A Fúria Feminina!

Ouvindo no Talo!

Rehab termina com Some Unholy War

É isso, desde sábado, dia 23 de julho, os cadernos de cultura e as páginas principais de jornais e sites estamparam o nome de Amy Winehouse. A cantora, que já foi taxada de tantos nomes diferentes, nem está mais aqui para brigar ou levantar polêmica com ninguém.

E foi assim que terminou: sozinha, ela deixou a polêmica para a mídia que sempre fez sua vida um espetáculo… e que agora faz a morte também.

A morte rende muita matéria, principalmente das “celebridades” que ACABAM – literalmente – com a vida contada e recontada, especulações sem fim e perguntas que podem ou não encontrar respostas naqueles que ficam.

Antes desse sábado, qualquer um que ouvisse aquela voz rouca dizendo ‘no, no, no’ chegaria ao nome de Winehouse como uma moça jovem, dependente de drogas e álcool, sem nenhum vínculo familiar forte e com alguns relacionamentos amorosos bem mal-sucedidos. Além dos escândalos, é claro.

Agora, os editores reviraram a história de Amy e aproveitaram o momento. Arrisco até afirmar que alguns dizem “até que enfim morre uma celebridade!”, porque isso dá assunto. Quem acompanhou os meios de comunicação viu reportagem na TV, várias matérias todos os dias na Folha e no Estadão e muitas fofocas nos portais e revistas de famosos.

Quanto a abordagem, é bem difícil não sentir o tom de fofoca nas notícias, pois a vida de Winehouse sempre foi estereotipada. O site da folha de São Paulo faz manchete sobre o ex-marido e ex-presidiário, Blake Fielder-Civil. “Minhas lágrimas nunca vão secar” é a chamada que poderia muito bem virar algum verso das letras de Amy…

“Todo mundo que me conhecia e conhecia Amy sabia o tamanho do nosso amor. Eu nunca mais vou sentir o amor que senti por ela” ex-marido, Blake Fielder-Civil

Já no blog Arquivo do Estadão, o assunto rendeu uma mostra dos jornais impressos digitalizados com matérias feitas sobre Amy durante boa parte da carreira. Os estereótipos que marcaram a cantora ficam bem claros, mas é uma forma interessante de ver as diferentes visões do veículo em cada reportagem diferente e em épocas diferentes.

Arquivo Estadão 07.07.2008
Arquivo Estadão 09.01.2011

Todo o espetáculo feito em torno da morte de Amy imortaliza definitivamente a vida – mesmo que curta – da cantora. (Como aconteceu com Cazuza, Renato Russo etc etc etc). A dependência química dá margem para a sociedade apontar que são ÍDOLOS DE MAUS EXEMPLOS. Arrisco responder que a mídia é responsável pela fama desses ídolos, durante a vida, quando expõe a intimidade e depois da morte, nos “aplausos” finais.

O taxista e a farmacêutica que aparecem “chorando a morte de seu ‘anjo’” como colocou um jornal nos últimos dias, deveriam contar como foi a infância de Amy e supor que isso tenha algo a ver com os problemas que teve na idade adulta. No entanto, Mitch Winehouse se tornou o “inspirador do talento da filha”.

Mitch Winehouse (à esquerda), pai da cantora, o irmão Alex, o namorado Reg Traviss e Janis, mãe da cantora

Como no post anterior, vale repetir, agora em homenagem: O cabelo estilo anos 80, a maquiagem de olhos pretos bem marcados, o piercing e as tatuagens. Amy foi uma mulher que colocou para fora um interior com qualidades e defeitos que fazem contraste com seu talento musical.

Rehab termina com Unholy War porque Winehouse tinha um mundo próprio em si, viveu intensamente seus erros, paixões e acertos. Toda a guerra ao seu redor foi construída com o julgamento feito pela sociedade: na própria família, em valores padronizados e mais tarde até mesmo nos fãs.

A guerra esteve nela, que seria fiel, todo tempo: Winehouse que transpôs sua vida em músicas.

In memorian, ficamos Ouvindo no Talo!  versão inédita de Some Unholy War  com Amy Winheouse!!!

Lilian Figueiredo

Juliana Baptista


Dia Mundial do Rock

Hoje, 13 de julho, mais conhecido como dia mundial do rock. Claro que o TPMídia não podia deixar de fazer sua homenagem a algumas personalidades femininas que marcaram o cenário rock n’ roll.

The Donnas é um grupo de hard rock formado em1993.Amigas desde o ginásio, aos 14 anos começaram a ensaiar e provocar a todos com suas letras e seu som pesado e irreverente. Inicialmente a banda se chamava Ragady Anne, dois anos mais tarde, mudam o nome para The Donnas. Brett Anderson, Allison Robertson, Maya Ford, e Torry Castellano alcançaram o sucesso com o álbum American Teenage Rock And Roll Machine.


Bikini Kill foi uma banda de punk rock dos anos 90 formada por Kathleen Hanna, Tobi Vail e Kathi Wilcox e tinham o intuito de lançar um fanzine, também chamado Bikini Kill. Liderado por Kathleen Hanna quem escreveu a maioria das canções, acabou se tornando uma das maiores banda entre o cenário das riot grrrls. Kathleen e o Bikini Kill não estavam preocupados em vender uma imagem, mas sim, uma mensagem feminista de fortalecimento e crescimento num cenário dominado pelos homens. A música pode ser classificada como punk, mas a música do riot grrrl é feminista e direcionada às jovens, transmitindo auto-respeito e união e pregando o respeito a cada indivíduo.

A idéia de formar o L7 surgiu em 85 quando Suzi Gardner conheceu Donita Sparks em Los Angeles. Em 1986, depois de muitos ensaios, a banda se consolidou e  Jennifer Finch se tornou a baixista do recém formado L7. A partir daí a banda passa a fazer vários concertos em clubes da cidade, com Suzi e Donita nos vocais e guitarras, Jennifer no baixo e o baterista Roy Koutsky completando a formação. A banda se desfez em 2000, mas seu fim não foi declarado oficialmente pelas integrantes.

Garbage foi formado em 93 e integrada por Shirley Manson, Butch Vig, Steve Marker e Duke Erikson. Bem antes de se iniciar o Garbage, três de seus integrantes já tinham uma vasta experiência com música. Butch Vig, o baterista, teve a maior notoriedade no meio sendo produtor de álbuns excepcionais como Nevermind (Nirvana), Siamese Dream (Smashing Pumpkins) e Dirty (Sonic Youth). Steve Marker e Duke Erikson também eram produtores. Porém o Garbage só foi tomar forma mesmo, após a entrada de Shirley Manson em 1995. Os garotos acabaram conhecendo Shirley pelo programa 120 Minutes da MTV americana, tocando com o Angelfish.

 

Patti Smith é uma poetisa, cantora e musicista norte-americana. Ela tornou-se proeminente durante o movimento punk com seu álbum de estréia, Horses em 1975. Conhecida como “poetisa do punk”, ela trouxe um lado feminista e intelectual à música punk e tornou-se uma das mulheres mais influentes do rock and roll.

 

Debbie Harry ganhou fama por ser a vocalista e líder da banda Blondie. Após o despertar ao sucesso, Deborah desenvolveu carreira solo como cantora, gravando cinco álbuns e também como atriz, atuando em mais de 30 filmes.

Siouxsie & The Banshees  foi uma banda britânica formada em Londres em 1976. A base principal do grupo era a parceria nas composições de Siouxsie Sioux e Steven Severin. Alguns críticos consideram como a banda de pós-punk mais importante a surgir no cenário musical britânico.  A banda se separou em 1996 em meio a um crescente número de desentendimentos entre Siouxsie e Severin.

Suzi Quatro nasceu em uma família católica e musical, em Detroit e começou sua carreira musical aos quatorze anos. Já tocou baixo nas bandas femininas Pleasure Seekers e Cradle com suas irmãs Patti, Nancy, e Arlene. Patti Quatro mais tarde se juntou à banda Fanny, uma das primeiras bandas de rock só com mulheres para ganhar a atenção nacional. Suzi Quatro mudou-se para o Reino Unido em 1971, após ser descoberta em Detroit pelo produtor musical Mickie Most.

Kittie foi formada em 1996, mas só conheceu o sucesso em 1999, quando a faixa Brackish tornou-se um hit único. A banda também apoiou, durante o início da década de 2000, o Slipknot em turnê pelo Reino Unido, abrindo-lhes vários concertos aumentando a popularidade da banda.

Gathering – Em 1989 os irmãos René Rutten e Hans Rutten juntaram-se a Bart Smits para formar uma banda. Mais tarde a formação ficou completa com a entrada de Hugo Prinsen Geerligs,Jelmer Wiersma e Frank Boeijen. Em 1995 Anneke van Giersbergen entra para a banda e eles lançam seu terceiro álbum. Em 2006 é lançado o álbum Home, com sonoridade etérea e em grande parte sintetizada. Anneke van Giersbergen ganha um Devil Award, na categoria de melhor cantora. Em 2007 Anneke deixa a banda para se dedicar a um novo projeto chamado Agua de Annique. Apesar de rumores a respeito de uma possível volta aos vocais masculinos, a cantora Silje Wergerland é escalada para o posto.

Gostaria de ter citado muitas outras mulheres e bandas como exemplo, mas daí o post ficaria imenso! Antes tarde do que nunca, a homenagem do TPMídia ao Dia Mundial do Rock \m/

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Os casais do mundo da música

Tina e Ike Turner

Tina e Ike TurnerTina conheceu Ike aos 17 anos quando entrou para a banda dele como backing vocal. Logo se tornaram Tina e Ike Turner e a dupla conquistou um enorme público com seus hits. Se casaram em 1962 e tiveram um filho em 64, Roonie. Após 18 anos de casamento, Tina se separou de Ike alegando que ele era viciado em drogas e muito violento. Dele, Tina apenas exigiu o sobrenome artístico, Turner. Tina e Ike não estão mais juntos, mas as suas músicas fazem sucesso até hoje como Proud Mary e River Deep e Mountain High

Courtney Love e Kurt Cobain

Courtney Love e Kurt Cobain

Kurt Cobain, líder do Nirvana e Courtney Love, vocalista do Hole começaram seu relacionamento no início dos anos 90. Kurt e Courtney foram um casal polêmico e até hoje, muita gente responsabiliza Courtney pelo declínio do Nirvana. Muitos fãs acreditam até na hipótese de que Kurt não se suicidou e que Courtney foi responsável por sua morte.

Eles tiveram uma filha em 1992, Frances Bean Cobain, que atualmente tem 19 anos.Depois da morte de Kurt Cobain, Courtney arrumou vários namorados, mas até hoje não se casou novamente.

Brody Dalle e Josh Homme

Brody Dalle e Josh Homme

Brody Dalle, vocalista do Distillers ainda é muito associada à Tim Armstrond do Rancid, quem a lançou no mundo da musica e teve um relacionamento muito durante muitos anos.

Porém, em 2003 o relacionamento acabou e ela conhece Josh Homme, o guitarrista do Queens of the Stone Age.Brody e Josh tiveram uma filha em 2006, Camille Homme. Brody atualmente está na banda Spinerette e Josh é o único membro remanescente da formação original do Queens of the Stone Age.

Yoko Ono e John Lennon

Yoko Ono e John Lennon

Em 1966 John Lennon conheceu a artista plástica, Yoko Ono. Mas só apenas em 1968, depois do divórcio de Lennon, que eles começaram um relacionamento sério. Os outros membros dos Beatles não gostavam de Yoko e muitos fãs atribuem a ela a culpa da banda ter acabado.

Lennon e Yoko protestaram juntos contra a guerra do Vietnã. Em 69 se casaram e promoveram o Bed In, um protesto pacífico contra a guerra e a favor da paz e do amor.Yoko Ono e John Lennon gravaram algumas músicas juntos, e em 75 nasceu o filho do casal, Sean Lennon. Depois do assassinato de John em 1980, Yoko nunca mais se casou e até hoje leva o nome do marido em suas ações promovendo a paz.

Fernanda Takai e John Ulhoa

Fernanda Takai e John UlhoaFernanda Takai e John Ulhoa, integrantes do Pato Fu se conheceram em 1992 quando ele a convidou para entrar em sua banda. São casados há 12 anos e desse relacionamento, tiveram Nina, que hoje tem 4 anos. Fernanda fez shows até os sete meses de gravidez e depois de ter dado à luz, continuou gravando com o marido no estúdio da sua casa. Fernanda e John dizem que conseguem ter uma vida amorosa e profissional juntas porque um complementa o outro. E o Pato Fu é a prova disso tudo!

Beyoncé e Jay-Z

Beyonce e Jay Z

Beyoncé e Jay-Z é outro casal famoso no meio musical. A cantora e o rapper já estavam flertando há muito tempo, mas o casamento dos dois é recente. Mais do que marido e mulher, Beyoncé e Jay-Z são também parceiros na música. Várias canções da dupla entraram aos montes nas rádios americanas.

Foi no ano de 2002 que Beyoncé e Jay-Z começaram a namorar. Mas o fato só deixou de ser boato em 2008, quando eles se casaram.Parece que o casal está muito bem junto. Senão, de qualquer forma pode-se dizer que os dois talentos têm uma grande química.

Gwen Stefani e Gavin Rossdale

Gwen Stefani e Gavin RossdaleEla, vocalista do No Doubt. Ele, ex-vocalista e guitarrista da banda Bush. Esses são Gwen Stefani e Gavin Rossdale. Os dois se conheceram durante o auge das duas bandas e depois de anos de namoro, a cantora bateu o pé e exigiu que o namorado a pedisse em casamento. E o rapaz aceitou.

Courtney Love tentou causar algumas intrigas no relacionamento dos dois, afirmando que ela já teria dormido com Gavin, mas Gwen não deu a menor bola pra Courtney. Depois de alguns anos de alianças trocadas, veio ao mundo o primeiro filho do casal, em maio de 2006. E em agosto de 2008, nasceu o segundo filho de Gwen e Gavin.O que o casal tem em comum? O amor pela música, pelo rock, e claro, um pelo outro.

Nicole Appleton e Liam Gallagher

Nicole Appleton e Liam Gallagher

E aí vem mais um romance do meio musical: Nicole Appleton e Liam Gallagher.Logo depois de se separar da sua primeira esposa, o integrante da banda Oasis começou um relacionamento com a cantora das All Saints.

Foi no ano de 2001 que o casal teve seu primeiro e único filho. Liam e Nicole não formalizaram a união, mas pouca gente duvida do amor dos dois. Liam chegou até a dedicar a música Songbird para ela. E os dois cantores tem mais em comum do que parece à primeira vista. As All Saints disputavam o cenário musical dos anos 90 com as Spice Girls. E, coincidência ou não, Liam não simpatizava nem um pouco com o quinteto britânico. Coincidência? Pode ser… Ou não.

Amy Winehouse e Blake Fielder-Civil

Amy Winehouse e Blake FielderAmy Winehouse e Blake Fielder-Civil com certeza foi o relacionamento mais conturbado dos últimos anos. No dia 18 de maio de 2007, a cantora inglesa Amy Winehouse se casou com o ator americano Blake Fielder-Civil. Mas parece que o rapaz não foi uma influência muito boa para Amy.

Depois de acusado de ter ferido James King, em 16 de julho de 2009 o casal rompe o casamento. Motivo? Acusações de traição. Estava rolando alguns boatos sobre uma possível reconciliação dos dois. Mas Amy está namorando o diretor de cinema Reg Traviss, e ao que tudo indica, os dois estão muito bem, obrigado.

June Carter e Johnny Cash

June Carter e Johnny Cash

Para finalizar, um dos casais mais lindos do mundo da música: Johnny Cash e June Carter. Eles se conheceram quando Cash começou a ganhar fama e se apaixonaram a primeira vista. Johnny se divorciou de sua primeira esposa para ficar com June e depois disso, tiveram um filho John Carter Cash.

Johnny e June gravaram músicas e álbuns juntos e fizeram muito sucesso na década de 60 e 70. June foi quem ajudou Cash quando ele ficou viciado em drogas e a suaperar o declínio de sua carreira. Johnny Cash e June Carter nunca se separaram, June faleceu quatro meses depois da morte de Cash e foram enterrados um ao lado do outro no Hendersonville Memory Gardens.


Especial anos 80

Cynthia Ann Stephanie Lauper Thornton, mais conhecida como Cyndi Lauper nasceu no ano de 1953, e hoje, com 31 anos de carreira, a cantora nova iorquina já vendeu algo em torno de 70 milhões de cópias pelo mundo e 10 milhões de singles. Iniciou sua carreira no início dos anos 80, e foi nessa mesma década que a cantora atingiu o auge do sucesso.

Em 1983, ela se lançou com o álbum “She’s So Unusual” e conseguiu um enorme sucesso logo com o primeiro single “Girls Just Wanna Have Fun”, seguido pela faixa “Time After Time”, também de grande sucesso. Logo Cyndi Lauper gerou polêmica na mídia quando lançou “She Bop”. A faixa fala sobre masturbação feminina, e causa constrangimento até hoje.

Cyndi também passou a ser muito reconhecida pelos videoclipes muito bem feitos para a época. Enquanto isso, seu estilo nada convencional de se vestir influenciou muitos adolescentes da década. Em 1984, a cantora desbancou alguns ícones da época, como Madonna e Tina Turner. Motivo? Ela foi a primeira cantora do mundo a emplacar 5 hits nas paradas da Billboard. Mesmo depois de três décadas, Cyndi Lauper continua encantando os fãs com seu talento único e energia inesgotável.

Joan JettJoan Jett é o nome da mulher que marcou o rock nas décadas de 70 e 80. Jett começou a carreira musical na banda composta só por mulheres, o The Runaways. Esse foi um grande pontapé inicial, mas foi na década de 80 que a cantora chegou ao auge da carreira.

O segundo álbum solo de Joan Jett com a Blackhearts Band, entrou muito rapidamente na Billboard, graças a “I Love Rock and Roll”, a faixa que leva o mesmo nome do álbum. “I Love Rock and Roll” chegou a ficar na primeira posição do ranking e a música é considerada um clássico do rock até hoje.

Já nos anos 90, Joan Jett passou a se dedicar à sua gravadora particular. Em 2001, Joan anunciou que a banda sairia em turnê pelos EUA.Há pouco tempo, o nome de Joan e das outras integrantes do The Runaways voltaram a ganhar destaque na mídia depois do lançamento do filme bibliográfico da banda. A atriz Kristen Stewart foi quem interpretou Joan Jett nas telonas.

Gloria StefanGloria Maria Milagrosa Fajardo é o nome da garota cubana nascida em 1957, e que hoje tem 31 anos de carreira. Apaixonada pela música desde muito pequena, Gloria passava o dia tocando no violão, as músicas cubanas que o avô ensinava.

Mas com apenas 2 anos de idade, ela e a família foram obrigados a se mudar para os Estados Unidos por razões políticas. Gloria, casando-se mais tarde com Emilio Estefan, ganhou o sobrenome do marido e entrou na carreira musical norte-americana.

No ano de 1985, O single “Conga”, do grupo Miami Sound Machine, em que Gloria era vocalista, garantiu seu registro no “Guiness Book of Records” como o único compacto na história a estar, ao mesmo tempo, nas paradas Pop, Latina, Soul e Dance da revista Billboard.Foi na década de 80 que um dos maiores ícones femininos da música chegou ao auge da carreira.

Quem não se lembra da memorável apresentação que Gloria fez no encerramento das Olimpíadas de 96, cantando “Reach”? Gloria Estefan já vendeu mais de 100 milhões de discos pelo mundo, e está entre os cem artistas com maior número de vendagem de todos os tempos.

E por fim, não poderia faltar um ícone da música nacional: o Kid Abelha! A banda é composta por três membros, mas é a vocalista Paula Toller quem toma a frente do Kid Abelha.Com 21 anos de estrada, a banda gravou ao todo 15 álbuns. Os membros e cariocas, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato conseguiram a proeza de colocar vários hits no topo das paradas brasileiras.

Paula TollerNo começo da década de 80, o Kid Abelha estreou nas rádios, e dois anos depois lançou seu primeiro álbum, intitulado Seu Espião, que trazia a faixa Pintura Íntima como um dos clássicos. Esse LP foi o responsável por dar à banda o primeiro disco de ouro da década. Desde então, o Kid Abelha lançou um sucesso atrás do outro, marcando geração após geração do público brasileiro. E hoje, o Kid Abelha já soma nove milhões de discos vendidos no Brasil.

Com público ainda muito fiel, pela terceira década consecutiva, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato continuam produzindo hits marcantes na história do pop-rock nacional. E pelo jeito, ainda vem muito sucesso pela frente.

Iniciando a década de 80, temos um dos filmes que atrai fãs até hoje.

Carrie Fisher

O Império Contra Ataca é o segundo filme da trilogia Star Wars e mostra Luke Skywalker tentando encontrar mestre Yoda para lhe ensinar a dominar sua força e se transformar num cavaleiro Jedi.A princesa Leia, interpretada pro Carrie Ficher, membro da resistência é lembrada até hoje por sua beleza e cultuada no mundo geek.

Flashdance

Em 1983, a jovem bailarina Alexandra Owens, interpretada por Jennifer Beals, encantou e inspirou muitas pessoas em Flashdance. Alexandra trabalhava como operária durante o dia e à noite se entregava às pistas das discotecas, eternizando a música Maniac de Michael Sembello

Footloose

Já em 1984, Kevin Bacon no papel de Ren MacCormack, desafiava os costumes de uma pequena cidadezinha com sua paixão pela dança. E é claro, se apaixona por Lori Singer interpretada por Ariel Moore, que dá forças para enfrentar o durão revendo Shaw Moore.

Clube dos Cinco

No ano seguinte, 1985, cinco jovens infratores precisam passar um sábado no colégio por causa da detenção. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, todos acabam se aceitando e fazendo diversas confissões. O Clube dos Cinco ganhou milhares de fãs na época e encantou o público com a delicadeza de Claire Sandish e a rebeldia e Allison Reynolds.

Curtindo a vida adoidado

Um dos maiores clássicos da década, curtindo a vida adoidado é um sucesso desde 1986. Matthew Broderick interpreta Ferris Bueller, um estudante que pretende matar um dia de aula e curtir a folga com seu melhor amigo e sua namorada, interpretada por Mia Sara.

Dirty Dancing

Em 1987 Jennifer Grey no papel da jovem Baby, viaja com os pais e por acaso acaba conhecendo o professor de dança Johnny Castle estrelado por Patrick Swayze. A jovem aprende a dançar, se apaixona pelo professor e precisa substituir sua parceira de palco. Sim, estamos falando de Dirty Dancing, o filme que inspirou diversos casais com a música Time of my life!


E Lady Gaga continua surpreendendo… Born This Way a caminho.

Para aqueles que já sabem, vos lembro. Para os que não sabem, vos aviso: Born This Way, o novo álbum de Lady Gaga será lançado amanhã, dia 23 de maio.

Sim, novamente farei um post sobre Lady Gaga. Motivo? Não, não é porque sou absurdamente fã da cantora. Nem porque ela é autora das mais variadas polêmicas no cenário pop atual. Bom, pelo menos não só por esse motivo.

Primeiro veio o lançamento do single Born this Way. A promoção em cima da música foi absurdamente grande, mas parece que não chegou a agradar tanto quanto era esperado. Depois veio o lançamento de Judas. Aí novamente vieram as comparações de Lady Gaga com Madonna, já que a rainha do pop lançou singles polêmicos que também abordavam figuras religiosas (vide Like a Prayer e Isaac).

Nos últimos dias saiu The Edge of Glory. Divulgação? Quase nenhuma… E olha a controvérsia: o single surpreendeu os fãs, e MUITO! Sim, eu particularmente sinto certa simpatia por Born This Way e Judas, mas confesso que fiquei realmente impressionada quando escutei The Edge of Glory pela primeira vez.

A letra é excepcional? Não. A melodia é absurdamente cativante? Também não. Mas basta ouvir TEOG uma vez só para perceber o tamanho da carga emocional que a cantora colocou na música. É tocante, é arrepiante, sem contar que Gaga tem um talento musical absurdamente grande. Gostem ou não, isso é inegável.

Não ouviu ainda? Então ouça já!

Talvez esse novo CD demore um pouco para cair nas graças do público. Provavelmente porque as músicas de Born This Way fogem um pouco do padrão. Não que este seja composto por sons alternativos ou grotescos. Pelo contrário. Entretanto, a faixa que mais destoa no álbum todo é Judas. É a única música que não cabe muito bem na temática do álbum.

Em contrapartida, senti uma simpatia muito grande por quase todas. Tenho a nítida impressão que Lady Gaga consegue de fato refletir seu verdadeiro íntimo na maioria das faixas de Born This Way. Ela transparece sinceridade, emoção e talento de sobra em “The Edge of Glory”, “You and I” e “Hair”.

Os frankfurtianos (Escola de Frunkfurt) podem dizer que Lady Gaga é uma cantora totalmente inserida nos padrões da indústria cultural. Podem dizer que faz música pra grande massa e que seu grande objetivo é vender. OK, não discordo. Aliás, nem a própria cantora discorda. Mas, sinto lhes dizer que discordo MUITO quando questionam o talento de Gaga. Isso ela tem, e de sobra. Como disse a própria Gaga quando questionada sobre sua originalidade: “Tire minha roupa, meu cabelo, mas não tire o piano que eu te faço chorar”.

“You and I” – AO VIVO

“The Edge of Glory” – AO VIVO

Helena S. Sylvestre


Jack Johnson em turnê pelo país

Jack Johnson, ídolo, não somente dos surfistas, mas de muitas pessoas que apreciam uma música mais tranquila, fará oito shows no país e a primeira apresentação começa hoje e será em São Paulo dentro do Festival Natura Nós. O evento acontece entre os dias 21 e 22 de maio e tem como proposta celebrar o encontro entre culturas, gêneros e estilos musicais por meio da conexão entre as músicas brasileira e mundial.

Além do bom estilo musical de Jack Johnson, o festival, que já tem ingressos esgotados para o primeiro dia (21), ainda terá shows de Jamie Cullum, Laura Marling, G Love, Maria Gadú e Roberta Sá, entre outros. Devido a presença de artistas renomados, os preços dos ingressos estão bem caros chegando a valores superiores a R$ 400,00.

Jack Johnson volta ao país com uma turnê extensa. As apresentações começarão dia 21 em São Paulo (Chácara do Jockey); dia 24 em Belo Horizonte (Mineirinho Arena); dia 25 em Brasília (Estacionamento do Mané Garrincha); dia 27 em Fortaleza (Marina Park); dia 28 em Recife (Cabanga Iate Clube); dia 2 de junho em Porto Alegre (Gigantinho Arena);  dia 3 em Florianópolis (Stage Music Park); e o último show será dia 5 no Rio de Janeiro (HSBC Arena).

Pra quem não conhece farei um breve histórico. Difícil não conhecer, pois foi até tema da novela global “A cor do pecado” (2004), com a música “Time Like These”, e também fez parte da trilha sonora do filme de animação “George – O Curioso” (2006) lançando o sucesso “Upside Down”.

Jack Hody Johnson nasceu em Honolulu, Havaí, em 18 de maio de 1975, e antes de iniciar sua carreira musical, fazia filmes de surfe. Jack se aproximou mais da música aos 17 anos, quando sofreu um acidente ao participar de uma competição de surfe. Durante sua recuperação começou a compor influenciado por ídolos como Bob Marley, e por incentivo de seu amigo Ben Harper, gravou seu primeiro cd, “Brushfire Fairytales” em 2001. A partir daí ganhou grande notoriedade a nível mundial.

Em 2003, lançou seu segundo álbum, “On And On”. Em 2005, Johnson alcançou o topo de sua carreira com o lançamento de seu terceiro cd, “In Between Dreams”. Em 2008, lançou seu quarto álbum “Sleep Through The Static”, onde toca músicas dedicadas especialmente à família e amigos, e particularmente o melhor álbum de todos. Em 2010, lança seu mais novo álbum intitulado “To The Sea”, e após o lançamento alcançou o 1º lugar nas paradas norte-americana e em vários outros países.

Além de cantor, compositor, músico, cineasta, surfista e dono de gravadora, Jack Johnson é um artista altruísta, pois toda a renda das oitos apresentações será doada para ONGs brasileiras que ensinam arte, música e surf à crianças e adolescentes. Seu altruísmo vai além do Brasil, pois já doou R$ 50 mil do próprio bolso para ajudar pessoas atingidas pelo acidente na usina de Fukushima, no Japão. Exemplo de artista socialmente engajado e que não deixa o estrelismo subir a cabeça.

Já que as condições financeiras não permitem que eu aprecie o som do Jack Johnson ao vivo, ficarei aqui incansavelmente ouvindo no talo sua boa música.

Juliana Santa Rosa
Juliana Santa Rosa

 

 


“Jota Quest 15 Anos na Moral”

Até quem não é muito fã de música nacional se rende ao ”Fácil, extremamente fácil, pra você e eu e todo mundo cantar junto…” Sim, dessa vez escolhi falar dos mineirinhos queridos que desse ‘jeitim’ estão comemorando em 2011 os 15 anos da banda.

Os meninos do Jota Quest apareceram em Belo Horizonte no começo da década de 90 junto com bandas como Raimundos, Planet Hemp e Skank pra agitar o universo rock nacional.  A tentativa era sair da fase ‘Anos 80’, mas essa foi uma mudança que aconteceu aos poucos, mais com cara de adaptação do que contravenção.

É sério! Quem vê os integrantes da banda  usando tênis, calças jeans e camiseta hoje nunca imagina uma foto dessas:

Capa do 1º álbum de estúdio da banda em 1996: J. Quest

O grupo se formou por partes: o baixista Paulo Roberto Diniz Junior, ou só PJ, e o baterista Paulinho Fonseca tinham em comum o gosto musical pelo funk, soul, disco e acid jazz. Na simpatia pela musica black chegou a guitarra de Marco Túlio Lara e o teclado de Márcio Buzelin. E por último – mas não menos importante! – depois de 18 candidatos a voz escolhida foi do analista de sistemas Rogério Flausino.

“A macacada reunida” e estava tudo pronto para o caminho de sucessos que seguem até hoje.

(esq. para dir.) Paulinho Fonseca(bateria); Marcio Buzelin (teclado); Marco Túlio (guitarra); PJ (baixo) e Rogério Flausino (vocal)

E quem não se lembra do desenho Jonny Quest?? É, não é da minha época, mas basta gostar um pouquinho de bons desenhos animados para lembrar do menino loiro e suas aventuras.

Essa criação da Hanna-Barbera Productions foi uma lembrança do baixista PJ que deu origem ao nome do grupo. Ao longo do sucesso, houve algumas mudanças por pequenos (mas muito caros!!) detalhes autorais… Começou como J. Quest (lido Jay Quest) e depois passou a ser o Jota que todos conhecemos…

Algumas histórias também dizem que, por afinidade, em algumas brincadeiras o cantor Tim Maia chamava o grupo de Jota e o nome pegou…

O desenho criado na década de 60 que deu origem ao nome da banda

Muito se fala hoje entre os críticos da música, que da década de 90 até hoje as canções de grande sucesso perderam muito o conteúdo, aquele significado mais ‘profundo e poético das letras’. Nesse sentido, acho que o Jota consegue superar as expectativas, pois faz músicas com certo equilíbrio de significado e melodia que conseguem levar uma mensagem para o público – fãs ou não… Na verdade, acho mais ainda que essa geração da década de 90 ouve coisas diferentes, talvez com mais liberdade, algumas melhores outras não.

Para 2011, parece que os dias melhores da banda chegaram.

Na próxima parada o Jota Quest colocou o pé na estrada e está na turnê “Jota Quest 15 Anos na Moral”. E tem mais, vão marcar presença no Rock in Rio, dia 30 de setembro ao lado de Shakira, Leny Kravitz, Marcelo D2 e outros.

Até hoje, foram 10 discos gravados. Os mineirinhos atingem um público variado, de todas as idades, eclético, que gosta de tudo um pouco. O ritmo que começou quase totalmente soul, hoje ganhou uma cara mais pop, solos de guitarra e bateria, mas sem deixar o estilo próprio e a formação original da banda.

Pra começar a semana de leve, a gente fica por aqui acompanhando a turnê da banda debutante da vez e Ouvindo no Talo o maior sucesso dos mineirinhos do Jota Quest:   “Fácil”

Lilian Figueiredo


Três décadas sem o Rei do Reggae

6 de fevereiro de 1945 – 11 de maio de 1981
No dia 11 de maio de 1981, o mundo chorou com a perda de Robert Nesta Marley, ou somente, Bob Marley, o mais conhecido músico de Reggae de todos os tempos. Marley faleceu com apenas 36 anos em decorrência de um câncer generalizado o qual não foi tratado de início devido a princípios da religião/filosofia rastafári, da qual era adepto.
 
Três décadas depois, completadas nesta quarta-feira, o Rei do Reggae, segue brilhando e de longe perdeu seu trono. Sua vibração positiva move antigos e novos fãs, e homenagens á memória do ícone do Reggae não param de surgir. Uma delas é o lançamento do álbum duplo “Bob Marley and The Waylers, Live Forever” que tem importância histórica para os fãs, pois, registra a última apresentação de Bob antes de morrer.
 

Imagens da família Marley falando sobre o álbum:

No último show em Pittsburgh, EUA, 1980, Marley já sofria as graves consequências do câncer, e diante disso o público estava descrente que ele faria o show. Mesmo abatido, Bob não abandonou o palco e foi ovacionado pelos fãs. Canções como Natural Mystic, Positive Vibration, War, Exodus, entre outras músicas, foram interpretadas com uma enorme energia e uma vivacidade impressionante.

Em Redemption Song, Bob mostra como só precisava de sua voz e de um violão para passar a sua mensagem.

Outra homenagem é o documentário “Marley”, nome inicial que o projeto recebeu, e que será dirigido por Kevin MacDonald, de “O Último Rei da Escócia” (2006). O filme deve ser rodado em países como Jamaica, Gana, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, e tem estreia prevista ainda para este ano. O documentário fará uma viagem pela vida do cantor jamaicano e abordará o impacto global que a música deste lendário compositor de Reggae obteve. Por possuir autorização da família, o filme deve conter diversos documentos e informações importantes, nunca antes divulgadas, além de depoimentos de amigos e familiares.

Os 30 anos da morte de Bob também foi lembrada em uma bela reportagem do Jornal da Globo em 15 de abril. O colunista Nelson Motta, além de fazer um breve histórico da carreira do cantor, fala da importância de Bob Marley para o Reggae no Brasil e no mundo.

30 anos depois, a estrela do Reggae continua brilhando alto, tanto no céu, ao lado de Jah, como na Terra, com suas ótimas canções.

Vibrações Positivas, e ouçam Reggae Music no talo!!!!

Juliana Santa Rosa


Lady Gaga e Judas

Dizer que Lady Gaga é polêmica, já virou uma redundância há muito tempo. E claro, que não seria diferente em seu novo single Judas. O clipe era pra ter sido lançado na páscoa, mas acabou sendo adiado pra esta semana, mas mesmo assim teve uma grande repercussão nas mídias online.

Acredito que esta superprodução deva ter custado alguns milhões de dólares. Obviamente o clipe é cheio de referências bíblicas, crucifixos pra lá e pra cá e trajes inusitados da diva do pop, pra variar. O clipe começa com um bando de motoqueiros, todos eles com jaquetas com nomes dos apóstolos e Gaga está na garupa de Jesus, só que paquerando Judas! Em alguns momentos, Lady Gaga está vestida de Maria Madalena e é até apedrejada nos minutos finais. A produção também contou com a famosa cena do beijo de Judas em Jesus e o lava-pés. Gaga aponta uma arma dourada para Judas e desta arma sai um batom vermelho O.o

Durante a música toda, a cantora diz que está apaixonada por Judas, mas que Jesus é sua virtude.  O clipe conta com vários tons de azul, roxo e vermelho, que deram um tom de agressividade e escuridão ao mesmo tempo. Já a coreografia, achei meio tosco eles fazerem coraçõezinhos com a mão no maior estilo happy rock. E eu tive certeza que já vi aqueles passos antes, só não me lembro de onde!

A única coisa que eu achei meio estranha é que colocaram o Judas num papel de encrenqueiro fanfarrão, que cede aos prazeres da carne. Já o cara que representa Jesus, não tem expressão facial alguma! O máximo que ele faz é distribuir umas bênçãos pela festa e mais nada. Acho que poderiam ter dado mais expressão ao Jesus pra enfatizar mais a dualidade entre os dois personagens.

Com este novo single, Lady Gaga quis levantar mais polêmicas com os religiosos, que já estavam com sapo na garganta desde Born This Way! Polêmica atrai público e maior visibilidade, e isso é o que ela consegue toda vez que lança uma música nova. Marketeiros aprendam com o mestre!

Juliana Baptista

Juliana Baptista

… But I said ‘no, no, no’…

Amy Jade Winehouse

Esse é o hit da cantora que por muito tempo foi sinônimo de polêmica. Essa música fez tanto sucesso porque durante a maior parte da carreira foi a cara dela: Amy Winehouse.

A bonita nasceu no subúrbio de Londres, numa família judia. O pai, Mitchell Winehouse era motorista de táxi e a mãe, Janis, farmacêutica.

Amy não esconde da imprensa que cresceu em uma família com muitos problemas e que isso influenciou em sua vida contribuindo para o consumo de drogas e sua rebeldia na adolescência.

Compositora das próprias músicas, a cantora deixa transparecer em algumas letras episódios da sua vida como o sofrimento de sua mãe quando foi traída pelo pai.

“…and I question myself again: what is it ‘bout men?”

No inicio da carreira, Amy teve algumas bandas menores, amadoras e as pessoas com quem convivia achavam a moça tímida e com pouco talento. Depois de passar pelos pubs em Londres cantando soul, jazz e blues, foi encontrada por um produtor da Island Records onde logo lançou o álbum de estréia: Frank.

Em 2003, com apenas 20 anos, todas as músicas eram de Amy e tinham forte influência do jazz. Muito bem recebido pela crítica, Winehouse teve a voz comparada (positivamente) com outras grandes vozes do jazz.

Amy: Cabelo inspirado nos anos 80 e 6 tatuagens pelo corpo

Mas parece que a combinação da adolescência rebelde de Amy com o sucesso fez com que a marca da cantora deixasse de ser a música e passasse aos escândalos.

Em janeiro de 2008, um jornal inglês divulgou no site um vídeo da cantora usando drogas, resultado… internada! Por causa disso, Amy deixou de cantar na 50ª edição do Grammy no EUA. O visto foi negado e pediram que ela fizesse apenas uma perfomance na Inglaterra mesmo, sem interromper os tratamentos.

Amy bate no fotógrafo que estava de plantão em frente ao seu apartamento em 2008

Entre outros bafões, Winehouse já foi presa duas vezes e se tornou conhecida por estar bêbada nos seus shows, além de ser agressiva com a imprensa e com qualquer um que tente obrigá-la a se tratar!

Sem muita sorte no amor também, o primeiro marido da nossa “amada barraqueira”, Blake Fielder-Civil também foi preso e rendeu altas fotos de barracos no tribunal para a imprensa inglesa e mundial. Como diz em sua música “Love Is A Losing Game”, Amy parecia estar desanimando com o amor…

O segundo álbum foi Back to Black (2006), também de sucesso e com composições próprias. Já se aproximava uma nova fase na vida de Amy, como todos os seus fãs esperavam. A cantora chegou a ter sérios problemas de saúde e depois da última temporada de 8 meses em um espaço de reabilitação no Caribe, todos parecem estar mais esperançosos até mesmo com a aparência dessa menina autentica…

Alguns já falam que Amy está ganhando peso, com aspecto mais saudável e livre da bebida e das drogas. Até mesmo no amor a coisa está mais séria no relacionamento com o diretor de cinema Reg Travis. O comentário do momento é de que a cantora tem o desejo de ser mãe e, com sua melhora física, isso começa a se tornar mais próximo e possível.

A gente se recupera junto com a Amy, acreditando que “Tears dry on their own” como ela mesma compôs no sucesso do álbum Back to Black:

Nós ficamos aqui, curtindo os passeios de Amy pelo Brasil, as trapalhadas dela no palco, aqueles olhos carregados no delineador e aquela boca vermelha.

E o mais importante, Ouvindo no Talo! Com Amy Winehouse!!!

Lilian Figueiredo

Juliana Santa Rosa


10 anos sem o ícone do punk rock

Há uma década o mundo da música perdia Joey Ramone. Jeffrey Ross Hyman, ícone do punk rock e líder de uma das maiores banda existentes do rock in roll, The Ramones. Joey lutou durante 7 anos contra um câncer linfático até falecer no dia 15 de abril aos 49 anos em Nova York, deixando o rock mais triste.

Lembro do dia quando vi a notícia de seu falecimento sendo dada na programação da MTV. Foi triste ouvir que tal fato aconteceu, pois os Ramones é uma das minhas bandas preferidas, e saber da morte do Joey foi lamentável e também uma perda irreparável para o cenário musical.

Joey Ramone 19 de maio de 1951 — 15 de abril de 2001

Em sua adolescência Joey Ramone foi considerado um excluído da sociedade, esquisito e diagnosticado com TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo). Sem qualquer perspectiva de vida, Joey afirma, no documentário “End Of The Century: The Story of The Ramones”, que a música o salvou, pois conseguiu canalizar todos os seus sofrimentos e angústias. Mesmo diante de toda sua esquisitice, o vocalista se transformou em um ícone e ajudou a moldar quase todo o rock in roll feito da década de 70 para frente. Do Motorhead passando pelo punk inglês, a bandas como Nirvana, Green Day ao rock brasileiro é difícil encontrar alguma banda que não tenha a influência musical dos Ramones.

CJ, Marky, Johnny e Joey

Para quem não conhece farei um breve histórico da banda. The Ramones foi uma banda de punk rock criada no Queens, Nova York, em 1974. Originalmente era um trio: Joey Ramone (Jeffrey Ross Hyman – vocal/bateria), Johnny Ramone (John Cummings – guitarra) e Dee Dee Ramone (Douglas Colvin – baixo), logo após o primeiro show da banda o empresário Tommy Ramone tornou-se baterista. O quarteto, além de adotar o sobrenome Ramone que era pseudônimo que Paul McCartney usava nos Silver Beatles, também adotou o mesmo visual, com jaquetas de couro e calças jeans rasgadas. No mesmo ano da formação, a banda realizou sua primeira apresentação no bar CBGB, o refúgio do rock underground nova-iorquino.

 

No documentário “End of The Century: The Story of The Ramones” algumas revelações sobre a banda são feitas e surpreende os fãs. A existência de um clima de guerra entre os músicos, a luta por um sucesso de massa, o estilo tirânico e reacionário do guitarrista Johnny, abuso de drogas, e o fato mais curioso: roubo de namorada, Johnny se casou com a grande paixão da vida de Joey. Ao longo dos 22 anos de existência, os Ramones totalizaram 20 discos, sendo 14 de estúdio e 6 ao vivo e a marca de aproximadamente 2.263 apresentações ao redor do mundo. O último show foi realizado em Los Angeles, Califórnia, dia 16 de julho de 1996.

Não lembro ao certo quando o som dos Ramones entrou em minha vida. Tenho uma vaga lembrança de que conheci a banda quando pequena ao passar as tardes assistindo Kliptonita, programa de vídeos clipes exibido na TV Record em 1991 (aí meus cabelos brancos) e também ao ouvir uma música da banda no filme “Pet Sematary” – “Cemitério Maldito” (1989), baseado na obra de Stephen King.

Joey Ramone tem um álbum solo póstumo “Don’t Worry About Me”, lançado em 2002, com a regravação de “What a Wonderful World” de Louis Armstrong. Uma de suas últimas aparições foi fazendo o papel de si mesmo no sitcom norte-americano “Drew Carey Show”, no episódio os personagens tentam escolher um guitarrista para uma banda e Joey é um dos candidatos. Após a morte de Joey, os Ramones entraram para o Hall da Fama do Rock. E mais dois integrantes faleceram, o baixista Dee Dee Ramone, viciado em drogas pesadas, foi encontrado morto em 2002. Em 2004 foi a vez de Johnny Ramone não resistir a um câncer.

Com poucas notas, letras simples e inteligentes e nada de solos intermináveis, os Ramones criaram um som absolutamente único e é essa singularidade que faz da banda uma das mais influentes da história do punk rock.

E eu seguirei com o sonho de ouvir: “Hey, little girl I wanna be your boyfriend. Sweet little girl I wanna be your boyfriend”.

Ouçam no talo e HEY! HO! LET´S GO!

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa

Roxette está de volta às terras brasileiras!

Sim, jovens mancebos. O Roxette voltou ao Brasil! Depois de a dupla se apresentar dia 12 em Porto Alegre (Pepsi On Stage) e dia 14 em São Paulo (Credicard Hall), Marie Fredriksson e Per Gessle se apresentarão hoje (dia 16) no Rio de Janeiro (CityBank Hall), amanhã (dia 17) em Belo Horizonte (Chevrolet Hall), e no dia 19, para alegria dos fãs paulistas, haverá mais um show em São Paulo (Credicard Hall).

Pra quem curte o Roxette e descobriu só agora que eles vieram para o Brasil, desculpe, mas é muita alienação pro meu gosto! Brincadeirinhaaa!!! Pra quem ainda tem interesse em ver algum dos shows da dupla sueca, acesse o site Tickets For Fun, e garanta seu ingresso!

Bom, mas se você nem sabe quem são Marie e Per, ou não se recorda muito bem da dupla, preste atenção…

Aos novelistas de plantão:


“Listen To Your Heart” – Novela O Sexo dos Anjos – Rede Globo, 1989 


“Spending My Time – Novela Perigosas Peruas – Rede Globo, 1992 


“Milk And Toast And Honey” – Novela Um Anjo Caiu do Céu – Rede Globo, 2001

Aos cinéfilos:


“It Must Have Been Love” – Filme Uma Linda Mulher – 1990

 
“Almost Unreal” – Filme Super Mario Bros. – 1993


“It Will Take A Long Long Time” – Filme Noiva Em Fuga – 1999

Lembrou? Há… Não conhece? Então saiba o que está perdendo!

1986: Esse foi o ano em que surgiu o Roxette. Antes, seus dois integrantes (Marie Fredriksson e Per Gessle) já seguiam carreira musical, ela solo, e ele como integrante da banda Gyllene Tider. Na metade da década de 80, os suecos resolveram unir suas forças e criar um dos maiores ícones da música pop.

Com 33 singles nas paradas de sucesso e mais de 75 milhões de cópias vendidas, pode-se dizer que o Roxette certamente marcou o cenário musical da época. E mais, continua ganhando fãs ao redor do mundo todo até os dias de hoje. Depois de uma operação para retirada de um tumor cerebral, Marie Fredriksson manteve-se fora do foco da mídia por algum tempo, mas nem mesmo a doença fez a moça abrir mão de sua grande paixão: a música.

A dupla ficou parada por alguns anos, mas Per Gessle continuou atuando na banda Gyllene Tider durante esse período. Enquanto isso, o Roxette preparava um retorno triunfal, que aconteceu em 2009. Em 2010, a dupla começa a compor o nono álbum da carreira, e no começo de 2011 “Charm School” é lançado, vindo juntamente com uma grande turnê.

O Roxette esteve no Brasil pela última vez em 1999, mas depois de 12 anos de espera, os fãs brasileiros finalmente vão poder se emocionar novamente com os sucessos de Marie Fredriksson e Per Gessle, dois nomes de grande talento musical. E você? Vai perder essa??

Confira algumas imagens da dupla!

       

OPS! IMAGENS ERRADAS! 


  

                           

AGORA SIM! 

Helena S. Sylvestre


Nem só de mídia é feita a música!

Longe das telas manjadas da televisão e das rádios muito bem pagas, a gente pode encontrar grupos que fazem da música uma verdadeira arte da expressão. Esse é o caso da trupe (como eles se autodenominam) O Teatro Mágico.

A trupe – O Teatro Mágico

O grupo saiu da “cachola” de Fernando Anitelli no final de 2003 e levou esse nome por causa do livro O Lobo da Estepe do escritor alemão Hermann Hesse. “Quando eu li sobre o Teatro Mágico do Hesse, percebi que era justamente aquilo que eu gostaria de montar: um espetáculo que juntasse tudo numa coisa só, malabaristas, atores, cantores, poetas, palhaços, bailarinas e tudo mais que a minha imaginação pudesse criar. O Teatro Mágico é um lugar onde tudo é possível”, explica o criador sobre a criatura que é um dos seus maiores projetos.

O diferencial da música do grupo não é só o fato de serem composições próprias, mas também a poesia que existe nesse conteúdo em termos de rima, musicalidade e significado. Além de cantar, Fernando Anitelli também declama suas letras como é o caso de “Amém”.

 

 

Nada de incompreensível e muito das palavras do nosso cotidiano é o que faz O Teatro ser realmente Mágico. Assim eles colocam em questão as desigualdades da sociedade e assuntos que cercam as relações humanas de maneira bem diferente do que é feito pelos grandes meios de comunicação. Chega a ser um questionamento com cada pessoa sobre o que faz no dia-a-dia e os reflexos que isso tem na sociedade.

 

 

Outra característica dos artistas é a dinâmica de instrumentos que inclui violões, violino, guitarra, baixo, percussão, flauta, gaita, xilofone, bateria e bandolim além da brincadeira com sonoplastia e DJ’s. Essa variedade é o toque essencial para combinar a trupe com bandas como Funk Como Le Gusta e Cordel do Fogo Encantado (este último que hoje não existe mais!) e resultar em participações inesquecíveis.

Tudo pela arte! Os artistas do Teatro Mágico e Fernando Anitelli são fortemente engajados em um movimento que luta pela liberdade de compartilhamento de músicas na internet. Com isso eles participaram da formação e diretrizes do movimento MPB (Música Para Baixar), que também “volta os olhos” – não só dos artistas como também do público – para a questão dos direitos autorais e a censura na web.

MPB – alternativa a pirataria e contribuição à cultura

Nesses anos de estrada, o “TM”, como é chamado pelos fãs, existe em um cenário a parte da grande mídia. Podemos pensar que esta já é uma forma de “protesto”, pois a GRANDE MAIORIA dos “artistas famosos” que vemos nos holofotes por aí, fazem parte de um “grupo de escolhidos” que se encaixam nos padrões das EMPRESAS que são os meios de comunicação. E isso atinge todas as áreas, desde a música até o teatro, o cinema e as notícias.

Superando essas barreiras, O TM inovou e conquistou seu espaço na internet que tem sido um grande meio de acesso e divulgação para o grupo. Com o MPB, Anitelli e sua trupe têm uma alternativa ao grande problema da pirataria existente na web: as parcerias com sites que disponibilizam as músicas e conseguem remunerar os artistas por cada download que é feito! E uma curiosidade: grande parte das bandas que aderem esse movimento também não está sobre os holofotes dos grandes veículos de comunicação. Aquelas, que nós amamos chamar de “alternativas”!

Pra quem curte e pra quem está conhecendo agora, fica aí mais uma composição dessa trupe de sonhos no clipe de “Menina”

 

 

Pra quem quiser entender melhor esse “manifesto pela música”, vale à pena entrar: http://trama.uol.com.br.

Tem também a página na internet do TM, com toda a história do Grupo e a filosofia dessa trupe que vem fazendo uma carreira marcada por um “sucesso” fora do comum: http://oteatromagico.mus.br.

Com certeza, eu fico por aqui Ouvindo no Talo O Teatro Mágico!!!

Lilian Figueiredo


Um pouco mais de Maria Bethania

No dia 20 de março eu postei uma matéria aqui no blog sobre a polêmica que foi gerada em torno de Maria Bethania e o ministério da Cultura, o MinC, para a produção de seu blog “O Mundo Precisa de Poesia”.

O blog ainda é motivo de repercussões na mídia. Hoje, 06 de abril, o Jornal do Brasil postou em seu portal na Internet uma matéria sobre o Ministério da Cultural criticando a programação musical das rádios. A ministra da cultura, Ana de Holanda, falou sobre essa questão e aproveitou a oportunidade para fazer uma declaração à respeito do blog de Bethania.

O Jornal do Brasil publicou a seguinte fala de Ana de Holanda:  “Todo mundo gosta da Bethânia. Ela tem capacidade de obter recursos [sem a necessidade da Lei Rouanet], mas a iniciativa privada está muito viciada e só dá [dinheiro] mediante lei de incentivo. Não compete ao ministério fazer uma avaliação de qualidade, se [o projeto] é bom ou não. Agora, acho que todo mundo ter acesso a 365 gravações da Bethânia lendo poesia, que está tão esquecida, é interessante. O valor eu não vou discutir porque foi analisado por comissões específicas”. A ministra ainda fez questão de dizer que a Lei Rouanet deve ser “aperfeiçoada” para evitar que os empresários possam escolher os projetos em que vão investir pensando somente no lucro que terão em termos de publicidade.

Ana de Hollanda: a nossa ministra da cultura

Uma curiosidade, Ana disse que não é responsabilidade do Ministério da Cultura julgar a qualidade e o comprometimento artístico do projeto, mas somente direcionar as verbas para os vários projetos de todas as regiões do país de maneira justa.

Mas enfim, enquanto o blog de Maria Bethania não entra na rede, nós da equipe do TPMidia fizemos questão de relembrar a carreira musical dessa artista no nosso primeiro programa veiculado pela Radio Unesp Virtual. No quadro “De volta para o Futuro” contamos os sucessos de Bethania.

Pra começar, nada melhor do que Fera Ferida, clássico indiscutível de Bethania! Lembrando que as músicas foram colocadas por ordem de preferência e não cronológica!

Maria Bethania nunca foi tão criticada ao longo de sua carreira de nada menos que 46 anos como agora, por causa do blog. A baiana é a segunda artista feminina em vendagem de discos no Brasil e a maior da MPB, com mais de 26 milhões de cópias vendidas.

Maria Bethania Viana Teles Veloso nasceu no dia 18 de junho de 1946, na cidade de Santo Amaro da Purificação, Bahia. É a filha caçula de Dona Canô e Sr. Zezinho. Quem escolheu seu nome foi ninguém menos que Caetano Veloso, seu irmão, 4 anos mais velho. Nota-se que a vocação para a música é coisa de família!

Caetano, Dona Canô e Bethania

Em 65, Bethania conheceu Nara Leão e fizeram uma parceria. Dessa junção de vozes femininas surgiu uma nova etapa na carreira e com ela o primeiro sucesso nacional e popular de Bethania: Carcará.


A marca de Bethania é mesclar as músicas com trechos de poemas e textos literários. Essa foi sua maior inovação musical, conquistando um público fiel. Ao mesmo tempo em que essa característica é admirável em Bethania, ultimamente foi o maior alvo das polêmicas.

Em 76, Bethania criou o grupo Doces Bárbaros com Gil, Caetano e Gal. O disco dos baianos virou tema de filme, DVD, enredo da Mangueira em 94 e até uma apresentação especial para a rainha da Inglaterra. Um dos grandes sucessos da banda hippie foi Fé cega, faca amolada.


A partir dos anos 70 Bethania lançou outros grandes sucessos como Explode Coração, uma gravação da música de Gonzaguinha que ganhou o público e inspirou até uma novela na Rede Globo.


Em 2005, Bethânia lançou seu último cd. Foi uma homenagem a Vinicius de Moraes intitulado Que Falta Você Me Faz. O disco traz músicas de Vinicius e, mais uma vez, o diferencial de Bethânia: poemas e textos intercalados às musicas.

Bethânia comemorou 40 anos de carreira em uma turnê pelo Brasil e exterior com o show Tempo, tempo, tempo, tempo. O álbum trouxe seus maiores sucessos, entre eles a interpretação de Olhos nos Olhos, de Chico Buarque.


Nessa semana, Bethania subiu no palco da Faap para fazer a leitura de poemas no mesmo estilo em que serão postadas no futuro blog. Foi sua primeira aparição pública profissional depois das polêmicas geradas em torno do blog e do Ministério da Cultura.

Talvez essa apresentação tenha entrado para o hall dos shows mais tensos de sua carreira. Segundo pessoas da platéia, Bethania estava visivelmente nervosa e apreensiva e a produção pediu a contratação de mais dois seguranças pessoais.O clima ficou um pouco tenso, mas ao final da apresentação Bethania foi aplaudida e teve até pedido de bis.

Isso mostra que a população não é contra os projetos culturais, muito pelo contrário, o público apóia e aplaude iniciativas como a de Bethania, mas o problema é a origem da verba milionária: o dinheiro público.

Helena Ometto


The Runaways

Em 1975 surgia a primeira banda feminina de rock n roll do cenário americano, o The Runaways. A idéia de ter uma banda formada só por garotas foi da jovem Joan Jett, que com apenas 17 anos tinha abandonado a escola para se dedicar a uma carreira musical. Joan conheceu o empresário Kim Fowley e mostrou a ele sua idéia, Kim apresentou a Jett a outras futuras integrantes: Cherie Currie, Lita Ford, Sandy West e Micki Steele.

E em 1976, o empresário conseguiu que o Runaways fizesse alguns shows na Califórnia e as garotas começaram a ganhar fama por onde passavam. No mesmo ano, Micki deixou a banda e foi substituída por Jackie Fox. Com a nova formação, as Runaways conseguiram assinar um contrato com a Mercury Records e lançaram seu primeiro disco, intitulado The Runaways. Foi deste disco que saiu o primeiro hit da banda, a música Cherry Bomb, que se tornou a marca registrada da vocalista Cherie Currie.

Com o primeiro disco lançado, a banda fez uma turnê por todo os Estados Unidos, a maioria dos shows tinha seus ingressos esgotados e chegaram até a abrir shows para artistas consagrados da época como Van Halen.

Em 1977 o Runaways lança seu segundo disco o Queens of noise e então saíram para uma turnê mundial. As garotas foram recebidas no Japão com uma recepção a lá Beatles – cheia de jovens histéricas gritando, chorando, tirando fotos e querendo autógrafos das integrantes. A aceitação dos fãs japoneses foi tão positiva, que a banda gravou um álbum ao vivo o Live in Japan. Em meio a turnê, a baixista Jackie Fox abandonou a banda e Joan Jett teve que assumir o baixo até encontrar Vickie Blue.

Quando tudo parecia estar indo bem, Cherrie Currie resolve sair da banda e mais uma vez Joan Jett teve que se desdobrar, saiu dos backing vocals e assumiu a voz principal. Neste mesmo ano elas lançaram o álbum Waiting for the night e saíram em turnê com a banda punk mais famosa da época, os Ramones.

Em 1978 depois de algumas brigas e desentendimentos financeiros, o Runaways rompeu com o empresário Kim Fowley e contrataram o mesmo empresário da Blondie e Suzi Quatro. As garotas também romperam com a gravadora Mercury e Vicki Blue deixou a banda sendo substituída por Laurie McAllister. Com a formação nova, lançaram seu último álbum o And now… The Runaways.

Em 1979 a banda acabou oficialmente. A crítica americana estava pegando muito no pé da banda por causa do entra e sai de integrantes e também porque o preconceito era muito grande já que a banda era composta apenas por garotas que escreviam e tocavam suas próprias músicas. Também houve divergências internas da banda, já que Joan Jett queria seguir uma linha mais punk e Lita Ford preferia as influências heavy metal. O The Runaways teve uma vida curta, porém até hoje é inspiração para milhares de garotas adolescentes e exemplo de que garotas podem sim fazer rock n roll.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 


A descoberta de um vinil incrível.

Depois de uma longa demora, finalmente escrevo meu primeiro post, e escreverei a respeito de uma incrível descoberta: o som da banda The Smiths, mais especificamente do vinil “Hatful of Hollow”. Farei um breve histórico da banda para aqueles que não a conhecem:

The Smiths foi uma banda inglesa formada em 1982 na cidade de Manchester, tendo como integrantes Morrissey (vocal), Johnny Marr (guitarra), Andy Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria). Considerada uma das bandas mais relevantes a surgir no cenário britânico de música independente da década de 80 e rotulada como banda de rock alternativo, prefiro rotular como boa música. Foram lançados quatro álbuns de estúdio, diversos singles e compilações. A banda se separou em 1987 devido a desentendimentos entre o vocalista Morrissey e o guitarrista Johnny Marr.

Entre pertences do meu querido e saudoso irmão encontrei alguns vinis, e um destes em especial me chamou atenção, um vinil azul de capa dupla. Já conhecia algumas músicas do quarteto inglês, aquelas famosinhas tocadas nas rádios como “Ask”, “The boy with the thorn in his side”, “How soon is now” e “Heaven knows I’m miserable now“ (estas duas últimas são faixas do vinil), mas quando coloquei o vinil no toca-discos foi uma descoberta incrível ouvir cada canção presente nele. Boas músicas do inicio ao fim.

A coletânea “Hatful of Hollow” lançada em 1984 (aí meus cabelos brancos, kkkkkkkkkkk), é uma compilação de singles e versões de músicas gravadas para shows. Além do delicioso ruído, o disco traz 16 ótimas faixas, citarei algumas, como “William, it was really nothing” a qual da vontade de sair dançando loucamente pelo quarto, e a conhecida “How soon is now?”que ganhou uma versão com outra banda para a abertura do seriado “Charmed” (reprisado pelo canal a cabo Liv), ambas faixas do lado A. Já o lado B traz, a também conhecida, “Heaven knows I’m miserable now”, para sair cantarolando alto por aí, e a última faixa “Please, please, please, let me get what I want” para ouvir em um momento mais tranquilo.

Atualmente não há banda que se compare a qualidade sonora dos The Smiths, e pena que os desendentimentos entre os integrantes puseram fim a uma banda tão excelente. Para quem não conhece, recomendo que busquem conhecer o som da banda, e tenham uma descoberta tão incrível como a minha. E o mais importante: ouçam no talo!!!!!!!!!!!

 

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa

 


Lady Gaga na boca do povo (como sempre)

Parece que ultimamente a cantora Lady Gaga anda gerando mais polêmica do que quando começou a “sangrar” no palco do VMA 2009 e quando apareceu vestida de carne (SIM! Pasmem, vegetarianos. CARNE MESMO!)  no VMA 2010. Motivo? O lançamento de Born This Way, o novo single da cantora que prometia ser o novo hino gay do século XXI. Seria essa mais uma bizarrice genialmente criativa na carreira de Lady Gaga? Parece que não, e foi justamente por isso que os fãs ficaram “revolts”.

A letra da música (escrita pela própria Gaga, as always) é ótima, mas a melodia de Born This Way foge bastante do estilo Gaga de ser. Ao que tudo indica, a cantora teve a intenção de “ressuscitar” o pop dos anos 80 e início dos anos 90. Particularmente, achei que a música é empolgante (será que é porque sou pouco viciada em música mofada?), incentivadora e com certeza vai fazer muita gente bater cabelo nas baladas. Mas estão dizendo por aí (mídia, mídia, mídia) que Born This Way tem uma melodia absurdamente parecida com Express Yourself, da Madonna (década de 80). Seria essa uma singela homenagem da nova diva à eterna rainha do pop, seria esse um equívoco dos fãs, ou Lady Gaga teria feito essa semelhança de maneira proposital para gerar a necessária polêmica? Afinal, positiva ou negativamente, a música da cantora foi parar nos TT’s World do Twitter em questão de milésimos de segundo.

Mas o que mais me indigna, é quando dizem que Madonna era autêntica e tinha pelo que realmente lutar. No caso de Express Yourself, é um hino feminista que incentiva a liberdade de expressão feminina. Atualmente, dizem por aí que Lady Gaga é só um produto da mídia sem qualquer valor agregado, já que supostamente as novas gerações são “vazias” e não têm pelo que lutar. Será que isso é verdade? Realmente não temos pelo que lutar? E as identidades? Ou melhor, as perdas de identidade. Onde é que ficam nesse rolo todo? Antes as mulheres lutavam pra ganhar espaço na sociedade, e hoje? Hoje os indivíduos lutam pra encontrarem a si mesmos em uma sociedade na qual padrões são impostos, e o que foge disso é marginalizado. E parece que músicas “auto-ajuda” andam em alta nos últimos tempos. Vide “Firework” da Katy Perry.

Born This Way incentiva a aceitarmos as individualidades e características das pessoas, sejam elas heterossexuais, gays, lésbicas, bissexuais, transsexuais, brancas, negras, orientais, gordas ou magras. É, portanto, uma música com uma letra excepcional combinada com uma melodia colocada em xeque quanto a sua originalidade. De qualquer maneira, gostaria de parabenizar Lady Gaga por trazer à tona palavras de incentivo à aceitação de quem somos e como somos, agrade ao próximo ou não.

Helena Sylvestre

Helena Sylvestre

 


Vencedores do Grammy 2011

Aconteceu nesse último domingo, 13 de fevereiro no Staples Center em Los Angeles, a 53ª edição do Grammy. Nada menos do que a principal premiação de música dos EUA. Figurinhas carimbadas passaram pelo red carpet, porém o mais inusitado e comentado foi Lady Gaga dentro de um ovo gigante carregado por súditos mau encarados. Gaga se apresentou com a tão aguardada e criticada Born This Way, porém a performance foi pouco criativa e inusitada (já que sempre se esperam apresentações trisarrésimas vindo dela e essa foi bem fraquinha!).

Os canadenses do Arcade Fire ganharam como melhor álbum, não tenho nada contra a banda, mas sempre achei o som deles meio mortinho, sabe? Mas sei lá, pode ser um álbum bacana pra ouvir enquanto dirige, com aquelas musicas tchurururú…

Nas categorias canção e gravação do ano, Lady Antebellum levou as duas. Confesso que nunca tinha ouvido falar deles e pesquisei no youtube depois de ter visto no site do Grammy. Daí eu percebi que já tinha ouvido I Need You Now no rádio algumas vezes.  Sou suspeita pra comentar, porque não gosto da pegada pop que eles tem, a voz da Hillary Scott é meio enjoada, parece a voz de todas as mocinhas com cara de boazinhas que tocam no rádio. (Pareço não gostar de nada, mas não é seeempre assim 🙂 )

Já a artista revelação Esperanza Spalding, (que derrotou o queridinho da mulecada Justin Bieber) me surpreendeu com seu talento. Ela tem uma voz muito bonita além de tocar contrabaixo e cantar em três idiomas, o que não é coisa que qualquer um faz! Não sou muito ligada em jazz, mas gostei das poucas músicas que ouvi. Também achei merecido o prêmio de Melhor Álbum de Rock do Muse, dos indicados, sinceramente eles eram os únicos que mereciam ter ganhado! 😉

Então vamos a lista geral dos indicados e ganhadores do Grammy 2011

Álbum do ano

Arcade Fire – The Suburbs
Eminem – Recovery
Lady Antebellum – Need You Now
Lady Gaga – The Fame Monster
Katy Perry – Teenage Dream

Canção do Ano

“Need You Now” – Lady Antebellum
“Beg Steal or Borrow” – Ray LaMontagne And The Pariah Dogs
“Fuck You” – Cee Lo Green
“The House That Built Me” – Miranda Lambert
“Love the Way You Lie” – Eminem Featuring Rihanna

Gravação do Ano

Lady Antebellum – “Need You Now”
Eminem e Rihanna – “Love the Way You Lie”
B.o.B e Bruno Mars – “Nothin’ On You”
Jay-Z e Alicia Keys – “Empire State of Mind”
Cee Lo Green – “Fuck You”

Artista Revelação

Esperanza Spalding
Drake
Justin Bieber
Florence and the Machine
Mumford & Sons

Melhor Álbum Pop

Lady Gaga – The Fame Monster
Justin Bieber – My world 2.0
John Mayer – Battle Studies
Katy Perry – Teenage Dream
Susan Boyle – I Dreamed a Dream

Melhor Performance Pop por uma Dupla ou Grupo

Train – “Hey, Soul Sister (Live)”
Elenco de Glee – “Don’t Stop Believin’ (Regionals Version)”
Maroon 5 – “Misery”
Paramore – “The Only Exception”
Sade – “Babyfather”

Melhor Álbum Rap

Eminem – Recovery
B.o.B – The Adventures of Bobby Ray
Drake – Thank Me Later
Jay-Z – The Blueprint 3
The Roots – How I Got Over

Melhor Álbum Rock

Muse – The Resistance
Jeff Beck – Emotion & Commotion
Pearl Jam – Backspacer
Tom Petty And The Heartbreakers – Mojo
Neil Young – Le Noise

 

 

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 


Strokes lançam seu single Under Cover of Darkness

Saiu hoje a nova música do Strokes que pode ser baixada gratuitamente pelo site oficial da banda www.strokes.com/download. O single ficará disponível para download apenas até os próximos dois dias, então corra! A faixa também estará disponível em uma edição limitada em vinil de sete polegadas.

Under cover of darkness é primeira música lançada do novo álbum “Angles”, que será sairá em 21 de março. Os Strokes não lançavam nada desde 2006 e parecem que voltaram muito bem, com seu som inconfundível.

 

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 


Os quatro acordes

Eu gosto bastante dos vídeos do pessoal do Scriptease.Tv e esse dos quatro acordes já é meio antigo mas eu acho muito interessante. Os caras devem ter pesquisado bastante pra achar todas essas músicas e o resultado foi muito bom! Você vê o vídeo e percebe que nenhuma banda é realmente criativa de verdade.

O vídeo do pessoal brasileiro provavelmente foi baseado no dos caras do The Axis of Awesome

Juliana Baptista