A Fúria Feminina!

Arquivo para maio, 2011

Especial anos 80

Cynthia Ann Stephanie Lauper Thornton, mais conhecida como Cyndi Lauper nasceu no ano de 1953, e hoje, com 31 anos de carreira, a cantora nova iorquina já vendeu algo em torno de 70 milhões de cópias pelo mundo e 10 milhões de singles. Iniciou sua carreira no início dos anos 80, e foi nessa mesma década que a cantora atingiu o auge do sucesso.

Em 1983, ela se lançou com o álbum “She’s So Unusual” e conseguiu um enorme sucesso logo com o primeiro single “Girls Just Wanna Have Fun”, seguido pela faixa “Time After Time”, também de grande sucesso. Logo Cyndi Lauper gerou polêmica na mídia quando lançou “She Bop”. A faixa fala sobre masturbação feminina, e causa constrangimento até hoje.

Cyndi também passou a ser muito reconhecida pelos videoclipes muito bem feitos para a época. Enquanto isso, seu estilo nada convencional de se vestir influenciou muitos adolescentes da década. Em 1984, a cantora desbancou alguns ícones da época, como Madonna e Tina Turner. Motivo? Ela foi a primeira cantora do mundo a emplacar 5 hits nas paradas da Billboard. Mesmo depois de três décadas, Cyndi Lauper continua encantando os fãs com seu talento único e energia inesgotável.

Joan JettJoan Jett é o nome da mulher que marcou o rock nas décadas de 70 e 80. Jett começou a carreira musical na banda composta só por mulheres, o The Runaways. Esse foi um grande pontapé inicial, mas foi na década de 80 que a cantora chegou ao auge da carreira.

O segundo álbum solo de Joan Jett com a Blackhearts Band, entrou muito rapidamente na Billboard, graças a “I Love Rock and Roll”, a faixa que leva o mesmo nome do álbum. “I Love Rock and Roll” chegou a ficar na primeira posição do ranking e a música é considerada um clássico do rock até hoje.

Já nos anos 90, Joan Jett passou a se dedicar à sua gravadora particular. Em 2001, Joan anunciou que a banda sairia em turnê pelos EUA.Há pouco tempo, o nome de Joan e das outras integrantes do The Runaways voltaram a ganhar destaque na mídia depois do lançamento do filme bibliográfico da banda. A atriz Kristen Stewart foi quem interpretou Joan Jett nas telonas.

Gloria StefanGloria Maria Milagrosa Fajardo é o nome da garota cubana nascida em 1957, e que hoje tem 31 anos de carreira. Apaixonada pela música desde muito pequena, Gloria passava o dia tocando no violão, as músicas cubanas que o avô ensinava.

Mas com apenas 2 anos de idade, ela e a família foram obrigados a se mudar para os Estados Unidos por razões políticas. Gloria, casando-se mais tarde com Emilio Estefan, ganhou o sobrenome do marido e entrou na carreira musical norte-americana.

No ano de 1985, O single “Conga”, do grupo Miami Sound Machine, em que Gloria era vocalista, garantiu seu registro no “Guiness Book of Records” como o único compacto na história a estar, ao mesmo tempo, nas paradas Pop, Latina, Soul e Dance da revista Billboard.Foi na década de 80 que um dos maiores ícones femininos da música chegou ao auge da carreira.

Quem não se lembra da memorável apresentação que Gloria fez no encerramento das Olimpíadas de 96, cantando “Reach”? Gloria Estefan já vendeu mais de 100 milhões de discos pelo mundo, e está entre os cem artistas com maior número de vendagem de todos os tempos.

E por fim, não poderia faltar um ícone da música nacional: o Kid Abelha! A banda é composta por três membros, mas é a vocalista Paula Toller quem toma a frente do Kid Abelha.Com 21 anos de estrada, a banda gravou ao todo 15 álbuns. Os membros e cariocas, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato conseguiram a proeza de colocar vários hits no topo das paradas brasileiras.

Paula TollerNo começo da década de 80, o Kid Abelha estreou nas rádios, e dois anos depois lançou seu primeiro álbum, intitulado Seu Espião, que trazia a faixa Pintura Íntima como um dos clássicos. Esse LP foi o responsável por dar à banda o primeiro disco de ouro da década. Desde então, o Kid Abelha lançou um sucesso atrás do outro, marcando geração após geração do público brasileiro. E hoje, o Kid Abelha já soma nove milhões de discos vendidos no Brasil.

Com público ainda muito fiel, pela terceira década consecutiva, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato continuam produzindo hits marcantes na história do pop-rock nacional. E pelo jeito, ainda vem muito sucesso pela frente.

Iniciando a década de 80, temos um dos filmes que atrai fãs até hoje.

Carrie Fisher

O Império Contra Ataca é o segundo filme da trilogia Star Wars e mostra Luke Skywalker tentando encontrar mestre Yoda para lhe ensinar a dominar sua força e se transformar num cavaleiro Jedi.A princesa Leia, interpretada pro Carrie Ficher, membro da resistência é lembrada até hoje por sua beleza e cultuada no mundo geek.

Flashdance

Em 1983, a jovem bailarina Alexandra Owens, interpretada por Jennifer Beals, encantou e inspirou muitas pessoas em Flashdance. Alexandra trabalhava como operária durante o dia e à noite se entregava às pistas das discotecas, eternizando a música Maniac de Michael Sembello

Footloose

Já em 1984, Kevin Bacon no papel de Ren MacCormack, desafiava os costumes de uma pequena cidadezinha com sua paixão pela dança. E é claro, se apaixona por Lori Singer interpretada por Ariel Moore, que dá forças para enfrentar o durão revendo Shaw Moore.

Clube dos Cinco

No ano seguinte, 1985, cinco jovens infratores precisam passar um sábado no colégio por causa da detenção. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, todos acabam se aceitando e fazendo diversas confissões. O Clube dos Cinco ganhou milhares de fãs na época e encantou o público com a delicadeza de Claire Sandish e a rebeldia e Allison Reynolds.

Curtindo a vida adoidado

Um dos maiores clássicos da década, curtindo a vida adoidado é um sucesso desde 1986. Matthew Broderick interpreta Ferris Bueller, um estudante que pretende matar um dia de aula e curtir a folga com seu melhor amigo e sua namorada, interpretada por Mia Sara.

Dirty Dancing

Em 1987 Jennifer Grey no papel da jovem Baby, viaja com os pais e por acaso acaba conhecendo o professor de dança Johnny Castle estrelado por Patrick Swayze. A jovem aprende a dançar, se apaixona pelo professor e precisa substituir sua parceira de palco. Sim, estamos falando de Dirty Dancing, o filme que inspirou diversos casais com a música Time of my life!


TPMídia ON RADIO #7

Oi gente!

O programa desta semana já está disponível!

Nesta edição você confere: a polêmica do kit anti-homofobia, a prisão de Pimenta Neves, a situação das universidades brasileiras e o caso Zelaya.

No De Volta Para o Futuro trouxemos um especial de artistas e filmes dos anos 80. Simplesmente imperdível!


O que fazer sem as sacolinhas?

Uma das matérias discutidas no quadro Primeira Página dessa semana foi a aprovação da lei que proibe a distribuição das sacolinhas plástocas nos supermercados da cidade de São Paulo. Essa lei já sendo aplicada em outros municipios desde o ano passado, mas com a cidade de São Paulo em foco o assunto entrou para as rodas de discuss~~oes! E virou pauta aqui no TPMidia!

Essa foi a reportagem que foi ao ar no nosso programa na Radio Unesp Virtual:

Na última quinta-feira, dia 19, Kassab sancionou a lei que proíbe a distribuição das sacolinhas plásticas nos supermercados da cidade de São Paulo.

 O Estadão.com divulgou que as supermercados tem até o final desse ano para se adequarem à lei e incentivarem o uso das ecobags, aquelas sacolas reutilizáveis.

As lojas tem que distribuir pelo ambiente placas informativas dizendo “Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis!” como uma forma de incentivo.

As sacolas também não podem mais estampar que são biodegradáveis, oxidegradáveis, nem nada que indique alguma vantagem ecológica.

A indústria do plástico é contra essa proibição, é claro. Eles alegam que o problema é o descarte errado e o desperdício de parte das sacolas e não o uso em si.

Além de afirmarem que as sacolas são 100% utilizadas como sacos de lixo e no transporte de objetos.

O estadão.com quis saber como os leitores vão substituir as sacolinhas e a gente quer saber o mesmo. Como a gente pode fazer pra substituir?

O assunto provoca algumas questões que foram debatidas em nosso programa como o que as pessoas acham dessa proibição e se pensam que vai realmente ajudar na questão ambiental, quem vai sair mais prejudicado nessa história e se o prejuízo não é necessário para a sustentabilidade.

Esse video conta um pouco da trajetória das sacolinhas a partir do momento em que saem das nossas casas (podem ignorar a música)

Aqui uma reportagem mostrando que a lei já está sendo aplicada desde 2010 em algumas cidades do interior do estado de São Paulo:

Helena Ometto

Helena Ometto


Dia da Toalha e do Orgulho Nerd

Muitas pessoas já devem ter visto no twitter ou facebook que muitos estão comemorando hoje o Dia do Orgulho Nerd e o Dia da Toalha.  O dia do orgulho geek começou na Espanha em 2006, quando fãs resolveram adotar o dia 25 de maio (dia em que estreou o primeiro Star Wars em 1977) como o dia de se orgulhar em ser nerd.

Já o Dia da Toalha começou a ser comemorado desde 2001, mas a escolha da data foi aleatória. O Towel Day é uma homenagem ao escritor Douglas Adams de “Guia do Mochileiro das Galáxias”, que no seu livro ressalta a importância de sempre ter em mãos a sua toalha.

Neste oba-oba muitas pessoas estão enchendo as redes sociais com as tais comemorações. No twitter a hashtag #soytanfriki e #orgulhonerd estão nos trending topics mundiais, já no facebook, diversas pessoas estão postando fotos com suas respectivas toalhas.

De uns tempos pra cá, ser nerd virou moda. Algo que era tão vergonhoso há uns tempos, agora é sinônimo de ser cool! Instantâneamente apareceram fãs de Star Wars, Big Bang Theory, RPGs, Nintendo, Mangás, World of Warcraft, Pokemon e Bacon. Antigamente o nerd era sempre o excluído, sem muitos amigos e que era odiado por tirar notas boas na escola. Hoje, os nerds estão nas redes sociais, fóruns e blogs, porém não se deixe enganar: estão pipocando muito falsos geeks pela internet! Mas como toda modinha, uma hora vai passar e quem é realmente nerd sempre será nerd.

Há algumas semanas, vi um post no Byte que eu Gosto sobre 5 coisas que não fazem você um nerd, fikdik!

Nerds by bqeg

E se por acaso você:

Conhece Todos os memes da internet, Star Wars, Angry Birds, Harry Potter, Pokemon, Senhor dos Anéis, Marvel, Perfect World, Age of Mithology, World of Warcraft, Zelda, Super Mario, Donkey Kong, Street Fighter, Mortal Kombat…

Tem iPhone, iPod, instagram, nintendo wii, ps3, internet, facebook, twitter

Assiste Big Bang Theory, Doscovery Channel, History Channel e lê Superinteressate…

ISSO NÃO QUER DIZER QUE VOCÊ SEJA GEEK! 🙂

Juliana Baptista

Juliana Baptista


TPMídia ON RADIO #6

Olá pessoas!

Aqui está o player do nosso programa de hoje!

Matérias sobre o Código Florestal, Sacolas plásticas, Polêmica do Livro Didático e Enriquecimento Ilícito.

No De Volta para o Futuro, você confere as biografias de Audrey Hepburn e Madonna!


E Lady Gaga continua surpreendendo… Born This Way a caminho.

Para aqueles que já sabem, vos lembro. Para os que não sabem, vos aviso: Born This Way, o novo álbum de Lady Gaga será lançado amanhã, dia 23 de maio.

Sim, novamente farei um post sobre Lady Gaga. Motivo? Não, não é porque sou absurdamente fã da cantora. Nem porque ela é autora das mais variadas polêmicas no cenário pop atual. Bom, pelo menos não só por esse motivo.

Primeiro veio o lançamento do single Born this Way. A promoção em cima da música foi absurdamente grande, mas parece que não chegou a agradar tanto quanto era esperado. Depois veio o lançamento de Judas. Aí novamente vieram as comparações de Lady Gaga com Madonna, já que a rainha do pop lançou singles polêmicos que também abordavam figuras religiosas (vide Like a Prayer e Isaac).

Nos últimos dias saiu The Edge of Glory. Divulgação? Quase nenhuma… E olha a controvérsia: o single surpreendeu os fãs, e MUITO! Sim, eu particularmente sinto certa simpatia por Born This Way e Judas, mas confesso que fiquei realmente impressionada quando escutei The Edge of Glory pela primeira vez.

A letra é excepcional? Não. A melodia é absurdamente cativante? Também não. Mas basta ouvir TEOG uma vez só para perceber o tamanho da carga emocional que a cantora colocou na música. É tocante, é arrepiante, sem contar que Gaga tem um talento musical absurdamente grande. Gostem ou não, isso é inegável.

Não ouviu ainda? Então ouça já!

Talvez esse novo CD demore um pouco para cair nas graças do público. Provavelmente porque as músicas de Born This Way fogem um pouco do padrão. Não que este seja composto por sons alternativos ou grotescos. Pelo contrário. Entretanto, a faixa que mais destoa no álbum todo é Judas. É a única música que não cabe muito bem na temática do álbum.

Em contrapartida, senti uma simpatia muito grande por quase todas. Tenho a nítida impressão que Lady Gaga consegue de fato refletir seu verdadeiro íntimo na maioria das faixas de Born This Way. Ela transparece sinceridade, emoção e talento de sobra em “The Edge of Glory”, “You and I” e “Hair”.

Os frankfurtianos (Escola de Frunkfurt) podem dizer que Lady Gaga é uma cantora totalmente inserida nos padrões da indústria cultural. Podem dizer que faz música pra grande massa e que seu grande objetivo é vender. OK, não discordo. Aliás, nem a própria cantora discorda. Mas, sinto lhes dizer que discordo MUITO quando questionam o talento de Gaga. Isso ela tem, e de sobra. Como disse a própria Gaga quando questionada sobre sua originalidade: “Tire minha roupa, meu cabelo, mas não tire o piano que eu te faço chorar”.

“You and I” – AO VIVO

“The Edge of Glory” – AO VIVO

Helena S. Sylvestre


Jack Johnson em turnê pelo país

Jack Johnson, ídolo, não somente dos surfistas, mas de muitas pessoas que apreciam uma música mais tranquila, fará oito shows no país e a primeira apresentação começa hoje e será em São Paulo dentro do Festival Natura Nós. O evento acontece entre os dias 21 e 22 de maio e tem como proposta celebrar o encontro entre culturas, gêneros e estilos musicais por meio da conexão entre as músicas brasileira e mundial.

Além do bom estilo musical de Jack Johnson, o festival, que já tem ingressos esgotados para o primeiro dia (21), ainda terá shows de Jamie Cullum, Laura Marling, G Love, Maria Gadú e Roberta Sá, entre outros. Devido a presença de artistas renomados, os preços dos ingressos estão bem caros chegando a valores superiores a R$ 400,00.

Jack Johnson volta ao país com uma turnê extensa. As apresentações começarão dia 21 em São Paulo (Chácara do Jockey); dia 24 em Belo Horizonte (Mineirinho Arena); dia 25 em Brasília (Estacionamento do Mané Garrincha); dia 27 em Fortaleza (Marina Park); dia 28 em Recife (Cabanga Iate Clube); dia 2 de junho em Porto Alegre (Gigantinho Arena);  dia 3 em Florianópolis (Stage Music Park); e o último show será dia 5 no Rio de Janeiro (HSBC Arena).

Pra quem não conhece farei um breve histórico. Difícil não conhecer, pois foi até tema da novela global “A cor do pecado” (2004), com a música “Time Like These”, e também fez parte da trilha sonora do filme de animação “George – O Curioso” (2006) lançando o sucesso “Upside Down”.

Jack Hody Johnson nasceu em Honolulu, Havaí, em 18 de maio de 1975, e antes de iniciar sua carreira musical, fazia filmes de surfe. Jack se aproximou mais da música aos 17 anos, quando sofreu um acidente ao participar de uma competição de surfe. Durante sua recuperação começou a compor influenciado por ídolos como Bob Marley, e por incentivo de seu amigo Ben Harper, gravou seu primeiro cd, “Brushfire Fairytales” em 2001. A partir daí ganhou grande notoriedade a nível mundial.

Em 2003, lançou seu segundo álbum, “On And On”. Em 2005, Johnson alcançou o topo de sua carreira com o lançamento de seu terceiro cd, “In Between Dreams”. Em 2008, lançou seu quarto álbum “Sleep Through The Static”, onde toca músicas dedicadas especialmente à família e amigos, e particularmente o melhor álbum de todos. Em 2010, lança seu mais novo álbum intitulado “To The Sea”, e após o lançamento alcançou o 1º lugar nas paradas norte-americana e em vários outros países.

Além de cantor, compositor, músico, cineasta, surfista e dono de gravadora, Jack Johnson é um artista altruísta, pois toda a renda das oitos apresentações será doada para ONGs brasileiras que ensinam arte, música e surf à crianças e adolescentes. Seu altruísmo vai além do Brasil, pois já doou R$ 50 mil do próprio bolso para ajudar pessoas atingidas pelo acidente na usina de Fukushima, no Japão. Exemplo de artista socialmente engajado e que não deixa o estrelismo subir a cabeça.

Já que as condições financeiras não permitem que eu aprecie o som do Jack Johnson ao vivo, ficarei aqui incansavelmente ouvindo no talo sua boa música.

Juliana Santa Rosa
Juliana Santa Rosa

 

 


Fim do Mundo

Oi, seus lindos. Adivinhem quem não fui assistir ao “Piratas do Caribe” hoje, na estreia, fazendo a fãgirl enlouquecida? Pois é, traí o movimento :/.

Sabem qual a parte mais chata disso? É que, aparentemente, eu acabei de perder minha única chance para ver o filme. Segundo alguns “especialistas” (favor não ignorar as aspas), o mundo não terminará em 2012, mas sim no dia 21 de maio de 2011, sim, espertão, amanhã. Ou seja, você pititão que tava planejando saltar de pára-quedas pelado, usar todas as drogas já imaginadas pelo homem na Holanda, entrar num bueiro e passar a noite dançando no esgoto antes de 2012, melhor apressar os planos.

Brit já providenciou seu bueiro, e você?

Bom, mas falando sério agora na medida do possível, já que, erm, sou eu escrevendo, o fato é que tem uma galera levando essa possibilidade REALMENTE a sério.

Tipo ele, assim.

Existe um segmento cristão nos EUA que acredita piamente que está profetizado na Bíblia que o fim do mundo acontecerá no dia 21 de Maio de 2011, precisamente às 18h. Segundo Harold Camping, engenheiro civil e apresentador de uma rede de rádio e TV cristã nos EUA, “o número 5 representa reparação, 10 significa integralidade e 17 é o paraíso, e além da fundação do Estado de Israel em 1948, todos esses números somados às informações contidas na Bíblia resultam no dia 21 de maio de 2011 como o Dia do Juízo Final”. E acreditem se quiserem, essa informação FOI  divulgada na citada rede de rádio e TV. Cartazes foram espalhados pelos EUA e pelo México desde o começo do ano, pedindo aos cristãos que se redimissem de seus pecados, pois o dia do juízo final estava chegando. Se ele é adepto do Pó de Flu com chá de cogumelo, provavelmente só o Deus dele sabe.

É esse bonito aí.

Vale lembrar que ele também havia previsto o apocalipse em setembro de 1994 e, bom, existem rumores de que ele errou. Mas só por precaução, eu já vou procurar um bueiro e chamar a galera pra gente “dance til the world ends”. Se ele estiver errado de novo, verei Piratas do Caribe amanhã! \o/

Fernanda Villa


O tempo não para…

Hoje é o meu dia de postar aqui no TPMidia, mas estava sem grandes idéias e inspirações. Eis que, assistindo ao Jornal da Globo, vi uma matéria sobre a noite de autógrafos que Lucinha Araujo fez em um shopping no Rio de Janeiro para lançar seu novo livro.

Nesta quarta-feira,dia 18 de maio, Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza, autografou vários exemplares de sua mais nova obra sobre a trajetória de seu filho.

A obra se chama “O tempo não pára – Viva Cazuza”, um dos maiores sucessos musicais do cantor. O livro foi lançado pela Globo Livros, e conta a história de como Lucinha conseguiu superar a dor da perda do filho e tomar a frente da ONG Sociedade Viva Cazuza, que dá suporte à crianças e adolescentes portadores do vírus da AIDS, o HIV.

Lucinha dá vários depoimentos pessoais ao longo da história e conta qual era seu sentimento logo que a doença se tornou uma epidemia no país. O livro também traz histórias das crianças atendidas pela Sociedade Viva Cazuza, questionamentos de Lucinha e depoimentos de pessoas que cruzaram e deixaram impressões na vida do cantor.

 A mãe de Cazuza disse que sentiu certo receio de dividir o livro com os amigos do filho, até porque “relações amorosas e de amizade são muito diferentes”, mas ela resolveu dar voz a alguns que têm do que recordar, como Ney Matrogrosso, Sandra de Sá, Frejat, Ezequiel Neves, Nilo Romero, George Israel e Serginho, “única pessoa com quem Cazuza teve um relacionamento duradouro”. O livro traz, ainda, fotos do cantor, de seus amigos e da entidade, e uma cronologia da Aids.

 Na noite de autógrafos estavam presentes muitos fãs, artistas e amigos de Cazuza, como Ney Matogrosso, que chegou a namorar o cantor na década de 80, e George Israel.

Todo mundo sabe que Lucinha leva o nome de Cazuza em todos os seus projetos e foi o melhor jeito que encontrou para superar a perda do filho e fazer o bem a outras pessoas, além de lutar para que a AIDS, que matou seu filho, não atinja outras pessoas.

É interessante notar também o patrocínio que as Organizações Globo concederam ao projeto, indicando que acreditam na causa de Lucinha e no sucesso imortal e legado de Cazuza.

Lucinha Araujo é uma mulher que tem tudo a ver com o estilo TPMidia de ser. Ao invés de se conformar com a morte de Cazuza, ela fez disso um motivo de força para lutar contra a Aids e tudo aquilo que fez mal para seu filho. Considero uma atitude admirável e amor profundo por levar o nome do filho em todas as suas ações.

Apesar de ainda não ter lido, indico a leitura de “O tempo não para” para conhecer um pouco mais do pensamento dessa mulher e mãe que é Lucinha Araújo. Vamos ler e depois comentar por aqui? Você pode colocar sua fúria em prática também!

Helena Ometto

Helena Ometto

Helena Ometto


As aventuras de Tin Tin

Poster do Filme Tintin e o Segredo de Licorne
Poster do Filme Tintin e o Segredo do Licorne

Confesso que fiquei animada ao ver o pôster do filme do Tin Tin. Minha animação está apoiada em 3 principais fatores: primeiramente, como centenas de crianças dos anos 90, eu adorava assistir o desenho do Tin Tin! (que passava quando acabava o Doug) E também adimiro muito os trabalhos cinematográficos de Steven Spielberg e as produções do Peter Jackson.

Inicialmente pensei que o filme seria do tipo Garfield, que mistura animação com personagens reais, daí vi o trailer e percebi que na verdade o filme será estilo Beowulf, com atores reais transformados em animação 3D. O ator que interpretará o Tin Tin é o Jamie Bell (o protagonista de Jumper, aquele filme ridículo) que muitas pessoas podem achar que o conhecem de algum lugar, já que quando criança interpretou  Billy Elliot, porém não fez nenhum trabalho notável recentemente.

O Segredo do Licorne (ou unicórnio?) faz parte de uma trilogia que Spielberg pensava em adaptar para o cinema desde os anos 80, já que ele comprou os direitos da obra depois que Hergé (o criador) morreu em 1983. Os livros desta trilogia já estão disponíveis em livrarias brasileiras, mas provavelmente só venderão mais depois da estréia do filme nos cinemas daqui.

O desenho
O desenho Tintin que passava na Cultura

Spielberg está afastado das telas desde 2008 quando lançou Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, então é uma boa hora para ressurgir das trevas hollywoodianas com uma bela produção! Já a música do filme foi feita por John Williams, que foi indicado apenas 40 vezes ao Oscar, coisa pouca! Ele já fez a trilha de Indiana Jones, Star Wars e Harry Potter.

Que o filme conta com um time forte e renomado de produção, é indiscutível. Só nos resta aguardar até novembro para assistir a adaptação para ter certeza que todo esse esforço valeu a pena!

Veja o trailer

Juliana Baptista

Juliana Baptista

TPMídia ON RADIO #5

Como sempre, tivemos problemas com o arquivo do programa! O arquivo têm apenas 12 minutos, mas assim que conseguir o arquivo certo, substituo o player!

Aproveitem o que dá pra ouvir! Os microfones estão muito baixos =/


Detonautas e sua releitura de AC/DC

AC/DC

Confesso que fiquei espantada quando li o título da matéria do G1 “Detonautas lança versão de ‘Back in black’ do AC/DC; ouça”. Conheço o AC/DC há muito tempo e assim como centenas de pessoas presumi que essa tal releitura não teria grandes chances de dar certo.

Releitura é uma criação feita a partir de uma obra já existente, porém com um ponto de vista diferente do original,  de acordo com o contexto social e cultural do artista. Pois é, a música original Back in Black foi feita pelo AC/DC em 1980 depois da morte do vocalista Bon Scott, então fizeram esta canção para simbolizar a volta da banda do luto. Hoje, me deparei com a letra do Detonautas e realmente não tem nada a ver com a letra do AC/DC e sim com uma crítica a juventude atual.

Concordo que esta juventude leite-com-pêra deva ser criticada de diversas formas, seja ela com música, filmes, livros, novelas…  que seja! Mas acredito que o Detonautas falhou em colocar sua letra no instrumental de Back in Black, não acredito que o pessoal do Hard Rock se importa em criticar o pessoal da Revolução de Sofá. Sem contar que estamos falando de bandas muito diferentes e estilos musicais muito diferentes: AC/DC é hard rock clássico, desde o tiozão cabeludo motoqueiro até muitos jovens que sabem apreciar o bom rock n’ roll curtem. Já o Detonautas tem um público distinto do primeiro: é mais um pessoal jovem, menos crítico em relação ao instrumental e às letras (ou você acha que um bom apreciador de rock n’ roll ouviria numa boa “quando o sol se for, meu amor, vou onde você for”?).

Detonautas

Sou um tanto suspeita para falar de AC/DC, já que gosto da banda há muito tempo e admiro tanto a banda quanto os fãs. Também sou suspeita em falar de Detonautas já que sempre detestei suas músicas, seu estilo, suas canções de Malhação e o fato de Tico Santa Cruz ter entrado no lugar de Rodolfo nos Raimundos (nem vou discorrer sobre isso neste post).

Gostos musicais a parte, a verdade é indiscutível: Detonautas cantando em cima de Back in Black iria gerar uma revolta dos fãs de AC/DC. Sério Detonautas, vocês podem cantar suas músicas criticando a geração preguiçosa, porém, usem uma música de vocês, sem releituras!

A cara da tristeza
Agus Young certamente faria essa cara de meme ao ouvir a nova versão de Back in Black (eu também fiz!)

Não acreditei quando ouvi:

“Se me bloqueiam de um lado, eu me infiltro do outro
Eu sou pior que um rato eu entro pelo esgoto
Voltei de perto pro combate sem medo de apanhar
Eu não sou jesus cristo então vou revidar
A brincadeira é rebeldia, sem inteligência
Essa vidinha de gato é realmente deprimente
Ninguém questiona nada, ninguém contesta
Aceitam tudo calados ou somente detesta
Quando eu mudo minha faceta
Vejo o outro lado
Chega de exaltar esse glamour falsificado
Eles dizem que isso é rock, rock é isso aqui
Aprende com quem sabe ai ac/dc”

Rock é isso aqui? O AC/DC ou Detonautas? Aprende com quem sabe aí AC/DC? Parece que ele está falando com algum manolo amigo dele! Eu já estava esperando o Angus falar “é isso aí djow!” O.o Eu não sou Jesus Cristo? Porque meu Deus, por quê ele disse isso?

Sério… não vamos misturar água com óleo, nunca combinou e não é hoje que vai combinar!

Se tiver coragem, ouça a releitura de Back in Black

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Jornalismo de Segunda

Mais alguém tem desânimo de olhar os jornais e portais de notícia na segunda-feira? Acho que gastam todas as energias tentando engordar os jornais de domingo e não sobra nada para começar a semana! E, no final de tudo, ainda enchem de classificados e notícia que é bom, nada! Isso no jornal impresso…

Já na internet, parece que as páginas tornam-se grandes colunas ‘Planeta Bizarro’.

Pois é, essa semana não saiu dos padrões: abra os principais portais e encontre comentários sobre a caixa preta do avião 447 da Air France; o tal do presidente do FMI e as fofocas de estupro; a moça suspeita de enforcar o namorado que se entregou para a polícia e o bicampeonato do Santos… e não nessa ordem de importância, porque no Brasil a manchete de futebol faz bem mais sucesso!

O top do momento na política brasileira é o Palocci, porque já esgotaram as piadas sobre o partido dissidente do DEM! Mantém-se a discussão do Código Florestal só pra não deixar abertamente claro – com o perdão da redundância – que é mais um sabor para o cardápio de pizzas brasileiras.

Podem vir aqueles que vão comentar o quanto essa posição é mal-humorada com relação à produção jornalística atual. Mas é muito difícil pensar de outra forma quando vemos entre as principais chamadas que a ‘Cantora Lady Gaga passa o dia como editora do jornal Metro nos EUA’. Isso me faz pensar até que ponto o jornalismo está se deixando levar como estratégia de marketing. Até que ponto o jornalismo de Segunda está se estendendo por todos os dias?!

Algumas perguntas vêm à mente sobre outros temas que poderiam ser trazidos de volta: Será que a pressão do Governo sobre o preço dos combustíveis que rendeu tantas manchetes semana passada teve efeito? As revoltas no mundo árabe já terminaram? A guerra no oriente médio sofreu algum reflexo com o assassinato de Bin Laden pelos EUA? E esses mesmos norte-americanos, estão vendendo mais armas depois disso? Enterrar o Wellington como indigente colocou um ponto final no caso de Realengo sem gerar mais nenhum movimento no Rio de Janeiro? E os morros invadidos pela polícia, as UPP’s, está tudo em Paz?

Parece que depois dos furos, pautas quentes – como queiram chamar as informações ESCOLHIDAS PELOS VEÍCULOS como assuntos de mais importância – as fofocas e as bizarrices são o recurso de segunda opção. Assim, a produção de informação se torna entretenimento e perdido nesse meio confuso fica o jornalismo. A notícia que era feita seguindo um modelo de ‘pirâmide invertida’ (da informação mais importante para a menos importante) de acordo com as teorias, especialmente na segunda-feira não passa de tijolinhos.

Os veículos de comunicação usam esses tijolinhos para montar o que quiserem e os defeitos dessa construção viram pauta do TPMídia,  ficam aqui para as colunas do Prefiro não comentar…

Lilian Figueiredo

Lilian Figueiredo


Microsoft compra o Skype, e agora?

Todo portal de notícias comentou ontem sobre a compra do Skype pela Microsoft e que foi uma das aquisições mais caras da história da empresa, US$8,5 bilhões! Li algumas notícias e em todas elas comentavam que a Microsoft comprou o Skype para utilizar sua tecnologia nos sistemas do X-Box 360, Kinect, Smartphones e claro, no sistema operacional Windows.

Porém, fiquei preocupada com os rumos do Skype. Utilizo bastante este programa por acha-lo simples, rápido, eficiente e limpo. Li em mais de duas notícias diferentes que o Skype não gera muito lucro, então a proposta do novo diretor responsável é investir em publicidade. Não sei se só eu fico irritada com banners de propaganda nos programas ou se todo mundo acha esta estratégia de marketing totalmente irritante.

Fiquei pensando que a Microsoft pode melhorar muito o Skype ou acabar com ele. Não que eu seja a pessoa mais entendida de tecnologia, mas a minha relação com os produtos da Microsoft não é uma das melhores: odeio o navegador Internet Explorer (é muito lerdo, não tem muitas funções e o que tem de positivo, copiou de outros navegadores), acho o MSN Messenger muito carregado em publicidade e inutilidades, o Hotmail poderia ter mais funcionalidades assim como Gmail tem, e nem sei se compensa falar do SkyDrive, já que ele não é nada prático como compartilhador de arquivos! É um negócio pesado e sempre que recebo arquivos por lá e tento abrir no Internet Explorer do computador da faculdade, dá uma super travada e tudo para de funcionar. Sem contar quando você tenta usar o Office Live, mesmo com um computador bom e a internet razoável, ele é muito lerdo. Não sei se é porque não abro mão do clássico Google, mas também não fui com a cara do Bing. Ele nem tem aquelas sugestões quando você começa a digitar no campo de busca!

Agora só nos resta torcer para que a Microsoft não deixe o Skype lerdo, carregado e cheio de publicidades irritantes.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

“Jota Quest 15 Anos na Moral”

Até quem não é muito fã de música nacional se rende ao ”Fácil, extremamente fácil, pra você e eu e todo mundo cantar junto…” Sim, dessa vez escolhi falar dos mineirinhos queridos que desse ‘jeitim’ estão comemorando em 2011 os 15 anos da banda.

Os meninos do Jota Quest apareceram em Belo Horizonte no começo da década de 90 junto com bandas como Raimundos, Planet Hemp e Skank pra agitar o universo rock nacional.  A tentativa era sair da fase ‘Anos 80’, mas essa foi uma mudança que aconteceu aos poucos, mais com cara de adaptação do que contravenção.

É sério! Quem vê os integrantes da banda  usando tênis, calças jeans e camiseta hoje nunca imagina uma foto dessas:

Capa do 1º álbum de estúdio da banda em 1996: J. Quest

O grupo se formou por partes: o baixista Paulo Roberto Diniz Junior, ou só PJ, e o baterista Paulinho Fonseca tinham em comum o gosto musical pelo funk, soul, disco e acid jazz. Na simpatia pela musica black chegou a guitarra de Marco Túlio Lara e o teclado de Márcio Buzelin. E por último – mas não menos importante! – depois de 18 candidatos a voz escolhida foi do analista de sistemas Rogério Flausino.

“A macacada reunida” e estava tudo pronto para o caminho de sucessos que seguem até hoje.

(esq. para dir.) Paulinho Fonseca(bateria); Marcio Buzelin (teclado); Marco Túlio (guitarra); PJ (baixo) e Rogério Flausino (vocal)

E quem não se lembra do desenho Jonny Quest?? É, não é da minha época, mas basta gostar um pouquinho de bons desenhos animados para lembrar do menino loiro e suas aventuras.

Essa criação da Hanna-Barbera Productions foi uma lembrança do baixista PJ que deu origem ao nome do grupo. Ao longo do sucesso, houve algumas mudanças por pequenos (mas muito caros!!) detalhes autorais… Começou como J. Quest (lido Jay Quest) e depois passou a ser o Jota que todos conhecemos…

Algumas histórias também dizem que, por afinidade, em algumas brincadeiras o cantor Tim Maia chamava o grupo de Jota e o nome pegou…

O desenho criado na década de 60 que deu origem ao nome da banda

Muito se fala hoje entre os críticos da música, que da década de 90 até hoje as canções de grande sucesso perderam muito o conteúdo, aquele significado mais ‘profundo e poético das letras’. Nesse sentido, acho que o Jota consegue superar as expectativas, pois faz músicas com certo equilíbrio de significado e melodia que conseguem levar uma mensagem para o público – fãs ou não… Na verdade, acho mais ainda que essa geração da década de 90 ouve coisas diferentes, talvez com mais liberdade, algumas melhores outras não.

Para 2011, parece que os dias melhores da banda chegaram.

Na próxima parada o Jota Quest colocou o pé na estrada e está na turnê “Jota Quest 15 Anos na Moral”. E tem mais, vão marcar presença no Rock in Rio, dia 30 de setembro ao lado de Shakira, Leny Kravitz, Marcelo D2 e outros.

Até hoje, foram 10 discos gravados. Os mineirinhos atingem um público variado, de todas as idades, eclético, que gosta de tudo um pouco. O ritmo que começou quase totalmente soul, hoje ganhou uma cara mais pop, solos de guitarra e bateria, mas sem deixar o estilo próprio e a formação original da banda.

Pra começar a semana de leve, a gente fica por aqui acompanhando a turnê da banda debutante da vez e Ouvindo no Talo o maior sucesso dos mineirinhos do Jota Quest:   “Fácil”

Lilian Figueiredo


Três décadas sem o Rei do Reggae

6 de fevereiro de 1945 – 11 de maio de 1981
No dia 11 de maio de 1981, o mundo chorou com a perda de Robert Nesta Marley, ou somente, Bob Marley, o mais conhecido músico de Reggae de todos os tempos. Marley faleceu com apenas 36 anos em decorrência de um câncer generalizado o qual não foi tratado de início devido a princípios da religião/filosofia rastafári, da qual era adepto.
 
Três décadas depois, completadas nesta quarta-feira, o Rei do Reggae, segue brilhando e de longe perdeu seu trono. Sua vibração positiva move antigos e novos fãs, e homenagens á memória do ícone do Reggae não param de surgir. Uma delas é o lançamento do álbum duplo “Bob Marley and The Waylers, Live Forever” que tem importância histórica para os fãs, pois, registra a última apresentação de Bob antes de morrer.
 

Imagens da família Marley falando sobre o álbum:

No último show em Pittsburgh, EUA, 1980, Marley já sofria as graves consequências do câncer, e diante disso o público estava descrente que ele faria o show. Mesmo abatido, Bob não abandonou o palco e foi ovacionado pelos fãs. Canções como Natural Mystic, Positive Vibration, War, Exodus, entre outras músicas, foram interpretadas com uma enorme energia e uma vivacidade impressionante.

Em Redemption Song, Bob mostra como só precisava de sua voz e de um violão para passar a sua mensagem.

Outra homenagem é o documentário “Marley”, nome inicial que o projeto recebeu, e que será dirigido por Kevin MacDonald, de “O Último Rei da Escócia” (2006). O filme deve ser rodado em países como Jamaica, Gana, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, e tem estreia prevista ainda para este ano. O documentário fará uma viagem pela vida do cantor jamaicano e abordará o impacto global que a música deste lendário compositor de Reggae obteve. Por possuir autorização da família, o filme deve conter diversos documentos e informações importantes, nunca antes divulgadas, além de depoimentos de amigos e familiares.

Os 30 anos da morte de Bob também foi lembrada em uma bela reportagem do Jornal da Globo em 15 de abril. O colunista Nelson Motta, além de fazer um breve histórico da carreira do cantor, fala da importância de Bob Marley para o Reggae no Brasil e no mundo.

30 anos depois, a estrela do Reggae continua brilhando alto, tanto no céu, ao lado de Jah, como na Terra, com suas ótimas canções.

Vibrações Positivas, e ouçam Reggae Music no talo!!!!

Juliana Santa Rosa


União estável entre homossexuais reconhecida

Já pensaram que maneiro seria o mundo se você fosse ruivo e não pudesse casar com oura pessoa ruiva porque… Bom, porque vocês dois são ruivos? Não faz sentido, nem precisa fazer, é lei e pronto, não discute!

Pois é, a coisa funcionava mais ou menos assim para os homossexuais (homoafetivos, pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo, gays, não estou interessada em saber qual denominação você acha mais politicamente correta) no nosso país. Mas hoje foi aprovado no STF o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Na prática, passaram a ter 112 direitos que antes eram exclusivos da população heterossexual.

Parece razoável e até lógico, afinal, pelo menos da última vez que eu chequei, homossexuais não davam à luz zumbis, crianças com cinco braços ou se uniam para criar a bomba atômica, nem nada que justificasse o fato de heterossexuais poderem se casar e homos, não, concordam? Bom, eu consigo pensar em algumas pessoas que discordariam disso. Uma dica:

Bom, como eu sou uma pessoa extremamente arbitrária, vou começar comentando o que eu acho mais interessante (porque no momento encontro-me de TPM e comentar sobre igreja funciona melhor que chocolate).

Olhem o videozinho lindo dessa reportagem, que foi feita ontem, antes do STF aprovar a união estável entre homoafetivos. Prestem especial atenção nos últimos trinta segundos.

Eeeep. Quer dizer, se unir, morar junto, pode. Mas dizer que é uma “família”, não pode. Mas é isso mesmo, produção? Bom, pelo que se pode ler na última retranca dessa matéria, é exatamente isso. A união homoafetiva até pode existir e talz, mas não vamos chamar isso de família que pega mal né, banaliza a instituição.

união homoafetiva

Tcahn tcahn, chegamos agora em outro lindo: O deputado reeleito pelo PP Jair Bolsonaro. Acho que todo mundo que esteve pelo planeta Terra no último mês sabe quem é ele, mas caso vocês não se lembrem:

Recordaram? Pois bem, alguém achou que ele ficaria sem se pronunciar depois do STF (por unanimidade, aliás) apoiar a união? Pois é. Após o Tribunal ter votado, o deputado deu a seguinte declaração para o site do Terra:

“Agora virou bagunça. O próximo passo vai ser a adoção de crianças (por casais homossexuais) e a legalização da pedofilia”

A reportagem na íntegra você pode ler aqui.

Pois é, esses são basicamente os argumentos que circulam por aí: O casamento homossexual destrói a instituição da família. Não é algo natural, Deus não aprovaria, se fosse assim ele teria criado Adão e Ivo, homossexualismo só acontece com quem tem pai/mãe ausente, etc.

Mas vamos pensar um pouquinho no que isso afeta nossas vidas. Se dois gays se casassem agora, não posso afirmar com certeza, mas acho que minha casa não explodiria, minha mãe não pediria o divórcio, meu pai não morreria, enfim, nenhuma catástrofe aconteceria. A única diferença no mundo seria: um casal que se ama e que deseja viver junto com o reconhecimento do estado e da sociedade finalmente iria adquirir esse direito. E aí eu volto ao meu ponto no início do texto: É justo e é lógico que todos os brasileiros sejam iguais perante a lei. Se um homem e uma mulher podem se casar, o que há de diferente em um homem e outro homem, ou uma mulher e outra mulher se casarem?

casamento gay

Se existe algo de errado com a instituição do casamento, isso já acontece muito antes de se falar em casamento de homoafetivos, e não acho que essa discussão seja pertinente a esse post, mas eu não podia deixar de colocar esse gif que eu achei extremamente genial:

casamento gay

E para terminar, deixo vocês com esse vídeo que eu particularmente achei bem embasado.

Fernanda Villa

Fernanda Villa

Lady Gaga e Judas

Dizer que Lady Gaga é polêmica, já virou uma redundância há muito tempo. E claro, que não seria diferente em seu novo single Judas. O clipe era pra ter sido lançado na páscoa, mas acabou sendo adiado pra esta semana, mas mesmo assim teve uma grande repercussão nas mídias online.

Acredito que esta superprodução deva ter custado alguns milhões de dólares. Obviamente o clipe é cheio de referências bíblicas, crucifixos pra lá e pra cá e trajes inusitados da diva do pop, pra variar. O clipe começa com um bando de motoqueiros, todos eles com jaquetas com nomes dos apóstolos e Gaga está na garupa de Jesus, só que paquerando Judas! Em alguns momentos, Lady Gaga está vestida de Maria Madalena e é até apedrejada nos minutos finais. A produção também contou com a famosa cena do beijo de Judas em Jesus e o lava-pés. Gaga aponta uma arma dourada para Judas e desta arma sai um batom vermelho O.o

Durante a música toda, a cantora diz que está apaixonada por Judas, mas que Jesus é sua virtude.  O clipe conta com vários tons de azul, roxo e vermelho, que deram um tom de agressividade e escuridão ao mesmo tempo. Já a coreografia, achei meio tosco eles fazerem coraçõezinhos com a mão no maior estilo happy rock. E eu tive certeza que já vi aqueles passos antes, só não me lembro de onde!

A única coisa que eu achei meio estranha é que colocaram o Judas num papel de encrenqueiro fanfarrão, que cede aos prazeres da carne. Já o cara que representa Jesus, não tem expressão facial alguma! O máximo que ele faz é distribuir umas bênçãos pela festa e mais nada. Acho que poderiam ter dado mais expressão ao Jesus pra enfatizar mais a dualidade entre os dois personagens.

Com este novo single, Lady Gaga quis levantar mais polêmicas com os religiosos, que já estavam com sapo na garganta desde Born This Way! Polêmica atrai público e maior visibilidade, e isso é o que ela consegue toda vez que lança uma música nova. Marketeiros aprendam com o mestre!

Juliana Baptista

Juliana Baptista

História do Tio Sam: Terrorista Morto

De repente, todo mundo caiu da nuvem onde acontecia o Casamento Real inglês e se “estabacou” em cima do porta-retrato não muito querido do terrorista mais procurado do mundo. Porque até agora, foi só isso que a gente viu: fotos do saudita Osama Bin Laden mais vivo do que no 11 de setembro. Até tratamento de envelhecimento e outras fotos de família já apareceram.

Mas, como diz o ditado, a gente quer ver pra crer! Desde os atentados em2001, amorte de Bin Laden estava na expectativa, ou melhor, estava esperando a hora certa! Afinal, mesmo com a moral abalada dos últimos tempos, o relógio nos EUA costuma determinar os segundos do mundo todo, que dirá então da hora de morrer ou de ser morto. Tudo depende do efeito que eles querem jogar para as relações internacionais. Assim, foto de Osama morto até agora, NADA! (não que isso vá resolver muita coisa!)

Osama: aos 54 anos, terrorista procurado pelos EUA

A justificativa do governo norte-americano é a tentativa de conter maiores manifestações dos movimentos terroristas árabes. Enquanto isso, uma informação aqui, outra ali e a imprensa está alimentada e controlada para o Tio Sam contar a história. Resultado, notícia de primeira mão dada pelo próprio Barack Obama com direito a discurso e tudo. Extremamente calculado: descida no Paquistão, operação de invasão, troca de tiros, captura, morte, quebra de helicóptero, saída “à francesa”, sepultamento no mar e discurso pronto, tudo em menos de 24 horas.

Com o perdão da brincadeira – porque o assunto é sério! – foi um dia de Jack Bauer para nosso anti-herói Barack Obama. Penso que os quase 10 anos depois dos atentados foram tempo suficiente para planejar…

Lembro que na época dos atentados uma das perguntas principais era ‘como o país no nível de segurança como os EUA deixam isso acontecer?’ Foi o bastante para dar a largada nas especulações e Teorias da Conspiração, diga-se o Zeitgeist. 

Zeitgeist, o Filme: produzido por Peter Joseph, 2007, aborda temas como Cristianismo, ataques de 11 de setembro e o Banco Central dos EUA

Para os últimos dias, a questão que coloco é: Porque agora?

Este parece ser o momento ideal para os EUA declararem a morte de Osama. Os órgãos de pesquisa norte-americanos aproveitam para liberar novas pesquisas sobre os índices de aprovação de Presidente americano. Não deixa de ser uma forma de conduzir a opinião pública pela sensação de consenso. E a mídia – jornalismo e entretenimento – abraça essa causa e fatura em cima disso.

Outra coisa interessante é a “coincidência” com as revoltas no mundo árabe que aconteceram nos últimos tempos. Parece que a idéia foi de aproveitar o embalo no “clima de liberdade” que o mundo estava sentindo. Teve até portal dizendo que o ‘O mundo fica melhor sem Osama’.

Morte de Osama: comemoração dos americanos e reflexos na bolsa de valores

O fato é que – usando outro clichê – a história está muito mal contada! Os americanos liberam as informações que querem para a imprensa. Desde como foi a operação, até as investigações e o posicionamento do Paquistão. Os detalhes vão sendo montados sobre a família, dinheiro de fuga escondido, esconderijo e as relações do terrorista que, a princípio, não está mais aqui desmentir ninguém. A cada questionamento, tome uma “desculpa esfarrapada”.

A foto dele morto, ninguém viu!

Será isso tão importante com todas as tecnologias de tratamento de imagem que temos hoje? Jogar o corpo no mar sob desculpa de tradição religiosa – que já foi até desmentida – pareceu ser um jeito bem mais conveniente de não ter que dar explicações. Recolhe-se o DNA e apaga-se o resto! A desconfiança fica à disposição pra quem quiser especular. Estando consciente que tudo tem seu preço, qual seria a vantagem de alguma empresa de comunicação desmentir as fontes oficiais americanas?

…nessas horas me pergunto onde está o Julian Assange e o Wikileaks…

Imagem forjada de Bin Laden morto que foi espalhada nos meios de comunicação

Se em outros tempos o “modo de viver americano” foi disseminado pelo mundo, vejo que essa alegria e euforia dos estadunidenses são outras formas de contagiar o exterior e tentar conduzir as emoções. Afinal, não é todo mundo que pode entrar no país alheio, sair matando a sangue frio e cantar a vitória, não é?!

O Paquistão parece pisar em ovos: EUA diz que a morte foi feita de maneira legal, legítima (autorizada pelo país árabe). Mas então o Paquistão teria entregado Osama? Isso causa revoltas… Ou então, se o Paquistão dava cobertura para Osama, então permitiria a entrada legal dos EUA para matá-lo? Assim o país perde o apoio dos americanos e sai prejudicado… ‘Ser ou não ser’… A base militar próxima ao “esconderijo” fica aí nessa fronteira entra o que é Mentira e o que parece Verdade.

As informações dos jornais paquistaneses em torno de especulações

Uma coisa é certa: assim que a foto de Osama morto estiver pronta muita gente vai se calar e dar o assunto por encerrado. Os meios de comunicação, que são empresas e têm que proteger seu lugar no mercado, vão adotar a coluna do nosso blog e Preferir Não Comentar.

A matéria fica por aqui, mas ainda acho – e me perdoem a brincadeira de novo, principalmente os fãs! – que o tão procurado Osama pode ter deixado o estilo saudita árabe evidente e estar bem livre fazendo negóciosem algum Rancho de Neverland…

Lilian Figueiredo

Helena Ometto


TPMídia ON RADIO #4

Olá!

Aqui está o player para vocês ouvirem o programa TPMídia que foi ao ar esta última segunda-feira dia 02/05!

Tivemos alguns probleminhas com as vinhetas do começo, mas nada de muito grave! 😉 Espero que gostem!


Osama: motivo de “rebuliço” na mídia

23h52. Horário em que foi anunciada a morte do terrorista Osama Bin Laden pela imprensa norte-americana, no domingo, dia primeiro de maio. Sim, primeiro de maio. Data em que é comemorado o Dia Mundial do Trabalho. E pelo visto, as Forças Armadas Estadunidenses quiseram fazer jus à data, matando o homem mais procurado pelo país nos últimos 10 anos.

Pelo menos isso é o que diz Barack Obama. Atual presidente dos EUA que foi “assassinado” pela Fox, quando a emissora anunciou a morte do terrorista: “Reports: OBAMA Bin Laden Dead”. Quiseram realmente matar o presidente americano? Não… Foi puramente um erro de digitação, então? Também não diria isso… Sim, houve erro de digitação (obviamente), mas seria um erro absurdamente grotesco a deixar passar em branco…

Se não houvesse um motivo tão justificável para isso: o furo de notícia. Aí entramos naquele velho dilema do jornalismo atual: qualidade de informação VS. Velocidade de informação. O que tem mais valor? Um fato noticiado no momento em que ele acontece, mas sem uma apuração mais completa, ou um fato noticiado algum tempo depois do ocorrido, mas com informações mais concretas e confiáveis? Eis a questão… De qualquer maneira, a “sede” por notícias quentes ainda é muito grande entre os veículos de comunicação. Isso explica alguns pequenos (ou grandes) erros, como esse cometido pela Fox, e a ausência de publicação de um conteúdo mais denso.

Pensemos a respeito de mais alguns pontos de observação. O casamento “real” aconteceu no dia anterior (um sábado), e a lua-de-mel do casal William e Kate aconteceria logo após o fim de semana. Entretanto, o casal adiou a viagem. De acordo com o diário inglês The Daily Telegraph, a lua-de-mel seria na Jordânia (nada confirmado), e esse adiamento teria acontecido devido à “agitação contínua no Médio Oriente”. Se esse foi o real motivo da decisão tomada pelo casal “real”, não se sabe. Mas o que se pode ter quase certeza é que a cobertura midiática dos pombinhos seria bastante ofuscada pelo caso “Osama”. Fica aí então algo a se pensar…

Curiosidade número dois: A cantora Lady Gaga tinha marcado a estreia para o clipe de seu novo single “Judas” para o dia 5 deste mês (quinta-feira). Mas como sempre, a cantora havia resolvido antecipar a estreia para o dia primeiro (domingo). Porém, contudo, entretanto, todavia, a cantora mudou de ideia e “jogou” a data de lançamento para o dia 5 novamente. Motivo? Também não se pode afirmar nada, mas o que se pode afirmar é que novamente, o caso “Osama” ofuscaria (e muito) a repercussão da estreia de Judas na mídia. Fica aí uma reflexão sobre o poder da mídia de interferir na ordem dos acontecimentos (sejam eles relevantes, ou não).


Helena S. Sylvestre


Enfim, casados…

Nessas últimas semanas escrevemos alguns posts analisando a cobertura da imprensa sobre o Casamento Real, acontecido na última sexta-feira, dia 29 de abril de 2011. O príncipe William e a plebéia Kate Middleton se tornaram o novo casal real da Inglaterra.

Como vocês estiveram conosco nesses posts, achei justo escrever uma última matéria para mostrar o desfecho da cobertura e o início desse verdadeiro conto de fadas da vida real. Nesse post vou me permitir postar minha opinião sobre o casamento e sua relevância na mídia.

Na manhã da última sexta-feira, dia 29 de abril de 2011 (uma data memorável), mais de um bilhão de pessoas assistiram à união de William e Kate, o mais novo casal real. Milhares de pessoas assistiram diretamente das ruas de Londres, presenciando a passagem das carruagens, o trajeto da realeza, os caminhos da nobreza, a chegada do príncipe e noivo e a tão aguardada cena da noiva e seu vestido de sonhos. Outras milhares só acompanharam o evento pela transmissão via Internet, televisão ou rádio, mas com a tecnologia utilizada nessa transmissão as sensações foram similares.

 

No Brasil, a Rede Globo começou sua transmissão às 7 horas da manhã da sexta-feira, interrompendo toda a sua programação (e olha que para a Globo interromper a programação eles acreditavam muito na grande audiência do evento. E não erraram) e o canal GNT, também afiliado aos canais GloboSat transmitiu desde as 6 horas da manhã (o GNT fez um especial durante toda a semana sobre a Família Real britânica para contextualizar os telespectadores).

Confesso que assisti à transmissão pelo GNT com os comentários de Julia Petit, Lilian Pacce, Astrid Fontenele e um professor de história contemporânea responsável por inserir esse evento numa contextualização histórica da monarquia (não me recordo seu nome). Gostei da forma como comentaram e colocaram as questões reais. Por mais que algumas pessoas insistam em achar perda de tempo assistir a uma transmissão com essa, eu acho que é uma obrigação jornalística produzir esse tipo de cobertura. Um evento como esse marca época e vai ser relembrado por centenas de vezes, não somente pelos britânicos, mas por todo o mundo.

Aliás, considero que uma cobertura desse tipo esteja além de um simples factual que atenda ao desejo de espectadores de se sentirem presentes no evento, mas está incluída num catálogo de Jornalismo Cultural, se considerarmos que mostra a cultura e os costumes da realeza mais consolidada e famosa nos dias de hoje: a britânica.

Confesso-me apaixonada e encantada pelas histórias da realeza, não somente a britânica, mas de qualquer outra nação que ainda a preserve. Mas atente para o detalhe de que simpatizar com os costumes e histórias reais não significa que eu aceite uma soberania tirana, até porque hoje em dia as monarquias são apenas figuras representativas, elas não exercem o poder de fato no governo de seus países.

Um casamento como o de William e Kate nos dia de hoje, representa muito mais a realização de um conto de fadas, do que um ato político em si. É claro que por ser uma monarquia, o casal terá uma representatividade de poder, William será rei um dia e Kate sua rainha, mas suas decisões não afetarão o país da mesma maneira que as decisões do primeiro ministro.

Lembrando que por ser um evento da monarquia, alguns líderes de Estado foram convidados, mas a impressão foi de que os convites foram feitos apenas aos mais chegados e simpatizantes da rainha. O primeiro ministro do Japão, Naoto Kan, e sua sua esposa receberam o convite, já o presidente os Estados Unidos, Barack Obama e sua mulher, Michelle, ficaram de fora da lista.

Talvez esse aspecto político-econômico do casamento devesse ter sido mais abordado nas coberturas da imprensa, mas houve poucos comentários a esse respeito, o que foi uma falha jornalística. Deu-se muito destaque à festa e aos detalhes da cerimônia, mas não houve uma cobertura mais social em cima, indicando de que forma essa união pode ou não interferir nas relações políticas e econômicas da Inglaterra. Aliás, deve-se ter em vista que o Reino Unido acaba de sair de uma recessão econômica e a festa foi paga majoritariamente por dinheiro público, dos cofres britânicos.

Mas enfim, a cobertura que aconteceu em cima do casamento em si, da festa, dos detalhes foi de ótima qualidade (estou excluindo aqui as inúmeras noticias inúteis que foram veiculadas durante semanas graças ao agenda setting do evento, já comentado em post anterior). A imprensa teve espaço de destaque durante todo o evento e sua importância foi reconhecida pelos organizadores e pela segurança do evento. Foram criados espaços especiais para a imprensa de todo o mundo em meio à multidão nas ruas de Londres.

Todas as gravações e matérias realizadas durante esses dias serão exibidas inúmeras vezes durante toda a história, assim como as imagens do casamento de Charles e Diana, pais do noivo, que foram veiculadas incessantemente durante esses dias.

Para quem assistiu ao vivo ao casamento, pessoalmente ou pelas tecnologias ficarão as lembranças da data (como para mim). Para quem não pôde assistir, ficam as gravações e os especiais que ainda serão exibidos por muito tempo nos veículos de comunicação.

Há quem diga que Kate, ou melhor Catherine, foi a noiva princesa mais fotografada e filmada de todos os tempos. Mas é claro, seu casamento aconteceu em 2011, em plena era de tecnologia, com câmeras digitais acessíveis a qualquer pessoa  e uma infinidade de tecnologias profissionais de gravação e imagem.

A chegada da noiva, a revelação do vestido Alexander McQueen, da estilista e diretora criativa da grife Sara Burton, a aparição de Charles com Camila, a presença da rainha Elizabeth II, o beijo oficial na sacada do Palácio de Buckingham (ou melhor, dois), a daminha de honra irritada com o barulho da multidão, o show da Força Aérea Britânica para seu funcionário da realeza, William, a saídas dos noivos em carro conversível com destino à lua de mel, todas essas pequenas lembranças é o que vai ficar.

Detalhes de um conto de fadas

Os noivos saíram da festa em um carro conversível.

A irritação da dama de honra, Grace Van Cutsem, com o barulho da multidão.

A mãe de Kate, Carole Middleto, a Rainha Elisabeth II e Camila Parker Bowles.

Charles, o pai do noivo, e Camila Parker Bowles.

Assim termino esse post e resumo esse conto de fadas. Uma impressão de ter sido um casamento mais desinibido, menos tradicionalista e até mesmo mais feliz, leve e apaixonado do que o de Diana e Charles há 30 anos. Tomara que o destino de William e Catherine (é assim que ela deve ser chamada agora), duques de Cambridge, seja mais feliz do que dos pais do noivo.

Diante de minha inspiração com o assunto, esse post renderia mais umas 5 páginas, mas como meu espaço é limitado e a paciência de vocês também pode estar se esgotando, vou me deter a essas observações sobre o casamento mais assistido de todos os tempos! Que as lembranças desse 29 de abril de 2011 fiquem guardadas nas memórias e na imprensa.

Felicidades ao casal e muita sorte a partir de agora!

Helena Ometto

Helena Ometto


Após 16 anos, autor de Calvin e Haroldo cria arte inédita

Calvin e Haroldo, de Bill Watterson

Bill Watterson, o criador de “Calvin e Haroldo”, não publica uma tirinha nova desde 1995, ano em que abandonou a criação das tiras. O cartunista resolveu arregaçar as mangas por uma boa causa e produzir uma arte inédita após 16 anos. Porém, não é nenhuma tira inédita de Calvin.

Watterson pintou uma tela para doar ao Team Cul de Sac, projeto de outro cartunista, Richard Thompson, que tem como objetivo arrecadar dinheiro para pesquisas sobre o mal de Parkinson. Thompson, inclusive, é portador da doença.

Pintura inédita de Watterson

A pintura feita a óleo é um retrato de Petey Otterloop, personagem das clássicas tirinhas intituladas “Cul de Sac”, assinadas por Thompson.

De acordo com o blog de quadrinhos do “Washington Post”, que divulgou a imagem de tela assinada por Watterson, a campanha conta com a parceria da Michael J. Fox Foundation, mantida pelo ator Michael J. Fox, também portador do mal de Parkinson.

Bem que arte criada por Bill Watterson poderia ter sido uma tira inédita de Calvin, o garoto chieo de personalidade, e de seu companheiro Haroldo, um tigre sábio, que para Calvin está tão vivo como um amigo verdadeiro, mas para as outras pessoas não passa de um tigre de pelúcia, pois além de ser uma tira inteligente que apresenta uma visão única do mundo através da imaginação do protagonista e das situações insólitas que se estabelecem, a tira apresenta também uma fuga à cruel realidade do mundo moderno para o garoto de seis anos.

Uma das tiras de Calvin que faz uma crítica à televisão:

Juliana Santa Rosa