A Fúria Feminina!

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TOP 10: cantoras nacionais anos 2000

Eis aqui mais um top 10 pro nosso blog! Não sei vocês, mas eu adoro essa ideia de Top 1o. É tão bom relembrar tudo o que foi sucesso e trazer à tona toda aquela nostalgia do que foi bom, não é?

Nessa edição eu vou apresentar o Top 10 das cantoras nacionais dessa primeira década dos anos 2000!  Sou declaradamente apaixonada pela música nacional de qualidade e tenho pra mim que nós temos que valorizar o que é nosso, as nossas origens, a nossa cultura, a nossa voz! Como eu sempre digo por ai: ‘eu amo amar o nacional, eu amo amar o Brasil’.

Já que estamos em um blog feminino, nada melhor que homenagear as vozes das mulheres mais importantes da nossa música! Só para lembrar: as artistas serão apresentadas em ordem alfabética e não por ordem de preferência (até porque essa seria uma decisão difícil demais para mim). Então vamos a elas:

Adriana Calcanhoto

   Adriana da Cunha Calcanhotto. Gaúcha, cantora e compositora, o interesse pelça música começou aos 6 anos de idade, quando ganhou um violão de seu avô. Filha de um bterista e de uma bailarina, Adriana já nasceu nos palcos e cercada de arte. O estilo de Adriana é uma combinação que  dá certo: MPB, samba, bossa nova, rock, pop, baladas e seus toques pessoais e originais que criaram sua identidade! Ela fez várias regravações de clássicos da MPB. Adriana não tem medo de inventar e arriscar, tanto que decidiu se entregar à criança que existe dentro de si e se relançou como Adriana Partimpim! Esse nome é uma lembrança ao seu apelido de infância e faz a nostalgia, tanto para a cantora quanto para os fças de todas as idades! Adriana é homossexual assumida e tem um relacionamento com a cineasta Suzna de Moraes, filha de Vinícius de Moraes

Saiba mais sobre Adriana Calcanhoto!

Nos anos 2000 ela lançou Devolva-me, sucesso da época que a lançou definitivamente para o reconhecimento do público, ainda mais porque foi tema na novela Laços de Família.

Ana Carolina

    Ana Carolina Souza. Mineira de Juiz de Fora, cantora, compositora, empresária, arranjadora, produtora e instrumentista é uma das artistas mais completas do cenário nacional. Já nasceu cercada pela música, com avó cantora de rádio e avô cantor de igreja. Seu estilo oscila entre o Pop, Pop Rock, Bossa Nova, Samba e MPB e a mistura é sempre excepcional. Desde 1999, ela já lançou 9 álbuns e é uma das cantoras que mais vende no país e leva o Brasil para o cenário internacional. Ana é conhecida por sua voz inigualável e pelos timbres e tons que consegue atingir. A mineira já cantou com nomes como Seu Jorge, Milton Nascimento, Chico Buarque, Roberto Carlos e outros.

Saiba mais sobre Ana Carolina

Garganta foi o primeiro sucesso de Ana Carolina a estourar nas rádios e fazer o povo cantar suas canções! Várias de suas músicas estiveram nas trilhas sonoras de novelas.

Céu

  Maria do Céu Whitaker Poças. Paulistana, cantora, variedade de estilo. É o que define  a música de Céu. Ela começou a carreira em 2002 com influências do samba, hiphop, afrobeat, jazz e não gosto do título MPB, acha que fcou limitado. Em 2009 lançou seu segundo álbum, Vagarosa, sucesso na crítica internacional. As vendas foram de  25 mil cópias na Europa e 100 mil nos Estados Unids, enquanto no Brasil poucos conhecem o seu nome. A Rolling Stone elegeu  álbum como o melçhor de 2009. Filha de um maestro e de uma artista plástica, aos 15 anos decidiu pela carreira musical. Céu já recebeu várias indicações e premiações e é um grande nome da música brasileira no cenário internacional.

Saiba mais sobre Céu.

A música Cangote faz parte do álbum “Vagarosa” e foi eleita a segunda melhor música de 2009 pela revista Rolling Stone.

Fernanda Takai

Fernanda Barbosa Takai. Amapaense, mineira de coração e criação, musicista, cronista, cantora, compositora,vocalista da Banda Patu Fu. A carreira solo  começou em 2007, mas o sucesso veio com a repercussão da banda. Fernanda foi sucesso no vocal de Patu Fu be levou a banda para o exterior e em 2001 entrou na lista das 10 melhores cantoras do mundo pela Revista Time e o Patu Fu estava entre as melhores bandas do planeta. Fora da música, ela escreve em um blog e colabora com crônicas nos jornais Correio Brasiliense e O Estado de Minas, além de ser escritora. Fernanda imprimiu ao Patu Fu uma mistura entre o som pesado da banda com seu timbre de voz suave e característico.

Saiba mais sobre Fernanda Takai e o Pato Fu e conheça seu blog!

Ando meio desligado é uma das músicas de maior sucesso na voz de Fernanda Takai. Regravação de uma canção de Os Mutantes, foi tema da novela Um Anjo Caiu do Céu e deixou o Pato Fu cair nas graças do público.


Ivete Sangalo

   E quem nunca ouviu falar de Ivete Sangalo? O sucesso da baiana começou com a Banda Eva, no início dos anos 90, mas foi na carreira solo que ela se consolidou. O principal estilo de Ivete é o axé, mas suas músicas também tem o pop e o romântico nas composições. Ela já cantou com nomes internacionais como Alejandro Sanz, Nelly Furtado e Brian McKighnt. Com o DVD ao vivo no Maracanã, de 2007, Ivete se tornou símbolo da música nacional, e agora, em 2011 deu mais um passo em sua carreira com o show no Madison Square Garden, em Nova York.

Saiba mais sobre Ivete!

A música Festa simboliza a carreira e a importância de Ivete para o Brasil tanto que foi escolhida como hino do pentacampeonato brasileiro na Copa de 2002.

Maria Gadú

    Mayra Corrêa Aygadoux, simplesmente, Maria Gadu. Paulistana, seu verdadeiro nome é de origem francesa e começou a cantar e compor aos 13 anos de idade. Em 2009, aos 22 anos ela lançou seu primeiro álbum e chamou a atenção de nomes importantes da música como Caetano Veloso, Milton Nascimento e Ana Carolina. O ponto de partida para o sucesso foi a gravação de Ne Me Quitte Pas que surpreendeu os críticos. Foi assim que Caetano Veloso propôs uma turnê com a cantora. E ela aceitou, é claro!

Conheça um pouco mais de Maria Gadu!

A música Shimbalaiê foi a primeira composição de Gadu, escrita quando ela tinha 10 anos de idade. A música foi tema da novela Viver a Vida e levou Gadu para o conhecimento do público.

Maria Rita

    Maria Rita Costa Camargo Mariano, simplificando, Maria Rita. Paulista, cantora e produtora musical, ela começou sua carreira somente aos 24 anos de idade. Maria Rita é filha de Elis Regina, que dispensa apresentações e isso foi um peso no começo de sua carreira pelo medo das comparações e cobranças que viriam. Mas logo de cara, ela mostrou que não era simplesmente uma sombra da mãe, mas sim dona de sua própria voz. No estilo da MPB com um toque original de samba ela conquistou uma série de prêmios e fãs no Brasil e no mundo.

Conheça um pouco mais sobre Maria Rita!

Em 2007 a música Tá Perdoado, de Arlindo Cruz e Franco foi sucesso na voz de Maria Rita e tema da novela Duas Caras, caindo no gosto popular.

Marisa Monte

    A voz que levou a MPB a um de seus níveis mais altos e ao reconhecimento internacional da nossa música: Marisa Monte. Marisa é carioca, cantora, compositora, instrumentista e produtora musical no estilo da MPB e do Pop. Ela fez parte dos Tribalistas, junto com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, mas preferiu a carreira solo. Ela já vendeu mais de 10 milhões de discos e ganhou prêmios importantes como o Grammy Latino, Video Music Brasil, Prêmio Tim de Música, além de ser considerada a melhor cantora brasileira pela revista Rolling Stone.

Conheça um pouco mais de Marisa Monte!

Amor I Love foi a música mais tocada do ano 2000, rendeu um Grammy Latino para o álbum, a indicação de Melhor Canção Brasileira e foi tema na novela Laços de Família!

Roberta Sá

  Roberta Varela Sá nasceu em Natal, capital do Rio Grande do norte. Cantora brasileira adotou os estilos da MPB, sama e bossa nova. Por influência da família, principalmente dos pais ela se aventurou no mundo da música já aos 9 anos de idade. Pra quem não se lembra Roberta participou do reallity show musical Fama, na Rede Globo.  Roberta não se adpatou ao estilo e foi eliminada na quarta semana. A partir dai foi lançada para o sucesso. Ela lançou o primeiro cd em 2005 (Braseiro) e, em 2007, o álbum Que belo estranho dia pra se ter alegria lhe rendeu os prêmios de melhor álbum e melhor cantora. Roberta é uma das noves femininas que está caracterizando a música brasileira de qualidade aqui e lá fora. Saiba mais de Roberta Sá!

A música Mais Alguém foi tema das novelas Negócio da China e Viver a Vida! A aprovação de Roberta pelo público foi imediata e ela caiu nas nossas graças!

Vanessa da Mata

Vanessa Sigiane da Mata Ferreira. Matogrossense da pequena Alto Garças, cantora e compositora. Já lançou cinco álbuns e um cd/dvd ao vivo, gravado em Paraty (RJ). Vanessa é descendente de índios Xavantes e cresceu cercada pela natureza do Mato Grosso e sempre ouviu de tudo um pouco na rádio da avó. Não foi a toa que se tornou autodidata na música. O primeiro sonho de sua vida era passar no vestibular de medicina, mas logo descobriu que gostava mesmo era de cantar e começou nos barzinhos aos 15 anos de idade. Ela jáganhou prêmios como o Multishow e o Grammy Latino.

Saiba mais de Vanessa da Mata!

Em 2008 a música Amado foi sucesso! Ela estava na trilha sonora da novela A Favorita e tocava em todas as rádios!

Essas foram as minhas escolhas para representar o TOP 10 das nossas vozes femininas! Mas é claro que existem muitos talentos que não citei por mera falta de espaço (senão o post ficaria mais gigante do que já está) e justamente por ser um TOP 10 (haha).

Mas tenho uma coisa a propor: deixem nos comentários outros nomes de cantoras brasileiras que fizeram sucesso nessa primeira década dos anos 2000! Vamos homenageá-las juntos! Pode ser?

Helena Ometto

Helena Ometto


Jack Johnson em turnê pelo país

Jack Johnson, ídolo, não somente dos surfistas, mas de muitas pessoas que apreciam uma música mais tranquila, fará oito shows no país e a primeira apresentação começa hoje e será em São Paulo dentro do Festival Natura Nós. O evento acontece entre os dias 21 e 22 de maio e tem como proposta celebrar o encontro entre culturas, gêneros e estilos musicais por meio da conexão entre as músicas brasileira e mundial.

Além do bom estilo musical de Jack Johnson, o festival, que já tem ingressos esgotados para o primeiro dia (21), ainda terá shows de Jamie Cullum, Laura Marling, G Love, Maria Gadú e Roberta Sá, entre outros. Devido a presença de artistas renomados, os preços dos ingressos estão bem caros chegando a valores superiores a R$ 400,00.

Jack Johnson volta ao país com uma turnê extensa. As apresentações começarão dia 21 em São Paulo (Chácara do Jockey); dia 24 em Belo Horizonte (Mineirinho Arena); dia 25 em Brasília (Estacionamento do Mané Garrincha); dia 27 em Fortaleza (Marina Park); dia 28 em Recife (Cabanga Iate Clube); dia 2 de junho em Porto Alegre (Gigantinho Arena);  dia 3 em Florianópolis (Stage Music Park); e o último show será dia 5 no Rio de Janeiro (HSBC Arena).

Pra quem não conhece farei um breve histórico. Difícil não conhecer, pois foi até tema da novela global “A cor do pecado” (2004), com a música “Time Like These”, e também fez parte da trilha sonora do filme de animação “George – O Curioso” (2006) lançando o sucesso “Upside Down”.

Jack Hody Johnson nasceu em Honolulu, Havaí, em 18 de maio de 1975, e antes de iniciar sua carreira musical, fazia filmes de surfe. Jack se aproximou mais da música aos 17 anos, quando sofreu um acidente ao participar de uma competição de surfe. Durante sua recuperação começou a compor influenciado por ídolos como Bob Marley, e por incentivo de seu amigo Ben Harper, gravou seu primeiro cd, “Brushfire Fairytales” em 2001. A partir daí ganhou grande notoriedade a nível mundial.

Em 2003, lançou seu segundo álbum, “On And On”. Em 2005, Johnson alcançou o topo de sua carreira com o lançamento de seu terceiro cd, “In Between Dreams”. Em 2008, lançou seu quarto álbum “Sleep Through The Static”, onde toca músicas dedicadas especialmente à família e amigos, e particularmente o melhor álbum de todos. Em 2010, lança seu mais novo álbum intitulado “To The Sea”, e após o lançamento alcançou o 1º lugar nas paradas norte-americana e em vários outros países.

Além de cantor, compositor, músico, cineasta, surfista e dono de gravadora, Jack Johnson é um artista altruísta, pois toda a renda das oitos apresentações será doada para ONGs brasileiras que ensinam arte, música e surf à crianças e adolescentes. Seu altruísmo vai além do Brasil, pois já doou R$ 50 mil do próprio bolso para ajudar pessoas atingidas pelo acidente na usina de Fukushima, no Japão. Exemplo de artista socialmente engajado e que não deixa o estrelismo subir a cabeça.

Já que as condições financeiras não permitem que eu aprecie o som do Jack Johnson ao vivo, ficarei aqui incansavelmente ouvindo no talo sua boa música.

Juliana Santa Rosa
Juliana Santa Rosa

 

 


Três décadas sem o Rei do Reggae

6 de fevereiro de 1945 – 11 de maio de 1981
No dia 11 de maio de 1981, o mundo chorou com a perda de Robert Nesta Marley, ou somente, Bob Marley, o mais conhecido músico de Reggae de todos os tempos. Marley faleceu com apenas 36 anos em decorrência de um câncer generalizado o qual não foi tratado de início devido a princípios da religião/filosofia rastafári, da qual era adepto.
 
Três décadas depois, completadas nesta quarta-feira, o Rei do Reggae, segue brilhando e de longe perdeu seu trono. Sua vibração positiva move antigos e novos fãs, e homenagens á memória do ícone do Reggae não param de surgir. Uma delas é o lançamento do álbum duplo “Bob Marley and The Waylers, Live Forever” que tem importância histórica para os fãs, pois, registra a última apresentação de Bob antes de morrer.
 

Imagens da família Marley falando sobre o álbum:

No último show em Pittsburgh, EUA, 1980, Marley já sofria as graves consequências do câncer, e diante disso o público estava descrente que ele faria o show. Mesmo abatido, Bob não abandonou o palco e foi ovacionado pelos fãs. Canções como Natural Mystic, Positive Vibration, War, Exodus, entre outras músicas, foram interpretadas com uma enorme energia e uma vivacidade impressionante.

Em Redemption Song, Bob mostra como só precisava de sua voz e de um violão para passar a sua mensagem.

Outra homenagem é o documentário “Marley”, nome inicial que o projeto recebeu, e que será dirigido por Kevin MacDonald, de “O Último Rei da Escócia” (2006). O filme deve ser rodado em países como Jamaica, Gana, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, e tem estreia prevista ainda para este ano. O documentário fará uma viagem pela vida do cantor jamaicano e abordará o impacto global que a música deste lendário compositor de Reggae obteve. Por possuir autorização da família, o filme deve conter diversos documentos e informações importantes, nunca antes divulgadas, além de depoimentos de amigos e familiares.

Os 30 anos da morte de Bob também foi lembrada em uma bela reportagem do Jornal da Globo em 15 de abril. O colunista Nelson Motta, além de fazer um breve histórico da carreira do cantor, fala da importância de Bob Marley para o Reggae no Brasil e no mundo.

30 anos depois, a estrela do Reggae continua brilhando alto, tanto no céu, ao lado de Jah, como na Terra, com suas ótimas canções.

Vibrações Positivas, e ouçam Reggae Music no talo!!!!

Juliana Santa Rosa


… But I said ‘no, no, no’…

Amy Jade Winehouse

Esse é o hit da cantora que por muito tempo foi sinônimo de polêmica. Essa música fez tanto sucesso porque durante a maior parte da carreira foi a cara dela: Amy Winehouse.

A bonita nasceu no subúrbio de Londres, numa família judia. O pai, Mitchell Winehouse era motorista de táxi e a mãe, Janis, farmacêutica.

Amy não esconde da imprensa que cresceu em uma família com muitos problemas e que isso influenciou em sua vida contribuindo para o consumo de drogas e sua rebeldia na adolescência.

Compositora das próprias músicas, a cantora deixa transparecer em algumas letras episódios da sua vida como o sofrimento de sua mãe quando foi traída pelo pai.

“…and I question myself again: what is it ‘bout men?”

No inicio da carreira, Amy teve algumas bandas menores, amadoras e as pessoas com quem convivia achavam a moça tímida e com pouco talento. Depois de passar pelos pubs em Londres cantando soul, jazz e blues, foi encontrada por um produtor da Island Records onde logo lançou o álbum de estréia: Frank.

Em 2003, com apenas 20 anos, todas as músicas eram de Amy e tinham forte influência do jazz. Muito bem recebido pela crítica, Winehouse teve a voz comparada (positivamente) com outras grandes vozes do jazz.

Amy: Cabelo inspirado nos anos 80 e 6 tatuagens pelo corpo

Mas parece que a combinação da adolescência rebelde de Amy com o sucesso fez com que a marca da cantora deixasse de ser a música e passasse aos escândalos.

Em janeiro de 2008, um jornal inglês divulgou no site um vídeo da cantora usando drogas, resultado… internada! Por causa disso, Amy deixou de cantar na 50ª edição do Grammy no EUA. O visto foi negado e pediram que ela fizesse apenas uma perfomance na Inglaterra mesmo, sem interromper os tratamentos.

Amy bate no fotógrafo que estava de plantão em frente ao seu apartamento em 2008

Entre outros bafões, Winehouse já foi presa duas vezes e se tornou conhecida por estar bêbada nos seus shows, além de ser agressiva com a imprensa e com qualquer um que tente obrigá-la a se tratar!

Sem muita sorte no amor também, o primeiro marido da nossa “amada barraqueira”, Blake Fielder-Civil também foi preso e rendeu altas fotos de barracos no tribunal para a imprensa inglesa e mundial. Como diz em sua música “Love Is A Losing Game”, Amy parecia estar desanimando com o amor…

O segundo álbum foi Back to Black (2006), também de sucesso e com composições próprias. Já se aproximava uma nova fase na vida de Amy, como todos os seus fãs esperavam. A cantora chegou a ter sérios problemas de saúde e depois da última temporada de 8 meses em um espaço de reabilitação no Caribe, todos parecem estar mais esperançosos até mesmo com a aparência dessa menina autentica…

Alguns já falam que Amy está ganhando peso, com aspecto mais saudável e livre da bebida e das drogas. Até mesmo no amor a coisa está mais séria no relacionamento com o diretor de cinema Reg Travis. O comentário do momento é de que a cantora tem o desejo de ser mãe e, com sua melhora física, isso começa a se tornar mais próximo e possível.

A gente se recupera junto com a Amy, acreditando que “Tears dry on their own” como ela mesma compôs no sucesso do álbum Back to Black:

Nós ficamos aqui, curtindo os passeios de Amy pelo Brasil, as trapalhadas dela no palco, aqueles olhos carregados no delineador e aquela boca vermelha.

E o mais importante, Ouvindo no Talo! Com Amy Winehouse!!!

Lilian Figueiredo

Juliana Santa Rosa


10 anos sem o ícone do punk rock

Há uma década o mundo da música perdia Joey Ramone. Jeffrey Ross Hyman, ícone do punk rock e líder de uma das maiores banda existentes do rock in roll, The Ramones. Joey lutou durante 7 anos contra um câncer linfático até falecer no dia 15 de abril aos 49 anos em Nova York, deixando o rock mais triste.

Lembro do dia quando vi a notícia de seu falecimento sendo dada na programação da MTV. Foi triste ouvir que tal fato aconteceu, pois os Ramones é uma das minhas bandas preferidas, e saber da morte do Joey foi lamentável e também uma perda irreparável para o cenário musical.

Joey Ramone 19 de maio de 1951 — 15 de abril de 2001

Em sua adolescência Joey Ramone foi considerado um excluído da sociedade, esquisito e diagnosticado com TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo). Sem qualquer perspectiva de vida, Joey afirma, no documentário “End Of The Century: The Story of The Ramones”, que a música o salvou, pois conseguiu canalizar todos os seus sofrimentos e angústias. Mesmo diante de toda sua esquisitice, o vocalista se transformou em um ícone e ajudou a moldar quase todo o rock in roll feito da década de 70 para frente. Do Motorhead passando pelo punk inglês, a bandas como Nirvana, Green Day ao rock brasileiro é difícil encontrar alguma banda que não tenha a influência musical dos Ramones.

CJ, Marky, Johnny e Joey

Para quem não conhece farei um breve histórico da banda. The Ramones foi uma banda de punk rock criada no Queens, Nova York, em 1974. Originalmente era um trio: Joey Ramone (Jeffrey Ross Hyman – vocal/bateria), Johnny Ramone (John Cummings – guitarra) e Dee Dee Ramone (Douglas Colvin – baixo), logo após o primeiro show da banda o empresário Tommy Ramone tornou-se baterista. O quarteto, além de adotar o sobrenome Ramone que era pseudônimo que Paul McCartney usava nos Silver Beatles, também adotou o mesmo visual, com jaquetas de couro e calças jeans rasgadas. No mesmo ano da formação, a banda realizou sua primeira apresentação no bar CBGB, o refúgio do rock underground nova-iorquino.

 

No documentário “End of The Century: The Story of The Ramones” algumas revelações sobre a banda são feitas e surpreende os fãs. A existência de um clima de guerra entre os músicos, a luta por um sucesso de massa, o estilo tirânico e reacionário do guitarrista Johnny, abuso de drogas, e o fato mais curioso: roubo de namorada, Johnny se casou com a grande paixão da vida de Joey. Ao longo dos 22 anos de existência, os Ramones totalizaram 20 discos, sendo 14 de estúdio e 6 ao vivo e a marca de aproximadamente 2.263 apresentações ao redor do mundo. O último show foi realizado em Los Angeles, Califórnia, dia 16 de julho de 1996.

Não lembro ao certo quando o som dos Ramones entrou em minha vida. Tenho uma vaga lembrança de que conheci a banda quando pequena ao passar as tardes assistindo Kliptonita, programa de vídeos clipes exibido na TV Record em 1991 (aí meus cabelos brancos) e também ao ouvir uma música da banda no filme “Pet Sematary” – “Cemitério Maldito” (1989), baseado na obra de Stephen King.

Joey Ramone tem um álbum solo póstumo “Don’t Worry About Me”, lançado em 2002, com a regravação de “What a Wonderful World” de Louis Armstrong. Uma de suas últimas aparições foi fazendo o papel de si mesmo no sitcom norte-americano “Drew Carey Show”, no episódio os personagens tentam escolher um guitarrista para uma banda e Joey é um dos candidatos. Após a morte de Joey, os Ramones entraram para o Hall da Fama do Rock. E mais dois integrantes faleceram, o baixista Dee Dee Ramone, viciado em drogas pesadas, foi encontrado morto em 2002. Em 2004 foi a vez de Johnny Ramone não resistir a um câncer.

Com poucas notas, letras simples e inteligentes e nada de solos intermináveis, os Ramones criaram um som absolutamente único e é essa singularidade que faz da banda uma das mais influentes da história do punk rock.

E eu seguirei com o sonho de ouvir: “Hey, little girl I wanna be your boyfriend. Sweet little girl I wanna be your boyfriend”.

Ouçam no talo e HEY! HO! LET´S GO!

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa