A Fúria Feminina!

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Ana Botafogo: há 35 anos na ponta dos pés

Ana Botafogo, a bailarina clássica brasileira mais reconhecida de todos os tempos, completou 35 anos de carreira no dia 1 de outubro.  Além de 30 anos como a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Para comemorar ela está em turnê pelos palcos brasileiros com o clássico A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho. A peça conta a história de Marguerite e Armand que vivem um amor mal sucedido.

A primeira apresentação dessa turnê foi no Teatro Guaíra, em Curitiba, onde Ana Botafogo fez sua estréia como bailarina profissional. Para esse espetáculo seu partner é Federico Fernández, bailarino do Teatro Cólon de Buenos Aires.

Ana Maria Botagofo Gonçalves Fonseca é carioca da Urca, nascida em 9 de julho de 1957. Começou a estudar ballet ainda no Rio de Janeiro, mas logo foi dançar profissionalmente no Ballet de Marselle, de Roland Petit, na França. A partir daí sua carreira deslanchou na ponta dos pés.

Não demorou muito para se tornar a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e ter sua apresentação de estréia com o Ballet Coppélia.

Ao longo de sua carreira Ana já interpretou os principais papéis do repertório da dança clássica como em O Quebra Nozes, Romeu e Julieta, Dom Quixote, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, A Megera Domada, além de um espetáculo feito em sua homenagem que viajou pelos palcos brasileiros: Ana Botafogo in concert.

Nesses 35 anos de carreira ela já se apresentou em 11 países e em 100 cidades brasileiras, ajudando a popularizar a dança clássica. Ela diz que seu objetivo é aproximar o clássico do povo, levar as pessoas ao teatro e para isso criou espetáculos embalados por MPB e outras músicas brasileiras.

Além de primeira bailarina do Municipal, Ana recebeu outros títulos no Rio de Janeiro, como Embaixatriz da Cidade do Rio de Janeiro e Benemérita do Estado. O reconhecimento internacional também veio em forma de títulos como o de “Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras”, pelo Ministério de Cultura da França, entre outros.

Ana Botafogo é referência para as meninas que desejam construir uma carreira dentro do Ballet Clássico e está sempre muito acessível à elas, principalmente em sua casa: o Municipal do Rio de Janeiro.

Aliás, ela recusou o papel de Julieta na nova montagem da peça que está sendo produzida no Municipal para dar oportunidade às novas bailarinas brasileiras e uma continuidade à tradição do ballet no Brasil.

Alguns comentam que a encenação de Marguerite e Armand será a última turnê de Ana Botafogo, mas a bailarina não comenta a hipótese e mantém a data de aposentadoria em segredo.

O Brasil tem outras bailarinas de destaque não só pelo talento, mas também pelo tempo de carreira. As mineiras Lina Lapertosa, de 58 anos e Sonia Mota, de 63. Lina tem 32 anos de careira e é bailarina do Palácio das Artes. Sonia tem 45 anos de público e hoje é diretora da companhia de dança do Palácio das Artes, além de se apresentar nos palcos.

Isso mostra que idade não é um impedimento para a dança e Ana Botafogo ainda pode mostrar seu talento e brilho aqui e no exterior por mais alguns bons anos de carreira.

Ficam os nossos parabéns pelo talento e por representar tão bom o ballet brasileiro pelo mundo!

Para saber mais sobre a vida e carreira de Ana Botafogo acesse o site oficial.

Assista a uma entrevista que Ana Botafogo concedeu ao programa Mosaica, da TV UTV da Net RJ:

Assista ao vídeo de uma das primeiras apresentações de Ana Botafogo como primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro:

 

Ficam os nossos parabéns pelo talento e vontade de popularizar e disseminar o Ballet Clássico pelo Brasil e a nossa dança mundo à fora! Vida longa à sua carreira….

Helena Ometto

Helena Ometto

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A nossa charmosa Flip!

Entre os dias 6 e 10 de julho aconteceu a 9ª Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP! O evento já é bastante conhecido entre os literatos brasileiros e até mesmo internacionais e todos os anos leva centenas de turistas para a pequena e chamosa cidade carioca!

Esse ano a FLIP fez uma homenagem para Oswald de Andrade e sua Antropofagia e mais uma vez eu fiquei me lamentando por não ter ido prestigiar um dos eventos culturais mais importantes e reconhecidos do país. Mas enfim, vou deixar as lamentações de lado e falar um pouco mais de literatura!

A Festa começou com a palestra Oswald de Andrade: devoção e mobilidade, por Antonio Candido e José Miguel Wisnik. Candido é um dos ensaístas e críticos literários mais reconhecidos do Brasil e conviveu com Oswald, num diálogo literário e pessoal. Já Wisnik é professor de literatura, escritor  e compositor e falou sobre a potência antropofágica proposta por Oswald!

Antonio Candido deu uma nova entrevista para falar de sua carreira e de sua relação com Oswald de Andrade:

Essa foi apenas a conferência de abertura da Flip 2011, que teve mais 4 dias de palestras, mesas, oficinas e debates pelo mundo das letras! Intelectuais como Elza Soares, Celso Sim, Zé Kleber, Michèle Petit, Dominique Gauzin-Müller, Paulo Henriques Brito e uma série de outros nomes produziram debates sobre as idéias propostas por Oswald e a aceitação literária hoje.

Enquanto os intelectuais debatiam novos conceitos em literatura, acontecia também a Flipinha, uma vertente da festa dedicada às crianças e a Flipzona, focada no público adolescente! É a forma encontrada para despertar nas crianças e jovens o gosto e interesse pela leitura! E está fazendo sucesso!

Durante o ano todo a Casa Azul ajuda as escolas interessadas a produzirem trabalhos de acordo com o tema da Flip daquele ano e do autor homenageado para serem apresentados durante a Festa. Já a Flipzona acontece desde 2009 e promove a inclusão digital e o despertar literário!

Colocando minha visão pessoal, o que me passa pela cabeça é o fato de ser um evento seleto, que reúne os literatos mais conceituados do país, mas que ao mesmo tempo consegue chamar a atenção de tanta gente leiga no assunto para um universo ainda distante. Afinal, quem conhece a fundo as origens dos movimentos literários e artísticos e quer discutir seus rumos sem ser os intelectuais? Na Flip, Flipinha e Flipzona a gente percebe que o Brasil está cheio de novos talentos e de gente que vai dar certo!

Para conhecer mais sobre o evento e se programar para a Flip 2012 acesse Flip 2011 , Flipzona e Flipinha! Para assistir aos vídeos da Flip 2011, acesse o canal do evento no YouTube !

A Flip virou notícia, é claro! Essa foi uma das matérias veiculadas no Jornal da Globo sobre o evento!

Todos os anos a pequena Paraty se enche de letras, palavras, pessoas, olhares e fica mergulhada nesse universo literário. Ao final do evento, as pessoas se vão, a enorme quantidade de livros diminui, mas o charme acolhedor da pequena cidade histórica continua lá para receber novos turistas e preparar-se para recepcionar mais uma Festa Literária no ano que ainda virá! E, se tudo permitir, será sempre assim!

Helena Ometto

Helena Ometto


Roxette está de volta às terras brasileiras!

Sim, jovens mancebos. O Roxette voltou ao Brasil! Depois de a dupla se apresentar dia 12 em Porto Alegre (Pepsi On Stage) e dia 14 em São Paulo (Credicard Hall), Marie Fredriksson e Per Gessle se apresentarão hoje (dia 16) no Rio de Janeiro (CityBank Hall), amanhã (dia 17) em Belo Horizonte (Chevrolet Hall), e no dia 19, para alegria dos fãs paulistas, haverá mais um show em São Paulo (Credicard Hall).

Pra quem curte o Roxette e descobriu só agora que eles vieram para o Brasil, desculpe, mas é muita alienação pro meu gosto! Brincadeirinhaaa!!! Pra quem ainda tem interesse em ver algum dos shows da dupla sueca, acesse o site Tickets For Fun, e garanta seu ingresso!

Bom, mas se você nem sabe quem são Marie e Per, ou não se recorda muito bem da dupla, preste atenção…

Aos novelistas de plantão:


“Listen To Your Heart” – Novela O Sexo dos Anjos – Rede Globo, 1989 


“Spending My Time – Novela Perigosas Peruas – Rede Globo, 1992 


“Milk And Toast And Honey” – Novela Um Anjo Caiu do Céu – Rede Globo, 2001

Aos cinéfilos:


“It Must Have Been Love” – Filme Uma Linda Mulher – 1990

 
“Almost Unreal” – Filme Super Mario Bros. – 1993


“It Will Take A Long Long Time” – Filme Noiva Em Fuga – 1999

Lembrou? Há… Não conhece? Então saiba o que está perdendo!

1986: Esse foi o ano em que surgiu o Roxette. Antes, seus dois integrantes (Marie Fredriksson e Per Gessle) já seguiam carreira musical, ela solo, e ele como integrante da banda Gyllene Tider. Na metade da década de 80, os suecos resolveram unir suas forças e criar um dos maiores ícones da música pop.

Com 33 singles nas paradas de sucesso e mais de 75 milhões de cópias vendidas, pode-se dizer que o Roxette certamente marcou o cenário musical da época. E mais, continua ganhando fãs ao redor do mundo todo até os dias de hoje. Depois de uma operação para retirada de um tumor cerebral, Marie Fredriksson manteve-se fora do foco da mídia por algum tempo, mas nem mesmo a doença fez a moça abrir mão de sua grande paixão: a música.

A dupla ficou parada por alguns anos, mas Per Gessle continuou atuando na banda Gyllene Tider durante esse período. Enquanto isso, o Roxette preparava um retorno triunfal, que aconteceu em 2009. Em 2010, a dupla começa a compor o nono álbum da carreira, e no começo de 2011 “Charm School” é lançado, vindo juntamente com uma grande turnê.

O Roxette esteve no Brasil pela última vez em 1999, mas depois de 12 anos de espera, os fãs brasileiros finalmente vão poder se emocionar novamente com os sucessos de Marie Fredriksson e Per Gessle, dois nomes de grande talento musical. E você? Vai perder essa??

Confira algumas imagens da dupla!

       

OPS! IMAGENS ERRADAS! 


  

                           

AGORA SIM! 

Helena S. Sylvestre


Obama: Ilustre mas nem tanto

O Brasil acordou mais cedo, arrumou a casa, abriu as janelas e tudo mais que podia para receber uma visita que de tão ilustre ficou sem graça. Sim, estou falando de Barack Obama, o “simpático presidente negro” dos Estados Unidos que pisou nas nossas terras nesse último final de semana. Mais do que isso, o que despertou minha atenção foi a expectativa gerada em torno disso: um misto de desconfiança com a alegria e receptividade características no nosso povo. Bastou a notícia da visita se confirmar que cartazes, blogs, sites, enquetes e as redes sociais não tinham outro assunto. Contra ou a favor, as reações foram diversas.

Cartaz de divulgação da vinda do presidente dos EUA

Para a nossa presidente Dilma Rousseff, se todas as visitas diplomáticas tivessem apresentação de armas e cerimônias solenes no Planalto, Brasília viveria em função das festas. O Rio de Janeiro iria parar de funcionar e a segurança nacional viveria em estado de alerta, porque as principais ruas eram só polícia em todos os cantos. E já pensou se a moda pega em visitar as favelas?

Sintam a contradição: A Cinelândia estava sendo preparada e limpa há quase uma semana, e o principal discurso que lá seria foi desmarcado por falta de segurança, e depois não é que o homem foi parar nas UPP’s da favela? Porque não fez o discurso por lá? Vejo uma clara intenção de “imagem montada” que quer desmanchar a carranca de Bush e aproximar Obama dos brasileiros. Pois gostaria que o Mr. não fizesse show com as pessoas desse país, com licença?

Cartaz divulgando o discurso que foi cancelado

Sergio Cabral já falava em “first family” e Eduardo Paes “sentiu-se honrado de recebê-lo”, assim governador e prefeito do Rio de Janeiro, respectivamente, também “babaram seu ovo” em cima de Obama, Michelle e as filhas. Outros falaram da roupa e cabelo da primeira-dama americana, os estrangeiros e a mídia passaram algumas horas na frente do hotel aguardando uma saidinha. Assunto teve bastante!

A pena, literalmente, foi pra quem acabou preso. No Rio de Janeiro, alguns manifestantes que protestavam com faixas menos acolhedoras como “Obama go home!” acabaram silenciados em alguma cela da cidade maravilhosa.

 

Protesto no Rio de Janeiro que acabou em prisões

No final da “ilustre visita”, para a grande imprensa não houve nenhum avanço significativo, somente 10 tratados assinados sobre o comércio entre Brasil e EUA. O que eles dizem?

Depois dessa, acho que vale o ditado: “não está mais aqui quem falou”… Embarcou para o Chile!

Então prefiro não comentar…

 

Lilian Figueiredo

Lilian Figueiredo