A Fúria Feminina!

Arquivo para junho, 2011

TOP 10: cantoras nacionais anos 2000

Eis aqui mais um top 10 pro nosso blog! Não sei vocês, mas eu adoro essa ideia de Top 1o. É tão bom relembrar tudo o que foi sucesso e trazer à tona toda aquela nostalgia do que foi bom, não é?

Nessa edição eu vou apresentar o Top 10 das cantoras nacionais dessa primeira década dos anos 2000!  Sou declaradamente apaixonada pela música nacional de qualidade e tenho pra mim que nós temos que valorizar o que é nosso, as nossas origens, a nossa cultura, a nossa voz! Como eu sempre digo por ai: ‘eu amo amar o nacional, eu amo amar o Brasil’.

Já que estamos em um blog feminino, nada melhor que homenagear as vozes das mulheres mais importantes da nossa música! Só para lembrar: as artistas serão apresentadas em ordem alfabética e não por ordem de preferência (até porque essa seria uma decisão difícil demais para mim). Então vamos a elas:

Adriana Calcanhoto

   Adriana da Cunha Calcanhotto. Gaúcha, cantora e compositora, o interesse pelça música começou aos 6 anos de idade, quando ganhou um violão de seu avô. Filha de um bterista e de uma bailarina, Adriana já nasceu nos palcos e cercada de arte. O estilo de Adriana é uma combinação que  dá certo: MPB, samba, bossa nova, rock, pop, baladas e seus toques pessoais e originais que criaram sua identidade! Ela fez várias regravações de clássicos da MPB. Adriana não tem medo de inventar e arriscar, tanto que decidiu se entregar à criança que existe dentro de si e se relançou como Adriana Partimpim! Esse nome é uma lembrança ao seu apelido de infância e faz a nostalgia, tanto para a cantora quanto para os fças de todas as idades! Adriana é homossexual assumida e tem um relacionamento com a cineasta Suzna de Moraes, filha de Vinícius de Moraes

Saiba mais sobre Adriana Calcanhoto!

Nos anos 2000 ela lançou Devolva-me, sucesso da época que a lançou definitivamente para o reconhecimento do público, ainda mais porque foi tema na novela Laços de Família.

Ana Carolina

    Ana Carolina Souza. Mineira de Juiz de Fora, cantora, compositora, empresária, arranjadora, produtora e instrumentista é uma das artistas mais completas do cenário nacional. Já nasceu cercada pela música, com avó cantora de rádio e avô cantor de igreja. Seu estilo oscila entre o Pop, Pop Rock, Bossa Nova, Samba e MPB e a mistura é sempre excepcional. Desde 1999, ela já lançou 9 álbuns e é uma das cantoras que mais vende no país e leva o Brasil para o cenário internacional. Ana é conhecida por sua voz inigualável e pelos timbres e tons que consegue atingir. A mineira já cantou com nomes como Seu Jorge, Milton Nascimento, Chico Buarque, Roberto Carlos e outros.

Saiba mais sobre Ana Carolina

Garganta foi o primeiro sucesso de Ana Carolina a estourar nas rádios e fazer o povo cantar suas canções! Várias de suas músicas estiveram nas trilhas sonoras de novelas.

Céu

  Maria do Céu Whitaker Poças. Paulistana, cantora, variedade de estilo. É o que define  a música de Céu. Ela começou a carreira em 2002 com influências do samba, hiphop, afrobeat, jazz e não gosto do título MPB, acha que fcou limitado. Em 2009 lançou seu segundo álbum, Vagarosa, sucesso na crítica internacional. As vendas foram de  25 mil cópias na Europa e 100 mil nos Estados Unids, enquanto no Brasil poucos conhecem o seu nome. A Rolling Stone elegeu  álbum como o melçhor de 2009. Filha de um maestro e de uma artista plástica, aos 15 anos decidiu pela carreira musical. Céu já recebeu várias indicações e premiações e é um grande nome da música brasileira no cenário internacional.

Saiba mais sobre Céu.

A música Cangote faz parte do álbum “Vagarosa” e foi eleita a segunda melhor música de 2009 pela revista Rolling Stone.

Fernanda Takai

Fernanda Barbosa Takai. Amapaense, mineira de coração e criação, musicista, cronista, cantora, compositora,vocalista da Banda Patu Fu. A carreira solo  começou em 2007, mas o sucesso veio com a repercussão da banda. Fernanda foi sucesso no vocal de Patu Fu be levou a banda para o exterior e em 2001 entrou na lista das 10 melhores cantoras do mundo pela Revista Time e o Patu Fu estava entre as melhores bandas do planeta. Fora da música, ela escreve em um blog e colabora com crônicas nos jornais Correio Brasiliense e O Estado de Minas, além de ser escritora. Fernanda imprimiu ao Patu Fu uma mistura entre o som pesado da banda com seu timbre de voz suave e característico.

Saiba mais sobre Fernanda Takai e o Pato Fu e conheça seu blog!

Ando meio desligado é uma das músicas de maior sucesso na voz de Fernanda Takai. Regravação de uma canção de Os Mutantes, foi tema da novela Um Anjo Caiu do Céu e deixou o Pato Fu cair nas graças do público.


Ivete Sangalo

   E quem nunca ouviu falar de Ivete Sangalo? O sucesso da baiana começou com a Banda Eva, no início dos anos 90, mas foi na carreira solo que ela se consolidou. O principal estilo de Ivete é o axé, mas suas músicas também tem o pop e o romântico nas composições. Ela já cantou com nomes internacionais como Alejandro Sanz, Nelly Furtado e Brian McKighnt. Com o DVD ao vivo no Maracanã, de 2007, Ivete se tornou símbolo da música nacional, e agora, em 2011 deu mais um passo em sua carreira com o show no Madison Square Garden, em Nova York.

Saiba mais sobre Ivete!

A música Festa simboliza a carreira e a importância de Ivete para o Brasil tanto que foi escolhida como hino do pentacampeonato brasileiro na Copa de 2002.

Maria Gadú

    Mayra Corrêa Aygadoux, simplesmente, Maria Gadu. Paulistana, seu verdadeiro nome é de origem francesa e começou a cantar e compor aos 13 anos de idade. Em 2009, aos 22 anos ela lançou seu primeiro álbum e chamou a atenção de nomes importantes da música como Caetano Veloso, Milton Nascimento e Ana Carolina. O ponto de partida para o sucesso foi a gravação de Ne Me Quitte Pas que surpreendeu os críticos. Foi assim que Caetano Veloso propôs uma turnê com a cantora. E ela aceitou, é claro!

Conheça um pouco mais de Maria Gadu!

A música Shimbalaiê foi a primeira composição de Gadu, escrita quando ela tinha 10 anos de idade. A música foi tema da novela Viver a Vida e levou Gadu para o conhecimento do público.

Maria Rita

    Maria Rita Costa Camargo Mariano, simplificando, Maria Rita. Paulista, cantora e produtora musical, ela começou sua carreira somente aos 24 anos de idade. Maria Rita é filha de Elis Regina, que dispensa apresentações e isso foi um peso no começo de sua carreira pelo medo das comparações e cobranças que viriam. Mas logo de cara, ela mostrou que não era simplesmente uma sombra da mãe, mas sim dona de sua própria voz. No estilo da MPB com um toque original de samba ela conquistou uma série de prêmios e fãs no Brasil e no mundo.

Conheça um pouco mais sobre Maria Rita!

Em 2007 a música Tá Perdoado, de Arlindo Cruz e Franco foi sucesso na voz de Maria Rita e tema da novela Duas Caras, caindo no gosto popular.

Marisa Monte

    A voz que levou a MPB a um de seus níveis mais altos e ao reconhecimento internacional da nossa música: Marisa Monte. Marisa é carioca, cantora, compositora, instrumentista e produtora musical no estilo da MPB e do Pop. Ela fez parte dos Tribalistas, junto com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, mas preferiu a carreira solo. Ela já vendeu mais de 10 milhões de discos e ganhou prêmios importantes como o Grammy Latino, Video Music Brasil, Prêmio Tim de Música, além de ser considerada a melhor cantora brasileira pela revista Rolling Stone.

Conheça um pouco mais de Marisa Monte!

Amor I Love foi a música mais tocada do ano 2000, rendeu um Grammy Latino para o álbum, a indicação de Melhor Canção Brasileira e foi tema na novela Laços de Família!

Roberta Sá

  Roberta Varela Sá nasceu em Natal, capital do Rio Grande do norte. Cantora brasileira adotou os estilos da MPB, sama e bossa nova. Por influência da família, principalmente dos pais ela se aventurou no mundo da música já aos 9 anos de idade. Pra quem não se lembra Roberta participou do reallity show musical Fama, na Rede Globo.  Roberta não se adpatou ao estilo e foi eliminada na quarta semana. A partir dai foi lançada para o sucesso. Ela lançou o primeiro cd em 2005 (Braseiro) e, em 2007, o álbum Que belo estranho dia pra se ter alegria lhe rendeu os prêmios de melhor álbum e melhor cantora. Roberta é uma das noves femininas que está caracterizando a música brasileira de qualidade aqui e lá fora. Saiba mais de Roberta Sá!

A música Mais Alguém foi tema das novelas Negócio da China e Viver a Vida! A aprovação de Roberta pelo público foi imediata e ela caiu nas nossas graças!

Vanessa da Mata

Vanessa Sigiane da Mata Ferreira. Matogrossense da pequena Alto Garças, cantora e compositora. Já lançou cinco álbuns e um cd/dvd ao vivo, gravado em Paraty (RJ). Vanessa é descendente de índios Xavantes e cresceu cercada pela natureza do Mato Grosso e sempre ouviu de tudo um pouco na rádio da avó. Não foi a toa que se tornou autodidata na música. O primeiro sonho de sua vida era passar no vestibular de medicina, mas logo descobriu que gostava mesmo era de cantar e começou nos barzinhos aos 15 anos de idade. Ela jáganhou prêmios como o Multishow e o Grammy Latino.

Saiba mais de Vanessa da Mata!

Em 2008 a música Amado foi sucesso! Ela estava na trilha sonora da novela A Favorita e tocava em todas as rádios!

Essas foram as minhas escolhas para representar o TOP 10 das nossas vozes femininas! Mas é claro que existem muitos talentos que não citei por mera falta de espaço (senão o post ficaria mais gigante do que já está) e justamente por ser um TOP 10 (haha).

Mas tenho uma coisa a propor: deixem nos comentários outros nomes de cantoras brasileiras que fizeram sucesso nessa primeira década dos anos 2000! Vamos homenageá-las juntos! Pode ser?

Helena Ometto

Helena Ometto


A cobertura da Folha.com da Marcha da Maconha

No último dia 15, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso Melo, defendeu que o Estado irá garantir a proteção dos manifestantes na próxima Marcha da Maconha, evento que defende a descriminalização da droga. Muitas pessoas alegavam que proibir a marcha feria um direito constitucional, o de liberdade de expressão. A decisão do STF foi tomada depois da repercussão negativa da repressão policial na última marcha ocorrida em São Paulo no dia 21 de maio. A cobertura do evento foi discutida pela mídia e em redes sociais e depois da grande repercussão nos meios, o STF mudou a sua decisão e liberou a marcha.

Nem todos os veículos de comunicação abordaram com muita profundidade o caso, deixando desejar na cobertura de um evento que feriu os direitos dos cidadãos e também da imprensa. Porém, as reportagens que abordaram o evento mostrando o abuso de poder das autoridades e violência gratuita, certamente contribuíram para que as pessoas que não participaram da manifestação pudessem se informar do ocorrido com matérias plurais, como a citada a seguir.

O portal Folha.com publicou no dia 22 de maio na seção TV Folha, uma reportagem sobre os incidentes ocorridos na Marcha da Maconha em São Paulo. A marcha tinha sido proibida pelo STF no dia anterior com a alegação de que o movimento era uma apologia às drogas, algo proibido por lei. Durante a marcha, houve uma repressão por parte da Polícia Militar que perseguiu os manifestantes durante três quilômetros, agiu com violência e acabou agredindo até os repórteres que faziam a cobertura do evento.

A equipe da Folha conseguiu mostrar na reportagem a informação e ao mesmo tempo, fazer uma crítica à violência sofrida pelos manifestantes e aos jornalistas presentes. Entrevistou a ex-vereadora Soninha Francine, que é a favor da manifestação e também deu espaço aos policiais para que pudessem dar a sua versão do ocorrido.

Ao mesmo tempo em que dava o espaço para o policial explicar a reação da tropa de choque, mostrava as cenas do que realmente aconteceu: policiais agindo de forma violenta, atirando balas de borracha em manifestantes desarmados e jogando gás de pimenta nos jornalistas que estavam no local. Cenas que se assemelham muito com a repressão sofrida na época do regime militar. O repórter pergunta se houve algum exagero por parte da polícia, e o Capitão Del Vecchio responde “Não, foi tudo totalmente dentro dos limites” afirmando que aquele foi apenas um procedimento padrão da polícia para dispersar a multidão, porém a reportagem mostra cenas de vários policiais agredindo jovens desarmados e agindo violentamente contra os jornalistas que tentavam registrar as cenas. A filmagem é interrompida quando o cinegrafista é atingido por um policial e cai no chão.

A cobertura priorizou a informação, deu voz aos dois lados envolvidos e conseguiu mostrar ao público o incidente ocorrido durante a marcha. Muitos veículos se resumiam a abordar a repressão da polícia como apenas uma represália sofrida pelos defensores da maconha, mas a Folha fez diferente. A reportagem não focou apenas em mostrar o abuso de autoridade, mas também que a polícia bate e depois pergunta, não distingue manifestantes de imprensa.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Pimenta Neves: Na mídia, por quê?

No fim do mês passado, o jornalista Pimenta Neves e réu confesso de Sandra Gomide, foi condenado a 15 anos de prisão após o Supremo Tribunal Federal ter rejeitado o último recurso apresentado pelos advogados. Pimenta Neves assassinou a jornalista e ex-namorada em 2000, e após 11 anos do assassinato, o STF decretou sua prisão.

A notícia sobre a prisão de Pimenta Neves foi publicada, entre outros veículos, pela VEJA, pela Folha de São Paulo e pelo portal G1. Porém, as abordagens dos três veículos foram diferentes.

Tanto a VEJA quanto o G1 publicaram notícias pequenas sobre o caso Pimenta Neves. Além disso, os dois veículos escreveram sobre o local onde o jornalista ficará encarcerado. Entretanto, a VEJA enquadra a matéria de maneira a mostrar o suposto conforto da cela em que Pimenta Neves ficará. Para isso, destaca o fato de que apesar de ele estar em uma cela de nove metros quadrados, o local tem o dobro do tamanho da cela onde passou sua primeira noite preso. Além disso, a matéria também enfatiza o fato de ele ficar alojado no Pavilhão 2 da penitenciária, que é destinado a presos com nível superior.

Em contrapartida, o G1 também descreve a situação do jornalista na prisão, mas dessa vez sob um aspecto negativo. Diferentemente da VEJA, o G1 destaca o fato de ele estar sendo tratado como um preso comum, sem qualquer regalia. G1 também coloca que a penitenciária na qual Pimenta Neves se encontra, suporta 239 pessoas, mas abriga 322. Além disso, o portal diz que ele passará pelo procedimento padrão de todo preso. Essas informações também acentuam a intenção do G1 de mostrar que o jornalista não está em vantagem.

Ao final de ambas as matérias, tanto a VEJA quanto o G1 relembram o ocorrido e colocam qual foi a decisão do STF em relação à defesa do jornalista. A VEJA ainda coloca que a também jornalista Sandra Gomida, rompeu o relacionamento de dois anos com Pimenta Neves, e isso lhe rendeu a demissão do jornal O Estado de S. Paulo, veículo do qual Pimenta Neves era diretor de redação.

O G1, porém, continua insistindo em mostrar que o jornalista não vai receberá vantagens, e garante isso quando coloca que Pimenta Neves “não poderá conceder entrevistas durante o período de observação e apenas receberá visitas da advogada”.

No caso específico da Folha de São Paulo, a contextualização da matéria foi mais ampla. O jornal, além de dar a notícia da condenação de Pimenta Neves, colocou informações essenciais sobre o assassinato de Sandra Gomides. A Folha também justificou um dos motivos para caso ter ganhado tanta repercussão nas mídias: por ser o caso mais emblemático de impunidade da história do Brasil.

Apesar de crimes similares a este acontecerem com freqüência no Brasil, os veículos de comunicação deram destaque ao caso Pimenta Neves pelo fato de ele ser ex-diretor do Estadão. Ou seja, por ser uma figura de alto escalão dentro do círculo jornalístico do país. É possível, portanto, que essa seja uma situação em que, mais do que refletir a realidade, os veículos pautam a sociedade, tornando público aquilo que é colocado pela mídia.


“Pimenta Neves pega sentença de 15 anos pelo assassinato da jornalista Sandra”


TPMídia ON RADIO #10

Ouça o programa TPMídia desta semana e confira: a polêmica da marcha da maconha, caso Pimenta Neves e o atraso nos preparativos para a Copa.

E no De Volta para o Futuro continuamos o especial dos anos 2000 com os maiores hits nacionais e internacionais da década!


Os 25 anos de “Curtindo a Vida Adoidado” e uma possível sequência

O filme “Curtindo a Vida Adoidado” – “Ferris Bueller’s Day Off” – dirigido por John Hughes, o mesmo que dirigiu outras obras clássicas como “Clube dos Cinco” e “Mulher Nota 1000” – completou 25 anos em 11 de junho, e ao longo desses anos, continua sendo considerado um clássico absoluto, é também, um dos maiores ícones dos anos 80.

A interpretação de Mattew Broderick deu vida ao personagem mais emblemático dos filmes oitentistas: Ferris Bueller, o qual mantém um diálogo com a câmera, fala diretamente para ela, passando a impressão de uma conversa o com espectador. Esse diferencial destaca o filme de outros, pois faz com que o público se identifique com a história de Bueller.

Trecho inicial do filme com direito a abertura da Sessão da Tarde. Quem nunca passou a tarde na frente da televisão assistindo a esse clássico?

Há rumores sobre uma sequência do filme. Desde 2007, o desconhecido roteirista Rick Rapier vem trabalhando nesta possível continuação, e o texto para tal sequência já estaria pronto. No roteiro de Rapier, Ferris torna-se, juntamente com seu amigo Cameron Frye, um empresário bem sucedido devido ao seu programa de motivação pessoal baseado na ideologia de que “a vida passa muito rápido”. Só restam aos fãs aguardarem a confirmação da continuação do filme.

Porém ficam algumas questões: será que esta sequência faria o mesmo sucesso que fez o filme? E por que a indústria cinematográfica mantém essa insistência em dar continuidade a filmes que obtiveram grande sucesso em suas estreias? Como fã dessa obra clássica, creio que nenhuma sequência chegará aos pés de “Curtindo a vida adoidado”, pois este é um filme único e insuperável.

Resumidamente, o filme se desenrola da seguinte maneira: Ferris Bueller (Matthew Broderick) acorda certa manhã e em um dia maravilhoso de Sol, decide que não vai desperdiçá-lo ficando enfurnado na escola. Engana os pais dizendo que está doente e segue para um dia de diversão acompanhado de seu melhor amigo Cameron (Alan Ruck) e de sua namorada Sloane (Mia Sara), a bordo de uma Ferrari. Porém, duas pessoas não caem na conversa de Ferris: sua irmã Jeanie (Jennifer Grey), que não aceita o fato do irmão sempre se dar bem em suas armações, e o diretor da escola Ed Rooney (Jeffrey Jones), que simplesmente não vai com a cara de Bueller. Ambos farão de tudo para desmascará-lo. Ferris faz jus ao título do filme e curte a vida adoidado no centro de Chicago, visitando vários lugares, almoçando em restaurante chique e encerrando seu dia de folga com uma performance de  “Twist and Shout” dos Beatles em um desfile.

O sucesso de “Curtindo a Vida Adoidado” é tão grande que até mesmo influenciou a cena musical. A frase “Save Ferris” que aparece no filme serviu de inspiração para o nome da ótima banda de ska-reggae Save Ferris (1995-2002), formada na cidade de Orange County, Califórnia. A banda composta por Monique Powell (vocais), Bill Uechi (baixo), Eric Zamora (saxofone), Brian Mashburn (guitarra e vocais), T-Bone Willy (trombone) e José Castellanos (trompete), apresenta uma discografia pequena, limitando-se a três álbuns, “Introducing Save Ferris”, “It Means Everything” e “Modified”.  A canção “Come On Eileen” foi o hit de maior sucesso.

O filme é mais do que recomendado e deve sim ser visto em sua dublagem clássica, pois além de torná-lo ainda mais clássico, a dublagem já faz parte da memória dos fãs. Além da dublagem, outro ponto marcante do filme é a mensagem transmitida: ”A vida passa muito rápido, e se você não parar de vez em quando para aproveitá-la, ela acaba e você nem percebe”. Com isso, “Curtindo a Vida Adoidado” tornou-se um verdadeiro clássico incansável de ser visto.

Aproveite a vida.

E salve Ferris!

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa