A Fúria Feminina!

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Meme da Semana: Para nossa alegria

Um vídeo simples com três pessoas cantando uma música gospel. Mas cantando mal, muito mal.

Até aí nenhuma novidade, o Youtube está cheio de cantores fail! Mas o que me surpreendeu foi que Para Nooooossa Alegria em apenas 3 dias já tem mais de 7 milhões de visualizações só no Youtube. Ontem a noite, dos 10 vídeos mais vistos da seção Humor do Youtube, 8 eram Para nossa alegria, 1 era uma versão de umas garotas imitando este vídeo e só 1 não tinha nada a ver com o meme da semana,

Então, qual é a diferença deste vídeo e dos outros cantores sem noção que permeiam a internet?

1º Tem a senhora mãe do Jefferson e da Suelen que fica puta quando o garoto grita o refrão

2º Porque ele começou a ser divulgado pelos blogs mais famosos da intrwebs (eu mesma assisti no Não Salvo)

Blogs popstar da internet como Não Salvo, Não Intendo, Jacaré Banguela, conseguem atingir um ENORME número de pessoas em um curtíssimo espaço de tempo. Pensem que esses blogs possuem milhares de visitas diárias e estes visitantes compartilham seu conteúdo pelas redes sociais. E quando você vê, todo mundo só está falando da mesma coisa.

Os blogueiros são os gatekeepers da internet e por diversas vezes, também acabam pautando a mídia tradicional. Quando algum meme faz muito sucesso, acaba aparecendo em algum programa de TV ou ganha um espacinho nos portais de notícia.

Não se surpreenda se no final de semana este trio aparecer em algum programa de “entretenimento” dominical. Já faz um tempo que tais programas andam se pautando por estes virais da internet e acabam deixando mais popular algum conteúdo que era exclusivo da web.

O que eu achei interessante foi a paródia que a Luciana Mello, Jair Oliveira e Jair Rodrigues fizeram para promover o show deles. Ficou sensacional, eles imitaram muito bem!

Depois do sucesso do vídeo, apareceram algumas versões (claro!) e algumas imagens no Facebook para noooooossa alegria.

E adivinhem, as imagens acima foram obra do Cid do Não Salvo. Além de “lançar” os memes, ele consegue potencializar o viral fazendo o assunto render mais um pouco.

Eu tenho medo da internet.

Juliana Baptista

Juliana Baptista


Kony 2012, Revoluções de Sofá e a Disfunção Narcotizante

O vídeo que chamou atenção de muitas pessoas na última semana foi o Kony2012. O vídeo de 30 minutos que mostra a proposta da ONG Invisible Children em tornar Joseph Kony em um cara famoso. Mas a fama deste homem não seria positiva, já que a ONG quer conscientizar o público das atrocidades feitas por este homem contra milhares de crianças africanas. Só o vídeo postado no Youtube, sete dias atrás, já tem quase oitenta milhões de visualizações, se tornando o maior viral de todos os tempos.

Mas claro que junto com o vídeo, vieram as críticas. A ONG Invisible Children foi acusada pelas grandes mídias de enriquecimento ilícito, de doar apenas uma pequena porcentagem das doações para caridade de fato, que seus membros podem estar envolvidos com grupos rebeldes armados e que os Estados Unidos tem interesse no país por causa de possíveis reservas de petróleo.

Mas a principal questão que gostaria de levantar é sobre a Revolução do Sofá. Muitas pessoas criticam o ciberativismo e caímos no problema da disfunção narcotizante. Tal disfunção, discutida pela Teoria da Comunicação, trata do excesso de informação que a massa recebe e as torna menos crítica. Sabe aquela falsa sensação de “fiz a minha parte” só porque repassou a informação para outras pessoas? Então, é mais ou menos isso.Image

Óbvio que você não vai se tornar um ativista só porque assistiu a um vídeo de 30 minutos e descobriu que crianças africanas são sequestradas e forçadas a fazer parte de um grupo rebelde. Óbvio que a vida dessas crianças não vai mudar só porque você deu um “like” no Facebook e retuitou uma mensagem da ONG no Twitter. A questão é que mesmo que as pessoas não possam fazer  mudanças efetivas no conforto de seus lares, elas podem se engajar em uma ideia e conscientizar outras pessoas.

O vídeo do Kony só se tornou um viral porque mobilizou algumas pessoas que se sentiram comovidas e “aderiram” sua causa. De uma forma ou de outra, isto é um engajamento social. Fazer com que esta juventude individualista pense em alguma coisa além de seus próprios problemas, já é algo positivo. (Pense que muita gente nem sabia onde ficava a Uganda e quantas delas ainda achavam que a África é um país).

De tanto ser citado no Twitter e ter compartilhamentos no Facebook, Kony teve uma visibilidade maior do que tinha uma semana atrás. A mídia tradicional foi “forçada” a falar sobre isso em seus portais de notícias e telejornais. Particularmente acho que esta tática de usar as redes sociais e a cultura participativa para interferir nos meios de comunicação tradicionais, é válida. No mundo online, as iniciativas colaborativas podem alterar o papel do gatekeeper e dar visibilidade a causas pouco valorizadas.

A “população” das redes sociais é maior do que de muitos países e não há como negar sua influência e poder de disseminação de informações entre as pessoas. Claro que entre esses 80 milhões que se conscientizaram com a causa, muitos continuarão em frente as telas de computador, mas quantos deles realmente são pessoas que tem vontade e fazer alguma coisa e só estão precisando de um empurrãozinho? Não que você aí da sua casa possa mudar a vida de alguém na África, mas pode começar com iniciativas locais.

ImageMas também não podemos deixar os pontos negativos de lado: muitos só assistiram o vídeo, curtiram a página e não foram checar se a história narrada pelo vídeo realmente era verdadeira. Não tiveram nem a capacidade de abrir uma nova aba e dar uma pesquisadinha rápida no Google. Com esse péssimo hábito de não checar a notícia em outras fontes, o leitor fica mais passível de manipulação de opinião pública. (compartilhar informações equivocadas podem dar uma dor de cabeça inimaginável)

Não creio que o X da questão seja se as revoluções de sofá realmente são efetivas, mas sim a diferença que ela faz na vida dos usuários das redes sociais. Se você vai sair de casa, fazer um protesto, interditar uma avenida (e se isso realmente é efetivo) é uma incógnita. Se o viral deu uma visibilidade maior ao Invisible Children e 80 milhões de pessoas conheceram Joseph Kony, isso se pode afirmar sem sombra de dúvida.

Juliana Baptista

Juliana Baptista


Rafinha Bastos: o humor, o ego e o insulto

Depois de vários comentários dispensáveis, Rafinha Bastos foi convidado a “tirar uma folga” do CQC. No programa de ontem, Monica Iozzi substituiu o humorista na bancada e deu a desculpa de que Rafinha estava com cãibra na língua, por isso não estava apresentando o programa. Segundo a Band, Rafinha foi afastado do CQC, mas não da Liga, talvez seja porque na Liga o programa segue um roteiro, já no CQC o que rende dor de cabeça aos produtores são os comentários “improvisados” do apresentador.

Nesta semana, o humorista estampou a capa da Veja São Paulo, que o denominava O Rei da Baixaria e trazia a foto de Rafinha com um chapéu de bobo da corte. A revista trouxe uma reportagem sobre as piadas ofensivas que ele já protagonizou e afirma que no Brasil, os humoristas se escondem por trás da desculpa da liberdade de expressão.

A matéria trouxe a opinião de vários humoristas sobre as atitudes e brincadeiras de mau gosto do comediante. Também não esqueceu de mostrar o que pensa “os ofendidos” pelas piadas, relembrando das outras declarações que insultaram judeus, mulheres vítimas de abuso sexual e deficientes mentais. Deu a voz a Rafinha também, que preferiu não comentar muito sobre sua postura.

Porém o que mais irritou a mídia e alguns telespectadores foi o deboche de Rafinha ontem pelo twitter:

E nas fotos, ele aparecia com modelos gostosonas ao lado da TV que transmitia o CQC, outra foto está numa banheira com uma mulher lendo a Veja citada acima e na última, sendo massageado por uma moça de lingerie. Isso mostra que o humorista além de querer “ficar por cima” da situação, está tentando provar que seu afastamento não o atingiu e que não existe arrependimento em relação às suas declarações.

O que pode surpreender alguns, é o fato de seus seguidores do Twitter apoiarem a atitude do humorista. Nas fotos, muitas pessoas postaram mensagens de apoio e mais uma vez aplaudiram o deboche e a ironia de Rafinha. Fatos como estes apenas inflam o ego do rapaz e mostra que não importa o que ele faça, sempre terá alguém para aprovar suas atitudes. Não é a toa que ele possui o título de “pessoa mais influente do Twitter”.

Vários seguidores defendem a “liberdade” de expressão. Mas a discussão é: que liberdade e até onde ela vai? No momento em que se tem um canal de comunicação com abrangência nacional, é necessário medir as palavras e pensar duas vezes antes de falar qualquer coisa.  Talvez essa polêmica nos mostre a identidade do público de Rafinha Bastos: pessoas que apóiam insultos, engolem qualquer coisa sem questionar e não possuem senso crítico.

Pessoalmente, gosto de alguns quadros do CQC e sempre tive uma certa simpatia por Rafinha, mas confesso que de uns tempos pra cá reconheço que o sucesso “lhe subiu à cabeça” e o programa está pecando em qualidade.  Não podemos colocar o CQC no patamar “Pânico”, em que o escracho e baixaria são prioridades e que o público é tratado como uma massa de acéfalos sedentos por nudismo e riso gratuito. Mas faz alguns meses que o programa anda repetitivo e meio que perdeu a proposta de humor saudável com prestação de serviço.

A atitude arrogante de Rafinha fez com que o programa corra o risco de perder anunciantes. Hoje, na coluna Outro Canal da Folha de São Paulo, saiu a informação de que Marcus Buaiz (o marido de Wanessa Camargo) e Ronaldo (“o fenômeno”) estão ameaçando retirar os anúncios do CQC depois das atitudes inconseqüentes do apresentador. O programa lidera o faturamento da emissora e cobra R$130 mil reais por 30 segundos de comercial e os merchandings variam de R$240 mil a R$2,4 milhões. A Band ainda não se pronunciou sobre o caso, mas como todo mundo sabe, quando mexe no bolso, a situação muda de cara. Provavelmente esse ocorrido ainda vai dar muita discussão e repercussão.

Deve-se lembrar que antes de ser humorista, Rafinha Bastos é um comunicador. E quando se trata de meios de comunicação de massa, existem muitas coisas envolvidas. Não existe essa de “dane-se, vou falar o que quero”, o comunicador antes de tudo tem um papel social e um compromisso com o público. A empresa de comunicação deve se preocupar com a ideologia que está transmitindo e qual é a impressão que ela quer passar. Comunicadores despreparados e inconseqüentes podem dar audiência, mas não credibilidade.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Camila Vallejo em protesto da UNE: abordagens da Carta Maior e da Veja

No fim do mês de Agosto, os veículos de comunicação foram tomados por notícias sobre a vinda de Camila Vallejo para Brasília. A jovem chilena de 23 anos é líder do movimento estudantil do Chile, e foi convidada para participar do protesto da União Nacional dos Estudantes (UNE), no Brasil.

Entre os veículos nacionais que deram destaque ao fato, estão a publicação eletrônica Carta Maior e a revista Veja. E, como ambas têm posicionamentos políticos e ideológicos muito contrastantes, o enquadramento que cada uma delas deu ao acontecimento tomou rumos opostos.

Por este se tratar de um movimento que tem como principal propósito combater o neoliberalismo, afim de que a educação pública no país tenha uma qualidade maior, ou seja, por se tratar de um movimento “de esquerda”, Carta Maior optou por retratar Camila como uma heroína, com um perfil construído com base nas maiores qualidade da estudante: garra, esforço, compromisso e obstinação. A matéria é totalmente focada na personagem protagonista, e isso fica explícito através da entrevista “ping-pong” que a revista realiza com ela. Sendo assim, é dado um grande destaque e importância às idéias da líder estudantil chilena, a partir da construção de perguntas que possibilitam um posicionamento favorável aos ideais esquerdistas de Camila Vallejo. Isso fica explícito, por exemplo, ao final da entrevista, quando Carta Maior questiona Camila sobre o destaque que a mídia está dando para sua beleza física em detrimento das suas habilidades intelectuais. Como resposta, ela diz que os “ataques” vêm da direita política, que segundo ela, detém a grande maioria dos veículos de comunicação.

Em contrapartida, a revista Veja, de direita política, usa as características de Camila para desmerecê-la, ou tirar credibilidade de seus argumentos. No início da matéria, Veja dá a entender que a garota só está ganhando destaque nas mídias, em partes, por ser bonita. A seguir, a matéria diz que Camila quer uma intervenção estatal na educação no país, mas Veja tira o valor de seus argumentos quando deixa explícito que foi justamente esse modelo econômico (o neoliberalismo) que tirou o Chile do atraso econômico.

Na segunda parte da matéria, Veja fala sobre a manifestação em Brasília feita pela UNE, mas novamente a revista tenta descredibilizar o movimento, ao dizer que, embora o movimento estudantil tenha elaborado uma lista de 43 reivindicações, nenhuma delas diz respeito à corrupção ou transparência do governo Brasileiro (que atualmente é dirigido pela esquerda política).

É possível perceber ainda, que, embora o título da notícia seja outro, no link da matéria no site da revista, lê-se: une-ignora-corrupcao-em-protesto-na-capital. Ou seja, para defender seus ideais políticos, Veja tenta desviar o foco do protesto contra o modelo neoliberal para a omissão dos protestantes com relação à corrupção do atual governo brasileiro.

 Helena S. Sylvestre
Helena S. Sylvestre

 


A trágica cobertura do Rock In Rio

Um grande evento. Sites de notícias desesperados e canais de TV despreparados. Isso foi o que podemos ver na cobertura do Rock In Rio quatro.

Com apenas três dias de evento, a mídia já conseguiu proporcionar uma overdose de Rock In Rio nos telespectadores e internautas. Quem não tinha interesse no evento, não tinha como escapar da avalanche de informações e cobertura intensa. O evento foi tratado como “o carnaval da vez”. Mesmo sendo alvo de críticas, o Rock In Rio deste ano rendeu poucas matérias críticas. A mídia em geral, cobriu o evento como se ele fosse a Copa do Mundo, como se o país tivesse parado pra ele acontecesse.

A Globo prometeu muito, mas exibiu apenas segundos contados das apresentações e o Fantástico deste domingo trouxe alguns perfis de bandas, entrevistas e uma curtíssima transmissão. Quem estava dependendo da TV aberta para acompanhar o evento, teve que se contentar com matérias superficiais e segundos de shows.

Já a Multishow, só falava de Rock in Rio. O canal da TV paga exibiu todos os shows principais na íntegra e fez uma cobertura intensa do evento. Boa opção pra quem queria acompanhar o evento de casa. Mas só pra quem tem paciência e muita paciência.

As VJs Didi Wagner e Luisa Micheletti mostraram falta de experiência e desenvoltura, soltando as mais diversas pérolas. Já Dani Monteiro tinha a árdua tarefa de entrevistar o público entre os intervalos de shows. Obviamente fazendo perguntas desnecessárias, sendo alvo dos engraçadinhos da platéia e ganhando destaque na internet por entrevistar celebridades embriagadas no maior estilo Amaury Júnior.

Já Beto Lee, que também tinha a missão de entreter o público com informações dispensáveis nos intervalos, também nos proporcionou uma enxurrada de besteiras e comentários sem sentido. Beto tinha que encher lingüiça, mas não sabia como. Teve uma hora em que ele falava de experiências pessoais e até uma possível ligação do Motorhead com a Astrologia.

De longe, a cobertura da Multishow foi a pior em termos televisivos. Uma equipe pequena, apresentadores e repórteres despreparados e desinformados e falta de reportagens entre os intervalos marcaram a programação durante as 12 horas de evento.

Em relação aos sites de notícia, a cobertura despreparada não foi muito diferente. O G1 para encher a página especial do Rock In Rio, fez várias matérias desnecessárias além da cobertura dos shows.

Podemos nos deparar com matérias do tipo “Vote no visual metaleiro das famosas” ou “Cabeludos fazem escova e hidratação” e até mesmo “Veja as fotos da moda dos fãs de metal”. Que não ficaram restritas à seção EGO.

Mas a cobertura mais desesperada foi da Folha.com. No twitter da seção Ilustrada, dedicada ao entretenimento e cultura, a cada minuto surgiam matérias dispensáveis.  A Folha.com se preocupou em encher os internautas de informações, mas não que elas fossem de qualidade.

Em questão de minutos, eram publicadas várias notas de dois parágrafos sobre os assuntos mais variados. Entre eles, furto de câmera de fotógrafos, cheiro de urina no ambiente e como João Gordo traiu o movimento punk.

A cobertura do Rock In Rio nos mostra que a mídia está mais preocupada na quantidade de informação do que a qualidade dela. Se os canais de TV não estão preparados para cobrir um evento que tiveram mais de um ano para se preparar, imagine então como o caos deve reinar nas coberturas de imprevistos.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Brasileira, com muito orgulho, com muito amor…

A data significa muito para o Brasil, para os brasileiros e também para o mundo que ganhou uma nova nação aos 7 de setembro de 1822. Não mais uma como as demais, mas um país de todas as raças, todos os povos, que abraça os novos habitantes e sempre acolhe os que desejam voltar.

O fato de eu ser brasileira conta (muitos) pontos nessa descrição, mas hoje o mundo sabe do potencial brasileiro e reconhece o valor de nossa gente. Apesar de o estereótipo de país do carnaval, mulher bonita e futebol ainda existir no cenário internacional. E até mesmo nacional.

Apesar do otimismo, tenho consciência de que ainda há muito crescimento e desenvolvimento esperando pelo Brasil. Por mais que o trabalho seja intenso e a vontade de competir entre as grandes potências seja maior ainda, o atraso tecnológico, econômico, social e outros fatores ainda faz do Brasil um país emergente. Mas já que brasileiro não desiste nunca, aqui estamos nós construindo (tentando) um verdadeiro país de todos.

Não posso ser hipócrita e acreditar que o nacionalismo é o único motivo de alegria e comemoração do 7 de setembro: o Brasil se lembra de sua independência mais pelo feriado e pela folga (eu me incluo nessa categoria também) do que pela data e significância em si, mas lá no fundo existe uma lembrança da nação.

Nada comparado ao ufanismo e brasilidade que parece tomar conta do país nas épocas de Copa do Mundo, mas o Brasil fica levemente tingido pela bandeira em 7 de setembro.

Nesse ano de 2011, além dos tradicionais desfiles e paradas nas ruas de cada cidade escondida por esse território verde-amarelo, outros protestos e manifestações marcaram a data, como a passeata contra a corrupção em Brasília. Aliás, esse foi o maior destaque das comemorações desse ano.

Nasceu uma nova forma de declarar o “orgulho de ser brasileiro”: protestando pelos direitos da nação!

 

A data foi repercutida mundo a fora pelo doodle do Google que trouxe a Independência do Brasil em destaque e fez nossa propaganda! Merecidamente.

Aqui no país, o Estadao.com trouxe as fotos do desfile de 7 de setembro que aconteceu no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Além das imagens das manifestações que aconteceram pelo Brasil.

 

 

Outros jornais de repercussão nacional, como O Globo e o Jornal de Brasília também mostraram o tradicional desfile na capital, primeiro de Dilma Roussef como presidente. Até mesmo Barack Obama nos mandou os parabéns.

Parabéns Brasil! Por sua independência e pela conscientização dos brasileiros que buscam um futuro digno para essa Pátria Amada!

E assim seguimos entoando: “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor…”

Helena Ometto

Helena Ometto


Balanço da semana

Pra você que não passa muito tempo na internet e não conseguiu acompanhar todos as pérolas da mídia desta última semana, nós do TPMídia que sempre prezamos pela sua informação, resumimos os acontecimentos esdrúxulos que ocuparam a atenção da mídia.

Logo no começo da semana, a Fiat lançou seu comercial do Cinquecento com o já esquecido cigano Igor Ricardo Macchi e Dustin Hoffman. Uma vergonha alheia sem limites. Porém admiro que consegue rir de si mesmo e fazer piada com sua própria falta de habilidades.

Já a quarta-feira foi movimentada! Logo pela manhã, no maravilhoso programa da RedeTV Manhã Maior, a apresentadora Keila Lima que estava fazendo seu último programa, resolveu se despedir de uma forma nada pacífica e resolve fazer aloka no meio do programa. Daniela Albuquerque, primeira dama da RedeTV, fica visivelmente surpresa com a atitude da outra apresentadora e protagoniza sua melhor cara de peixe (a melhor desde aquela vez que ligaram ao vivo no programa e mandaram todo mundo tomar naquele lugar). O despreparo da produção do programa é ótima, todo mundo perde o controle do que está acontecendo e deixam a mulher descer a lenha até o fim. Um simples delay podia ter resolvido e cortariam o momento “Maria do Bairro” de Keila. Sinceramente? Perdeu a classe nessa despedida cheia de mágoas!

O que acontece na internet fica na internet? Mas é claro que não! Tanta coisa excepcional, inteligente e criativa pipocando diariamente na interwebs e o que vai parar no Jornal da Globo? A paródia matemática de Telephone da Lady Gaga daquelas duas meninas sem noção. Tudo bem, deve ter sido engraçado para o pessoal da escola, para os leitores do Não Salvo, mas colocar no Jornal da Globo? Faça-me o favor! Desnecessário define. E ainda por cima, o jornal nem deu os créditos para o  Não Salvo alegando posteriormente que por não ser um site hospedado pela Globo e sim pelo IG, eles não citariam na matéria. Que feio.

E você que gosta de xingar muito no twitter, cuidado!

A atriz Nivea Stelmann, segundo o site EGO, foi à delegacia prestar queixa contra algumas pessoas que a ofendiam no microblog. Sim, isso é possível. Você, celebridade, que não aguenta críticas, pegações no pé e perseguições em geral, NÃO FAÇA UM TWITTER. Se não aguenta, beba leite. Enquanto você mais pega febre, mais o pessoal adora. Ficadica!

E no sábado, o fato que me fez esboçar 30 segundos de sorriso: o site da Revista Capricho foi hackeado e postaram uma notícia na qual Justin Bieber assumia sua homossexualidade e cancelava os shows no Brasil.

Acredito que a taxa de chiiliques entre adolescentes de 10 e 15 anos aumentou 85%.

E termina aqui nossa retrospectiva do caos midiático da semana. Aguardem, no próximo domingo tem mais!


Uma breve reflexão sobre o jornalismo para os jovens

O período da pré-adolescência até a vida adulta é um momento muito delicado, principalmente porque o jovem está formando seu caráter, adotando valores e definindo quem ele realmente é. Por isso o jornalismo voltado para este público, garotos e garotas entre 12 e 18 anos, deve ser tratado de forma cuidadosa. Porém o que podemos ver em sua grande maioria é que os assuntos voltados para os jovens tanto em revistas, jornais ou sites são basicamente com o foco em entretenimento. Obviamente que quando se é jovem é quando temos mais tempo para o entretenimento, mas será que essa deve ser a única preocupação?

Revistas voltadas para o público jovem masculino, pra mim é uma lenda. Procurei rapidamente pela internet e o máximo que encontrei foi uma meia dúzia de sites. Será que as empresas de comunicação acham que os garotos de hoje só se interessam por esportes, vídeo games e pornografia? Ninguém se interessa em fazer uma revista especializada para esse público?

Já para as jovens garotas, revistas é o que não faltam! Podemos encontrar dezenas de sites especializados para esse público, mas será que eles abordam tudo o que elas precisam? A grande maioria das publicações para o público feminino traz basicamente: garotos, moda, sexo, comportamento e celebridades juvenis. Será que isso é o que importa para as jovens ou é o que é imposto como importante?

Os jovens, durante toda a adolescência, se preocupam em serem aceitos pelo grupo do qual fazem parte ou almejam, logo são facilmente influenciados por atitudes coletivas e padrões pré-estabelecidos. As publicações voltadas para este público deveriam incitar debates, discussões e reflexão, porém o que vemos aos montes são futilidades, superficialidades e alienação.

Será que as únicas preocupações das garotas deveriam ser o que diz o seu horóscopo, qual esmalte é a tendência, saber se o garoto está correspondendo ou como perder tantos quilos em tantos dias? Os jornalistas que escrevem para este público tem de ter a consciência que podem estar estimulando distúrbios alimentares, psicológicos e incentivando cada vez mais a superficialidade e a “coisificação” dos adolescentes.

Mas como prometi no título do texto, esta é uma BREVE reflexão. Não entrarei em questões mais profundas, senão o post ficará interminável. Para não terminar o texto com uma visão predominantemente pessimista, afirmo que esse ramo do jornalismo não está completamente perdido. Estão surgindo alguns sites e revistas online para o público jovem com o intuito que estava faltando: reflexão e informações pertinentes. A Revista Tag, Aliás e o Motim são ótimos exemplos, trazem informações de qualidade e assuntos variados para o público jovem, independente de sexo.

Escrever para o público jovem não é uma tarefa fácil e é algo que deve ser repensado. Já está mais do que na hora da mídia perceber que os jovens precisam ser estimulados a pensar e repensar seus valores.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

“Dia do Orgulho Hétero”. Qual o propósito?

A criação do projeto de lei do “Dia do Orgulho Hétero” deu o que falar nas últimas semanas. Carlos Apolinário (DEM) foi quem deu o pontapé inicial, criando o projeto, mas uma atitude um tanto quanto inesperada foi tomada por parte de Gilberto Kassab (PSD): o prefeito da capital paulista vetou o projeto. O engraçado é que há apenas dez dias, Kassab disse que não sancionaria nem vetaria o projeto, deixando para a Câmara decidir.

O que será que teria acontecido para ele mudar de ideia em um prazo de tempo tão curto? Sua colocação anterior era a de que o “Dia do Orgulho Hétero” não incentivaria a homofobia. Hoje, ele diz que o projeto é totalmente despropositado, uma vez que os heterossexuais não sofrem qualquer tipo de discriminação social. Correto. De fato não sofrem. Mas essa “conscientização” teria vindo à tona por pura espontaneidade? Acho difícil…

Agora… O ponto de discussão que eu quero trazer está ligado diretamente com o post abaixo, da Juliana Baptista. Tudo bem… A mídia por si só não interfere de fato em decisões legislativas, mas é totalmente capaz de pressionar os órgãos que têm esse poder de decisão. Para mim, foi o que de fato aconteceu.

Após o projeto ser aprovado, Apolinário teve seu site pessoal invadido por alguns ativistas, os quais deixaram como “lembrança” críticas ferrenhas às suas posições supostamente homofóbicas. Além disso, a hashtag #orgulhohetero reinou nos Trending Topics (tópicos mais comentados) do Twitter por um tempo bem razoável (bem longo, na verdade). Seria porque a maior parte dos twitteiros de plantão é a favor do projeto? Não… Muito pelo contrário. A hashtag foi parar nos TT’s justamente por indignação dos internautas.

Primeiramente coloco-lhes uma observação: temos o direito de livre expressão, à informação “democratizada”. De fato sim, mas que todos saibam que, se você tem o direito de se expressar, também tem o dever de arcar com as conseqüências da exposição de suas ideias e ideais.

Na minha humilde opinião, criar um dia para comemorar o orgulho hétero é no mínimo bastante questionável. Qual o propósito de se criar uma data comemorativa como essa? Héteros orgulham-se de que? De serem discriminados, de serem julgados o tempo todo por uma sociedade hipócrita, de ter seus direitos restritos devido à sua orientação sexual? Acho que não… Mas o melhor é a alegação do próprio Apolinário: “temos que alertar a sociedade contra esta grande mentira, que vem sendo dita pelos gays e repetida pela mídia e por formadores de opinião, dizendo que os gays são discriminados e perseguidos, quando, na verdade, querem nos calar, implantando uma verdadeira ditadura gay, pois eles se consideram intocáveis”.

OK. Agora, permitam-me fazer uma analogia. Há séculos, as mulheres também eram alvo (e ainda são) de discriminação. Foi impulsionado por essa realidade que nasceram os protestos femininos por igualdade de direito entre os sexos, e futuramente o Dia da Mulher. Resultado: foi implantada uma ditadura feminista, tornando os homens meros objetos dignos de dó? Não, também acho que não…

Mas no fim, a questão é que apesar das tentativas de imposições pela ala conservadora em uma nação que se diz “democrática”, o apelo proveniente do meio virtual vem ganhando forças, SIM! Foram principalmente o Twitter e o Facebook os responsáveis pela mobilização dos internautas, e inclusive possibilitou aos internautas a criação de flashmobs contra o projeto. Como eu havia dito, a mídia de fato não teve qualquer influência direta com a mudança de opinião de Kassab, mas a “pressão popular” interferiu de alguma forma na mudança de posicionamento do prefeito de São Paulo. Provavelmente foi o receio de ter o seu cargo político e o partido em risco.

Seja qual for o motivo, o fato é que a internet vem mostrando que nem sempre é dominada pela Disfunção Narcotizante, previamente apresentada pela TV. Apesar dos pesares, a internet pode SIM ser a ferramenta protagonista de mudanças significativas na sociedade.

Helena S. Sylvestre

Helena S. Sylvestre


O poder de persuasão na internet

Nesta semana o New York Times publicou uma entrevista com Rafinha Bastos, mais conhecido como “a pessoa mais influente do Twitter”. Alguém que ficou a frente de Barack Obama, Conan O’Brien e Kim Kardashian obviamente chamaria a atenção dos americanos. Mas o que gostaria de analisar especificamente não é a personalidade Rafinha Bastos, mas sim, todos os webstars brasileiros e seu poder de persuasão em massa.

Webstar é um termo muito novo, provavelmente criado há alguns anos e define as pessoas que são personalidades da internet. Não são famosas exclusivamente por sua profissão ou por algum ato heróico/polêmico, mas sim pelas coisas que propagam pela internet.

As personalidades da internet são muito ativas nas redes sociais, principalmente o Twitter, o lugar perfeito para disseminar informações desenfreadamente. Rafinha tem mais de dois milhões e meio de seguidores, Felipe Neto um milhão e duzentos mil, PC Siqueira tem mais de 860 mil, já os blogueiros do Não Salvo, Jacaré Banguela, Kibeloco variam de meio milhão a 200 mil seguidores.

Por serem críticos, engraçados ou até mesmo polêmicos, muitos internautas acabam se identificando com os webstars. Mas o problema disso tudo está no fato dos seguidores perderem o seu senso crítico e começarem a adotar a ideologia das personalidades internéticas como se fossem a única verdade no mundo.

Greimás defendia que o receptor possui um senso crítico, capaz de ter suas próprias reflexões e não aceita passivamente todas as informações que recebe. Mas será que isso está valendo pra grande maioria? Obviamente que a manipulação ocorre porque existe uma espécie de cumplicidade entre o manipulador e o manipulado e provavelmente isto ocorre porque algumas de suas percepções de mundo são semelhantes.

Tenho algumas teorias para explicar o sucesso de algumas destas personalidades: Rafinha Bastos surgiu em uma hora em que nós brasileiros estávamos esgotados de humor massificado, mastigado e sem graça. Então os shows de humor que ele fazia, cheios de sacadas inteligentes, duras críticas às celebridades e às pessoas comuns nos aparece como uma luz no fim do túnel. Satisfez aquela necessidade de “inteligência” no humor que o público precisava. Junto com isso, ele ganha um espaço num programa de formato diferenciado na TV brasileira. Pronto, está criado o herói. E mesmo que ele faça algumas piadas sem graça, force a barra diversas vezes, os dois milhões de seguidores não vão se importar, porque ele já conseguiu credibilidade o suficiente para poder dar algumas bolas foras.

Já Felipe Neto só se deu bem porque ninguém conhecia muito bem o gênero Videolog, hoje totalmente massificado e aderido por centenas de jovens. Ele só pegou uma câmera e começou a falar o óbvio: criticar coisas ruins e hábitos idiotas. Lógico que muitas pessoas concordariam, já que ele só estava falando o que todo mundo pensava, a única diferença é que ele gravava as reclamações e as colocava no Youtube. Sinceramente não acho inovador alguém falar mal de Restart, Justin Bieber, Crepúsculo, Políticos, Micareta… Milhares de pessoas também pensam isso e ele não é um gênio por criticar tais coisas.

Mas o mais estranho é que os fãs, mesmo sendo insultados, não deixam de acompanhar cada frase que eles tuitam. Quantas vezes não vi o Felipe Neto e o PC Siqueira chamando seus fãs de estúpidos, babacas e idiotas? Mas mesmo assim, o número de seguidores não para de crescer.

Uma das coisas que podem comprovar a minha teoria de que as pessoas estão perdendo seu senso crítico é quando vejo, por exemplo, o videolog do PC Siqueira. São centenas de comentários “PC fala de tal assunto” ou “PC o que você acha de tal banda?”. Pra quê as pessoas querem saber o que ele pensa? Se ele achar que alguma coisa é ruim, todos nós deveríamos achar também? Será que a juventude está precisando de um aval de alguém pra pensar? PC é criticado por dezenas de pessoas quando fala que não gosta de alguma banda que o público adora. O público não aceita que ele possua alguma preferência musical distinta deles. Por acaso o videologger deve ter 100% de compatibilidade com o público? Não sei o que se passa na cabeça destes jovens.

É só um desses webstars escrever alguma coisa no twitter, em um blog ou dizer em seu videolog, que automaticamente o público adere. É impressionante como as pessoas recebem as informações sem questionamentos nem reflexão.

Algo estranhamente assustador é a categoria Desafio Aceito feito pelo blog Não Salvo. Cid, o proprietário do blog pensa em alguma trollagem e pede a ajuda de seus fãs para os “desafios” que ele propõe. Um deles era assustar uma garota que promoveu sua festa de 15 anos no Facebook e deixou o evento como “público”. Cid queria que os leitores confirmassem presença na festa para zoar a garota. Assim que ele tuitou o desafio, o evento que tinha 9 pessoas, em 2 horas tinha mais de 6 mil pessoas confirmando presença. Ou em um Fórum de Segurança da internet, que em menos de 2 minutos, Cid conseguiu que mais de 3 mil seguidores entrassem no site e o derrubassem comprovando a falta de segurança.

Com apenas um tweet, 140 caracteres ou menos, eles podem mobilizar milhares de pessoas. Entendo que o Desafio Aceito não passa de uma série de brincadeiras para zoar uma pessoa e divertir outras tantas, mas o que me assusta é o poder de mobilização que essas pessoas tem.  Eles mandam um link, em coisas de segundos, centenas de pessoas compartilharam aquela informação.

A internet pode ser uma ferramenta muito útil quando o internauta sabe como utilizá-la. Porém enquanto estivermos retrocedendo e apenas recebendo passivamente as informações, sem questionamentos, sem formar nossa própria opinião, a internet servirá apenas para repassar “desinformação” para um amontoado de papagaios com banda larga.

Juliana Baptista

Juliana Baptista


“O jornalista e o assassino” – Uma reflexão sobre a ética jornalística

“O jornalista e o assassino” é um livro de leitura praticamente obrigatória a qualquer jornalista, estudante de jornalismo ou simpatizantes. Mas a minha indicação de leitura se estende a qualquer indivíduo que se interesse por se questionar a respeito de questões humanas, questões éticas e o significado “concreto” de verdades e mentiras.

Janet Malcolm, jornalista estadunidense e autora do livro, traz à tona reflexões relacionadas principalmente à ética dentro do jornalismo. Para isso, ela aborda a história de um jornalista (Joe McGinniss) que escreveu um livro sobre o médico Jeffrey MacDonald, acusado de assassinar a esposa e as duas filhas. Entretanto, até o lançamento do livro (“Fatal Vision”) McGinniss fingir estar a favor de MacDonald, dando-lhe a entender que ele acredita que o médico seja inocente. E transmite isso através de cartas enviadas a MacDonald na prisão.

É justamente essas cartas que abrem uma brecha para o médico processar o jornalista por calúnia e difamação. É justamente nesse ponto que a autora consegue captar a atenção do leitor. “Como um homem acusado (e preso) por assassinato pode recorrer ao tribunal por calúnia?”. Esse não é o foco. O fato é que Janet quis colocar a seguinte questão em xeque: “Até que ponto o jornalista pode ir para conseguir informações que lhe sejam necessárias ou úteis?”

Ética, ética, ética… Apesar de ainda muito questionado no meio jornalístico, não existem regras definidas a respeito do que é ético o jornalista fazer ou não. Entre aí a questão daquilo que comumente chamamos de “bom senso”. Se o jornalista pode “enganar” o entrevistado afim de que se consiga o que se quer, não se pode afirmar legalmente. Mas a consciência do repórter é que dará o “xeque-mate” na questão.

Ao fim do livro não é possível saber se MacDonald foi de fato o responsável pela morte da família, ou não. O eixo da obra não é esse. E mais do que se utilizar de especificidades da área jornalística ou de moralismos excessivos, Janet, apesar de se colocar contra McGinniss, traz o tempo todo argumentos utilizados por ambas as partes do processo. Tanto por aqueles que defendiam McGinniss no tribunal, quanto aqueles que eram contra. Destaco ainda os detalhes a respeito da psicopatia e sociopatia que foram descritos no livro. Interessante  em termos de Ciências Humanas e também Sociais.

De maneira geral, apesar de Janet trazer questões a respeito da ética dentro do jornalismo, o livro serve para nos fazer refletir a respeito do nosso comportamento como indivíduo social. Até que ponto podemos caracterizar nossos “passos” como éticos ou antiéticos? Até que ponto podemos infringir certos moralismos em pró de algo? (Traga isso um bem estar social ou não)

Interessante para jornalistas, para advogados, para psicólogos, e qualquer pessoa que tenha interesse por questionar a essência do ser humano o meio social em que vive.


Helena S. Sylvestre

Helena S. Sylvestre


Porque Harry Potter faz sucesso

 Com o lançamento do filme Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2, o jovem bruxo virou pauta de praticamente todos os portais de notícia e telejornais nestes últimos dias. Com uma legião de milhões de fãs, Harry Potter consegue fazer sucesso e movimentar várias cifras com seus livros e filmes por vários anos.

 J.K. Rowling lançou o primeiro livro sobre Harry Potter em 1997, porém apenas em 2001 a história ganhou visibilidade quando foi adaptada para o cinema por Chris Columbus. Com o enorme sucesso, Rowling continuou a escrever a saga do bruxo até o sétimo (e último) livro.

Muitas pessoas não entendem o porquê dessa história fazer tanto sucesso, porém apenas quem acompanhou a história de Harry quando era pré-adolescente consegue explicar o amor à primeira vista: identificação com o personagem.  Grande parte dos fãs tinha uns 10 anos quando o filme foi exibido, a identificação com o personagem aconteceu e isso despertou a vontade de acompanhar a história do garoto de Hogwarts.

Porém não é só a idade o fator de identificação dos fãs com Potter. A história do bruxo envolve valores pouco explorados por outras narrativas: mudança nos moldes da família, aceitação das diferenças, quebra de regras para uma causa maior, valorização do intelecto ao invés da força física… As narrativas dos anos 2000 voltadas para as “crianças” eram muito repetitivas, sempre com aquelas lições de moral clichês e Harry Potter acabou explorando com mais profundidade o universo dos jovens, mas sempre sendo um exemplo a ser seguido. Você jamais veria um protagonista Disney desobedecendo alguma autoridade, roubando alguma coisa ou mentindo, mesmo que fosse por uma causa nobre (todo mundo que faz algo negativo é punido nessas histórias). A grande sacada de Rowling foi abordar todos esses valores sem abandonar a magia, todas as crianças têm essa necessidade de magia na infância. Conforme o protagonista vai crescendo e amadurecendo, seus leitores também. Assim, a identificação não perde seu vínculo.

O lançamento da saga aconteceu simultaneamente com a “popularização da tecnologia”. No início dos anos 2000 os computadores e a internet ficaram mais acessíveis, assim como os videogames. A narrativa ganhou mais força graças à multiplicidade de plataformas: era possível assistir o filme, ler o livro, acessar o site, dividir opiniões nos fóruns, jogar os games… Harry Potter foi beneficiado pelo fenômeno transmedia e hoje não é só uma marca, é um capital emocional (uma lovemark).

Sem contar que a história de Harry segue os moldes do Monomito e os heróis sempre acabam conquistando seguidores desde que o mundo é mundo. Harry Potter é o herói contemporâneo, adapta os valores da nova sociedade em sua história e conquista o amor e devoção dessa nossa Geração Y.

Se quiser saber mais como o processo de transmedia popularizou a história de Harry Potter, clique aqui.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Lulzsec na mídia: mocinhos ou vilões?

Nesta última segunda-feira o programa CQC trouxe uma reportagem sobre os ataques aos sites do governo brasileiro e mostrou como a segurança destes sites é frágil. A reportagem focou no problema principal: mostrar que os sites, quais deveriam ser os mais seguros do país, na verdade são tão vulneráveis como qualquer outro. Um ponto que achei muito importante foi ter mostrado a diferença entre cracker e hacker e que a população não deve temer ao Lulzsec, já que o grupo tem apenas o objetivo de atacar o governo e expor os dados que envolvam corrupção de políticos.

Já na reportagem que o Fantástico fez no dia 26 de junho sobre os ataques do governo teve um foco completamente distorcido e abordou muito superficialmente o problema. A reportagem que começou falando dos ataques aos sites do governo, mudou de rumo inesperadamente e focou no problema da invasão de computadores. Pessoas que não entendem muito do assunto, logo associariam o grupo como uma ameaça à todos os usuários de internet. A reportagem trouxe especialistas para alertar a população para identificar quando seu computador pode estar sendo usado por crackers.

Claro que é importante informar a população sobre segurança, antivírus e firewall, mas emendar essas informações logo depois de falar sobre os ataques aos sites do governo é querer associar o grupo de hackers como uma ameaça a todos os internautas. Em momento algum o Fantástico citou o nome Lulzsec mesmo eles tendo assumido a autoria da invasão, obviamente não queriam promover o grupo e sim, nivelá-los com os demais grupos hackers.

O CQC entrevistou um suposto membro da Lulzsec na reportagem, mas se aquele rapaz era mesmo um hacker do grupo ou não, o importante é que a matéria conseguiu levantar o real problema, mostrou a fragilidade do governo e informou à população que ela não tem que temer aos hackers e sim, aos crackers.

Claro que eu não estava esperando que a Globo apoiasse esse tipo de grupo que tenta vazar informações de corrupção do governo, mas manipular uma matéria para que a população fique contra eles, não é justo. Mas não me surpreende.

Matéria do Fantástico aqui e a do CQC aqui.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Chico Buarque e os Haters

Há poucos dias, como forma de fazer um merchan de seu novo cd, Chico Buarque está lançado alguns vídeos na internet com os bastidores da produção. Um desses vídeos é o músico falando sobre os comentários que ele leu na internet sobre algumas de suas músicas.

Chico começa falando que atualmente as pessoas falam o que quer na internet e que ele pensava que era adorado pelo povo, já que as pessoas sorriem pra ele na rua e aplaudem depois dos shows, porém no Youtube a galera até o chama de bêbado. Entre uma frase e outra, o músico começa a rir para dar uma impressão de que ele está levando os comentários na brincadeira, mas seu riso é nervoso e parece até um pouco desesperador.

Acho que esse vídeo como tática de marketing não pareceu dar muito certo, porque ao invés de passar uma imagem de “Chico descontraído, leva os comentários numa boa” passou a idéia “Chico ficou puto que vocês zoam ele na internet”.

Concordo que Chico Buarque fez muito sucesso uns 20 anos atrás e todo mundo deveria respeitá-lo por isso. Ele está acostumado com reconhecimento, puxações de saco e confete. Só que essa época não fez parte da vida dos adolescentes de hoje e as críticas são constantes no mundo virtual.

 Se você escreve alguma coisa interessante, não espere comentários e bajulações, mas se cometer qualquer erro, aguarde que aparecerão centenas de especialistas para corrigi-lo e lembrá-lo de que você não sabe sobre o que está falando.

Vale lembrar que não estou defendendo os haters do Chico Buarque, só acho que esse vídeo não se saiu muito bem. Quiseram juntar duas realidades muito distintas e acabou não dando certo.

Meme do Chico Buarque que achei no Youpix
Juliana Baptista

Juliana Baptista

A cobertura da Folha.com da Marcha da Maconha

No último dia 15, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso Melo, defendeu que o Estado irá garantir a proteção dos manifestantes na próxima Marcha da Maconha, evento que defende a descriminalização da droga. Muitas pessoas alegavam que proibir a marcha feria um direito constitucional, o de liberdade de expressão. A decisão do STF foi tomada depois da repercussão negativa da repressão policial na última marcha ocorrida em São Paulo no dia 21 de maio. A cobertura do evento foi discutida pela mídia e em redes sociais e depois da grande repercussão nos meios, o STF mudou a sua decisão e liberou a marcha.

Nem todos os veículos de comunicação abordaram com muita profundidade o caso, deixando desejar na cobertura de um evento que feriu os direitos dos cidadãos e também da imprensa. Porém, as reportagens que abordaram o evento mostrando o abuso de poder das autoridades e violência gratuita, certamente contribuíram para que as pessoas que não participaram da manifestação pudessem se informar do ocorrido com matérias plurais, como a citada a seguir.

O portal Folha.com publicou no dia 22 de maio na seção TV Folha, uma reportagem sobre os incidentes ocorridos na Marcha da Maconha em São Paulo. A marcha tinha sido proibida pelo STF no dia anterior com a alegação de que o movimento era uma apologia às drogas, algo proibido por lei. Durante a marcha, houve uma repressão por parte da Polícia Militar que perseguiu os manifestantes durante três quilômetros, agiu com violência e acabou agredindo até os repórteres que faziam a cobertura do evento.

A equipe da Folha conseguiu mostrar na reportagem a informação e ao mesmo tempo, fazer uma crítica à violência sofrida pelos manifestantes e aos jornalistas presentes. Entrevistou a ex-vereadora Soninha Francine, que é a favor da manifestação e também deu espaço aos policiais para que pudessem dar a sua versão do ocorrido.

Ao mesmo tempo em que dava o espaço para o policial explicar a reação da tropa de choque, mostrava as cenas do que realmente aconteceu: policiais agindo de forma violenta, atirando balas de borracha em manifestantes desarmados e jogando gás de pimenta nos jornalistas que estavam no local. Cenas que se assemelham muito com a repressão sofrida na época do regime militar. O repórter pergunta se houve algum exagero por parte da polícia, e o Capitão Del Vecchio responde “Não, foi tudo totalmente dentro dos limites” afirmando que aquele foi apenas um procedimento padrão da polícia para dispersar a multidão, porém a reportagem mostra cenas de vários policiais agredindo jovens desarmados e agindo violentamente contra os jornalistas que tentavam registrar as cenas. A filmagem é interrompida quando o cinegrafista é atingido por um policial e cai no chão.

A cobertura priorizou a informação, deu voz aos dois lados envolvidos e conseguiu mostrar ao público o incidente ocorrido durante a marcha. Muitos veículos se resumiam a abordar a repressão da polícia como apenas uma represália sofrida pelos defensores da maconha, mas a Folha fez diferente. A reportagem não focou apenas em mostrar o abuso de autoridade, mas também que a polícia bate e depois pergunta, não distingue manifestantes de imprensa.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Pimenta Neves: Na mídia, por quê?

No fim do mês passado, o jornalista Pimenta Neves e réu confesso de Sandra Gomide, foi condenado a 15 anos de prisão após o Supremo Tribunal Federal ter rejeitado o último recurso apresentado pelos advogados. Pimenta Neves assassinou a jornalista e ex-namorada em 2000, e após 11 anos do assassinato, o STF decretou sua prisão.

A notícia sobre a prisão de Pimenta Neves foi publicada, entre outros veículos, pela VEJA, pela Folha de São Paulo e pelo portal G1. Porém, as abordagens dos três veículos foram diferentes.

Tanto a VEJA quanto o G1 publicaram notícias pequenas sobre o caso Pimenta Neves. Além disso, os dois veículos escreveram sobre o local onde o jornalista ficará encarcerado. Entretanto, a VEJA enquadra a matéria de maneira a mostrar o suposto conforto da cela em que Pimenta Neves ficará. Para isso, destaca o fato de que apesar de ele estar em uma cela de nove metros quadrados, o local tem o dobro do tamanho da cela onde passou sua primeira noite preso. Além disso, a matéria também enfatiza o fato de ele ficar alojado no Pavilhão 2 da penitenciária, que é destinado a presos com nível superior.

Em contrapartida, o G1 também descreve a situação do jornalista na prisão, mas dessa vez sob um aspecto negativo. Diferentemente da VEJA, o G1 destaca o fato de ele estar sendo tratado como um preso comum, sem qualquer regalia. G1 também coloca que a penitenciária na qual Pimenta Neves se encontra, suporta 239 pessoas, mas abriga 322. Além disso, o portal diz que ele passará pelo procedimento padrão de todo preso. Essas informações também acentuam a intenção do G1 de mostrar que o jornalista não está em vantagem.

Ao final de ambas as matérias, tanto a VEJA quanto o G1 relembram o ocorrido e colocam qual foi a decisão do STF em relação à defesa do jornalista. A VEJA ainda coloca que a também jornalista Sandra Gomida, rompeu o relacionamento de dois anos com Pimenta Neves, e isso lhe rendeu a demissão do jornal O Estado de S. Paulo, veículo do qual Pimenta Neves era diretor de redação.

O G1, porém, continua insistindo em mostrar que o jornalista não vai receberá vantagens, e garante isso quando coloca que Pimenta Neves “não poderá conceder entrevistas durante o período de observação e apenas receberá visitas da advogada”.

No caso específico da Folha de São Paulo, a contextualização da matéria foi mais ampla. O jornal, além de dar a notícia da condenação de Pimenta Neves, colocou informações essenciais sobre o assassinato de Sandra Gomides. A Folha também justificou um dos motivos para caso ter ganhado tanta repercussão nas mídias: por ser o caso mais emblemático de impunidade da história do Brasil.

Apesar de crimes similares a este acontecerem com freqüência no Brasil, os veículos de comunicação deram destaque ao caso Pimenta Neves pelo fato de ele ser ex-diretor do Estadão. Ou seja, por ser uma figura de alto escalão dentro do círculo jornalístico do país. É possível, portanto, que essa seja uma situação em que, mais do que refletir a realidade, os veículos pautam a sociedade, tornando público aquilo que é colocado pela mídia.


“Pimenta Neves pega sentença de 15 anos pelo assassinato da jornalista Sandra”


A reforma do Teatro Municipal

Nessa edição eu fiquei novamente responsável por fazer uma das partes da Crítica no Plural, o quadro de crítica de mídia do TPMidia! Como vocês já devem saber eu sou apaixonada pela área de Jornalismo Cultural e pretendo seguir nessa carreira! Sendo assim, decidi escrever a crítica dessa semana sobre a reinauguração do Teatro Municipal de São Paulo, após 3 anos de reforma.

A análise de mídia foi elaborada sobre uma matéria veiculada no portal Estadao.com, lincada com o blog de cultura do Jornal da Tarde. Esse é o link para quem quiser conferir: http://blogs.estadao.com.br/jt-variedades/nos-bastidores-do-novo-teatro-municipal/ !

o novo palco do Teatro Municipal

O Teatro Municipal de São Paulo foi reaberto ao público nesse final de semana, depois de 3 anos em reforma. Na noite de quarta-feira, a editoria de cultura do Estadao.com divulgou uma notícia contando parte de todo o processo dessa reforma. A matéria está escrita em uma linguagem mais literária do que o convencional, justamente para se adequar à editoria, que é mais leve e poética do que as outras.

Para mostrar a trajetória da reforma, foram mostrados alguns personagens que participaram do processo, como um funcionário antigo do teatro e um pedreiro da empresa responsável pelas melhorias. Cada um contou suas experiências, mostrando partes diferentes do processo. Com isso a matéria conseguiu ter uma certa pluralidade de fontes e pontos de vista e pôde oferecer um panorama mais completo das etapas.

O funcionário contou suas experiências como maquinista, aquele que montava e desmontava os cenários e como, aos poucos, foi percebendo a importância de sua função para os espetáculos. Ele fazia isso desde os cinco anos de idade, na companhia do pai. Já o funcionário da obra falou sobre a responsabilidade de reformar a parte mecânica, a iluminação e a montagem dos cenários, sendo que já trabalho em outros teatros como o de Paulínia e o Municipal do Rio de Janeiro.

Teatro Municipal passa por reforma (Créditos: Estadão)

Mas é importante notar que essa diversidade aconteceu do ponto de vista emocional e psicológico das fontes, que contaram histórias pessoais e afetaram somente o lado emocional dos leitores. Faltaram informações oficiais e técnicas que esclarecessem para o leitor o que de fato foi mudado na estrutura do teatro nesses três anos.

A única fonte oficial que aparece na matéria está no último parágrafo, em uma citação rápida. São as arquitetas responsáveis pela obra. Mas a fala refere-se exclusivamente à apresentação do novo espaço à imprensa e não ao que, de fato, foi modificado. Um outro ponto deve ser destacado: há a informação de que o pedreiro poderá assistir a um concerto no Teatro porque haverá uma sessão especial para os funcionários da obra. Ao dizer isso, a interpretação possível é de que somente nesse dia ele terá essa oportunidade, já que normalmente os espetáculos são destinados a pessoas com maior poder aquisitivo.

Ou seja, o Teatro foi reformado por mãos de gente simples, mas que sabem apreciar a arte clássica. Mas, mesmo depois das mudanças na estrutura eles continuarão de fora do público alvo das apresentações. Para terminar, por ser uma matéria cultural ilustrativa está muito bem montada, até mesmo pela linguagem literária e estrutura narrativa em que foi apresentada.

A idéia de apresentar personagens reais, que participaram da reforma, como fontes também é ótima e surpreendente. Mas deixa a desejar do ponto de vista da informação e dados, justamente por não apresentar fontes oficiais.

Para saber um pouco mais sobre essa grande reforma e estruturação que aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo assista ao vídeo abaixo. É uma produção da Veja São Paulo…

Helena Ometto

Helena Ometto

A cobertura do Estadão.com sobre a bactéria dos vegetais

O portal Estadão.com noticiou que a Alemanha identificou que brotos de feijão contaminados são responsáveis pela disseminação da bactéria E. coli, que já matou pelo menos 30 pessoas, 29 na Alemanha e uma na Suécia, e infectou quase três mil pessoas. O atual surto foi causado por uma variedade supertóxica da bactéria E. coli, que se espalha com maus hábitos de higiene desde a colheita até o preparo do alimento. A bactéria causa infecções intestinais, destruição de hemácias e insuficiência renal.

O Centro Nacional de Saúde Pública do país afirmou que a causa do surto foram os brotos, e que as pessoas que consumiram esses produtos teriam maiores chances de apresentar diarréia com sangue ou outros sinais de infecção, do que aquelas que não os consumiram. Com a identificação, as autoridades sanitárias alemãs suspenderam o alerta contra o consumo de pepinos, alfaces e tomates crus. Estes alimentos já podem ser consumidos normalmente sem risco de contaminação.

Agricultor alemão joga fora os vegetais contaminados

Diferentemente dos outros veículos que noticiaram o fato, a cobertura do Estadão.com se destacou por apresentar informações relevantes e mais completas sobre o caso. Inicialmente, a matéria dá ênfase na informação divulgada sobre a descoberta da origem da infecção. Enfatiza também a opinião de Reinhard Burger, presidente do Instituto Robert Koch, do Centro Nacional de Saúde Pública da Alemanha.

O grande diferencial da matéria do Estadão.com foi a apresentação de infográficos trazendo maiores esclarecimentos aos leitores sobre o fato. O primeiro deles traz um mapa destacando a disseminação da bactéria pela Europa e Estados Unidos. Além de destacar os países com casos registrados, mostra dados importantes, como o número de mortes registradas na Alemanha e na Suécia. Já o infográfico seguinte expõe uma visualização de como é a bactéria, os sintomas que causa e as medidas de prevenção que devem ser adotadas para evitar a infecção da E. coli.

Bactéria Escherichia Coli

Além da presença de tais informações, o portal veicula como está a situação das exportações. A Comissão Europeia confirmou que a Alemanha não exportou a outros países do bloco europeu os produtos contaminados. Veicula também, o posicionamento de outros países em relação ao caso. A Rússia anunciou que suspenderá o veto às importações de verduras procedentes da Europa em troca de garantias da União Europeia sobre cada país e produto.

Nesta cobertura, o Estadão.com, oferece ao leitor informações adicionais ao acrescentar links com matérias relacionadas ao fato. Entres esses links há opinião de um especialista e explicações sobre as causas e as prevenções contra a infecção da E. coli. Fica evidente nesta matéria do Estado de SP que houve preocupação em passar informações precisas aos leitores, pois se trata de um assunto relacionado à saúde que está atingindo outros países além Alemanha.  Nota-se na cobertura uma boa apuração em comparação a outros veículos que simplesmente noticiaram a causa da disseminação sem maiores detalhes.

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa

Brincando com coisa séria

A salvação de todos os clichês e chavões batidos é quando surge uma situação inusitada e não temos outra forma de descrever o acontecido. Por isso, o título desse post foi a primeira coisa que me veio a mente quando li a notícia publicada no site do Estado de São Paulo no último dia 3 :

Clique na imagem para ver a matéria

Quem clicou por curiosidade não encontrou muitas informações, pois a notícia é bem curta e fica claro que só esta lá por ser “mais um fato bizarro ligado ao Governo”.

Pois então, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) da Bahia criou uma página na internet com um jogo gratuito que mostra cartas – como em um baralho – com o rosto, nome, bairro e o crime cometido pelo procurado da polícia.

Há um cronômetro marcando o tempo e, quando o jogador completa a busca pelas cartas iguais, a brincadeira “passa para outra fase”.

As fases são iguais, sem maior ou menor grau de dificuldade, só mudam os rostos dos criminosos e no final não há nenhum prêmio, apenas o apelo da SSP ao uso do disque-denúncia e os telefones do serviço.

O “Baralho da segurança”, como chamou o jornal Estado de São Paulo, faz parte do projeto Pacto pela Vida da SSP – BA e tem o objetivo de incentivar que as pessoas conheçam o rosto dos principais procurados do estado baiano e ajudem a prendê-los. Essa seria uma contribuição da população para auxiliar as ações da segurança pública.

Lançamento do “Jogo da memória” na SSP BA

Depois de ver para crer que o jogo realmente existe, é hora de pensar outras questões envolvidas nessa “brincadeira”:

Imagine que “fotos de procurados pela polícia” podem interessar às pessoas muito mais por curiosidade do que pelo interesse de denunciá-los. Isso pode fazer com que esses criminosos acabem se tornando mais “famosos”. Essa popularidade acontece não como algo positivo – que ajuda a realização das prisões – mas como incentivo até mesmo de certo respeito entre os próprios criminosos. De repente, ter o rosto estampado em um jogo na internet pode acabar sendo útil para esses procurados.

As cartas do jogo com o rosto dos criminosos podem ser baixadas para o computador do usuário e também existem no formato impresso como as cartas de um baralho qualquer

Outra questão a ser pensada são as relações sociais em que vivem os personagens dessas ‘cartas de baralho’. Esses rostos envolvem pessoas que têm uma hierarquia específica entre eles e onde o crime acontece quase como um ‘mercado de trabalho’. Estar exposto no site da SSP é como ser eleito e promover a própria imagem. Além disso, o projeto quer incentivar o disque-denúncia, mas não prevê soluções para o medo e as ameaças que cairão sobre os denunciantes – esses outros cidadãos que sofrem com a criminalidade impune. É uma verdade prática que o anonimato da denúncia não é proteção suficiente nessa realidade da sociedade.

Para ir mais além, bastar questionar qual será o efeito de uma brincadeira como essa no pensamento das crianças que, hoje, têm acesso tão fácil à internet. Afinal – de modo retórico – um adulto ficaria brincando de jogo da memória para reconhecer rostos de pessoas procuradas pela polícia? Muitos desses pequenos e jovens não sabem a gravidade do “problema” que está por trás do rosto memorizado. Os criminosos se tornam anti-heróis e, ainda pior, exemplos do que “ser quando crescer”, pois são importantes ao ponto de ter a foto no jogo da internet.

Qual o REAL objetivo jogo?

Entre tantos outros argumentos que é possível pontuar, o fato dessa iniciativa ser colocada em prática grita o quanto um órgão do Governo pode ser irresponsável e como as idéias dos “criativos” políticos e funcionários públicos interferem na sociedade de maneira arriscada e falha.

Outro pensamento que me desperta é uma vontade irresistível de investigar quantos milhões foram pagos para construção desse jogo e qual é a memória dos políticos envolvidos. Afinal, trata-se de um investimento público e as contas devem estar à mostra para qualquer cidadão. Já que está valendo brincar com coisa séria, desconfio que na casa desse assunto alguns passariam a vez…

Lilian Figueiredo

Helena Ometto


A saúde da presidenta…

A crítica de mídia de hoje será sobre a saúde da nossa presidente e como seu quadro médico foi veiculado na mídia, especificamente na Revista Época. Na edição do dia 27 de maio, a revista trouxe na capa uma foto da presidente Dilma com a seguinte manchete: “A saúde de Dilma”. Época teve acesso a exames, lista de remédios e relatos médicos. Por que seu estado ainda exige atenção?

A matéria é necessária para explicar à população o que está acontecendo com a saúde de Dilma, afinal ela é a presidente do país e os brasileiros precisam conhecer sua situação política. Mas a Época exagerou na importância e repercussão que deu à matéria. Já na capa, a impressão foi a de que quiseram transformar a pneumonia de Dilma em uma doença terminal. A foto de capa mostra Dilma sobre um fundo preto, vestida de vermelho e com os olhos fechados. A expressão é de cansaço e mal estar. A Época pretendeu mostrar uma presidente literalmente fraca em termos de saúde, mas teria sido também uma analogia à sua suposta fraqueza de atuação política?

A matéria também trouxe o histórico da doença, desde o primeiro resfriado,  a temperatura da febre, a sequência de remédios e opiniões dos médicos, os sintomas e mal estares da presidente e até mesmo o nível das enzimas de seu organismo. Esse panorama deixou a impressão de que Dilma estaria sofrendo cada vez mais e enfraquecendo gradativamente. Será que ela teria que sair do cargo para se recuperar? Talvez esse tenha sido o objetivo de interpretação da revista.

(clique em cima da imagem para aumentar a visualização)

Fotos de Dilma tossindo nas últimas semanas em eventos públicos foram colocadas lado a lado com imagens da época de seu tratamento contra o câncer linfático. No mínimo essa montagem quis lembrar aos leitores que se ela já foi afastada uma vez por motivo de doença isso poderia acontecer de novo a qualquer momento.

Não há nada de errado em produzir uma matéria sobre o quadro de saúde de Dilma, muito pelo contrário. Ela é a presidente do país e deve satisfações para os brasileiros, mesmo que informações sejam mais íntimas que de costume. Mas o problema é saber até onde uma notícia desse porte pode ser vinculada com a imagem profissional de alguém, saindo do âmbito pessoal. Parece que essa foi a intenção da Revista Época ao sugerir tantas recaídas: Dilma pode ser tão fraca politicamente como é fisiologicamente.

Imagens: Época online

Helena Ometto

Helena Ometto


No Dia da Imprensa, dê os parabéns!

Bom, você já pode dar os parabéns para as 6 meninas que escrevem nesse blog. E sabe por quê? Pelo simples fato de ontem ter sido o DIA DA IMPRENSA!

Isso mesmo! Desde 2000, no dia 01 de junho comemoramos o dia nacional da imprensa e de todos os profissionais que fazem as informações correrem o mundo, como nós jornalistas!

Pense bem: o que seria do mundo sem as mídias e as informações sendo divulgadas a todo momento? Já imaginou a alienação do povo se as falcatruas políticas não fossem divulgadas, se a manipulação social não fosse colocada em pauta? Já imaginou também se as conquistas e vitórias de nosso país não fossem levadas a todo mundo? Será que ainda pensariam que o Brasil é terra de ninguém e os índios andam nus pelas ruas?

A imprensa tem um papel fundamental no desenvolvimento de um país e para fazer acontecer é necessária a participação de jornalistas! A imprensa é a defensora dos direitos humanos, denuncia as irregularidades e injustiças e é a maior aliada para assegurar os direitos de cada um.

A imprensa no Brasil começou em 1808 com a chegada da família real portuguesa em nossas terras, já que aqui passou a ser a “sede” do Reino. O primeiro jornal editado no Brasil foi a Gazeta do Rio de Janeiro.

Hoje não consigo mais imaginar a vida dos brasileiros sem a Rede Globo, que por mais criticada que seja é a emissora e o grupo que mais exerce influência na imprensa hoje, o impresso O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e os jornais de cada estado, os portais de notícia como o G1, Terra, UOL, até mesmo as emissoras de rádio, menos utilizadas, mas não menos influentes em algumas regiões do país, enfim…

Comemorar o Dia da Imprensa é comemorar a liberdade de expressão e a certeza da segurança de nossos direitos. É saber que existem profissionais que trabalham todos os dias em prol da não alienação e de levar à população as verdades do nosso dia a dia.

É claro que devem existir resguardas em relação à toda a veracidade da informação, sempre haverá influências editoriais e econômicas nas mídias de todo o mundo, mas vale a importância de mostrar que existe uma imprensa atuante. E que luta pela obrigatoriedade do diploma.

Aliás, a gente já contou por que  decidimos trilhar esse caminho? Não? Então aqui vai:

Helena Ometto – escolheu o Jornalismo aos 13 anos de idade, mesmo sem saber ao certo para onde seria levada. Professoras de português elogiavam seus textos e acreditavam em seu dom, a paixão por escrever aumentava e tinha certeza que aquela era a melhor escolha. Prestou vestibular, passou, teve algumas decepções, mas não se imagina fazendo outra coisa. Minha primeira inspiração foi o casal nacional Fátima e William.

Juliana Baptista: sempre quis a área de comunicação, mais precisamente Audiovisual, mas passou em Jornalismo e foi ver o que era, achou que poderia dar certo. E deu. A aptidão para a escrita falou mais alto. Encontra muitos maus exemplos de jornalistas e isso a motiva a seguir na profissão e ser um exemplo melhor. Como disse:  jornalista não dura pra sempre e a inovação no jornalismo já está acontecendo!

Juliana Rosa: Não satisfeita em ser apenas uma leitora/telespectadora/ouvinte, optou pela profissão para poder compreender todo o processo que envolve o Jornalismo. Por ler coisas a respeito se interessou mais pela profissão. Tem como exemplo de profissional Heródoto Barbeiro. Quer ser ele quando crescer.

Lilian Figueiredo: a dúvida era história ou comunicação. Optou pelo jornalismo por gostar de escrever, de falar e querer mudar o mundo!

Helena Sylvestre: tudo o que diz é que escolheu Jornalismo por instinto, pela vontade não só de conhecer a sociedade, mas poder atingí-la através da informação. Uma inspiração de carreira é o jornalista André Trigueiro.

Fernanda Villa: resolveu olhar a lista de cursos mais concorridos da USP e ficou tipo “oh, jornalismo. Por que não?”. Isso na metade do segundo colegial, quando ainda pensava em direito ou R.I. E também para entrar de graça nos shows. Queria ser o Diogo Mainardi mas ele não é jornalista e tal… Na verdade não sabe o que a inspira. Queria ser o Reinaldo Azevedo, mas com cabelo de preferência.

Gostou?
haha, foi assim!

Parabéns à imprensa, à nós, jornalistas, e também a toda a população que faz as notícias acontecerem!

Helena Ometto

Helena Ometto


Mídias sociais: ferramentas conscientizadoras ou narcotizantes?

Nos últimos anos ficou evidente o enorme crescimento das mídias sociais, e junto com ele colocou-se em questão qual seria o suposto potencial que essas novas mídias têm para contribuir socialmente de alguma maneira.

De fato, as mídias sociais como o Facebook, o Orkut e Twitter são ferramentas interativas que têm o intuito de aumentar a participação dos internautas na rede. O que antes era pregado pela Teoria Hipodérmica, hoje já caiu por terra. O usuário não tem o papel de simples receptor passivo de informação. Mais do que receber e absorver, o internauta hoje influencia de maneira direta naquilo que é publicado via web. Com o auxílio das redes sociais, o internauta ainda tem a capacidade de disseminar os conteúdos que recebe a uma velocidade e eficiência espetaculares. Quanto maior o número de laços sociais, maior a repercussão e consequentemente há um aumento do fluxo de informações. Essa é a estratégia das mídias sociais.

Que fique claro que as tecnologias digitais têm um propósito louvável, dependendo da maneira como são aplicadas. As mídias sociais têm um grande poder de persuasão, conscientização e divulgação? Sim… Mas pensar nas mídias sociais apenas em seus aspectos positivos é ver a web 2.0 com um olhar de inocência.

Pare para pensar no seguinte… Quantas vezes você já não assistiu ao telejornal da noite, viu-se bombardeado de informações e pensou: “Pronto. Agora já sei o que está acontecendo. Estou politizado, e então já posso ir pro bar beber umas cervejas com os amigos”. Não é verdade?

Pois é… Isso é o que expõe a Teoria da Disfunção Narcotizante. O que isso quer dizer? Que os indivíduos estão expostos o tempo todo a um número infinito de informações disseminadas por diversos veículos de comunicação. Assim, o sujeito sente-se muito bem politizado, a par de tudo o que está acontecendo ao redor do mundo, e, portanto, sente-se satisfeito por fazer sua parte. OK. Mas esse mesmo sujeito, além de obter informação, está tomando alguma atitude prática, cumpre seu papel social, ou fica em estado “vegetativo”? A Teoria diz que de fato, a sociedade continua em estado inerte diante dos problemas sociais.

E eu estendo a questão: o surgimento das mídias sociais está causando o mesmo efeito narcotizante na sociedade? Ou pior, estariam as mídias sociais virando as atuais protagonistas da Teoria da Disfunção Narcotizante? Qual é a porcentagem dos internautas que além de retwittarem mensagens de campanhas, “põe a mão massa” para ajudar de fato o que estas campanhas propõem?

Essa é uma dúvida que paira no ar… Por ora é preferível não se afirmar nada, mas fica aí a reflexão.

Helena S. Sylvestre


O que fazer sem as sacolinhas?

Uma das matérias discutidas no quadro Primeira Página dessa semana foi a aprovação da lei que proibe a distribuição das sacolinhas plástocas nos supermercados da cidade de São Paulo. Essa lei já sendo aplicada em outros municipios desde o ano passado, mas com a cidade de São Paulo em foco o assunto entrou para as rodas de discuss~~oes! E virou pauta aqui no TPMidia!

Essa foi a reportagem que foi ao ar no nosso programa na Radio Unesp Virtual:

Na última quinta-feira, dia 19, Kassab sancionou a lei que proíbe a distribuição das sacolinhas plásticas nos supermercados da cidade de São Paulo.

 O Estadão.com divulgou que as supermercados tem até o final desse ano para se adequarem à lei e incentivarem o uso das ecobags, aquelas sacolas reutilizáveis.

As lojas tem que distribuir pelo ambiente placas informativas dizendo “Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis!” como uma forma de incentivo.

As sacolas também não podem mais estampar que são biodegradáveis, oxidegradáveis, nem nada que indique alguma vantagem ecológica.

A indústria do plástico é contra essa proibição, é claro. Eles alegam que o problema é o descarte errado e o desperdício de parte das sacolas e não o uso em si.

Além de afirmarem que as sacolas são 100% utilizadas como sacos de lixo e no transporte de objetos.

O estadão.com quis saber como os leitores vão substituir as sacolinhas e a gente quer saber o mesmo. Como a gente pode fazer pra substituir?

O assunto provoca algumas questões que foram debatidas em nosso programa como o que as pessoas acham dessa proibição e se pensam que vai realmente ajudar na questão ambiental, quem vai sair mais prejudicado nessa história e se o prejuízo não é necessário para a sustentabilidade.

Esse video conta um pouco da trajetória das sacolinhas a partir do momento em que saem das nossas casas (podem ignorar a música)

Aqui uma reportagem mostrando que a lei já está sendo aplicada desde 2010 em algumas cidades do interior do estado de São Paulo:

Helena Ometto

Helena Ometto


Dia da Toalha e do Orgulho Nerd

Muitas pessoas já devem ter visto no twitter ou facebook que muitos estão comemorando hoje o Dia do Orgulho Nerd e o Dia da Toalha.  O dia do orgulho geek começou na Espanha em 2006, quando fãs resolveram adotar o dia 25 de maio (dia em que estreou o primeiro Star Wars em 1977) como o dia de se orgulhar em ser nerd.

Já o Dia da Toalha começou a ser comemorado desde 2001, mas a escolha da data foi aleatória. O Towel Day é uma homenagem ao escritor Douglas Adams de “Guia do Mochileiro das Galáxias”, que no seu livro ressalta a importância de sempre ter em mãos a sua toalha.

Neste oba-oba muitas pessoas estão enchendo as redes sociais com as tais comemorações. No twitter a hashtag #soytanfriki e #orgulhonerd estão nos trending topics mundiais, já no facebook, diversas pessoas estão postando fotos com suas respectivas toalhas.

De uns tempos pra cá, ser nerd virou moda. Algo que era tão vergonhoso há uns tempos, agora é sinônimo de ser cool! Instantâneamente apareceram fãs de Star Wars, Big Bang Theory, RPGs, Nintendo, Mangás, World of Warcraft, Pokemon e Bacon. Antigamente o nerd era sempre o excluído, sem muitos amigos e que era odiado por tirar notas boas na escola. Hoje, os nerds estão nas redes sociais, fóruns e blogs, porém não se deixe enganar: estão pipocando muito falsos geeks pela internet! Mas como toda modinha, uma hora vai passar e quem é realmente nerd sempre será nerd.

Há algumas semanas, vi um post no Byte que eu Gosto sobre 5 coisas que não fazem você um nerd, fikdik!

Nerds by bqeg

E se por acaso você:

Conhece Todos os memes da internet, Star Wars, Angry Birds, Harry Potter, Pokemon, Senhor dos Anéis, Marvel, Perfect World, Age of Mithology, World of Warcraft, Zelda, Super Mario, Donkey Kong, Street Fighter, Mortal Kombat…

Tem iPhone, iPod, instagram, nintendo wii, ps3, internet, facebook, twitter

Assiste Big Bang Theory, Doscovery Channel, History Channel e lê Superinteressate…

ISSO NÃO QUER DIZER QUE VOCÊ SEJA GEEK! 🙂

Juliana Baptista

Juliana Baptista