A Fúria Feminina!

Arquivo para junho, 2011

TOP 10: cantoras nacionais anos 2000

Eis aqui mais um top 10 pro nosso blog! Não sei vocês, mas eu adoro essa ideia de Top 1o. É tão bom relembrar tudo o que foi sucesso e trazer à tona toda aquela nostalgia do que foi bom, não é?

Nessa edição eu vou apresentar o Top 10 das cantoras nacionais dessa primeira década dos anos 2000!  Sou declaradamente apaixonada pela música nacional de qualidade e tenho pra mim que nós temos que valorizar o que é nosso, as nossas origens, a nossa cultura, a nossa voz! Como eu sempre digo por ai: ‘eu amo amar o nacional, eu amo amar o Brasil’.

Já que estamos em um blog feminino, nada melhor que homenagear as vozes das mulheres mais importantes da nossa música! Só para lembrar: as artistas serão apresentadas em ordem alfabética e não por ordem de preferência (até porque essa seria uma decisão difícil demais para mim). Então vamos a elas:

Adriana Calcanhoto

   Adriana da Cunha Calcanhotto. Gaúcha, cantora e compositora, o interesse pelça música começou aos 6 anos de idade, quando ganhou um violão de seu avô. Filha de um bterista e de uma bailarina, Adriana já nasceu nos palcos e cercada de arte. O estilo de Adriana é uma combinação que  dá certo: MPB, samba, bossa nova, rock, pop, baladas e seus toques pessoais e originais que criaram sua identidade! Ela fez várias regravações de clássicos da MPB. Adriana não tem medo de inventar e arriscar, tanto que decidiu se entregar à criança que existe dentro de si e se relançou como Adriana Partimpim! Esse nome é uma lembrança ao seu apelido de infância e faz a nostalgia, tanto para a cantora quanto para os fças de todas as idades! Adriana é homossexual assumida e tem um relacionamento com a cineasta Suzna de Moraes, filha de Vinícius de Moraes

Saiba mais sobre Adriana Calcanhoto!

Nos anos 2000 ela lançou Devolva-me, sucesso da época que a lançou definitivamente para o reconhecimento do público, ainda mais porque foi tema na novela Laços de Família.

Ana Carolina

    Ana Carolina Souza. Mineira de Juiz de Fora, cantora, compositora, empresária, arranjadora, produtora e instrumentista é uma das artistas mais completas do cenário nacional. Já nasceu cercada pela música, com avó cantora de rádio e avô cantor de igreja. Seu estilo oscila entre o Pop, Pop Rock, Bossa Nova, Samba e MPB e a mistura é sempre excepcional. Desde 1999, ela já lançou 9 álbuns e é uma das cantoras que mais vende no país e leva o Brasil para o cenário internacional. Ana é conhecida por sua voz inigualável e pelos timbres e tons que consegue atingir. A mineira já cantou com nomes como Seu Jorge, Milton Nascimento, Chico Buarque, Roberto Carlos e outros.

Saiba mais sobre Ana Carolina

Garganta foi o primeiro sucesso de Ana Carolina a estourar nas rádios e fazer o povo cantar suas canções! Várias de suas músicas estiveram nas trilhas sonoras de novelas.

Céu

  Maria do Céu Whitaker Poças. Paulistana, cantora, variedade de estilo. É o que define  a música de Céu. Ela começou a carreira em 2002 com influências do samba, hiphop, afrobeat, jazz e não gosto do título MPB, acha que fcou limitado. Em 2009 lançou seu segundo álbum, Vagarosa, sucesso na crítica internacional. As vendas foram de  25 mil cópias na Europa e 100 mil nos Estados Unids, enquanto no Brasil poucos conhecem o seu nome. A Rolling Stone elegeu  álbum como o melçhor de 2009. Filha de um maestro e de uma artista plástica, aos 15 anos decidiu pela carreira musical. Céu já recebeu várias indicações e premiações e é um grande nome da música brasileira no cenário internacional.

Saiba mais sobre Céu.

A música Cangote faz parte do álbum “Vagarosa” e foi eleita a segunda melhor música de 2009 pela revista Rolling Stone.

Fernanda Takai

Fernanda Barbosa Takai. Amapaense, mineira de coração e criação, musicista, cronista, cantora, compositora,vocalista da Banda Patu Fu. A carreira solo  começou em 2007, mas o sucesso veio com a repercussão da banda. Fernanda foi sucesso no vocal de Patu Fu be levou a banda para o exterior e em 2001 entrou na lista das 10 melhores cantoras do mundo pela Revista Time e o Patu Fu estava entre as melhores bandas do planeta. Fora da música, ela escreve em um blog e colabora com crônicas nos jornais Correio Brasiliense e O Estado de Minas, além de ser escritora. Fernanda imprimiu ao Patu Fu uma mistura entre o som pesado da banda com seu timbre de voz suave e característico.

Saiba mais sobre Fernanda Takai e o Pato Fu e conheça seu blog!

Ando meio desligado é uma das músicas de maior sucesso na voz de Fernanda Takai. Regravação de uma canção de Os Mutantes, foi tema da novela Um Anjo Caiu do Céu e deixou o Pato Fu cair nas graças do público.


Ivete Sangalo

   E quem nunca ouviu falar de Ivete Sangalo? O sucesso da baiana começou com a Banda Eva, no início dos anos 90, mas foi na carreira solo que ela se consolidou. O principal estilo de Ivete é o axé, mas suas músicas também tem o pop e o romântico nas composições. Ela já cantou com nomes internacionais como Alejandro Sanz, Nelly Furtado e Brian McKighnt. Com o DVD ao vivo no Maracanã, de 2007, Ivete se tornou símbolo da música nacional, e agora, em 2011 deu mais um passo em sua carreira com o show no Madison Square Garden, em Nova York.

Saiba mais sobre Ivete!

A música Festa simboliza a carreira e a importância de Ivete para o Brasil tanto que foi escolhida como hino do pentacampeonato brasileiro na Copa de 2002.

Maria Gadú

    Mayra Corrêa Aygadoux, simplesmente, Maria Gadu. Paulistana, seu verdadeiro nome é de origem francesa e começou a cantar e compor aos 13 anos de idade. Em 2009, aos 22 anos ela lançou seu primeiro álbum e chamou a atenção de nomes importantes da música como Caetano Veloso, Milton Nascimento e Ana Carolina. O ponto de partida para o sucesso foi a gravação de Ne Me Quitte Pas que surpreendeu os críticos. Foi assim que Caetano Veloso propôs uma turnê com a cantora. E ela aceitou, é claro!

Conheça um pouco mais de Maria Gadu!

A música Shimbalaiê foi a primeira composição de Gadu, escrita quando ela tinha 10 anos de idade. A música foi tema da novela Viver a Vida e levou Gadu para o conhecimento do público.

Maria Rita

    Maria Rita Costa Camargo Mariano, simplificando, Maria Rita. Paulista, cantora e produtora musical, ela começou sua carreira somente aos 24 anos de idade. Maria Rita é filha de Elis Regina, que dispensa apresentações e isso foi um peso no começo de sua carreira pelo medo das comparações e cobranças que viriam. Mas logo de cara, ela mostrou que não era simplesmente uma sombra da mãe, mas sim dona de sua própria voz. No estilo da MPB com um toque original de samba ela conquistou uma série de prêmios e fãs no Brasil e no mundo.

Conheça um pouco mais sobre Maria Rita!

Em 2007 a música Tá Perdoado, de Arlindo Cruz e Franco foi sucesso na voz de Maria Rita e tema da novela Duas Caras, caindo no gosto popular.

Marisa Monte

    A voz que levou a MPB a um de seus níveis mais altos e ao reconhecimento internacional da nossa música: Marisa Monte. Marisa é carioca, cantora, compositora, instrumentista e produtora musical no estilo da MPB e do Pop. Ela fez parte dos Tribalistas, junto com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, mas preferiu a carreira solo. Ela já vendeu mais de 10 milhões de discos e ganhou prêmios importantes como o Grammy Latino, Video Music Brasil, Prêmio Tim de Música, além de ser considerada a melhor cantora brasileira pela revista Rolling Stone.

Conheça um pouco mais de Marisa Monte!

Amor I Love foi a música mais tocada do ano 2000, rendeu um Grammy Latino para o álbum, a indicação de Melhor Canção Brasileira e foi tema na novela Laços de Família!

Roberta Sá

  Roberta Varela Sá nasceu em Natal, capital do Rio Grande do norte. Cantora brasileira adotou os estilos da MPB, sama e bossa nova. Por influência da família, principalmente dos pais ela se aventurou no mundo da música já aos 9 anos de idade. Pra quem não se lembra Roberta participou do reallity show musical Fama, na Rede Globo.  Roberta não se adpatou ao estilo e foi eliminada na quarta semana. A partir dai foi lançada para o sucesso. Ela lançou o primeiro cd em 2005 (Braseiro) e, em 2007, o álbum Que belo estranho dia pra se ter alegria lhe rendeu os prêmios de melhor álbum e melhor cantora. Roberta é uma das noves femininas que está caracterizando a música brasileira de qualidade aqui e lá fora. Saiba mais de Roberta Sá!

A música Mais Alguém foi tema das novelas Negócio da China e Viver a Vida! A aprovação de Roberta pelo público foi imediata e ela caiu nas nossas graças!

Vanessa da Mata

Vanessa Sigiane da Mata Ferreira. Matogrossense da pequena Alto Garças, cantora e compositora. Já lançou cinco álbuns e um cd/dvd ao vivo, gravado em Paraty (RJ). Vanessa é descendente de índios Xavantes e cresceu cercada pela natureza do Mato Grosso e sempre ouviu de tudo um pouco na rádio da avó. Não foi a toa que se tornou autodidata na música. O primeiro sonho de sua vida era passar no vestibular de medicina, mas logo descobriu que gostava mesmo era de cantar e começou nos barzinhos aos 15 anos de idade. Ela jáganhou prêmios como o Multishow e o Grammy Latino.

Saiba mais de Vanessa da Mata!

Em 2008 a música Amado foi sucesso! Ela estava na trilha sonora da novela A Favorita e tocava em todas as rádios!

Essas foram as minhas escolhas para representar o TOP 10 das nossas vozes femininas! Mas é claro que existem muitos talentos que não citei por mera falta de espaço (senão o post ficaria mais gigante do que já está) e justamente por ser um TOP 10 (haha).

Mas tenho uma coisa a propor: deixem nos comentários outros nomes de cantoras brasileiras que fizeram sucesso nessa primeira década dos anos 2000! Vamos homenageá-las juntos! Pode ser?

Helena Ometto

Helena Ometto


A cobertura da Folha.com da Marcha da Maconha

No último dia 15, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso Melo, defendeu que o Estado irá garantir a proteção dos manifestantes na próxima Marcha da Maconha, evento que defende a descriminalização da droga. Muitas pessoas alegavam que proibir a marcha feria um direito constitucional, o de liberdade de expressão. A decisão do STF foi tomada depois da repercussão negativa da repressão policial na última marcha ocorrida em São Paulo no dia 21 de maio. A cobertura do evento foi discutida pela mídia e em redes sociais e depois da grande repercussão nos meios, o STF mudou a sua decisão e liberou a marcha.

Nem todos os veículos de comunicação abordaram com muita profundidade o caso, deixando desejar na cobertura de um evento que feriu os direitos dos cidadãos e também da imprensa. Porém, as reportagens que abordaram o evento mostrando o abuso de poder das autoridades e violência gratuita, certamente contribuíram para que as pessoas que não participaram da manifestação pudessem se informar do ocorrido com matérias plurais, como a citada a seguir.

O portal Folha.com publicou no dia 22 de maio na seção TV Folha, uma reportagem sobre os incidentes ocorridos na Marcha da Maconha em São Paulo. A marcha tinha sido proibida pelo STF no dia anterior com a alegação de que o movimento era uma apologia às drogas, algo proibido por lei. Durante a marcha, houve uma repressão por parte da Polícia Militar que perseguiu os manifestantes durante três quilômetros, agiu com violência e acabou agredindo até os repórteres que faziam a cobertura do evento.

A equipe da Folha conseguiu mostrar na reportagem a informação e ao mesmo tempo, fazer uma crítica à violência sofrida pelos manifestantes e aos jornalistas presentes. Entrevistou a ex-vereadora Soninha Francine, que é a favor da manifestação e também deu espaço aos policiais para que pudessem dar a sua versão do ocorrido.

Ao mesmo tempo em que dava o espaço para o policial explicar a reação da tropa de choque, mostrava as cenas do que realmente aconteceu: policiais agindo de forma violenta, atirando balas de borracha em manifestantes desarmados e jogando gás de pimenta nos jornalistas que estavam no local. Cenas que se assemelham muito com a repressão sofrida na época do regime militar. O repórter pergunta se houve algum exagero por parte da polícia, e o Capitão Del Vecchio responde “Não, foi tudo totalmente dentro dos limites” afirmando que aquele foi apenas um procedimento padrão da polícia para dispersar a multidão, porém a reportagem mostra cenas de vários policiais agredindo jovens desarmados e agindo violentamente contra os jornalistas que tentavam registrar as cenas. A filmagem é interrompida quando o cinegrafista é atingido por um policial e cai no chão.

A cobertura priorizou a informação, deu voz aos dois lados envolvidos e conseguiu mostrar ao público o incidente ocorrido durante a marcha. Muitos veículos se resumiam a abordar a repressão da polícia como apenas uma represália sofrida pelos defensores da maconha, mas a Folha fez diferente. A reportagem não focou apenas em mostrar o abuso de autoridade, mas também que a polícia bate e depois pergunta, não distingue manifestantes de imprensa.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Pimenta Neves: Na mídia, por quê?

No fim do mês passado, o jornalista Pimenta Neves e réu confesso de Sandra Gomide, foi condenado a 15 anos de prisão após o Supremo Tribunal Federal ter rejeitado o último recurso apresentado pelos advogados. Pimenta Neves assassinou a jornalista e ex-namorada em 2000, e após 11 anos do assassinato, o STF decretou sua prisão.

A notícia sobre a prisão de Pimenta Neves foi publicada, entre outros veículos, pela VEJA, pela Folha de São Paulo e pelo portal G1. Porém, as abordagens dos três veículos foram diferentes.

Tanto a VEJA quanto o G1 publicaram notícias pequenas sobre o caso Pimenta Neves. Além disso, os dois veículos escreveram sobre o local onde o jornalista ficará encarcerado. Entretanto, a VEJA enquadra a matéria de maneira a mostrar o suposto conforto da cela em que Pimenta Neves ficará. Para isso, destaca o fato de que apesar de ele estar em uma cela de nove metros quadrados, o local tem o dobro do tamanho da cela onde passou sua primeira noite preso. Além disso, a matéria também enfatiza o fato de ele ficar alojado no Pavilhão 2 da penitenciária, que é destinado a presos com nível superior.

Em contrapartida, o G1 também descreve a situação do jornalista na prisão, mas dessa vez sob um aspecto negativo. Diferentemente da VEJA, o G1 destaca o fato de ele estar sendo tratado como um preso comum, sem qualquer regalia. G1 também coloca que a penitenciária na qual Pimenta Neves se encontra, suporta 239 pessoas, mas abriga 322. Além disso, o portal diz que ele passará pelo procedimento padrão de todo preso. Essas informações também acentuam a intenção do G1 de mostrar que o jornalista não está em vantagem.

Ao final de ambas as matérias, tanto a VEJA quanto o G1 relembram o ocorrido e colocam qual foi a decisão do STF em relação à defesa do jornalista. A VEJA ainda coloca que a também jornalista Sandra Gomida, rompeu o relacionamento de dois anos com Pimenta Neves, e isso lhe rendeu a demissão do jornal O Estado de S. Paulo, veículo do qual Pimenta Neves era diretor de redação.

O G1, porém, continua insistindo em mostrar que o jornalista não vai receberá vantagens, e garante isso quando coloca que Pimenta Neves “não poderá conceder entrevistas durante o período de observação e apenas receberá visitas da advogada”.

No caso específico da Folha de São Paulo, a contextualização da matéria foi mais ampla. O jornal, além de dar a notícia da condenação de Pimenta Neves, colocou informações essenciais sobre o assassinato de Sandra Gomides. A Folha também justificou um dos motivos para caso ter ganhado tanta repercussão nas mídias: por ser o caso mais emblemático de impunidade da história do Brasil.

Apesar de crimes similares a este acontecerem com freqüência no Brasil, os veículos de comunicação deram destaque ao caso Pimenta Neves pelo fato de ele ser ex-diretor do Estadão. Ou seja, por ser uma figura de alto escalão dentro do círculo jornalístico do país. É possível, portanto, que essa seja uma situação em que, mais do que refletir a realidade, os veículos pautam a sociedade, tornando público aquilo que é colocado pela mídia.


“Pimenta Neves pega sentença de 15 anos pelo assassinato da jornalista Sandra”


TPMídia ON RADIO #10

Ouça o programa TPMídia desta semana e confira: a polêmica da marcha da maconha, caso Pimenta Neves e o atraso nos preparativos para a Copa.

E no De Volta para o Futuro continuamos o especial dos anos 2000 com os maiores hits nacionais e internacionais da década!


Os 25 anos de “Curtindo a Vida Adoidado” e uma possível sequência

O filme “Curtindo a Vida Adoidado” – “Ferris Bueller’s Day Off” – dirigido por John Hughes, o mesmo que dirigiu outras obras clássicas como “Clube dos Cinco” e “Mulher Nota 1000” – completou 25 anos em 11 de junho, e ao longo desses anos, continua sendo considerado um clássico absoluto, é também, um dos maiores ícones dos anos 80.

A interpretação de Mattew Broderick deu vida ao personagem mais emblemático dos filmes oitentistas: Ferris Bueller, o qual mantém um diálogo com a câmera, fala diretamente para ela, passando a impressão de uma conversa o com espectador. Esse diferencial destaca o filme de outros, pois faz com que o público se identifique com a história de Bueller.

Trecho inicial do filme com direito a abertura da Sessão da Tarde. Quem nunca passou a tarde na frente da televisão assistindo a esse clássico?

Há rumores sobre uma sequência do filme. Desde 2007, o desconhecido roteirista Rick Rapier vem trabalhando nesta possível continuação, e o texto para tal sequência já estaria pronto. No roteiro de Rapier, Ferris torna-se, juntamente com seu amigo Cameron Frye, um empresário bem sucedido devido ao seu programa de motivação pessoal baseado na ideologia de que “a vida passa muito rápido”. Só restam aos fãs aguardarem a confirmação da continuação do filme.

Porém ficam algumas questões: será que esta sequência faria o mesmo sucesso que fez o filme? E por que a indústria cinematográfica mantém essa insistência em dar continuidade a filmes que obtiveram grande sucesso em suas estreias? Como fã dessa obra clássica, creio que nenhuma sequência chegará aos pés de “Curtindo a vida adoidado”, pois este é um filme único e insuperável.

Resumidamente, o filme se desenrola da seguinte maneira: Ferris Bueller (Matthew Broderick) acorda certa manhã e em um dia maravilhoso de Sol, decide que não vai desperdiçá-lo ficando enfurnado na escola. Engana os pais dizendo que está doente e segue para um dia de diversão acompanhado de seu melhor amigo Cameron (Alan Ruck) e de sua namorada Sloane (Mia Sara), a bordo de uma Ferrari. Porém, duas pessoas não caem na conversa de Ferris: sua irmã Jeanie (Jennifer Grey), que não aceita o fato do irmão sempre se dar bem em suas armações, e o diretor da escola Ed Rooney (Jeffrey Jones), que simplesmente não vai com a cara de Bueller. Ambos farão de tudo para desmascará-lo. Ferris faz jus ao título do filme e curte a vida adoidado no centro de Chicago, visitando vários lugares, almoçando em restaurante chique e encerrando seu dia de folga com uma performance de  “Twist and Shout” dos Beatles em um desfile.

O sucesso de “Curtindo a Vida Adoidado” é tão grande que até mesmo influenciou a cena musical. A frase “Save Ferris” que aparece no filme serviu de inspiração para o nome da ótima banda de ska-reggae Save Ferris (1995-2002), formada na cidade de Orange County, Califórnia. A banda composta por Monique Powell (vocais), Bill Uechi (baixo), Eric Zamora (saxofone), Brian Mashburn (guitarra e vocais), T-Bone Willy (trombone) e José Castellanos (trompete), apresenta uma discografia pequena, limitando-se a três álbuns, “Introducing Save Ferris”, “It Means Everything” e “Modified”.  A canção “Come On Eileen” foi o hit de maior sucesso.

O filme é mais do que recomendado e deve sim ser visto em sua dublagem clássica, pois além de torná-lo ainda mais clássico, a dublagem já faz parte da memória dos fãs. Além da dublagem, outro ponto marcante do filme é a mensagem transmitida: ”A vida passa muito rápido, e se você não parar de vez em quando para aproveitá-la, ela acaba e você nem percebe”. Com isso, “Curtindo a Vida Adoidado” tornou-se um verdadeiro clássico incansável de ser visto.

Aproveite a vida.

E salve Ferris!

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa

A reforma do Teatro Municipal

Nessa edição eu fiquei novamente responsável por fazer uma das partes da Crítica no Plural, o quadro de crítica de mídia do TPMidia! Como vocês já devem saber eu sou apaixonada pela área de Jornalismo Cultural e pretendo seguir nessa carreira! Sendo assim, decidi escrever a crítica dessa semana sobre a reinauguração do Teatro Municipal de São Paulo, após 3 anos de reforma.

A análise de mídia foi elaborada sobre uma matéria veiculada no portal Estadao.com, lincada com o blog de cultura do Jornal da Tarde. Esse é o link para quem quiser conferir: http://blogs.estadao.com.br/jt-variedades/nos-bastidores-do-novo-teatro-municipal/ !

o novo palco do Teatro Municipal

O Teatro Municipal de São Paulo foi reaberto ao público nesse final de semana, depois de 3 anos em reforma. Na noite de quarta-feira, a editoria de cultura do Estadao.com divulgou uma notícia contando parte de todo o processo dessa reforma. A matéria está escrita em uma linguagem mais literária do que o convencional, justamente para se adequar à editoria, que é mais leve e poética do que as outras.

Para mostrar a trajetória da reforma, foram mostrados alguns personagens que participaram do processo, como um funcionário antigo do teatro e um pedreiro da empresa responsável pelas melhorias. Cada um contou suas experiências, mostrando partes diferentes do processo. Com isso a matéria conseguiu ter uma certa pluralidade de fontes e pontos de vista e pôde oferecer um panorama mais completo das etapas.

O funcionário contou suas experiências como maquinista, aquele que montava e desmontava os cenários e como, aos poucos, foi percebendo a importância de sua função para os espetáculos. Ele fazia isso desde os cinco anos de idade, na companhia do pai. Já o funcionário da obra falou sobre a responsabilidade de reformar a parte mecânica, a iluminação e a montagem dos cenários, sendo que já trabalho em outros teatros como o de Paulínia e o Municipal do Rio de Janeiro.

Teatro Municipal passa por reforma (Créditos: Estadão)

Mas é importante notar que essa diversidade aconteceu do ponto de vista emocional e psicológico das fontes, que contaram histórias pessoais e afetaram somente o lado emocional dos leitores. Faltaram informações oficiais e técnicas que esclarecessem para o leitor o que de fato foi mudado na estrutura do teatro nesses três anos.

A única fonte oficial que aparece na matéria está no último parágrafo, em uma citação rápida. São as arquitetas responsáveis pela obra. Mas a fala refere-se exclusivamente à apresentação do novo espaço à imprensa e não ao que, de fato, foi modificado. Um outro ponto deve ser destacado: há a informação de que o pedreiro poderá assistir a um concerto no Teatro porque haverá uma sessão especial para os funcionários da obra. Ao dizer isso, a interpretação possível é de que somente nesse dia ele terá essa oportunidade, já que normalmente os espetáculos são destinados a pessoas com maior poder aquisitivo.

Ou seja, o Teatro foi reformado por mãos de gente simples, mas que sabem apreciar a arte clássica. Mas, mesmo depois das mudanças na estrutura eles continuarão de fora do público alvo das apresentações. Para terminar, por ser uma matéria cultural ilustrativa está muito bem montada, até mesmo pela linguagem literária e estrutura narrativa em que foi apresentada.

A idéia de apresentar personagens reais, que participaram da reforma, como fontes também é ótima e surpreendente. Mas deixa a desejar do ponto de vista da informação e dados, justamente por não apresentar fontes oficiais.

Para saber um pouco mais sobre essa grande reforma e estruturação que aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo assista ao vídeo abaixo. É uma produção da Veja São Paulo…

Helena Ometto

Helena Ometto

A cobertura do Estadão.com sobre a bactéria dos vegetais

O portal Estadão.com noticiou que a Alemanha identificou que brotos de feijão contaminados são responsáveis pela disseminação da bactéria E. coli, que já matou pelo menos 30 pessoas, 29 na Alemanha e uma na Suécia, e infectou quase três mil pessoas. O atual surto foi causado por uma variedade supertóxica da bactéria E. coli, que se espalha com maus hábitos de higiene desde a colheita até o preparo do alimento. A bactéria causa infecções intestinais, destruição de hemácias e insuficiência renal.

O Centro Nacional de Saúde Pública do país afirmou que a causa do surto foram os brotos, e que as pessoas que consumiram esses produtos teriam maiores chances de apresentar diarréia com sangue ou outros sinais de infecção, do que aquelas que não os consumiram. Com a identificação, as autoridades sanitárias alemãs suspenderam o alerta contra o consumo de pepinos, alfaces e tomates crus. Estes alimentos já podem ser consumidos normalmente sem risco de contaminação.

Agricultor alemão joga fora os vegetais contaminados

Diferentemente dos outros veículos que noticiaram o fato, a cobertura do Estadão.com se destacou por apresentar informações relevantes e mais completas sobre o caso. Inicialmente, a matéria dá ênfase na informação divulgada sobre a descoberta da origem da infecção. Enfatiza também a opinião de Reinhard Burger, presidente do Instituto Robert Koch, do Centro Nacional de Saúde Pública da Alemanha.

O grande diferencial da matéria do Estadão.com foi a apresentação de infográficos trazendo maiores esclarecimentos aos leitores sobre o fato. O primeiro deles traz um mapa destacando a disseminação da bactéria pela Europa e Estados Unidos. Além de destacar os países com casos registrados, mostra dados importantes, como o número de mortes registradas na Alemanha e na Suécia. Já o infográfico seguinte expõe uma visualização de como é a bactéria, os sintomas que causa e as medidas de prevenção que devem ser adotadas para evitar a infecção da E. coli.

Bactéria Escherichia Coli

Além da presença de tais informações, o portal veicula como está a situação das exportações. A Comissão Europeia confirmou que a Alemanha não exportou a outros países do bloco europeu os produtos contaminados. Veicula também, o posicionamento de outros países em relação ao caso. A Rússia anunciou que suspenderá o veto às importações de verduras procedentes da Europa em troca de garantias da União Europeia sobre cada país e produto.

Nesta cobertura, o Estadão.com, oferece ao leitor informações adicionais ao acrescentar links com matérias relacionadas ao fato. Entres esses links há opinião de um especialista e explicações sobre as causas e as prevenções contra a infecção da E. coli. Fica evidente nesta matéria do Estado de SP que houve preocupação em passar informações precisas aos leitores, pois se trata de um assunto relacionado à saúde que está atingindo outros países além Alemanha.  Nota-se na cobertura uma boa apuração em comparação a outros veículos que simplesmente noticiaram a causa da disseminação sem maiores detalhes.

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa

Os casais do mundo da música

Tina e Ike Turner

Tina e Ike TurnerTina conheceu Ike aos 17 anos quando entrou para a banda dele como backing vocal. Logo se tornaram Tina e Ike Turner e a dupla conquistou um enorme público com seus hits. Se casaram em 1962 e tiveram um filho em 64, Roonie. Após 18 anos de casamento, Tina se separou de Ike alegando que ele era viciado em drogas e muito violento. Dele, Tina apenas exigiu o sobrenome artístico, Turner. Tina e Ike não estão mais juntos, mas as suas músicas fazem sucesso até hoje como Proud Mary e River Deep e Mountain High

Courtney Love e Kurt Cobain

Courtney Love e Kurt Cobain

Kurt Cobain, líder do Nirvana e Courtney Love, vocalista do Hole começaram seu relacionamento no início dos anos 90. Kurt e Courtney foram um casal polêmico e até hoje, muita gente responsabiliza Courtney pelo declínio do Nirvana. Muitos fãs acreditam até na hipótese de que Kurt não se suicidou e que Courtney foi responsável por sua morte.

Eles tiveram uma filha em 1992, Frances Bean Cobain, que atualmente tem 19 anos.Depois da morte de Kurt Cobain, Courtney arrumou vários namorados, mas até hoje não se casou novamente.

Brody Dalle e Josh Homme

Brody Dalle e Josh Homme

Brody Dalle, vocalista do Distillers ainda é muito associada à Tim Armstrond do Rancid, quem a lançou no mundo da musica e teve um relacionamento muito durante muitos anos.

Porém, em 2003 o relacionamento acabou e ela conhece Josh Homme, o guitarrista do Queens of the Stone Age.Brody e Josh tiveram uma filha em 2006, Camille Homme. Brody atualmente está na banda Spinerette e Josh é o único membro remanescente da formação original do Queens of the Stone Age.

Yoko Ono e John Lennon

Yoko Ono e John Lennon

Em 1966 John Lennon conheceu a artista plástica, Yoko Ono. Mas só apenas em 1968, depois do divórcio de Lennon, que eles começaram um relacionamento sério. Os outros membros dos Beatles não gostavam de Yoko e muitos fãs atribuem a ela a culpa da banda ter acabado.

Lennon e Yoko protestaram juntos contra a guerra do Vietnã. Em 69 se casaram e promoveram o Bed In, um protesto pacífico contra a guerra e a favor da paz e do amor.Yoko Ono e John Lennon gravaram algumas músicas juntos, e em 75 nasceu o filho do casal, Sean Lennon. Depois do assassinato de John em 1980, Yoko nunca mais se casou e até hoje leva o nome do marido em suas ações promovendo a paz.

Fernanda Takai e John Ulhoa

Fernanda Takai e John UlhoaFernanda Takai e John Ulhoa, integrantes do Pato Fu se conheceram em 1992 quando ele a convidou para entrar em sua banda. São casados há 12 anos e desse relacionamento, tiveram Nina, que hoje tem 4 anos. Fernanda fez shows até os sete meses de gravidez e depois de ter dado à luz, continuou gravando com o marido no estúdio da sua casa. Fernanda e John dizem que conseguem ter uma vida amorosa e profissional juntas porque um complementa o outro. E o Pato Fu é a prova disso tudo!

Beyoncé e Jay-Z

Beyonce e Jay Z

Beyoncé e Jay-Z é outro casal famoso no meio musical. A cantora e o rapper já estavam flertando há muito tempo, mas o casamento dos dois é recente. Mais do que marido e mulher, Beyoncé e Jay-Z são também parceiros na música. Várias canções da dupla entraram aos montes nas rádios americanas.

Foi no ano de 2002 que Beyoncé e Jay-Z começaram a namorar. Mas o fato só deixou de ser boato em 2008, quando eles se casaram.Parece que o casal está muito bem junto. Senão, de qualquer forma pode-se dizer que os dois talentos têm uma grande química.

Gwen Stefani e Gavin Rossdale

Gwen Stefani e Gavin RossdaleEla, vocalista do No Doubt. Ele, ex-vocalista e guitarrista da banda Bush. Esses são Gwen Stefani e Gavin Rossdale. Os dois se conheceram durante o auge das duas bandas e depois de anos de namoro, a cantora bateu o pé e exigiu que o namorado a pedisse em casamento. E o rapaz aceitou.

Courtney Love tentou causar algumas intrigas no relacionamento dos dois, afirmando que ela já teria dormido com Gavin, mas Gwen não deu a menor bola pra Courtney. Depois de alguns anos de alianças trocadas, veio ao mundo o primeiro filho do casal, em maio de 2006. E em agosto de 2008, nasceu o segundo filho de Gwen e Gavin.O que o casal tem em comum? O amor pela música, pelo rock, e claro, um pelo outro.

Nicole Appleton e Liam Gallagher

Nicole Appleton e Liam Gallagher

E aí vem mais um romance do meio musical: Nicole Appleton e Liam Gallagher.Logo depois de se separar da sua primeira esposa, o integrante da banda Oasis começou um relacionamento com a cantora das All Saints.

Foi no ano de 2001 que o casal teve seu primeiro e único filho. Liam e Nicole não formalizaram a união, mas pouca gente duvida do amor dos dois. Liam chegou até a dedicar a música Songbird para ela. E os dois cantores tem mais em comum do que parece à primeira vista. As All Saints disputavam o cenário musical dos anos 90 com as Spice Girls. E, coincidência ou não, Liam não simpatizava nem um pouco com o quinteto britânico. Coincidência? Pode ser… Ou não.

Amy Winehouse e Blake Fielder-Civil

Amy Winehouse e Blake FielderAmy Winehouse e Blake Fielder-Civil com certeza foi o relacionamento mais conturbado dos últimos anos. No dia 18 de maio de 2007, a cantora inglesa Amy Winehouse se casou com o ator americano Blake Fielder-Civil. Mas parece que o rapaz não foi uma influência muito boa para Amy.

Depois de acusado de ter ferido James King, em 16 de julho de 2009 o casal rompe o casamento. Motivo? Acusações de traição. Estava rolando alguns boatos sobre uma possível reconciliação dos dois. Mas Amy está namorando o diretor de cinema Reg Traviss, e ao que tudo indica, os dois estão muito bem, obrigado.

June Carter e Johnny Cash

June Carter e Johnny Cash

Para finalizar, um dos casais mais lindos do mundo da música: Johnny Cash e June Carter. Eles se conheceram quando Cash começou a ganhar fama e se apaixonaram a primeira vista. Johnny se divorciou de sua primeira esposa para ficar com June e depois disso, tiveram um filho John Carter Cash.

Johnny e June gravaram músicas e álbuns juntos e fizeram muito sucesso na década de 60 e 70. June foi quem ajudou Cash quando ele ficou viciado em drogas e a suaperar o declínio de sua carreira. Johnny Cash e June Carter nunca se separaram, June faleceu quatro meses depois da morte de Cash e foram enterrados um ao lado do outro no Hendersonville Memory Gardens.


TPMídia ON RADIO #9

Ouça agora o programa TPMídia desta semana!

Possível gratificações para os bombeiros, polêmica da bactéria em vegetais alemães, reforma do Teatro Municipal e internet livre para todos são as notícias que você confere neste programa!

No De Volta Para o Futuro, um especial do dia dos namorados com os casais mais famosos do mundo da música.


Pagu completaria 101 anos…

Eis que cá estou eu postando em plena madrugada de quinta para sexta-feira, sendo que meu dia de postar é na quarta. Mas enfim,  é por uma boa causa, eu juro!

Sonhe. Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe.

Assim que vi esse assunto em um dos portais de notícia que visitei hoje, logo me lembrei do meu querido TPMidia e prometi a mim mesma que escreveria um post em homenagem a essa mulher que marcou a história do Brasil, do mundo e a trajetória feminista em todos os tempos. Estou falando de ninguém menos que PAGU.

Patrícia Rehder Galvão nasceu em São João da Boa Vista no dia 9 de junho de 1910 e foi uma jornalista e escritora brasileira. O primeiro destaque de Pagu foi no Movimento Modernista, ainda com 11 anos de idade. Ela não teve participação ativa no movimento, mas seus pensamentos já eram influenciados e influenciáveis na trajetória do movimento. Nota-se desde aí a relevância que a menina paulista teria para a história do país.

Uma homenagem da música brasileira para Pagu

 

A  característica mais admirável em Pagu é o fato de ela ter sido uma militante comunista absolutamente convicta de suas razões e a primeira mulher a ser presa no Brasil por motivações políticas. Ela realmente lutava por seus ideias, no sentido mais literário e amplo da palavra.

A origem de seu apelido é curiosa: foi inventado pelo poeta Raul Bopp ao dedicar-lhe um poema e confundir suas iniciais. Raul pensava que a menina chamava-se Patrícia Goulart e não Patrícia Galvão. Mas o erro transformou-se em acerto e o apelido ‘fail’ foi a marca da corajosa trajetória da moça.

Na minissérie Um Só Coração, da Rede Globo, a atriz Miriam Freeland interpretou Pagu

Ao longo dos anos, Pagu se envolveu em uma série de polêmicas e escândalos: em 1930 casou-se com Oswald de Andrade depois dele ter ser se separado às brigas de Tarsila do Amaral e tiveram um filho: Rudá de Andrade. Anos depois casou-se novamente com Geraldo Ferraz, seu verdadeiro parceiro de vida, com quem teve mais um filho, Geraldo Galvão Ferraz.

A militante paulista foi presa nada menos do que 23 vezes. A primeira delas foi pela polícia de Getúlio Vargas ao participar de uma greve dos estivadores de Santos. Também foi presa em Paris como comunista estrangeira e portadora de identidade falsa e, por fim, foi presa e torturada pela Ditadura Militar. Ficou na cadeia por 5 anos.

Ela chegou até mesmo a mudar sua linha de pensamento, saindo do Partido Comunista para um socialismo trotskista.

Pagu publicou alguns livros como Parque Industrial, sob o pseudônimo de Mara Lobo. Ela também foi atriz e crítica de arte, além de se aventurar como desenhista e ilustradora.

Ao final de sua vida ela passou a sofrer com um câncer e chegou a tentar suicídio, mas não obteve sucesso nessa primeira tentativa. Ela morreu em Santos no dia 12 de dezembro de 1962, deixando uma marca feminista e de luta na história brasileira.

Fiz questão de prestar essa homenagem aqui no TPMidia a essa brasileira que a primeira a lutar pela participação ativa das mulheres na política e na sociedade. Se não fosse pela luta de mulheres como ela nas gerações passadas talvez esse blog não existisse pelo simples fato das 6 meninas que o escrevem não terem o direito de estudar e mostrar sua opinião por causa de uma única condição: serem mulheres.

Retomo aqui a frase do início desse post, de autoria da própria Pagu:

Sonhe, Tenha pesadelos, se necessário for. Mas sonhe.

Bom, acho esse foi o maior ensinamento de Pagu e é o que estamos fazendo hoje: sonhando, com alguns pesadelos, mas sonhando!

A você, Pagu, a homenagem e o agradecimento de todas as mulheres, em especial das colaboradoras desse blog!

acesse esse site e saiba mais sobre a vida de Pagu: http://www.pagu.com.br

Helena Ometto

Helena Ometto

 


TPMidia ON RADIO #8

Oi gente!

Confira abaixo o programa TPMídia desta semana.

Nesta edição você confere: A polêmica sobre a criação do Estado de Tapajós, o baralho dos criminosos, a matéria sobra a saúde de Dilma na Revista Época e a manifestação dos bombeiros.

No De Volta para o Futuro trouxemos um especial dos anos 90!


Brincando com coisa séria

A salvação de todos os clichês e chavões batidos é quando surge uma situação inusitada e não temos outra forma de descrever o acontecido. Por isso, o título desse post foi a primeira coisa que me veio a mente quando li a notícia publicada no site do Estado de São Paulo no último dia 3 :

Clique na imagem para ver a matéria

Quem clicou por curiosidade não encontrou muitas informações, pois a notícia é bem curta e fica claro que só esta lá por ser “mais um fato bizarro ligado ao Governo”.

Pois então, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) da Bahia criou uma página na internet com um jogo gratuito que mostra cartas – como em um baralho – com o rosto, nome, bairro e o crime cometido pelo procurado da polícia.

Há um cronômetro marcando o tempo e, quando o jogador completa a busca pelas cartas iguais, a brincadeira “passa para outra fase”.

As fases são iguais, sem maior ou menor grau de dificuldade, só mudam os rostos dos criminosos e no final não há nenhum prêmio, apenas o apelo da SSP ao uso do disque-denúncia e os telefones do serviço.

O “Baralho da segurança”, como chamou o jornal Estado de São Paulo, faz parte do projeto Pacto pela Vida da SSP – BA e tem o objetivo de incentivar que as pessoas conheçam o rosto dos principais procurados do estado baiano e ajudem a prendê-los. Essa seria uma contribuição da população para auxiliar as ações da segurança pública.

Lançamento do “Jogo da memória” na SSP BA

Depois de ver para crer que o jogo realmente existe, é hora de pensar outras questões envolvidas nessa “brincadeira”:

Imagine que “fotos de procurados pela polícia” podem interessar às pessoas muito mais por curiosidade do que pelo interesse de denunciá-los. Isso pode fazer com que esses criminosos acabem se tornando mais “famosos”. Essa popularidade acontece não como algo positivo – que ajuda a realização das prisões – mas como incentivo até mesmo de certo respeito entre os próprios criminosos. De repente, ter o rosto estampado em um jogo na internet pode acabar sendo útil para esses procurados.

As cartas do jogo com o rosto dos criminosos podem ser baixadas para o computador do usuário e também existem no formato impresso como as cartas de um baralho qualquer

Outra questão a ser pensada são as relações sociais em que vivem os personagens dessas ‘cartas de baralho’. Esses rostos envolvem pessoas que têm uma hierarquia específica entre eles e onde o crime acontece quase como um ‘mercado de trabalho’. Estar exposto no site da SSP é como ser eleito e promover a própria imagem. Além disso, o projeto quer incentivar o disque-denúncia, mas não prevê soluções para o medo e as ameaças que cairão sobre os denunciantes – esses outros cidadãos que sofrem com a criminalidade impune. É uma verdade prática que o anonimato da denúncia não é proteção suficiente nessa realidade da sociedade.

Para ir mais além, bastar questionar qual será o efeito de uma brincadeira como essa no pensamento das crianças que, hoje, têm acesso tão fácil à internet. Afinal – de modo retórico – um adulto ficaria brincando de jogo da memória para reconhecer rostos de pessoas procuradas pela polícia? Muitos desses pequenos e jovens não sabem a gravidade do “problema” que está por trás do rosto memorizado. Os criminosos se tornam anti-heróis e, ainda pior, exemplos do que “ser quando crescer”, pois são importantes ao ponto de ter a foto no jogo da internet.

Qual o REAL objetivo jogo?

Entre tantos outros argumentos que é possível pontuar, o fato dessa iniciativa ser colocada em prática grita o quanto um órgão do Governo pode ser irresponsável e como as idéias dos “criativos” políticos e funcionários públicos interferem na sociedade de maneira arriscada e falha.

Outro pensamento que me desperta é uma vontade irresistível de investigar quantos milhões foram pagos para construção desse jogo e qual é a memória dos políticos envolvidos. Afinal, trata-se de um investimento público e as contas devem estar à mostra para qualquer cidadão. Já que está valendo brincar com coisa séria, desconfio que na casa desse assunto alguns passariam a vez…

Lilian Figueiredo

Helena Ometto


A saúde da presidenta…

A crítica de mídia de hoje será sobre a saúde da nossa presidente e como seu quadro médico foi veiculado na mídia, especificamente na Revista Época. Na edição do dia 27 de maio, a revista trouxe na capa uma foto da presidente Dilma com a seguinte manchete: “A saúde de Dilma”. Época teve acesso a exames, lista de remédios e relatos médicos. Por que seu estado ainda exige atenção?

A matéria é necessária para explicar à população o que está acontecendo com a saúde de Dilma, afinal ela é a presidente do país e os brasileiros precisam conhecer sua situação política. Mas a Época exagerou na importância e repercussão que deu à matéria. Já na capa, a impressão foi a de que quiseram transformar a pneumonia de Dilma em uma doença terminal. A foto de capa mostra Dilma sobre um fundo preto, vestida de vermelho e com os olhos fechados. A expressão é de cansaço e mal estar. A Época pretendeu mostrar uma presidente literalmente fraca em termos de saúde, mas teria sido também uma analogia à sua suposta fraqueza de atuação política?

A matéria também trouxe o histórico da doença, desde o primeiro resfriado,  a temperatura da febre, a sequência de remédios e opiniões dos médicos, os sintomas e mal estares da presidente e até mesmo o nível das enzimas de seu organismo. Esse panorama deixou a impressão de que Dilma estaria sofrendo cada vez mais e enfraquecendo gradativamente. Será que ela teria que sair do cargo para se recuperar? Talvez esse tenha sido o objetivo de interpretação da revista.

(clique em cima da imagem para aumentar a visualização)

Fotos de Dilma tossindo nas últimas semanas em eventos públicos foram colocadas lado a lado com imagens da época de seu tratamento contra o câncer linfático. No mínimo essa montagem quis lembrar aos leitores que se ela já foi afastada uma vez por motivo de doença isso poderia acontecer de novo a qualquer momento.

Não há nada de errado em produzir uma matéria sobre o quadro de saúde de Dilma, muito pelo contrário. Ela é a presidente do país e deve satisfações para os brasileiros, mesmo que informações sejam mais íntimas que de costume. Mas o problema é saber até onde uma notícia desse porte pode ser vinculada com a imagem profissional de alguém, saindo do âmbito pessoal. Parece que essa foi a intenção da Revista Época ao sugerir tantas recaídas: Dilma pode ser tão fraca politicamente como é fisiologicamente.

Imagens: Época online

Helena Ometto

Helena Ometto


No Dia da Imprensa, dê os parabéns!

Bom, você já pode dar os parabéns para as 6 meninas que escrevem nesse blog. E sabe por quê? Pelo simples fato de ontem ter sido o DIA DA IMPRENSA!

Isso mesmo! Desde 2000, no dia 01 de junho comemoramos o dia nacional da imprensa e de todos os profissionais que fazem as informações correrem o mundo, como nós jornalistas!

Pense bem: o que seria do mundo sem as mídias e as informações sendo divulgadas a todo momento? Já imaginou a alienação do povo se as falcatruas políticas não fossem divulgadas, se a manipulação social não fosse colocada em pauta? Já imaginou também se as conquistas e vitórias de nosso país não fossem levadas a todo mundo? Será que ainda pensariam que o Brasil é terra de ninguém e os índios andam nus pelas ruas?

A imprensa tem um papel fundamental no desenvolvimento de um país e para fazer acontecer é necessária a participação de jornalistas! A imprensa é a defensora dos direitos humanos, denuncia as irregularidades e injustiças e é a maior aliada para assegurar os direitos de cada um.

A imprensa no Brasil começou em 1808 com a chegada da família real portuguesa em nossas terras, já que aqui passou a ser a “sede” do Reino. O primeiro jornal editado no Brasil foi a Gazeta do Rio de Janeiro.

Hoje não consigo mais imaginar a vida dos brasileiros sem a Rede Globo, que por mais criticada que seja é a emissora e o grupo que mais exerce influência na imprensa hoje, o impresso O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e os jornais de cada estado, os portais de notícia como o G1, Terra, UOL, até mesmo as emissoras de rádio, menos utilizadas, mas não menos influentes em algumas regiões do país, enfim…

Comemorar o Dia da Imprensa é comemorar a liberdade de expressão e a certeza da segurança de nossos direitos. É saber que existem profissionais que trabalham todos os dias em prol da não alienação e de levar à população as verdades do nosso dia a dia.

É claro que devem existir resguardas em relação à toda a veracidade da informação, sempre haverá influências editoriais e econômicas nas mídias de todo o mundo, mas vale a importância de mostrar que existe uma imprensa atuante. E que luta pela obrigatoriedade do diploma.

Aliás, a gente já contou por que  decidimos trilhar esse caminho? Não? Então aqui vai:

Helena Ometto – escolheu o Jornalismo aos 13 anos de idade, mesmo sem saber ao certo para onde seria levada. Professoras de português elogiavam seus textos e acreditavam em seu dom, a paixão por escrever aumentava e tinha certeza que aquela era a melhor escolha. Prestou vestibular, passou, teve algumas decepções, mas não se imagina fazendo outra coisa. Minha primeira inspiração foi o casal nacional Fátima e William.

Juliana Baptista: sempre quis a área de comunicação, mais precisamente Audiovisual, mas passou em Jornalismo e foi ver o que era, achou que poderia dar certo. E deu. A aptidão para a escrita falou mais alto. Encontra muitos maus exemplos de jornalistas e isso a motiva a seguir na profissão e ser um exemplo melhor. Como disse:  jornalista não dura pra sempre e a inovação no jornalismo já está acontecendo!

Juliana Rosa: Não satisfeita em ser apenas uma leitora/telespectadora/ouvinte, optou pela profissão para poder compreender todo o processo que envolve o Jornalismo. Por ler coisas a respeito se interessou mais pela profissão. Tem como exemplo de profissional Heródoto Barbeiro. Quer ser ele quando crescer.

Lilian Figueiredo: a dúvida era história ou comunicação. Optou pelo jornalismo por gostar de escrever, de falar e querer mudar o mundo!

Helena Sylvestre: tudo o que diz é que escolheu Jornalismo por instinto, pela vontade não só de conhecer a sociedade, mas poder atingí-la através da informação. Uma inspiração de carreira é o jornalista André Trigueiro.

Fernanda Villa: resolveu olhar a lista de cursos mais concorridos da USP e ficou tipo “oh, jornalismo. Por que não?”. Isso na metade do segundo colegial, quando ainda pensava em direito ou R.I. E também para entrar de graça nos shows. Queria ser o Diogo Mainardi mas ele não é jornalista e tal… Na verdade não sabe o que a inspira. Queria ser o Reinaldo Azevedo, mas com cabelo de preferência.

Gostou?
haha, foi assim!

Parabéns à imprensa, à nós, jornalistas, e também a toda a população que faz as notícias acontecerem!

Helena Ometto

Helena Ometto


Mídias sociais: ferramentas conscientizadoras ou narcotizantes?

Nos últimos anos ficou evidente o enorme crescimento das mídias sociais, e junto com ele colocou-se em questão qual seria o suposto potencial que essas novas mídias têm para contribuir socialmente de alguma maneira.

De fato, as mídias sociais como o Facebook, o Orkut e Twitter são ferramentas interativas que têm o intuito de aumentar a participação dos internautas na rede. O que antes era pregado pela Teoria Hipodérmica, hoje já caiu por terra. O usuário não tem o papel de simples receptor passivo de informação. Mais do que receber e absorver, o internauta hoje influencia de maneira direta naquilo que é publicado via web. Com o auxílio das redes sociais, o internauta ainda tem a capacidade de disseminar os conteúdos que recebe a uma velocidade e eficiência espetaculares. Quanto maior o número de laços sociais, maior a repercussão e consequentemente há um aumento do fluxo de informações. Essa é a estratégia das mídias sociais.

Que fique claro que as tecnologias digitais têm um propósito louvável, dependendo da maneira como são aplicadas. As mídias sociais têm um grande poder de persuasão, conscientização e divulgação? Sim… Mas pensar nas mídias sociais apenas em seus aspectos positivos é ver a web 2.0 com um olhar de inocência.

Pare para pensar no seguinte… Quantas vezes você já não assistiu ao telejornal da noite, viu-se bombardeado de informações e pensou: “Pronto. Agora já sei o que está acontecendo. Estou politizado, e então já posso ir pro bar beber umas cervejas com os amigos”. Não é verdade?

Pois é… Isso é o que expõe a Teoria da Disfunção Narcotizante. O que isso quer dizer? Que os indivíduos estão expostos o tempo todo a um número infinito de informações disseminadas por diversos veículos de comunicação. Assim, o sujeito sente-se muito bem politizado, a par de tudo o que está acontecendo ao redor do mundo, e, portanto, sente-se satisfeito por fazer sua parte. OK. Mas esse mesmo sujeito, além de obter informação, está tomando alguma atitude prática, cumpre seu papel social, ou fica em estado “vegetativo”? A Teoria diz que de fato, a sociedade continua em estado inerte diante dos problemas sociais.

E eu estendo a questão: o surgimento das mídias sociais está causando o mesmo efeito narcotizante na sociedade? Ou pior, estariam as mídias sociais virando as atuais protagonistas da Teoria da Disfunção Narcotizante? Qual é a porcentagem dos internautas que além de retwittarem mensagens de campanhas, “põe a mão massa” para ajudar de fato o que estas campanhas propõem?

Essa é uma dúvida que paira no ar… Por ora é preferível não se afirmar nada, mas fica aí a reflexão.

Helena S. Sylvestre