A Fúria Feminina!

Arquivo para março, 2011

O adeus à diva Elisabeth Taylor

Elisabeth Taylor, a diva do cinema norte-americano, faleceu no dia 23 de março de 2011, aos 79 anos de idade. Liz, como era conhecido pelos íntimos e fãs nasceu em Londres no dia 27 de fevereiro de 1932 e era do signo de Peixes.

A carreira de Liz no cinema começou ainda na infância, quando, aos dez anos de idade, foi contratada pela Universal Pictures e teve sua estreia em Theres One Born Every Minute, mas seu primeiro papel de destaque foi na série Lassie. O auge de Liz foi na década de 50, coincidentemente (ou não) na década de ouro do cinema norte-americano.

Ao longo de sua carreira Liz fez cerca de 80 trabalhos entre o cinema e a televisão e foi eleita uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos, tornando-se um ícone de beleza e de moda. Não há como não lembrar de seus traços femininos, a delicadeza, os olhos azul-violeta a as sobrancelhas bem marcadas que fizeram sua marca. A beleza de uma época se espelha em Elisabeth Taylor.

 

O primeiro casamento com Richard em 1964...

...e o segundo casamento em 1975.

Mas toda diva tem suas manias e curiosidades que valem à pena conhecer. Liz, por exemplo, era colecionadora compulsiva de jóias. Bom, ela podia se dar a esse luxo. Outra mania de Liz eram os casamentos, sim, casamentos. Liz teve nada mais, nada menos que oito casamentos e sete maridos, mas é claro que um deles foi o mais especial! Romântica que sou, posso dizer que esse tenha sido seu verdadeiro amor e os outros foram paixões passageiras e  até mesmo caprichosos de uma diva mimada. A dupla união com o ator Richard Burton foi a mais marcante, pela cumplicidade e até mesmo pelas polêmicas. Eles se casaram duas vezes. Aliás, Richard foi o par romântico de Liz em Cleopatra, o filme que a consagrou, e no longa Quem tem medo de Vírginia Woolf, mais uma superprodução de sua carreira. Seria coincidência?
Liz ganhou por duas vezes a estatueta do Oscar de melhor atriz. A primeira vez foi em 1960, por call-girl em Disque Butterfield e  a segunda estatueta veio em 1966 com Quem tem medo de Virginia Wolf? Mas se perguntarmos para os cinéfilos sobre qual a principal obra de Liz no cinema, a grande maioria se lembrará de Cleopatra, de 1963. É impossível não se recordar da maquiagem marcada, das roupas de Cleopatra, do enredo e da parceria romântica entre Liz e Richard. Por curiosidade, Cleopatra foi o filme mais caro da história do cinema por ter tido o orçamento final em  270 milhões de dólares e por ter pago o primeiro cachê milionário feminino da história do cinema: Liz recebeu o valor de 1 milhão de dólares pela atuação de protagonista.

Liz como Cleopatra em 1963

Mas a história de Elisabeth Taylor não foi marcada somente pelos boas atuações, beleza e fama. Ao longo de sua carreira, Liz foi hospitalizada várias vezes por causa do vício em drogas e álcool que acabaram com sua saúde e a fizeram engordar muito, principalmente nos últimos anos de sua vida. Mas, apesar de todos os seus problemas pessoais e até mesmo da depressão que enfrentou, ela se dedicou muito à causa da AIDS, principalmente na década de 80. Chegou até mesmo a ter uma fundação para ajudar e apoiar os aidéticos.

Liz foi a capa da última edição da Revista Veja:

Um de seus últimos atos públicos foi o comparecimento ao enterro do amigo Michael Jackson. Liz fez questão de saudar o amigo pela última vez, mas não apareceu para a imprensa. Teve uma passagem discreta pelo velório, falou com poucas pessoas e saiu sem falar com a imprensa. A última internação da atriz foi no dia 11 de fevereiro de 2011, em Los Angeles, por problemas cardíacos e 12 dias depois ela faleceu, aos 79 anos. A amizade com Michael era tão intensa que Liz foi enterrada no mesmo cemitério que Michael em um túmulo próximo. E assim será.

Elisabeth Taylor: diva eterna do cinema norte-americano

Escrever um post sobre Elisabeth Taylor é uma tarefa complicada pois há muito o que ser escrito em poucas palavras. Então, resolvi encerrá-lo com vídeos que mostram um pouco mais da vida e carreira desse ícone mundial.

Cleopatra, em 1963: a consagração de Liz

Quem tem medo de Virginia Woolf?, em 1966.

Uma homenagem à Liz e Richard (estou apaixonada por esse vídeo)

A amizade entre Michael e Liz

Uma homenagem final ao som de Smile, por Michael Jackson

 

Sem mais.

 

Helena Ometto

Helena Ometto

 

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Hora do Planeta estampa capas do Estadão e da Folha

No último sábado, dia 26, 134 países ao redor do mundo participaram da Hora do Planeta. A iniciativa é da ONG ambiental WWF, e o objetivo é fazer com que os cidadãos apaguem as luzes de suas casas por uma hora. Assim como em todos os outros anos, a mobilização aconteceu entre as oito e meia e às nove e meia da noite.

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O jornal Folha de São Paulo e o Estadão publicaram a notícia sobre a Hora do Planeta em seus portais na internet. O Folha de São Paulo fez uma notícia curta, dizendo que a proposta da ação é “conscientizar a população sobre o aquecimento global, e a necessidade de se preservar o ambiente. Ele também informa quem é a organização responsável pela iniciativa e quantas cidades brasileiras participaram no último sábado.

O Estadão, por outro lado, publicou uma matéria mais completa e com fontes de informação. A versão online do jornal colocou que o objetivo da Hora do Planeta é apenas simbólico, mas que serve como reflexão para as cidades e seus moradores. Fábio Cidrin é ativista da WWF, e explica na matéria que cada país usa essa iniciativa para discutir sobre questões ambientais locais. O jornal também diz que neste ano, o primeiro minuto da Hora do Planeta foi celebrado em silêncio. Uma forma de homenagear as vítimas dos desastres naturais de 2011. De um modo geral, então, o Estadão publicou uma matéria mais completa que o Folha de São Paulo. Mas nenhum dos dois jornais colocou a opinião daqueles que são contra a iniciativa da ONG.

 

Helena S. Sylvestre

 


The Runaways

Em 1975 surgia a primeira banda feminina de rock n roll do cenário americano, o The Runaways. A idéia de ter uma banda formada só por garotas foi da jovem Joan Jett, que com apenas 17 anos tinha abandonado a escola para se dedicar a uma carreira musical. Joan conheceu o empresário Kim Fowley e mostrou a ele sua idéia, Kim apresentou a Jett a outras futuras integrantes: Cherie Currie, Lita Ford, Sandy West e Micki Steele.

E em 1976, o empresário conseguiu que o Runaways fizesse alguns shows na Califórnia e as garotas começaram a ganhar fama por onde passavam. No mesmo ano, Micki deixou a banda e foi substituída por Jackie Fox. Com a nova formação, as Runaways conseguiram assinar um contrato com a Mercury Records e lançaram seu primeiro disco, intitulado The Runaways. Foi deste disco que saiu o primeiro hit da banda, a música Cherry Bomb, que se tornou a marca registrada da vocalista Cherie Currie.

Com o primeiro disco lançado, a banda fez uma turnê por todo os Estados Unidos, a maioria dos shows tinha seus ingressos esgotados e chegaram até a abrir shows para artistas consagrados da época como Van Halen.

Em 1977 o Runaways lança seu segundo disco o Queens of noise e então saíram para uma turnê mundial. As garotas foram recebidas no Japão com uma recepção a lá Beatles – cheia de jovens histéricas gritando, chorando, tirando fotos e querendo autógrafos das integrantes. A aceitação dos fãs japoneses foi tão positiva, que a banda gravou um álbum ao vivo o Live in Japan. Em meio a turnê, a baixista Jackie Fox abandonou a banda e Joan Jett teve que assumir o baixo até encontrar Vickie Blue.

Quando tudo parecia estar indo bem, Cherrie Currie resolve sair da banda e mais uma vez Joan Jett teve que se desdobrar, saiu dos backing vocals e assumiu a voz principal. Neste mesmo ano elas lançaram o álbum Waiting for the night e saíram em turnê com a banda punk mais famosa da época, os Ramones.

Em 1978 depois de algumas brigas e desentendimentos financeiros, o Runaways rompeu com o empresário Kim Fowley e contrataram o mesmo empresário da Blondie e Suzi Quatro. As garotas também romperam com a gravadora Mercury e Vicki Blue deixou a banda sendo substituída por Laurie McAllister. Com a formação nova, lançaram seu último álbum o And now… The Runaways.

Em 1979 a banda acabou oficialmente. A crítica americana estava pegando muito no pé da banda por causa do entra e sai de integrantes e também porque o preconceito era muito grande já que a banda era composta apenas por garotas que escreviam e tocavam suas próprias músicas. Também houve divergências internas da banda, já que Joan Jett queria seguir uma linha mais punk e Lita Ford preferia as influências heavy metal. O The Runaways teve uma vida curta, porém até hoje é inspiração para milhares de garotas adolescentes e exemplo de que garotas podem sim fazer rock n roll.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 


Obama: Ilustre mas nem tanto

O Brasil acordou mais cedo, arrumou a casa, abriu as janelas e tudo mais que podia para receber uma visita que de tão ilustre ficou sem graça. Sim, estou falando de Barack Obama, o “simpático presidente negro” dos Estados Unidos que pisou nas nossas terras nesse último final de semana. Mais do que isso, o que despertou minha atenção foi a expectativa gerada em torno disso: um misto de desconfiança com a alegria e receptividade características no nosso povo. Bastou a notícia da visita se confirmar que cartazes, blogs, sites, enquetes e as redes sociais não tinham outro assunto. Contra ou a favor, as reações foram diversas.

Cartaz de divulgação da vinda do presidente dos EUA

Para a nossa presidente Dilma Rousseff, se todas as visitas diplomáticas tivessem apresentação de armas e cerimônias solenes no Planalto, Brasília viveria em função das festas. O Rio de Janeiro iria parar de funcionar e a segurança nacional viveria em estado de alerta, porque as principais ruas eram só polícia em todos os cantos. E já pensou se a moda pega em visitar as favelas?

Sintam a contradição: A Cinelândia estava sendo preparada e limpa há quase uma semana, e o principal discurso que lá seria foi desmarcado por falta de segurança, e depois não é que o homem foi parar nas UPP’s da favela? Porque não fez o discurso por lá? Vejo uma clara intenção de “imagem montada” que quer desmanchar a carranca de Bush e aproximar Obama dos brasileiros. Pois gostaria que o Mr. não fizesse show com as pessoas desse país, com licença?

Cartaz divulgando o discurso que foi cancelado

Sergio Cabral já falava em “first family” e Eduardo Paes “sentiu-se honrado de recebê-lo”, assim governador e prefeito do Rio de Janeiro, respectivamente, também “babaram seu ovo” em cima de Obama, Michelle e as filhas. Outros falaram da roupa e cabelo da primeira-dama americana, os estrangeiros e a mídia passaram algumas horas na frente do hotel aguardando uma saidinha. Assunto teve bastante!

A pena, literalmente, foi pra quem acabou preso. No Rio de Janeiro, alguns manifestantes que protestavam com faixas menos acolhedoras como “Obama go home!” acabaram silenciados em alguma cela da cidade maravilhosa.

 

Protesto no Rio de Janeiro que acabou em prisões

No final da “ilustre visita”, para a grande imprensa não houve nenhum avanço significativo, somente 10 tratados assinados sobre o comércio entre Brasil e EUA. O que eles dizem?

Depois dessa, acho que vale o ditado: “não está mais aqui quem falou”… Embarcou para o Chile!

Então prefiro não comentar…

 

Lilian Figueiredo

Lilian Figueiredo

 


Protestos de Twitter

Hoje a rede social Twitter completa 5 anos. Pois é, atualmente é meio difícil se imaginar sem esta ferramenta tão presente nas vidas dos brasileiros. Descobri esta informação quando estava olhando as notícias do site do G1 e me deparei com a seguinte manchete “Especialistas dão dicas de como fazer um protesto no twitter”. Depois de ter lido isso, comecei a refletir sobre a tal onda de protestos.

Hoje qualquer coisa vai parar nos Trending Topics do site. Desde assuntos políticos, celebridades ou vídeos engraçados. Grande parte dos usuários do twitter acha que se ele comentar algum assunto relevante em seu microblog ou colocar uma hashtag na sua mensagem, já esta fazendo sua contribuição para a sociedade. Um “protesto” famoso no twitter foi o #forasarney, quando milhares de pessoas repetiram essa hashtag e criticaram o político, mas me diz o que mudou? NADA. O Sarney continua aí, ganhando rios de dinheiro, é presidente do Senado e está muuuuito preocupado com o que falam dele na internet.

Os internautas de hoje acham que se fizerem protestos no twitter alguma coisa vai mudar. Se você acha que fazer hashtag, flashmob ou criar um vídeo e colocar no youtube vai mudar alguma situação de grande proporção, é melhor continuar esperando! A matéria do G1 em questão fala de um cara que conseguiu trocar uma geladeira porque xingou muito no twitter e conseguiu o apoio de algumas pessoas e chamaram a atenção do fabricante. Se você está pensando em pegar este cara como exemplo de que o twitter faz a diferença, lembre-se: se essa tal geladeira fosse presidente do Senado, ela continuaria lá, não seria substituída! O twitter pode funcionar para coisas pequenas e não para grandes protestos.

Se esse pessoal anda tão engajado com vontade de fazer protestos, porque não desligam seus computadores e vão fazer alguma coisa que dê resultado? Se todo mundo que coloca uma hashtag no twitter, levantasse a bunda da cadeira e fosse fazer alguma coisa efetiva, talvez o Sarney não tivesse no Senado, o Mubarak seria mais pressionado pelas autoridades internacionais, o Khadafi estaria matando menos civis e os impostos estariam mais baixos.

Juventude sedentária, hoje podemos ter mais opções de nos expressar, mas o jeito de fazer a diferença continua o mesmo.

Juliana Baptista

Juliana Baptista