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Pepsi e os Memes: uma estratégia eficaz

Hoje me deparei com a notícia de que a Pepsi está divulgando em suas redes sociais uma nova promoção, desta vez com o trio gospel desafinado do Para Nossa Alegria. Segundo a Info, a empresa de bebidas promete que o trio lançará um novo hit se a fanpage da Pepsi alcançar 500 mil likes (atualmente a fanpage tem quase 400 mil fãs).

O vídeo do desafio Pepsi pode ser visto neste link

Já não é a primeira vez que a Pepsi se utiliza de memes da internet para promover a marca. Há alguns meses estava rolando um comercial de tv com Joel Santana fazendo referência à aquele vídeo que ele falava inglês maravilhosamente. Apesar de que o comercial apareceu muito tempo depois do vídeo ter feito sucesso, eu mesma nem lembrava mais!

Acho uma boa sacada das empresas se utilizarem destes virais da internet para promover a marca (mas é claro que a propaganda tem mais chances de funcionar se o público-alvo for jovem e antenado com as novidades que surgem diariamente na internet).

Normalmente os memes da internet quando conseguem uma grande repercussão em um curto espaço de tempo, ganham visibilidade apenas em programas dominicais falidos desesperados por pautas que garantam audiência.

Se as empresas conseguirem se utilizar dos virais de forma criativa, eles podem se tornar uma ferramenta muito efetiva. Lembrando que o vídeo do Para Nossa Alegria já soma 15 milhões de visualizações e do Joel Santana tem 1 milhão (podemos considerar que um grande número de pessoas conhece o assunto e não ficará sem entender a campanha da empresa). O único problema é se as agências de marketing não conseguirem fazer algo bacana e inovador. Apenas “espremer” o meme e fazer mais do mesmo, pode fazer do que era inicialmente engraçado, um negócio irritante!

Juliana Baptista

Juliana Baptista

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Jogos Vorazes e críticos

Final de semana com estréia importante no cinema. É o que a gente espera de vez em quando para bater aquela ansiedade. Eis que nessa sexta-feira, dia 23 de março, aconteceu a estréia mundial de Jogos Vorazes, entre críticas e elogios na web.

Fui ao cinema com a expectativa de ser um lançamento bastante comentado e aguardado, mas sem saber detalhes do enredo. Perguntando aqui e ali descobri que a história se passava em um reality show em que pessoas deveriam matar umas às outras até restar somente um vencedor… Sai do cinema com a sensação de ter visto um dos filmes que entrarão para a minha lista de favoritos de 2012.

As comparações que li e ouvi em relação às sagas Harry Potter e Amanhecer não fizeram sentido. Nem pior, nem melhor, Jogos Vorazes tem uma temática e uma abordagem diferente. E um público específico, apesar de essencialmente adolescente. Talvez nem todo espectador tenha reparado, mas o filme produz uma crítica voraz à sociedade do espetáculo e à falta de sensibilidade do ser humano na época em que vivemos e que promete ficar ainda mais evidente no futuro, tempo da narrativa.

Afinal, até onde nossa cultura pode nos levar?

A “high society” está preocupada com um figurino exuberante, uma aparência social impecável e sente a necessidade de lazer, de um entretenimento de massa. Para isso são criados os Jogos Vorazes, com a exibição e espetacularização da vida e morte de jovens pobres que se conformam com esse destino.

Alguns compararam Jogos Vorazes com Battle Royale, um livro/filme/mangá lançado no Japão em 1999. Fiquei sabendo da existência dessa obra só depois de ter assistido à versão hollywoodiana, então não senti influências (mesmo argumento utilizado pela escritora da saga). Mas há quem se recuse a assistir por se tratar de uma “cópia” da obra japonesa.

Sob a direção de Gary Ross, a atuação de Jennifer Lawrence no papel da protagonista Katniss Everdeen está aprovada com louvor. E, opinião à parte, Jogos Vorazes, primeiro filme originário da trilogia literária de Suzanne Collins, já arrecadou US$ 155 milhões somente nos Estados Unidos e a terceira maior estreia de todos os tempos.

Adivinhe quem são os dois primeiros colocados. Isso mesmo, em primeiro lugar está a estreia de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, último filme da saga com US$ 169 milhões em arrecadação e Batman – O Cavaleiro das Trevas, com arrecadação de US$ 158 milhões. Lembrando que essa foi somente a primeira estreia dessa trilogia.

Será que estamos ficando dependentes de sagas para acompanhar ou o trilogia realmente promete ser surpreendente? Eu, particularmente, acredito na segunda opção!

Helena Ometto

Helena Ometto

Upworhty: viralizando conteúdos relevantes na internet

Quem nunca reclamou ou ouviu alguém dizer que a internet está cheia de inutilidades e nós somos obrigados a aguentar esta avalanche de besteira por causa das redes sociais?

Ou ainda: quem nunca entrou num portal de notícias e acabou se perdendo na editoria de bizarrices só porque a manchete era atrativa e no final, até se esqueceu de dar uma olhada nos fatos mais “importantes”?

Com o intuito de filtrar todo esse conteúdo wébico e compartilhar com o público, temas relevantes, mas de forma atrativa e visual, Peter Koechley (ex-editor do The Onion) e Eli Pariser (presidente da organização política MoveOn) criaram o Upworthy. O site ainda está numa fase inicial, mas já possui uma fanpage no Facebook com mil pessoas e 660 seguidores no Twitter. Um bom começo para um site criado ONTEM.

A proposta do Upworthy é interessante: tornar questões “sérias” como problemas políticos, econômicos, sociais em conteúdos atrativos e interessantes de se compartilhar na web. Porque não deixar um assunto importante tão atrativo quanto vídeos de gatinhos?

Na internet, os conteúdos mais compartilhados são ligados a entretenimento e diversas vezes não agregam nada para os usuários. Então, porque não viralizar os assuntos considerados chatos e fazê-los serem compartilhados tanto quanto vídeos de “pessoas fazendo coisas FAIL” ou piadas com memes?

Mas será que viralizar é a solução para alcançar visibilidade significativa nas redes?

Não que isso seja o ideal, mas é uma iniciativa para atrair novos leitores, principalmente os jovens. Se o assunto é muito sério ou complexo, as pessoas tendem a se afastar e buscarem conteúdos mais “fáceis de digerir” e permanecem indiferentes a questões significativas.

Particularmente, acho que esta ideia tem tudo pra dar certo. Eu mesma já passei por uma situação no 9GAG: durante as eleições na Russia, só fiquei sabendo dos problemas das irregularidades e fraudes vendo memes no site. Não que me orgulhe disso, mas confesso que normalmente não procuro me informar sobre a situação política russa.

O Upworthy tem um site bem básico que explica qual é seu intuito de forma bem humorada e criativa. No Facebook, os compartilhamentos da fanpage são em sua maioria infográficos sobre questões políticas americanas (já que esse é o ano das eleições nos EUA), o conteúdo é bem atrativo e engraçado. Vale a pena conferir e dar uma chance ao Upworthy!

Veja um infográfico que eles postaram sobre “O que os americanos ricos poderiam fazer pelo país

Juliana Baptista

Juliana Baptista

Edir Macedo VS. Valdemiro Santiago: a “guerra santa” dos tempos modernos

Nos últimos dias, as redes sociais on-line, blogs e grandes portais têm colocado em debate a edição do dia quatro de março do programa Fala Que Eu Te Escuto. Motivo? O programa da TV Record ficou com a vice-liderança no IBOPE ao declarar “guerra” ao apóstolo da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago.

Para quem não sabe, Valdemiro era membro da Igreja Universal do Reino de Deus, que tem como líder e também dono da Record, o bispo Edir Macedo. MAS… Valdemiro resolveu largar a barra da saia do bispo e criou sua própria igreja (a Mundial).

A Record não deixou barato, e resolveu se colocar explicitamente contra a Mundial no Fala Que Eu Te Escuto do dia quatro. O argumento usado é que o apóstolo desvia o dinheiro da Igreja para o próprio bolso. Verdade ou mentira, o fato é que a “guerra santa” deu pano para a manga nas discussões da mídia on-line.

Alguns taxam a Record de hipócrita, uma vez que acusam Edir Macedo de também desviar verba da Igreja para o próprio bolso. De qualquer maneira, os pontos de debate que eu levanto aqui são outros.

A princípio eu me pergunto o seguinte: embora a TV Record seja uma emissora com uma explícita vertente religiosa, na posição de uma das maiores emissoras de TV aberta do Brasil, e, portanto, extremamente influente entre milhões de telespectadores, teria ela o direito de colocar em xeque uma crença religiosa diferente da sua? Como entendedora supérflua do assunto, arrisco-me a dizer que o intuito das religiões cristãs é disseminar a palavra de Deus, correto? Pois eis a contradição. Cada uma deveria cumprir seu papel afim de se alcançar este objetivo, sem querer rebaixar as demais. Pode até haver alguma competição, mas uma competição saudável, em que as igrejas deveriam buscar o melhor da sua essência religiosa para transmitir aos fiéis. Mas em minha humilde opinião, ganhar notoriedade desmoralizando a religião “concorrente”, é no mínimo anti ético. E pelos números da audiência, sem dúvida alguma o embate ganhou dimensões enormes.

Na verdade meu principal questionamento é esse. Não estaria a Record e a Igreja Universal equivocadas ao agirem assim enquanto emissora de TV e religião? Não bateria de frente com os princípios básicos de ambas? Não sejamos inocentes a ponto de dizer que outras emissoras não têm posicionamento editorial. Sim, têm. Mas a forma como isso vem à tona na programação não deve ter caráter ofensivo, discriminatório e explicitamente tendencioso. Quanto às religiões, nego-me a achar normal que instituições com um objetivo em comum “pequem” por maldizerem umas às outras. E tenho dito.

Helena Sylvestre
Helena S. Sylvestre

Zeca Camargo “fora do ar”

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Quem assistiu ao Fantástico, no último domingo, pôde perceber ao final do programa algo inusitado. Com certeza não-proposital, mas no mínimo digno de comentários. E o mundo on-line que o diga…

Ao final do programa global, houve uma pequena (grande) falha técnica que deixou a princípio o apresentador desconcertado. E depois, falando sozinho enquanto o estúdio ficava escuro e os créditos subiam na tela do telespectador.

Não demorou muito (nada!) para que os grandes, pequenos e médios portais de notícia na internet noticiassem o fato. Logo, em âmbito nacional, as principais redes sociais on-line tinham como um dos principais focos de discussão a falha da TV Globo. Essa enorme repercussão provavelmente se deu devido ao grande porte da emissora, e à experiência de longo prazo do apresentador, que apesar disso, não conseguiu colocar sua capacidade de improviso à prova.

Zeca ficou explicitamente atordoado com a falha técnica. Não soube se portar diante do imprevisto, embora tivesse se esforçado para isso. Inexperiência? Creio que em partes, sim. Não inexperiência enquanto profissional de jornalismo, mas enquanto apresentador que sabe improvisar diante de erros esporádicos durante as transmissões do programa. Falta de profissionalismo? Acho que na verdade é falta de costume de se deparar com as falhas técnicas da emissora.

Não que a TV Globo seja a perfeição em termos técnicos e profissionais, mas de fato não é muito comum o telespectador (até mesmo mais assíduo) perceber falhas de grandes proporções por parte da Globo.

Na realidade, o que mais vem se questionando ultimamente, é quanto às “falhas” de material do programa dominical. Quem opta (ou não tem escolha) por assistir à TV aberta no domingo, sem dúvida se frustra pela pobreza de conteúdo, pela falta de inovação e pelo baixo nivelamento dos programas. Há anos, o Fantástico conseguia sair desse padrão, e prendia a atenção do telespectador interessado em um programa descontraído, mas de caráter altamente informativo. Hoje, o que se vê é apenas mais do mesmo. Pautas previsíveis, com abordagens clichês e pouco exploradas em sua profundidade. Acredito que a Rede Globo deve rever o editorial do Fantástico, e realizar mudanças bastante acentuadas, uma vez que a internet cresce a cada dia, e com ela, a possibilidade de mobilização se espalhar com uma rapidez assustadora na web. Enquanto isso, conteúdos que fogem do padrão das mídias tradicionais são veiculados na rede. Conteúdos que chamam a atenção pela ousadia e por abordagens que nunca puderam ser feitas anteriormente. Com isso, o único modo do meio televisivo sobreviver, é, além de conversar com o mundo virtual, é oferecer exclusividade de material audiovisual. É buscar novas conceituações para este meio tradicional e convergência com os novos meios, novas linguagens, angulações nunca pensadas antes diante de assuntos aparentemente comuns (ou não).

Usei o fato ocorrido no Fantástico como gancho para trazer esta reflexão para o blog. Porém, deixo claro que é preciso que não só a Rede Globo pense sobre alguns dos pontos expostos aqui, mas sim a rede brasileira de televisão aberta de um modo geral.

Comunicadores, pensem nisso. Consumidores de mídia, cobrem isso.

Helena Sylvestre

Helena Sylvestre

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