtube, 8 eram Para nossa alegria, 1 era uma versão de umas garotas imitando este vídeo e só 1 não tinha nada a ver com o meme da semana,

Então, qual é a diferença deste vídeo e dos outros cantores sem noção que permeiam a internet?

1º Tem a senhora mãe do Jefferson e da Suelen que fica puta quando o garoto grita o refrão

2º Porque ele começou a ser divulgado pelos blogs mais famosos da intrwebs (eu mesma assisti no Não Salvo)

Blogs popstar da internet como Não Salvo, Não Intendo, Jacaré Banguela, conseguem atingir um ENORME número de pessoas em um curtíssimo espaço de tempo. Pensem que esses blogs possuem milhares de visitas diárias e estes visitantes compartilham seu conteúdo pelas redes sociais. E quando você vê, todo mundo só está falando da mesma coisa.

Os blogueiros são os gatekeepers da internet e por diversas vezes, também acabam pautando a mídia tradicional. Quando algum meme faz muito sucesso, acaba aparecendo em algum programa de TV ou ganha um espacinho nos portais de notícia.

Não se surpreenda se no final de semana este trio aparecer em algum programa de “entretenimento” dominical. Já faz um tempo que tais programas andam se pautando por estes virais da internet e acabam deixando mais popular algum conteúdo que era exclusivo da web.

O que eu achei interessante foi a paródia que a Luciana Mello, Jair Oliveira e Jair Rodrigues fizeram para promover o show deles. Ficou sensacional, eles imitaram muito bem!

Depois do sucesso do vídeo, apareceram algumas versões (claro!) e algumas imagens no Facebook para noooooossa alegria.

E adivinhem, as imagens acima foram obra do Cid do Não Salvo. Além de “lançar” os memes, ele consegue potencializar o viral fazendo o assunto render mais um pouco.

Eu tenho medo da internet.

Juliana Baptista

Juliana Baptista


Kony 2012, Revoluções de Sofá e a Disfunção Narcotizante

O vídeo que chamou atenção de muitas pessoas na última semana foi o Kony2012. O vídeo de 30 minutos que mostra a proposta da ONG Invisible Children em tornar Joseph Kony em um cara famoso. Mas a fama deste homem não seria positiva, já que a ONG quer conscientizar o público das atrocidades feitas por este homem contra milhares de crianças africanas. Só o vídeo postado no Youtube, sete dias atrás, já tem quase oitenta milhões de visualizações, se tornando o maior viral de todos os tempos.

Mas claro que junto com o vídeo, vieram as críticas. A ONG Invisible Children foi acusada pelas grandes mídias de enriquecimento ilícito, de doar apenas uma pequena porcentagem das doações para caridade de fato, que seus membros podem estar envolvidos com grupos rebeldes armados e que os Estados Unidos tem interesse no país por causa de possíveis reservas de petróleo.

Mas a principal questão que gostaria de levantar é sobre a Revolução do Sofá. Muitas pessoas criticam o ciberativismo e caímos no problema da disfunção narcotizante. Tal disfunção, discutida pela Teoria da Comunicação, trata do excesso de informação que a massa recebe e as torna menos crítica. Sabe aquela falsa sensação de “fiz a minha parte” só porque repassou a informação para outras pessoas? Então, é mais ou menos isso.Image

Óbvio que você não vai se tornar um ativista só porque assistiu a um vídeo de 30 minutos e descobriu que crianças africanas são sequestradas e forçadas a fazer parte de um grupo rebelde. Óbvio que a vida dessas crianças não vai mudar só porque você deu um “like” no Facebook e retuitou uma mensagem da ONG no Twitter. A questão é que mesmo que as pessoas não possam fazer  mudanças efetivas no conforto de seus lares, elas podem se engajar em uma ideia e conscientizar outras pessoas.

O vídeo do Kony só se tornou um viral porque mobilizou algumas pessoas que se sentiram comovidas e “aderiram” sua causa. De uma forma ou de outra, isto é um engajamento social. Fazer com que esta juventude individualista pense em alguma coisa além de seus próprios problemas, já é algo positivo. (Pense que muita gente nem sabia onde ficava a Uganda e quantas delas ainda achavam que a África é um país).

De tanto ser citado no Twitter e ter compartilhamentos no Facebook, Kony teve uma visibilidade maior do que tinha uma semana atrás. A mídia tradicional foi “forçada” a falar sobre isso em seus portais de notícias e telejornais. Particularmente acho que esta tática de usar as redes sociais e a cultura participativa para interferir nos meios de comunicação tradicionais, é válida. No mundo online, as iniciativas colaborativas podem alterar o papel do gatekeeper e dar visibilidade a causas pouco valorizadas.

A “população” das redes sociais é maior do que de muitos países e não há como negar sua influência e poder de disseminação de informações entre as pessoas. Claro que entre esses 80 milhões que se conscientizaram com a causa, muitos continuarão em frente as telas de computador, mas quantos deles realmente são pessoas que tem vontade e fazer alguma coisa e só estão precisando de um empurrãozinho? Não que você aí da sua casa possa mudar a vida de alguém na África, mas pode começar com iniciativas locais.

ImageMas também não podemos deixar os pontos negativos de lado: muitos só assistiram o vídeo, curtiram a página e não foram checar se a história narrada pelo vídeo realmente era verdadeira. Não tiveram nem a capacidade de abrir uma nova aba e dar uma pesquisadinha rápida no Google. Com esse péssimo hábito de não checar a notícia em outras fontes, o leitor fica mais passível de manipulação de opinião pública. (compartilhar informações equivocadas podem dar uma dor de cabeça inimaginável)

Não creio que o X da questão seja se as revoluções de sofá realmente são efetivas, mas sim a diferença que ela faz na vida dos usuários das redes sociais. Se você vai sair de casa, fazer um protesto, interditar uma avenida (e se isso realmente é efetivo) é uma incógnita. Se o viral deu uma visibilidade maior ao Invisible Children e 80 milhões de pessoas conheceram Joseph Kony, isso se pode afirmar sem sombra de dúvida.

Juliana Baptista

Juliana Baptista


Rafinha Bastos: o humor, o ego e o insulto

Depois de vários comentários dispensáveis, Rafinha Bastos foi convidado a “tirar uma folga” do CQC. No programa de ontem, Monica Iozzi substituiu o humorista na bancada e deu a desculpa de que Rafinha estava com cãibra na língua, por isso não estava apresentando o programa. Segundo a Band, Rafinha foi afastado do CQC, mas não da Liga, talvez seja porque na Liga o programa segue um roteiro, já no CQC o que rende dor de cabeça aos produtores são os comentários “improvisados” do apresentador.

Nesta semana, o humorista estampou a capa da Veja São Paulo, que o denominava O Rei da Baixaria e trazia a foto de Rafinha com um chapéu de bobo da corte. A revista trouxe uma reportagem sobre as piadas ofensivas que ele já protagonizou e afirma que no Brasil, os humoristas se escondem por trás da desculpa da liberdade de expressão.

A matéria trouxe a opinião de vários humoristas sobre as atitudes e brincadeiras de mau gosto do comediante. Também não esqueceu de mostrar o que pensa “os ofendidos” pelas piadas, relembrando das outras declarações que insultaram judeus, mulheres vítimas de abuso sexual e deficientes mentais. Deu a voz a Rafinha também, que preferiu não comentar muito sobre sua postura.

Porém o que mais irritou a mídia e alguns telespectadores foi o deboche de Rafinha ontem pelo twitter:

E nas fotos, ele aparecia com modelos gostosonas ao lado da TV que transmitia o CQC, outra foto está numa banheira com uma mulher lendo a Veja citada acima e na última, sendo massageado por uma moça de lingerie. Isso mostra que o humorista além de querer “ficar por cima” da situação, está tentando provar que seu afastamento não o atingiu e que não existe arrependimento em relação às suas declarações.

O que pode surpreender alguns, é o fato de seus seguidores do Twitter apoiarem a atitude do humorista. Nas fotos, muitas pessoas postaram mensagens de apoio e mais uma vez aplaudiram o deboche e a ironia de Rafinha. Fatos como estes apenas inflam o ego do rapaz e mostra que não importa o que ele faça, sempre terá alguém para aprovar suas atitudes. Não é a toa que ele possui o título de “pessoa mais influente do Twitter”.

Vários seguidores defendem a “liberdade” de expressão. Mas a discussão é: que liberdade e até onde ela vai? No momento em que se tem um canal de comunicação com abrangência nacional, é necessário medir as palavras e pensar duas vezes antes de falar qualquer coisa.  Talvez essa polêmica nos mostre a identidade do público de Rafinha Bastos: pessoas que apóiam insultos, engolem qualquer coisa sem questionar e não possuem senso crítico.

Pessoalmente, gosto de alguns quadros do CQC e sempre tive uma certa simpatia por Rafinha, mas confesso que de uns tempos pra cá reconheço que o sucesso “lhe subiu à cabeça” e o programa está pecando em qualidade.  Não podemos colocar o CQC no patamar “Pânico”, em que o escracho e baixaria são prioridades e que o público é tratado como uma massa de acéfalos sedentos por nudismo e riso gratuito. Mas faz alguns meses que o programa anda repetitivo e meio que perdeu a proposta de humor saudável com prestação de serviço.

A atitude arrogante de Rafinha fez com que o programa corra o risco de perder anunciantes. Hoje, na coluna Outro Canal da Folha de São Paulo, saiu a informação de que Marcus Buaiz (o marido de Wanessa Camargo) e Ronaldo (“o fenômeno”) estão ameaçando retirar os anúncios do CQC depois das atitudes inconseqüentes do apresentador. O programa lidera o faturamento da emissora e cobra R$130 mil reais por 30 segundos de comercial e os merchandings variam de R$240 mil a R$2,4 milhões. A Band ainda não se pronunciou sobre o caso, mas como todo mundo sabe, quando mexe no bolso, a situação muda de cara. Provavelmente esse ocorrido ainda vai dar muita discussão e repercussão.

Deve-se lembrar que antes de ser humorista, Rafinha Bastos é um comunicador. E quando se trata de meios de comunicação de massa, existem muitas coisas envolvidas. Não existe essa de “dane-se, vou falar o que quero”, o comunicador antes de tudo tem um papel social e um compromisso com o público. A empresa de comunicação deve se preocupar com a ideologia que está transmitindo e qual é a impressão que ela quer passar. Comunicadores despreparados e inconseqüentes podem dar audiência, mas não credibilidade.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

A trágica cobertura do Rock In Rio

Um grande evento. Sites de notícias desesperados e canais de TV despreparados. Isso foi o que podemos ver na cobertura do Rock In Rio quatro.

Com apenas três dias de evento, a mídia já conseguiu proporcionar uma overdose de Rock In Rio nos telespectadores e internautas. Quem não tinha interesse no evento, não tinha como escapar da avalanche de informações e cobertura intensa. O evento foi tratado como “o carnaval da vez”. Mesmo sendo alvo de críticas, o Rock In Rio deste ano rendeu poucas matérias críticas. A mídia em geral, cobriu o evento como se ele fosse a Copa do Mundo, como se o país tivesse parado pra ele acontecesse.

A Globo prometeu muito, mas exibiu apenas segundos contados das apresentações e o Fantástico deste domingo trouxe alguns perfis de bandas, entrevistas e uma curtíssima transmissão. Quem estava dependendo da TV aberta para acompanhar o evento, teve que se contentar com matérias superficiais e segundos de shows.

Já a Multishow, só falava de Rock in Rio. O canal da TV paga exibiu todos os shows principais na íntegra e fez uma cobertura intensa do evento. Boa opção pra quem queria acompanhar o evento de casa. Mas só pra quem tem paciência e muita paciência.

As VJs Didi Wagner e Luisa Micheletti mostraram falta de experiência e desenvoltura, soltando as mais diversas pérolas. Já Dani Monteiro tinha a árdua tarefa de entrevistar o público entre os intervalos de shows. Obviamente fazendo perguntas desnecessárias, sendo alvo dos engraçadinhos da platéia e ganhando destaque na internet por entrevistar celebridades embriagadas no maior estilo Amaury Júnior.

Já Beto Lee, que também tinha a missão de entreter o público com informações dispensáveis nos intervalos, também nos proporcionou uma enxurrada de besteiras e comentários sem sentido. Beto tinha que encher lingüiça, mas não sabia como. Teve uma hora em que ele falava de experiências pessoais e até uma possível ligação do Motorhead com a Astrologia.

De longe, a cobertura da Multishow foi a pior em termos televisivos. Uma equipe pequena, apresentadores e repórteres despreparados e desinformados e falta de reportagens entre os intervalos marcaram a programação durante as 12 horas de evento.

Em relação aos sites de notícia, a cobertura despreparada não foi muito diferente. O G1 para encher a página especial do Rock In Rio, fez várias matérias desnecessárias além da cobertura dos shows.

Podemos nos deparar com matérias do tipo “Vote no visual metaleiro das famosas” ou “Cabeludos fazem escova e hidratação” e até mesmo “Veja as fotos da moda dos fãs de metal”. Que não ficaram restritas à seção EGO.

Mas a cobertura mais desesperada foi da Folha.com. No twitter da seção Ilustrada, dedicada ao entretenimento e cultura, a cada minuto surgiam matérias dispensáveis.  A Folha.com se preocupou em encher os internautas de informações, mas não que elas fossem de qualidade.

Em questão de minutos, eram publicadas várias notas de dois parágrafos sobre os assuntos mais variados. Entre eles, furto de câmera de fotógrafos, cheiro de urina no ambiente e como João Gordo traiu o movimento punk.

A cobertura do Rock In Rio nos mostra que a mídia está mais preocupada na quantidade de informação do que a qualidade dela. Se os canais de TV não estão preparados para cobrir um evento que tiveram mais de um ano para se preparar, imagine então como o caos deve reinar nas coberturas de imprevistos.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

O lado feminino do Grunge

No mês de novembro, várias bandas grunge virão ao Brasil fazer shows. Stone Temple Pilots, Chris Cornell, Pearl Jam, Sonic Youth, Faith No More e Alice in Chains serãos os responsáveis de fazer o revival do gênero aqui no país.

O Grunge foi um movimento musical muito forte nos anos 90 que surgiu em Seattle e popularizou bandas como Nirvana e Soundgarden. Com seus cabelos sujos, camisetas de flanela xadrez e guitarras cheias de distorções, o maior ícone do grunge é Kurt Cobain.

Mas é claro que movimento também teve representantes femininas e o De Volta para o Futuro relembra algumas delas.

 L7 era formado por Donita Sparks, Suzi Gardner, Jennifer Finch e  Dee Plakas. O nome deriva de uma gíria americana e significa Quadrado.  A banda se formou em 1985 em Los Angeles e terminou em 2000, mesmo seu fim não ter sido oficialmente declarado.

A banda lançou seu primeiro disco em 1988 que foi produzido por Brett Guretwitz do Bad Religion que na época possuía um selo próprio.  Fizeram shows com Nirvana, Hole, Soundgarden, Joan Jett, Red Hot Chili Peppers e se tornaram mundialmente conhecidas.

 

Babes in Toyland foi formada em 1988 Lori Barbero, Kat Bjelland e Michelle Leon em Mineapolis. Mas só em 1990 lançaram o Spanking Machine e foram convidadas para ser a banda de abertura do Sonic Youth e ganharam prestígio e fama.

O single To Mother entrou para o Top 10 da gravadora e permaneceu por lá por 13 semanas. Depois de entra e sai de integrantes, em 2001 o Babes in toyland fizeram seus últimos shows com a turnê The Last Tour. Em 2002 Kat Bjelland fez alguns shows solo com o nome Babes in Toyland, mas foi processada pelas ex-integrantes por usar o nome da banda sem autorização dos outros membros

 

Com certeza você já ouviu falar do Bikini Kill. Além de fazer parte do movimento grunge, Kathleen Hanna, líder da banda, também se tornou ícone do movimento Riot Girrl. Referência do feminismo dentro do cenário musical, que inspirou milhares de jovens durante os anos 90.

Rebel girl se tornou o hino da ala feminina do movimento grunge e é até hoje símbolo da participação feminina no movimento grunge. O Bikini Kill fez shows até 1998 e depois disso as integrantes resolveram se separar. Atualmente todas ainda estão ativas no mundo musical, porém em bandas distintas.

O Hole é uma das únicas bandas grunge femininas que sobreviveu até hoje. Liderada pela polêmica Courtney Love, o Hole possui 20 anos de carreira e 7 álbuns. Apenas Courtney é um membro fixo no Hole, a banda já teve 10 formações diferentes. Mas os integrantes mais populares ao lado de Courtney são Eric Erlandson e Melissa Auf Der Maur.

O Hole vendeu mais de um milhão de cópias com Live Through This e Celebrity Skin, que tinha uma pegada mais pop. Depois de um hiato de sete anos, voltaram com o álbum Nobody’s Daughter, alguns shows e várias promessas.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

TPMídia ON RADIO #13

Nesta última edição do TPMídia, o Primeira Página trouxe a problemática da obrigatoriedade do Enen e a “preocupação ambiental” do Tribunal Eleitoral.

No Crítica no Plural, Helena Sylveste faz uma comparação entre a abordagem da Carta Maior e Veja sobre visita de Camila Vallejo ao Brasil. Já Helena Ometto discute o enfoque sobre os 10 anos dos atentados de 11 de setembro pelos canais da Globosat.

E no De Volta Para o Futuro, trouxemos o enfoque feminino do movimento Grunge e o perfil de Joss Stone


Balanço da semana

Pra você que não passa muito tempo na internet e não conseguiu acompanhar todos as pérolas da mídia desta última semana, nós do TPMídia que sempre prezamos pela sua informação, resumimos os acontecimentos esdrúxulos que ocuparam a atenção da mídia.

Logo no começo da semana, a Fiat lançou seu comercial do Cinquecento com o já esquecido cigano Igor Ricardo Macchi e Dustin Hoffman. Uma vergonha alheia sem limites. Porém admiro que consegue rir de si mesmo e fazer piada com sua própria falta de habilidades.

Já a quarta-feira foi movimentada! Logo pela manhã, no maravilhoso programa da RedeTV Manhã Maior, a apresentadora Keila Lima que estava fazendo seu último programa, resolveu se despedir de uma forma nada pacífica e resolve fazer aloka no meio do programa. Daniela Albuquerque, primeira dama da RedeTV, fica visivelmente surpresa com a atitude da outra apresentadora e protagoniza sua melhor cara de peixe (a melhor desde aquela vez que ligaram ao vivo no programa e mandaram todo mundo tomar naquele lugar). O despreparo da produção do programa é ótima, todo mundo perde o controle do que está acontecendo e deixam a mulher descer a lenha até o fim. Um simples delay podia ter resolvido e cortariam o momento “Maria do Bairro” de Keila. Sinceramente? Perdeu a classe nessa despedida cheia de mágoas!

O que acontece na internet fica na internet? Mas é claro que não! Tanta coisa excepcional, inteligente e criativa pipocando diariamente na interwebs e o que vai parar no Jornal da Globo? A paródia matemática de Telephone da Lady Gaga daquelas duas meninas sem noção. Tudo bem, deve ter sido engraçado para o pessoal da escola, para os leitores do Não Salvo, mas colocar no Jornal da Globo? Faça-me o favor! Desnecessário define. E ainda por cima, o jornal nem deu os créditos para o  Não Salvo alegando posteriormente que por não ser um site hospedado pela Globo e sim pelo IG, eles não citariam na matéria. Que feio.

E você que gosta de xingar muito no twitter, cuidado!

A atriz Nivea Stelmann, segundo o site EGO, foi à delegacia prestar queixa contra algumas pessoas que a ofendiam no microblog. Sim, isso é possível. Você, celebridade, que não aguenta críticas, pegações no pé e perseguições em geral, NÃO FAÇA UM TWITTER. Se não aguenta, beba leite. Enquanto você mais pega febre, mais o pessoal adora. Ficadica!

E no sábado, o fato que me fez esboçar 30 segundos de sorriso: o site da Revista Capricho foi hackeado e postaram uma notícia na qual Justin Bieber assumia sua homossexualidade e cancelava os shows no Brasil.

Acredito que a taxa de chiiliques entre adolescentes de 10 e 15 anos aumentou 85%.

E termina aqui nossa retrospectiva do caos midiático da semana. Aguardem, no próximo domingo tem mais!


Humor no Telejornalismo Tradicional

Desde maio deste ano, o Jornal da Record News passou por uma reformulação. Colocou o renomado jornalista Heródoto Barbeiro para apresentar o telejornal diário junto com Thalita Oliveira. Além de Heródoto Barbeiro o jornal contratou um time de 10 colunistas que revezam todos os dias, trazendo comentários de cultura, saúde, futebol, audiência e mídia, política, economia e o até humor.

Todas as segundas-feiras o humorista Bruno Motta apresenta sua coluna no telejornal. Bruno já tem uma carreira consolidada em stand-up comedy, um gênero que ganhou força nos últimos anos no país e também já era conhecido por ter um quadro no Furo MTV. A tentativa de trazer uma abordagem mais descontraída para um telejornal tradicional é algo novo. Alguns jornais já tentaram trazer charges, como o Jornal Nacional da Rede Globo, mas foi uma experiência que está bem longe de ter alguma graça.

A dificuldade em aliar humor ao jornalismo é saber estabelecer limites. Bruno Motta faz um resumo das notícias de maior destaque da semana anterior e faz alguns comentários inusitados sobre tais fatos. Só que como não tem como fazer piada sem dar nomes aos bois, Bruno não faz apenas referências aos acontecimentos e sim, cita nomes de celebridades, empresas, programas de TV – inclusive da concorrência – e até tira sarro de algumas gafes dentro de algum programa da própria Rede Record.

Claro que ele não faz nenhum comentário ofensivo nem força a barra com piadas mais pesadas. Mas mesmo sendo contido, não deixa de perder a graça. Heródoto sabe como conduzir os comentários e deixa o diálogo fluir entre apresentador e colunista. Heródoto acerta, mas não se pode dizer o mesmo de Thalita Oliveira. A jornalista que já foi aspirante a “Loira do Tchan” não consegue fazer o diálogo fluir e acaba deixando a conversa sem graça.

Thalita parece que está ali para “mediar” a situação, tentando de alguma forma, defender os alvos das piadas, seja uma celebridade ou uma empresa em questão. Pois é, a moça faz aquele papel de chato da conversa, com comentários opostos ao de Bruno, tentando colocar panos quentes na situação. A idéia de trazer um humorista num jornal tradicional foi uma tentativa ousada, mas que os produtores acertaram. Bruno Motta não tem um histórico polêmico como seu colega de profissão Rafinha Bastos da Band.

Bruno faz alguns comentários ácidos, alguma brincadeira com algum time de futebol que perde um jogo, algum deslize de celebridades ou algum político envolvido em escândalo. Sempre dando um ar descontraído até mesmo para notícias mais polêmicas. Ter um comentarista que possui um olhar diferente dos demais jornalistas é uma renovação positiva no cenário do telejornalismo. Ainda mais se o humorista é alguém comedido, que mescla momentos sérios com piadas e ironias.

O comentarista é bem aproveitado quando o jornalista entende a brincadeira e não tenta dar uma colaboração sem graça, cortando os comentários do humorista e deixando um ar constrangedor no quadro. Sorte que o jornal da Record News tem uma dupla de apresentadores e pelo menos Heródoto sabe aproveitar o convidado e promover um momento de entretenimento inteligente para os telespectadores.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

TPMídia ON RADIO #11

Nesta última edição do TPMídia você confere: a falta de infra-estrutura dos transportes públicos, aulas como redução de pena para presidiários, a careca do Uchôa confundindo Bonner e a tentativa de inserir humor no jornalismo tradicional. E no De Volta para o Futuro fizemos o perfil de Marilyn Monroe e Amy Winehouse!


Uma breve reflexão sobre o jornalismo para os jovens

O período da pré-adolescência até a vida adulta é um momento muito delicado, principalmente porque o jovem está formando seu caráter, adotando valores e definindo quem ele realmente é. Por isso o jornalismo voltado para este público, garotos e garotas entre 12 e 18 anos, deve ser tratado de forma cuidadosa. Porém o que podemos ver em sua grande maioria é que os assuntos voltados para os jovens tanto em revistas, jornais ou sites são basicamente com o foco em entretenimento. Obviamente que quando se é jovem é quando temos mais tempo para o entretenimento, mas será que essa deve ser a única preocupação?

Revistas voltadas para o público jovem masculino, pra mim é uma lenda. Procurei rapidamente pela internet e o máximo que encontrei foi uma meia dúzia de sites. Será que as empresas de comunicação acham que os garotos de hoje só se interessam por esportes, vídeo games e pornografia? Ninguém se interessa em fazer uma revista especializada para esse público?

Já para as jovens garotas, revistas é o que não faltam! Podemos encontrar dezenas de sites especializados para esse público, mas será que eles abordam tudo o que elas precisam? A grande maioria das publicações para o público feminino traz basicamente: garotos, moda, sexo, comportamento e celebridades juvenis. Será que isso é o que importa para as jovens ou é o que é imposto como importante?

Os jovens, durante toda a adolescência, se preocupam em serem aceitos pelo grupo do qual fazem parte ou almejam, logo são facilmente influenciados por atitudes coletivas e padrões pré-estabelecidos. As publicações voltadas para este público deveriam incitar debates, discussões e reflexão, porém o que vemos aos montes são futilidades, superficialidades e alienação.

Será que as únicas preocupações das garotas deveriam ser o que diz o seu horóscopo, qual esmalte é a tendência, saber se o garoto está correspondendo ou como perder tantos quilos em tantos dias? Os jornalistas que escrevem para este público tem de ter a consciência que podem estar estimulando distúrbios alimentares, psicológicos e incentivando cada vez mais a superficialidade e a “coisificação” dos adolescentes.

Mas como prometi no título do texto, esta é uma BREVE reflexão. Não entrarei em questões mais profundas, senão o post ficará interminável. Para não terminar o texto com uma visão predominantemente pessimista, afirmo que esse ramo do jornalismo não está completamente perdido. Estão surgindo alguns sites e revistas online para o público jovem com o intuito que estava faltando: reflexão e informações pertinentes. A Revista Tag, Aliás e o Motim são ótimos exemplos, trazem informações de qualidade e assuntos variados para o público jovem, independente de sexo.

Escrever para o público jovem não é uma tarefa fácil e é algo que deve ser repensado. Já está mais do que na hora da mídia perceber que os jovens precisam ser estimulados a pensar e repensar seus valores.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

O poder de persuasão na internet

Nesta semana o New York Times publicou uma entrevista com Rafinha Bastos, mais conhecido como “a pessoa mais influente do Twitter”. Alguém que ficou a frente de Barack Obama, Conan O’Brien e Kim Kardashian obviamente chamaria a atenção dos americanos. Mas o que gostaria de analisar especificamente não é a personalidade Rafinha Bastos, mas sim, todos os webstars brasileiros e seu poder de persuasão em massa.

Webstar é um termo muito novo, provavelmente criado há alguns anos e define as pessoas que são personalidades da internet. Não são famosas exclusivamente por sua profissão ou por algum ato heróico/polêmico, mas sim pelas coisas que propagam pela internet.

As personalidades da internet são muito ativas nas redes sociais, principalmente o Twitter, o lugar perfeito para disseminar informações desenfreadamente. Rafinha tem mais de dois milhões e meio de seguidores, Felipe Neto um milhão e duzentos mil, PC Siqueira tem mais de 860 mil, já os blogueiros do Não Salvo, Jacaré Banguela, Kibeloco variam de meio milhão a 200 mil seguidores.

Por serem críticos, engraçados ou até mesmo polêmicos, muitos internautas acabam se identificando com os webstars. Mas o problema disso tudo está no fato dos seguidores perderem o seu senso crítico e começarem a adotar a ideologia das personalidades internéticas como se fossem a única verdade no mundo.

Greimás defendia que o receptor possui um senso crítico, capaz de ter suas próprias reflexões e não aceita passivamente todas as informações que recebe. Mas será que isso está valendo pra grande maioria? Obviamente que a manipulação ocorre porque existe uma espécie de cumplicidade entre o manipulador e o manipulado e provavelmente isto ocorre porque algumas de suas percepções de mundo são semelhantes.

Tenho algumas teorias para explicar o sucesso de algumas destas personalidades: Rafinha Bastos surgiu em uma hora em que nós brasileiros estávamos esgotados de humor massificado, mastigado e sem graça. Então os shows de humor que ele fazia, cheios de sacadas inteligentes, duras críticas às celebridades e às pessoas comuns nos aparece como uma luz no fim do túnel. Satisfez aquela necessidade de “inteligência” no humor que o público precisava. Junto com isso, ele ganha um espaço num programa de formato diferenciado na TV brasileira. Pronto, está criado o herói. E mesmo que ele faça algumas piadas sem graça, force a barra diversas vezes, os dois milhões de seguidores não vão se importar, porque ele já conseguiu credibilidade o suficiente para poder dar algumas bolas foras.

Já Felipe Neto só se deu bem porque ninguém conhecia muito bem o gênero Videolog, hoje totalmente massificado e aderido por centenas de jovens. Ele só pegou uma câmera e começou a falar o óbvio: criticar coisas ruins e hábitos idiotas. Lógico que muitas pessoas concordariam, já que ele só estava falando o que todo mundo pensava, a única diferença é que ele gravava as reclamações e as colocava no Youtube. Sinceramente não acho inovador alguém falar mal de Restart, Justin Bieber, Crepúsculo, Políticos, Micareta… Milhares de pessoas também pensam isso e ele não é um gênio por criticar tais coisas.

Mas o mais estranho é que os fãs, mesmo sendo insultados, não deixam de acompanhar cada frase que eles tuitam. Quantas vezes não vi o Felipe Neto e o PC Siqueira chamando seus fãs de estúpidos, babacas e idiotas? Mas mesmo assim, o número de seguidores não para de crescer.

Uma das coisas que podem comprovar a minha teoria de que as pessoas estão perdendo seu senso crítico é quando vejo, por exemplo, o videolog do PC Siqueira. São centenas de comentários “PC fala de tal assunto” ou “PC o que você acha de tal banda?”. Pra quê as pessoas querem saber o que ele pensa? Se ele achar que alguma coisa é ruim, todos nós deveríamos achar também? Será que a juventude está precisando de um aval de alguém pra pensar? PC é criticado por dezenas de pessoas quando fala que não gosta de alguma banda que o público adora. O público não aceita que ele possua alguma preferência musical distinta deles. Por acaso o videologger deve ter 100% de compatibilidade com o público? Não sei o que se passa na cabeça destes jovens.

É só um desses webstars escrever alguma coisa no twitter, em um blog ou dizer em seu videolog, que automaticamente o público adere. É impressionante como as pessoas recebem as informações sem questionamentos nem reflexão.

Algo estranhamente assustador é a categoria Desafio Aceito feito pelo blog Não Salvo. Cid, o proprietário do blog pensa em alguma trollagem e pede a ajuda de seus fãs para os “desafios” que ele propõe. Um deles era assustar uma garota que promoveu sua festa de 15 anos no Facebook e deixou o evento como “público”. Cid queria que os leitores confirmassem presença na festa para zoar a garota. Assim que ele tuitou o desafio, o evento que tinha 9 pessoas, em 2 horas tinha mais de 6 mil pessoas confirmando presença. Ou em um Fórum de Segurança da internet, que em menos de 2 minutos, Cid conseguiu que mais de 3 mil seguidores entrassem no site e o derrubassem comprovando a falta de segurança.

Com apenas um tweet, 140 caracteres ou menos, eles podem mobilizar milhares de pessoas. Entendo que o Desafio Aceito não passa de uma série de brincadeiras para zoar uma pessoa e divertir outras tantas, mas o que me assusta é o poder de mobilização que essas pessoas tem.  Eles mandam um link, em coisas de segundos, centenas de pessoas compartilharam aquela informação.

A internet pode ser uma ferramenta muito útil quando o internauta sabe como utilizá-la. Porém enquanto estivermos retrocedendo e apenas recebendo passivamente as informações, sem questionamentos, sem formar nossa própria opinião, a internet servirá apenas para repassar “desinformação” para um amontoado de papagaios com banda larga.

Juliana Baptista

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Porque Harry Potter faz sucesso

 Com o lançamento do filme Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2, o jovem bruxo virou pauta de praticamente todos os portais de notícia e telejornais nestes últimos dias. Com uma legião de milhões de fãs, Harry Potter consegue fazer sucesso e movimentar várias cifras com seus livros e filmes por vários anos.

 J.K. Rowling lançou o primeiro livro sobre Harry Potter em 1997, porém apenas em 2001 a história ganhou visibilidade quando foi adaptada para o cinema por Chris Columbus. Com o enorme sucesso, Rowling continuou a escrever a saga do bruxo até o sétimo (e último) livro.

Muitas pessoas não entendem o porquê dessa história fazer tanto sucesso, porém apenas quem acompanhou a história de Harry quando era pré-adolescente consegue explicar o amor à primeira vista: identificação com o personagem.  Grande parte dos fãs tinha uns 10 anos quando o filme foi exibido, a identificação com o personagem aconteceu e isso despertou a vontade de acompanhar a história do garoto de Hogwarts.

Porém não é só a idade o fator de identificação dos fãs com Potter. A história do bruxo envolve valores pouco explorados por outras narrativas: mudança nos moldes da família, aceitação das diferenças, quebra de regras para uma causa maior, valorização do intelecto ao invés da força física… As narrativas dos anos 2000 voltadas para as “crianças” eram muito repetitivas, sempre com aquelas lições de moral clichês e Harry Potter acabou explorando com mais profundidade o universo dos jovens, mas sempre sendo um exemplo a ser seguido. Você jamais veria um protagonista Disney desobedecendo alguma autoridade, roubando alguma coisa ou mentindo, mesmo que fosse por uma causa nobre (todo mundo que faz algo negativo é punido nessas histórias). A grande sacada de Rowling foi abordar todos esses valores sem abandonar a magia, todas as crianças têm essa necessidade de magia na infância. Conforme o protagonista vai crescendo e amadurecendo, seus leitores também. Assim, a identificação não perde seu vínculo.

O lançamento da saga aconteceu simultaneamente com a “popularização da tecnologia”. No início dos anos 2000 os computadores e a internet ficaram mais acessíveis, assim como os videogames. A narrativa ganhou mais força graças à multiplicidade de plataformas: era possível assistir o filme, ler o livro, acessar o site, dividir opiniões nos fóruns, jogar os games… Harry Potter foi beneficiado pelo fenômeno transmedia e hoje não é só uma marca, é um capital emocional (uma lovemark).

Sem contar que a história de Harry segue os moldes do Monomito e os heróis sempre acabam conquistando seguidores desde que o mundo é mundo. Harry Potter é o herói contemporâneo, adapta os valores da nova sociedade em sua história e conquista o amor e devoção dessa nossa Geração Y.

Se quiser saber mais como o processo de transmedia popularizou a história de Harry Potter, clique aqui.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Dia Mundial do Rock

Hoje, 13 de julho, mais conhecido como dia mundial do rock. Claro que o TPMídia não podia deixar de fazer sua homenagem a algumas personalidades femininas que marcaram o cenário rock n’ roll.

The Donnas é um grupo de hard rock formado em1993.Amigas desde o ginásio, aos 14 anos começaram a ensaiar e provocar a todos com suas letras e seu som pesado e irreverente. Inicialmente a banda se chamava Ragady Anne, dois anos mais tarde, mudam o nome para The Donnas. Brett Anderson, Allison Robertson, Maya Ford, e Torry Castellano alcançaram o sucesso com o álbum American Teenage Rock And Roll Machine.


Bikini Kill foi uma banda de punk rock dos anos 90 formada por Kathleen Hanna, Tobi Vail e Kathi Wilcox e tinham o intuito de lançar um fanzine, também chamado Bikini Kill. Liderado por Kathleen Hanna quem escreveu a maioria das canções, acabou se tornando uma das maiores banda entre o cenário das riot grrrls. Kathleen e o Bikini Kill não estavam preocupados em vender uma imagem, mas sim, uma mensagem feminista de fortalecimento e crescimento num cenário dominado pelos homens. A música pode ser classificada como punk, mas a música do riot grrrl é feminista e direcionada às jovens, transmitindo auto-respeito e união e pregando o respeito a cada indivíduo.

A idéia de formar o L7 surgiu em 85 quando Suzi Gardner conheceu Donita Sparks em Los Angeles. Em 1986, depois de muitos ensaios, a banda se consolidou e  Jennifer Finch se tornou a baixista do recém formado L7. A partir daí a banda passa a fazer vários concertos em clubes da cidade, com Suzi e Donita nos vocais e guitarras, Jennifer no baixo e o baterista Roy Koutsky completando a formação. A banda se desfez em 2000, mas seu fim não foi declarado oficialmente pelas integrantes.

Garbage foi formado em 93 e integrada por Shirley Manson, Butch Vig, Steve Marker e Duke Erikson. Bem antes de se iniciar o Garbage, três de seus integrantes já tinham uma vasta experiência com música. Butch Vig, o baterista, teve a maior notoriedade no meio sendo produtor de álbuns excepcionais como Nevermind (Nirvana), Siamese Dream (Smashing Pumpkins) e Dirty (Sonic Youth). Steve Marker e Duke Erikson também eram produtores. Porém o Garbage só foi tomar forma mesmo, após a entrada de Shirley Manson em 1995. Os garotos acabaram conhecendo Shirley pelo programa 120 Minutes da MTV americana, tocando com o Angelfish.

 

Patti Smith é uma poetisa, cantora e musicista norte-americana. Ela tornou-se proeminente durante o movimento punk com seu álbum de estréia, Horses em 1975. Conhecida como “poetisa do punk”, ela trouxe um lado feminista e intelectual à música punk e tornou-se uma das mulheres mais influentes do rock and roll.

 

Debbie Harry ganhou fama por ser a vocalista e líder da banda Blondie. Após o despertar ao sucesso, Deborah desenvolveu carreira solo como cantora, gravando cinco álbuns e também como atriz, atuando em mais de 30 filmes.

Siouxsie & The Banshees  foi uma banda britânica formada em Londres em 1976. A base principal do grupo era a parceria nas composições de Siouxsie Sioux e Steven Severin. Alguns críticos consideram como a banda de pós-punk mais importante a surgir no cenário musical britânico.  A banda se separou em 1996 em meio a um crescente número de desentendimentos entre Siouxsie e Severin.

Suzi Quatro nasceu em uma família católica e musical, em Detroit e começou sua carreira musical aos quatorze anos. Já tocou baixo nas bandas femininas Pleasure Seekers e Cradle com suas irmãs Patti, Nancy, e Arlene. Patti Quatro mais tarde se juntou à banda Fanny, uma das primeiras bandas de rock só com mulheres para ganhar a atenção nacional. Suzi Quatro mudou-se para o Reino Unido em 1971, após ser descoberta em Detroit pelo produtor musical Mickie Most.

Kittie foi formada em 1996, mas só conheceu o sucesso em 1999, quando a faixa Brackish tornou-se um hit único. A banda também apoiou, durante o início da década de 2000, o Slipknot em turnê pelo Reino Unido, abrindo-lhes vários concertos aumentando a popularidade da banda.

Gathering – Em 1989 os irmãos René Rutten e Hans Rutten juntaram-se a Bart Smits para formar uma banda. Mais tarde a formação ficou completa com a entrada de Hugo Prinsen Geerligs,Jelmer Wiersma e Frank Boeijen. Em 1995 Anneke van Giersbergen entra para a banda e eles lançam seu terceiro álbum. Em 2006 é lançado o álbum Home, com sonoridade etérea e em grande parte sintetizada. Anneke van Giersbergen ganha um Devil Award, na categoria de melhor cantora. Em 2007 Anneke deixa a banda para se dedicar a um novo projeto chamado Agua de Annique. Apesar de rumores a respeito de uma possível volta aos vocais masculinos, a cantora Silje Wergerland é escalada para o posto.

Gostaria de ter citado muitas outras mulheres e bandas como exemplo, mas daí o post ficaria imenso! Antes tarde do que nunca, a homenagem do TPMídia ao Dia Mundial do Rock \m/

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Lulzsec na mídia: mocinhos ou vilões?

Nesta última segunda-feira o programa CQC trouxe uma reportagem sobre os ataques aos sites do governo brasileiro e mostrou como a segurança destes sites é frágil. A reportagem focou no problema principal: mostrar que os sites, quais deveriam ser os mais seguros do país, na verdade são tão vulneráveis como qualquer outro. Um ponto que achei muito importante foi ter mostrado a diferença entre cracker e hacker e que a população não deve temer ao Lulzsec, já que o grupo tem apenas o objetivo de atacar o governo e expor os dados que envolvam corrupção de políticos.

Já na reportagem que o Fantástico fez no dia 26 de junho sobre os ataques do governo teve um foco completamente distorcido e abordou muito superficialmente o problema. A reportagem que começou falando dos ataques aos sites do governo, mudou de rumo inesperadamente e focou no problema da invasão de computadores. Pessoas que não entendem muito do assunto, logo associariam o grupo como uma ameaça à todos os usuários de internet. A reportagem trouxe especialistas para alertar a população para identificar quando seu computador pode estar sendo usado por crackers.

Claro que é importante informar a população sobre segurança, antivírus e firewall, mas emendar essas informações logo depois de falar sobre os ataques aos sites do governo é querer associar o grupo de hackers como uma ameaça a todos os internautas. Em momento algum o Fantástico citou o nome Lulzsec mesmo eles tendo assumido a autoria da invasão, obviamente não queriam promover o grupo e sim, nivelá-los com os demais grupos hackers.

O CQC entrevistou um suposto membro da Lulzsec na reportagem, mas se aquele rapaz era mesmo um hacker do grupo ou não, o importante é que a matéria conseguiu levantar o real problema, mostrou a fragilidade do governo e informou à população que ela não tem que temer aos hackers e sim, aos crackers.

Claro que eu não estava esperando que a Globo apoiasse esse tipo de grupo que tenta vazar informações de corrupção do governo, mas manipular uma matéria para que a população fique contra eles, não é justo. Mas não me surpreende.

Matéria do Fantástico aqui e a do CQC aqui.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Chico Buarque e os Haters

Há poucos dias, como forma de fazer um merchan de seu novo cd, Chico Buarque está lançado alguns vídeos na internet com os bastidores da produção. Um desses vídeos é o músico falando sobre os comentários que ele leu na internet sobre algumas de suas músicas.

Chico começa falando que atualmente as pessoas falam o que quer na internet e que ele pensava que era adorado pelo povo, já que as pessoas sorriem pra ele na rua e aplaudem depois dos shows, porém no Youtube a galera até o chama de bêbado. Entre uma frase e outra, o músico começa a rir para dar uma impressão de que ele está levando os comentários na brincadeira, mas seu riso é nervoso e parece até um pouco desesperador.

Acho que esse vídeo como tática de marketing não pareceu dar muito certo, porque ao invés de passar uma imagem de “Chico descontraído, leva os comentários numa boa” passou a idéia “Chico ficou puto que vocês zoam ele na internet”.

Concordo que Chico Buarque fez muito sucesso uns 20 anos atrás e todo mundo deveria respeitá-lo por isso. Ele está acostumado com reconhecimento, puxações de saco e confete. Só que essa época não fez parte da vida dos adolescentes de hoje e as críticas são constantes no mundo virtual.

 Se você escreve alguma coisa interessante, não espere comentários e bajulações, mas se cometer qualquer erro, aguarde que aparecerão centenas de especialistas para corrigi-lo e lembrá-lo de que você não sabe sobre o que está falando.

Vale lembrar que não estou defendendo os haters do Chico Buarque, só acho que esse vídeo não se saiu muito bem. Quiseram juntar duas realidades muito distintas e acabou não dando certo.

Meme do Chico Buarque que achei no Youpix
Juliana Baptista

Juliana Baptista

A cobertura da Folha.com da Marcha da Maconha

No último dia 15, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso Melo, defendeu que o Estado irá garantir a proteção dos manifestantes na próxima Marcha da Maconha, evento que defende a descriminalização da droga. Muitas pessoas alegavam que proibir a marcha feria um direito constitucional, o de liberdade de expressão. A decisão do STF foi tomada depois da repercussão negativa da repressão policial na última marcha ocorrida em São Paulo no dia 21 de maio. A cobertura do evento foi discutida pela mídia e em redes sociais e depois da grande repercussão nos meios, o STF mudou a sua decisão e liberou a marcha.

Nem todos os veículos de comunicação abordaram com muita profundidade o caso, deixando desejar na cobertura de um evento que feriu os direitos dos cidadãos e também da imprensa. Porém, as reportagens que abordaram o evento mostrando o abuso de poder das autoridades e violência gratuita, certamente contribuíram para que as pessoas que não participaram da manifestação pudessem se informar do ocorrido com matérias plurais, como a citada a seguir.

O portal Folha.com publicou no dia 22 de maio na seção TV Folha, uma reportagem sobre os incidentes ocorridos na Marcha da Maconha em São Paulo. A marcha tinha sido proibida pelo STF no dia anterior com a alegação de que o movimento era uma apologia às drogas, algo proibido por lei. Durante a marcha, houve uma repressão por parte da Polícia Militar que perseguiu os manifestantes durante três quilômetros, agiu com violência e acabou agredindo até os repórteres que faziam a cobertura do evento.

A equipe da Folha conseguiu mostrar na reportagem a informação e ao mesmo tempo, fazer uma crítica à violência sofrida pelos manifestantes e aos jornalistas presentes. Entrevistou a ex-vereadora Soninha Francine, que é a favor da manifestação e também deu espaço aos policiais para que pudessem dar a sua versão do ocorrido.

Ao mesmo tempo em que dava o espaço para o policial explicar a reação da tropa de choque, mostrava as cenas do que realmente aconteceu: policiais agindo de forma violenta, atirando balas de borracha em manifestantes desarmados e jogando gás de pimenta nos jornalistas que estavam no local. Cenas que se assemelham muito com a repressão sofrida na época do regime militar. O repórter pergunta se houve algum exagero por parte da polícia, e o Capitão Del Vecchio responde “Não, foi tudo totalmente dentro dos limites” afirmando que aquele foi apenas um procedimento padrão da polícia para dispersar a multidão, porém a reportagem mostra cenas de vários policiais agredindo jovens desarmados e agindo violentamente contra os jornalistas que tentavam registrar as cenas. A filmagem é interrompida quando o cinegrafista é atingido por um policial e cai no chão.

A cobertura priorizou a informação, deu voz aos dois lados envolvidos e conseguiu mostrar ao público o incidente ocorrido durante a marcha. Muitos veículos se resumiam a abordar a repressão da polícia como apenas uma represália sofrida pelos defensores da maconha, mas a Folha fez diferente. A reportagem não focou apenas em mostrar o abuso de autoridade, mas também que a polícia bate e depois pergunta, não distingue manifestantes de imprensa.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

TPMídia ON RADIO #10

Ouça o programa TPMídia desta semana e confira: a polêmica da marcha da maconha, caso Pimenta Neves e o atraso nos preparativos para a Copa.

E no De Volta para o Futuro continuamos o especial dos anos 2000 com os maiores hits nacionais e internacionais da década!


Os casais do mundo da música

Tina e Ike Turner

Tina e Ike TurnerTina conheceu Ike aos 17 anos quando entrou para a banda dele como backing vocal. Logo se tornaram Tina e Ike Turner e a dupla conquistou um enorme público com seus hits. Se casaram em 1962 e tiveram um filho em 64, Roonie. Após 18 anos de casamento, Tina se separou de Ike alegando que ele era viciado em drogas e muito violento. Dele, Tina apenas exigiu o sobrenome artístico, Turner. Tina e Ike não estão mais juntos, mas as suas músicas fazem sucesso até hoje como Proud Mary e River Deep e Mountain High

Courtney Love e Kurt Cobain

Courtney Love e Kurt Cobain

Kurt Cobain, líder do Nirvana e Courtney Love, vocalista do Hole começaram seu relacionamento no início dos anos 90. Kurt e Courtney foram um casal polêmico e até hoje, muita gente responsabiliza Courtney pelo declínio do Nirvana. Muitos fãs acreditam até na hipótese de que Kurt não se suicidou e que Courtney foi responsável por sua morte.

Eles tiveram uma filha em 1992, Frances Bean Cobain, que atualmente tem 19 anos.Depois da morte de Kurt Cobain, Courtney arrumou vários namorados, mas até hoje não se casou novamente.

Brody Dalle e Josh Homme

Brody Dalle e Josh Homme

Brody Dalle, vocalista do Distillers ainda é muito associada à Tim Armstrond do Rancid, quem a lançou no mundo da musica e teve um relacionamento muito durante muitos anos.

Porém, em 2003 o relacionamento acabou e ela conhece Josh Homme, o guitarrista do Queens of the Stone Age.Brody e Josh tiveram uma filha em 2006, Camille Homme. Brody atualmente está na banda Spinerette e Josh é o único membro remanescente da formação original do Queens of the Stone Age.

Yoko Ono e John Lennon

Yoko Ono e John Lennon

Em 1966 John Lennon conheceu a artista plástica, Yoko Ono. Mas só apenas em 1968, depois do divórcio de Lennon, que eles começaram um relacionamento sério. Os outros membros dos Beatles não gostavam de Yoko e muitos fãs atribuem a ela a culpa da banda ter acabado.

Lennon e Yoko protestaram juntos contra a guerra do Vietnã. Em 69 se casaram e promoveram o Bed In, um protesto pacífico contra a guerra e a favor da paz e do amor.Yoko Ono e John Lennon gravaram algumas músicas juntos, e em 75 nasceu o filho do casal, Sean Lennon. Depois do assassinato de John em 1980, Yoko nunca mais se casou e até hoje leva o nome do marido em suas ações promovendo a paz.

Fernanda Takai e John Ulhoa

Fernanda Takai e John UlhoaFernanda Takai e John Ulhoa, integrantes do Pato Fu se conheceram em 1992 quando ele a convidou para entrar em sua banda. São casados há 12 anos e desse relacionamento, tiveram Nina, que hoje tem 4 anos. Fernanda fez shows até os sete meses de gravidez e depois de ter dado à luz, continuou gravando com o marido no estúdio da sua casa. Fernanda e John dizem que conseguem ter uma vida amorosa e profissional juntas porque um complementa o outro. E o Pato Fu é a prova disso tudo!

Beyoncé e Jay-Z

Beyonce e Jay Z

Beyoncé e Jay-Z é outro casal famoso no meio musical. A cantora e o rapper já estavam flertando há muito tempo, mas o casamento dos dois é recente. Mais do que marido e mulher, Beyoncé e Jay-Z são também parceiros na música. Várias canções da dupla entraram aos montes nas rádios americanas.

Foi no ano de 2002 que Beyoncé e Jay-Z começaram a namorar. Mas o fato só deixou de ser boato em 2008, quando eles se casaram.Parece que o casal está muito bem junto. Senão, de qualquer forma pode-se dizer que os dois talentos têm uma grande química.

Gwen Stefani e Gavin Rossdale

Gwen Stefani e Gavin RossdaleEla, vocalista do No Doubt. Ele, ex-vocalista e guitarrista da banda Bush. Esses são Gwen Stefani e Gavin Rossdale. Os dois se conheceram durante o auge das duas bandas e depois de anos de namoro, a cantora bateu o pé e exigiu que o namorado a pedisse em casamento. E o rapaz aceitou.

Courtney Love tentou causar algumas intrigas no relacionamento dos dois, afirmando que ela já teria dormido com Gavin, mas Gwen não deu a menor bola pra Courtney. Depois de alguns anos de alianças trocadas, veio ao mundo o primeiro filho do casal, em maio de 2006. E em agosto de 2008, nasceu o segundo filho de Gwen e Gavin.O que o casal tem em comum? O amor pela música, pelo rock, e claro, um pelo outro.

Nicole Appleton e Liam Gallagher

Nicole Appleton e Liam Gallagher

E aí vem mais um romance do meio musical: Nicole Appleton e Liam Gallagher.Logo depois de se separar da sua primeira esposa, o integrante da banda Oasis começou um relacionamento com a cantora das All Saints.

Foi no ano de 2001 que o casal teve seu primeiro e único filho. Liam e Nicole não formalizaram a união, mas pouca gente duvida do amor dos dois. Liam chegou até a dedicar a música Songbird para ela. E os dois cantores tem mais em comum do que parece à primeira vista. As All Saints disputavam o cenário musical dos anos 90 com as Spice Girls. E, coincidência ou não, Liam não simpatizava nem um pouco com o quinteto britânico. Coincidência? Pode ser… Ou não.

Amy Winehouse e Blake Fielder-Civil

Amy Winehouse e Blake FielderAmy Winehouse e Blake Fielder-Civil com certeza foi o relacionamento mais conturbado dos últimos anos. No dia 18 de maio de 2007, a cantora inglesa Amy Winehouse se casou com o ator americano Blake Fielder-Civil. Mas parece que o rapaz não foi uma influência muito boa para Amy.

Depois de acusado de ter ferido James King, em 16 de julho de 2009 o casal rompe o casamento. Motivo? Acusações de traição. Estava rolando alguns boatos sobre uma possível reconciliação dos dois. Mas Amy está namorando o diretor de cinema Reg Traviss, e ao que tudo indica, os dois estão muito bem, obrigado.

June Carter e Johnny Cash

June Carter e Johnny Cash

Para finalizar, um dos casais mais lindos do mundo da música: Johnny Cash e June Carter. Eles se conheceram quando Cash começou a ganhar fama e se apaixonaram a primeira vista. Johnny se divorciou de sua primeira esposa para ficar com June e depois disso, tiveram um filho John Carter Cash.

Johnny e June gravaram músicas e álbuns juntos e fizeram muito sucesso na década de 60 e 70. June foi quem ajudou Cash quando ele ficou viciado em drogas e a suaperar o declínio de sua carreira. Johnny Cash e June Carter nunca se separaram, June faleceu quatro meses depois da morte de Cash e foram enterrados um ao lado do outro no Hendersonville Memory Gardens.


TPMídia ON RADIO #9

Ouça agora o programa TPMídia desta semana!

Possível gratificações para os bombeiros, polêmica da bactéria em vegetais alemães, reforma do Teatro Municipal e internet livre para todos são as notícias que você confere neste programa!

No De Volta Para o Futuro, um especial do dia dos namorados com os casais mais famosos do mundo da música.


TPMidia ON RADIO #8

Oi gente!

Confira abaixo o programa TPMídia desta semana.

Nesta edição você confere: A polêmica sobre a criação do Estado de Tapajós, o baralho dos criminosos, a matéria sobra a saúde de Dilma na Revista Época e a manifestação dos bombeiros.

No De Volta para o Futuro trouxemos um especial dos anos 90!


Especial anos 80

Cynthia Ann Stephanie Lauper Thornton, mais conhecida como Cyndi Lauper nasceu no ano de 1953, e hoje, com 31 anos de carreira, a cantora nova iorquina já vendeu algo em torno de 70 milhões de cópias pelo mundo e 10 milhões de singles. Iniciou sua carreira no início dos anos 80, e foi nessa mesma década que a cantora atingiu o auge do sucesso.

Em 1983, ela se lançou com o álbum “She’s So Unusual” e conseguiu um enorme sucesso logo com o primeiro single “Girls Just Wanna Have Fun”, seguido pela faixa “Time After Time”, também de grande sucesso. Logo Cyndi Lauper gerou polêmica na mídia quando lançou “She Bop”. A faixa fala sobre masturbação feminina, e causa constrangimento até hoje.

Cyndi também passou a ser muito reconhecida pelos videoclipes muito bem feitos para a época. Enquanto isso, seu estilo nada convencional de se vestir influenciou muitos adolescentes da década. Em 1984, a cantora desbancou alguns ícones da época, como Madonna e Tina Turner. Motivo? Ela foi a primeira cantora do mundo a emplacar 5 hits nas paradas da Billboard. Mesmo depois de três décadas, Cyndi Lauper continua encantando os fãs com seu talento único e energia inesgotável.

Joan JettJoan Jett é o nome da mulher que marcou o rock nas décadas de 70 e 80. Jett começou a carreira musical na banda composta só por mulheres, o The Runaways. Esse foi um grande pontapé inicial, mas foi na década de 80 que a cantora chegou ao auge da carreira.

O segundo álbum solo de Joan Jett com a Blackhearts Band, entrou muito rapidamente na Billboard, graças a “I Love Rock and Roll”, a faixa que leva o mesmo nome do álbum. “I Love Rock and Roll” chegou a ficar na primeira posição do ranking e a música é considerada um clássico do rock até hoje.

Já nos anos 90, Joan Jett passou a se dedicar à sua gravadora particular. Em 2001, Joan anunciou que a banda sairia em turnê pelos EUA.Há pouco tempo, o nome de Joan e das outras integrantes do The Runaways voltaram a ganhar destaque na mídia depois do lançamento do filme bibliográfico da banda. A atriz Kristen Stewart foi quem interpretou Joan Jett nas telonas.

Gloria StefanGloria Maria Milagrosa Fajardo é o nome da garota cubana nascida em 1957, e que hoje tem 31 anos de carreira. Apaixonada pela música desde muito pequena, Gloria passava o dia tocando no violão, as músicas cubanas que o avô ensinava.

Mas com apenas 2 anos de idade, ela e a família foram obrigados a se mudar para os Estados Unidos por razões políticas. Gloria, casando-se mais tarde com Emilio Estefan, ganhou o sobrenome do marido e entrou na carreira musical norte-americana.

No ano de 1985, O single “Conga”, do grupo Miami Sound Machine, em que Gloria era vocalista, garantiu seu registro no “Guiness Book of Records” como o único compacto na história a estar, ao mesmo tempo, nas paradas Pop, Latina, Soul e Dance da revista Billboard.Foi na década de 80 que um dos maiores ícones femininos da música chegou ao auge da carreira.

Quem não se lembra da memorável apresentação que Gloria fez no encerramento das Olimpíadas de 96, cantando “Reach”? Gloria Estefan já vendeu mais de 100 milhões de discos pelo mundo, e está entre os cem artistas com maior número de vendagem de todos os tempos.

E por fim, não poderia faltar um ícone da música nacional: o Kid Abelha! A banda é composta por três membros, mas é a vocalista Paula Toller quem toma a frente do Kid Abelha.Com 21 anos de estrada, a banda gravou ao todo 15 álbuns. Os membros e cariocas, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato conseguiram a proeza de colocar vários hits no topo das paradas brasileiras.

Paula TollerNo começo da década de 80, o Kid Abelha estreou nas rádios, e dois anos depois lançou seu primeiro álbum, intitulado Seu Espião, que trazia a faixa Pintura Íntima como um dos clássicos. Esse LP foi o responsável por dar à banda o primeiro disco de ouro da década. Desde então, o Kid Abelha lançou um sucesso atrás do outro, marcando geração após geração do público brasileiro. E hoje, o Kid Abelha já soma nove milhões de discos vendidos no Brasil.

Com público ainda muito fiel, pela terceira década consecutiva, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato continuam produzindo hits marcantes na história do pop-rock nacional. E pelo jeito, ainda vem muito sucesso pela frente.

Iniciando a década de 80, temos um dos filmes que atrai fãs até hoje.

Carrie Fisher

O Império Contra Ataca é o segundo filme da trilogia Star Wars e mostra Luke Skywalker tentando encontrar mestre Yoda para lhe ensinar a dominar sua força e se transformar num cavaleiro Jedi.A princesa Leia, interpretada pro Carrie Ficher, membro da resistência é lembrada até hoje por sua beleza e cultuada no mundo geek.

Flashdance

Em 1983, a jovem bailarina Alexandra Owens, interpretada por Jennifer Beals, encantou e inspirou muitas pessoas em Flashdance. Alexandra trabalhava como operária durante o dia e à noite se entregava às pistas das discotecas, eternizando a música Maniac de Michael Sembello

Footloose

Já em 1984, Kevin Bacon no papel de Ren MacCormack, desafiava os costumes de uma pequena cidadezinha com sua paixão pela dança. E é claro, se apaixona por Lori Singer interpretada por Ariel Moore, que dá forças para enfrentar o durão revendo Shaw Moore.

Clube dos Cinco

No ano seguinte, 1985, cinco jovens infratores precisam passar um sábado no colégio por causa da detenção. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, todos acabam se aceitando e fazendo diversas confissões. O Clube dos Cinco ganhou milhares de fãs na época e encantou o público com a delicadeza de Claire Sandish e a rebeldia e Allison Reynolds.

Curtindo a vida adoidado

Um dos maiores clássicos da década, curtindo a vida adoidado é um sucesso desde 1986. Matthew Broderick interpreta Ferris Bueller, um estudante que pretende matar um dia de aula e curtir a folga com seu melhor amigo e sua namorada, interpretada por Mia Sara.

Dirty Dancing

Em 1987 Jennifer Grey no papel da jovem Baby, viaja com os pais e por acaso acaba conhecendo o professor de dança Johnny Castle estrelado por Patrick Swayze. A jovem aprende a dançar, se apaixona pelo professor e precisa substituir sua parceira de palco. Sim, estamos falando de Dirty Dancing, o filme que inspirou diversos casais com a música Time of my life!


TPMídia ON RADIO #7

Oi gente!

O programa desta semana já está disponível!

Nesta edição você confere: a polêmica do kit anti-homofobia, a prisão de Pimenta Neves, a situação das universidades brasileiras e o caso Zelaya.

No De Volta Para o Futuro trouxemos um especial de artistas e filmes dos anos 80. Simplesmente imperdível!