A Fúria Feminina!

Arquivo para março, 2011

O adeus à diva Elisabeth Taylor

Elisabeth Taylor, a diva do cinema norte-americano, faleceu no dia 23 de março de 2011, aos 79 anos de idade. Liz, como era conhecido pelos íntimos e fãs nasceu em Londres no dia 27 de fevereiro de 1932 e era do signo de Peixes.

A carreira de Liz no cinema começou ainda na infância, quando, aos dez anos de idade, foi contratada pela Universal Pictures e teve sua estreia em Theres One Born Every Minute, mas seu primeiro papel de destaque foi na série Lassie. O auge de Liz foi na década de 50, coincidentemente (ou não) na década de ouro do cinema norte-americano.

Ao longo de sua carreira Liz fez cerca de 80 trabalhos entre o cinema e a televisão e foi eleita uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos, tornando-se um ícone de beleza e de moda. Não há como não lembrar de seus traços femininos, a delicadeza, os olhos azul-violeta a as sobrancelhas bem marcadas que fizeram sua marca. A beleza de uma época se espelha em Elisabeth Taylor.

 

O primeiro casamento com Richard em 1964...

...e o segundo casamento em 1975.

Mas toda diva tem suas manias e curiosidades que valem à pena conhecer. Liz, por exemplo, era colecionadora compulsiva de jóias. Bom, ela podia se dar a esse luxo. Outra mania de Liz eram os casamentos, sim, casamentos. Liz teve nada mais, nada menos que oito casamentos e sete maridos, mas é claro que um deles foi o mais especial! Romântica que sou, posso dizer que esse tenha sido seu verdadeiro amor e os outros foram paixões passageiras e  até mesmo caprichosos de uma diva mimada. A dupla união com o ator Richard Burton foi a mais marcante, pela cumplicidade e até mesmo pelas polêmicas. Eles se casaram duas vezes. Aliás, Richard foi o par romântico de Liz em Cleopatra, o filme que a consagrou, e no longa Quem tem medo de Vírginia Woolf, mais uma superprodução de sua carreira. Seria coincidência?
Liz ganhou por duas vezes a estatueta do Oscar de melhor atriz. A primeira vez foi em 1960, por call-girl em Disque Butterfield e  a segunda estatueta veio em 1966 com Quem tem medo de Virginia Wolf? Mas se perguntarmos para os cinéfilos sobre qual a principal obra de Liz no cinema, a grande maioria se lembrará de Cleopatra, de 1963. É impossível não se recordar da maquiagem marcada, das roupas de Cleopatra, do enredo e da parceria romântica entre Liz e Richard. Por curiosidade, Cleopatra foi o filme mais caro da história do cinema por ter tido o orçamento final em  270 milhões de dólares e por ter pago o primeiro cachê milionário feminino da história do cinema: Liz recebeu o valor de 1 milhão de dólares pela atuação de protagonista.

Liz como Cleopatra em 1963

Mas a história de Elisabeth Taylor não foi marcada somente pelos boas atuações, beleza e fama. Ao longo de sua carreira, Liz foi hospitalizada várias vezes por causa do vício em drogas e álcool que acabaram com sua saúde e a fizeram engordar muito, principalmente nos últimos anos de sua vida. Mas, apesar de todos os seus problemas pessoais e até mesmo da depressão que enfrentou, ela se dedicou muito à causa da AIDS, principalmente na década de 80. Chegou até mesmo a ter uma fundação para ajudar e apoiar os aidéticos.

Liz foi a capa da última edição da Revista Veja:

Um de seus últimos atos públicos foi o comparecimento ao enterro do amigo Michael Jackson. Liz fez questão de saudar o amigo pela última vez, mas não apareceu para a imprensa. Teve uma passagem discreta pelo velório, falou com poucas pessoas e saiu sem falar com a imprensa. A última internação da atriz foi no dia 11 de fevereiro de 2011, em Los Angeles, por problemas cardíacos e 12 dias depois ela faleceu, aos 79 anos. A amizade com Michael era tão intensa que Liz foi enterrada no mesmo cemitério que Michael em um túmulo próximo. E assim será.

Elisabeth Taylor: diva eterna do cinema norte-americano

Escrever um post sobre Elisabeth Taylor é uma tarefa complicada pois há muito o que ser escrito em poucas palavras. Então, resolvi encerrá-lo com vídeos que mostram um pouco mais da vida e carreira desse ícone mundial.

Cleopatra, em 1963: a consagração de Liz

Quem tem medo de Virginia Woolf?, em 1966.

Uma homenagem à Liz e Richard (estou apaixonada por esse vídeo)

A amizade entre Michael e Liz

Uma homenagem final ao som de Smile, por Michael Jackson

 

Sem mais.

 

Helena Ometto

Helena Ometto

 


Hora do Planeta estampa capas do Estadão e da Folha

No último sábado, dia 26, 134 países ao redor do mundo participaram da Hora do Planeta. A iniciativa é da ONG ambiental WWF, e o objetivo é fazer com que os cidadãos apaguem as luzes de suas casas por uma hora. Assim como em todos os outros anos, a mobilização aconteceu entre as oito e meia e às nove e meia da noite.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O jornal Folha de São Paulo e o Estadão publicaram a notícia sobre a Hora do Planeta em seus portais na internet. O Folha de São Paulo fez uma notícia curta, dizendo que a proposta da ação é “conscientizar a população sobre o aquecimento global, e a necessidade de se preservar o ambiente. Ele também informa quem é a organização responsável pela iniciativa e quantas cidades brasileiras participaram no último sábado.

O Estadão, por outro lado, publicou uma matéria mais completa e com fontes de informação. A versão online do jornal colocou que o objetivo da Hora do Planeta é apenas simbólico, mas que serve como reflexão para as cidades e seus moradores. Fábio Cidrin é ativista da WWF, e explica na matéria que cada país usa essa iniciativa para discutir sobre questões ambientais locais. O jornal também diz que neste ano, o primeiro minuto da Hora do Planeta foi celebrado em silêncio. Uma forma de homenagear as vítimas dos desastres naturais de 2011. De um modo geral, então, o Estadão publicou uma matéria mais completa que o Folha de São Paulo. Mas nenhum dos dois jornais colocou a opinião daqueles que são contra a iniciativa da ONG.

 

Helena S. Sylvestre

 


The Runaways

Em 1975 surgia a primeira banda feminina de rock n roll do cenário americano, o The Runaways. A idéia de ter uma banda formada só por garotas foi da jovem Joan Jett, que com apenas 17 anos tinha abandonado a escola para se dedicar a uma carreira musical. Joan conheceu o empresário Kim Fowley e mostrou a ele sua idéia, Kim apresentou a Jett a outras futuras integrantes: Cherie Currie, Lita Ford, Sandy West e Micki Steele.

E em 1976, o empresário conseguiu que o Runaways fizesse alguns shows na Califórnia e as garotas começaram a ganhar fama por onde passavam. No mesmo ano, Micki deixou a banda e foi substituída por Jackie Fox. Com a nova formação, as Runaways conseguiram assinar um contrato com a Mercury Records e lançaram seu primeiro disco, intitulado The Runaways. Foi deste disco que saiu o primeiro hit da banda, a música Cherry Bomb, que se tornou a marca registrada da vocalista Cherie Currie.

Com o primeiro disco lançado, a banda fez uma turnê por todo os Estados Unidos, a maioria dos shows tinha seus ingressos esgotados e chegaram até a abrir shows para artistas consagrados da época como Van Halen.

Em 1977 o Runaways lança seu segundo disco o Queens of noise e então saíram para uma turnê mundial. As garotas foram recebidas no Japão com uma recepção a lá Beatles – cheia de jovens histéricas gritando, chorando, tirando fotos e querendo autógrafos das integrantes. A aceitação dos fãs japoneses foi tão positiva, que a banda gravou um álbum ao vivo o Live in Japan. Em meio a turnê, a baixista Jackie Fox abandonou a banda e Joan Jett teve que assumir o baixo até encontrar Vickie Blue.

Quando tudo parecia estar indo bem, Cherrie Currie resolve sair da banda e mais uma vez Joan Jett teve que se desdobrar, saiu dos backing vocals e assumiu a voz principal. Neste mesmo ano elas lançaram o álbum Waiting for the night e saíram em turnê com a banda punk mais famosa da época, os Ramones.

Em 1978 depois de algumas brigas e desentendimentos financeiros, o Runaways rompeu com o empresário Kim Fowley e contrataram o mesmo empresário da Blondie e Suzi Quatro. As garotas também romperam com a gravadora Mercury e Vicki Blue deixou a banda sendo substituída por Laurie McAllister. Com a formação nova, lançaram seu último álbum o And now… The Runaways.

Em 1979 a banda acabou oficialmente. A crítica americana estava pegando muito no pé da banda por causa do entra e sai de integrantes e também porque o preconceito era muito grande já que a banda era composta apenas por garotas que escreviam e tocavam suas próprias músicas. Também houve divergências internas da banda, já que Joan Jett queria seguir uma linha mais punk e Lita Ford preferia as influências heavy metal. O The Runaways teve uma vida curta, porém até hoje é inspiração para milhares de garotas adolescentes e exemplo de que garotas podem sim fazer rock n roll.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 


Obama: Ilustre mas nem tanto

O Brasil acordou mais cedo, arrumou a casa, abriu as janelas e tudo mais que podia para receber uma visita que de tão ilustre ficou sem graça. Sim, estou falando de Barack Obama, o “simpático presidente negro” dos Estados Unidos que pisou nas nossas terras nesse último final de semana. Mais do que isso, o que despertou minha atenção foi a expectativa gerada em torno disso: um misto de desconfiança com a alegria e receptividade características no nosso povo. Bastou a notícia da visita se confirmar que cartazes, blogs, sites, enquetes e as redes sociais não tinham outro assunto. Contra ou a favor, as reações foram diversas.

Cartaz de divulgação da vinda do presidente dos EUA

Para a nossa presidente Dilma Rousseff, se todas as visitas diplomáticas tivessem apresentação de armas e cerimônias solenes no Planalto, Brasília viveria em função das festas. O Rio de Janeiro iria parar de funcionar e a segurança nacional viveria em estado de alerta, porque as principais ruas eram só polícia em todos os cantos. E já pensou se a moda pega em visitar as favelas?

Sintam a contradição: A Cinelândia estava sendo preparada e limpa há quase uma semana, e o principal discurso que lá seria foi desmarcado por falta de segurança, e depois não é que o homem foi parar nas UPP’s da favela? Porque não fez o discurso por lá? Vejo uma clara intenção de “imagem montada” que quer desmanchar a carranca de Bush e aproximar Obama dos brasileiros. Pois gostaria que o Mr. não fizesse show com as pessoas desse país, com licença?

Cartaz divulgando o discurso que foi cancelado

Sergio Cabral já falava em “first family” e Eduardo Paes “sentiu-se honrado de recebê-lo”, assim governador e prefeito do Rio de Janeiro, respectivamente, também “babaram seu ovo” em cima de Obama, Michelle e as filhas. Outros falaram da roupa e cabelo da primeira-dama americana, os estrangeiros e a mídia passaram algumas horas na frente do hotel aguardando uma saidinha. Assunto teve bastante!

A pena, literalmente, foi pra quem acabou preso. No Rio de Janeiro, alguns manifestantes que protestavam com faixas menos acolhedoras como “Obama go home!” acabaram silenciados em alguma cela da cidade maravilhosa.

 

Protesto no Rio de Janeiro que acabou em prisões

No final da “ilustre visita”, para a grande imprensa não houve nenhum avanço significativo, somente 10 tratados assinados sobre o comércio entre Brasil e EUA. O que eles dizem?

Depois dessa, acho que vale o ditado: “não está mais aqui quem falou”… Embarcou para o Chile!

Então prefiro não comentar…

 

Lilian Figueiredo

Lilian Figueiredo

 


Protestos de Twitter

Hoje a rede social Twitter completa 5 anos. Pois é, atualmente é meio difícil se imaginar sem esta ferramenta tão presente nas vidas dos brasileiros. Descobri esta informação quando estava olhando as notícias do site do G1 e me deparei com a seguinte manchete “Especialistas dão dicas de como fazer um protesto no twitter”. Depois de ter lido isso, comecei a refletir sobre a tal onda de protestos.

Hoje qualquer coisa vai parar nos Trending Topics do site. Desde assuntos políticos, celebridades ou vídeos engraçados. Grande parte dos usuários do twitter acha que se ele comentar algum assunto relevante em seu microblog ou colocar uma hashtag na sua mensagem, já esta fazendo sua contribuição para a sociedade. Um “protesto” famoso no twitter foi o #forasarney, quando milhares de pessoas repetiram essa hashtag e criticaram o político, mas me diz o que mudou? NADA. O Sarney continua aí, ganhando rios de dinheiro, é presidente do Senado e está muuuuito preocupado com o que falam dele na internet.

Os internautas de hoje acham que se fizerem protestos no twitter alguma coisa vai mudar. Se você acha que fazer hashtag, flashmob ou criar um vídeo e colocar no youtube vai mudar alguma situação de grande proporção, é melhor continuar esperando! A matéria do G1 em questão fala de um cara que conseguiu trocar uma geladeira porque xingou muito no twitter e conseguiu o apoio de algumas pessoas e chamaram a atenção do fabricante. Se você está pensando em pegar este cara como exemplo de que o twitter faz a diferença, lembre-se: se essa tal geladeira fosse presidente do Senado, ela continuaria lá, não seria substituída! O twitter pode funcionar para coisas pequenas e não para grandes protestos.

Se esse pessoal anda tão engajado com vontade de fazer protestos, porque não desligam seus computadores e vão fazer alguma coisa que dê resultado? Se todo mundo que coloca uma hashtag no twitter, levantasse a bunda da cadeira e fosse fazer alguma coisa efetiva, talvez o Sarney não tivesse no Senado, o Mubarak seria mais pressionado pelas autoridades internacionais, o Khadafi estaria matando menos civis e os impostos estariam mais baixos.

Juventude sedentária, hoje podemos ter mais opções de nos expressar, mas o jeito de fazer a diferença continua o mesmo.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 


TPMídia no rádio!

Olá visitantes do blog!

Nós do TPMídia estamos montando uma proposta para fazer do nosso blog, um programa radiofônico da Rádio Unesp Virtual. Basicamente o programa terá a mesma proposta do blog: fazer crítica de mídia! Estamos adaptando as categorias do blog para quadros do programa de rádio. Contamos com o apoio de vocês que visitam o nosso blog para ouvir nosso programa! Assim que iniciarem as gravações, colocaremos um player da rádio ali nos links.

Rádio Unesp Virtual

Enquanto nosso programa não vai ao ar, você pode entrar no site da rádio e conhecer os outros programas! Clique na imagem acima e conheça o portal da Rádio Unesp Virtual.


Maria Bethânia e o blog milionário: o mundo precisa de poesia.

Bethânia e o MinC: gasto milionário para blog poético

Fiquei em estado de frenesi quando li no Twitter a tag #bolsablog. Meu primeiro pensamento foi inscrever o TPMídia nesse programa o quanto antes e garantir uma bolsa mensal pra nossa fúria feminina! Pena que essa bolsa não é para todos, não é para quem quer, mas para quem pode. E ao que parece Maria Bethania se encaixa aqui. E nós não, pelo menos por enquanto.

Interessei-me pela tag e fui procurar nos portais de notícia o motivo dessa comentada “bolsa”. Foi quando descobri o patrocínio de R$ 1,35 milhão para o novo blog poético de Maria Bethânia: O mundo precisa de poesia. O MinC, Ministério da Cultura, em “parceria” com a Lei Rouanet liberou a arrecadação desse valor através da renuncia fiscal de empresas privadas. Detalhe que a proposta inicial da baiana foi de R$ 1, 79 milhão, mas o MinC fez os ajustes orçamentários para R$ 1, 35 milhão. Pelo menos.

Sou totalmente favorável às leis que incentivam a cultura e acho que todo o patrocínio nesse sentido é válido, desde que em valores correspondentes aos projetos. A proposta de Bethania ao MinC, Ministério da Cultura, é a criação de um blog poético, um site na verdade, em que ela postará todos os dias vídeos declamando poesias de variados autores com a proposta de ser um diferencial de cultura na rede mundial. Achei a proposta excelente e, com certeza, eu estaria sempre entre os visitantes, mas o valor de patrocínio declarado parece-me inconveniente.

Bethânia vai ganhar o cachê de R$ 600 mil pela direção artística do portal, o que equivale a 44% dos gastos totais estipulados. A função de Bethânia será a pesquisa, seleção dos textos e atuação nos vídeos. Os restantes R$ 467 mil serão divididos na produção, edição e legendagem dos vídeos diários. As explicações da produtora Quitanda Produções Artísticas é de que o blog será revolucionário. Para mim ainda não explica.

Bethânia costuma fazer apresentações como essas em seus shows há um certo tempo:

Desde 2006, Bethânia já arrecadou R$ 10, 5 milhões para outros 6 projetos culturais submetidos ao MinC. Acho muito bacana essa preocupação da baiana em promover a cultura no Brasil, incentivando os talentos nacionais, o que deveria ser uma preocupação de todos os artistas, mas diante do anúncio desse projeto milionário sem necessidade aparente a impressão que dá é que Bethânia está se aproveitando das oportunidades do MinC para aumentar seu próprio império.

Sinceramente, acredito que a vontade de Bethania é verdadeira, que ela realmente tem o objetivo de promover a cultura de forma igualitária no país disponibilizando sua obra na rede, até porque sua carreira musical de longos anos pode comprovar essa trajetória cultural e social. Tudo bem também que o dinheiro (salário) dos artistas vem de projetos e apresentações como essas, mas o que custa para Bethania diminuir seu cachê em prol da cultura como ela mesma gosta de exaltar? Cuidado Bethania para não manchar seu nome e uma carreira tão digna e respeitada por causa de uma arrecadação sem necessidade, apesar de um projeto incrível.

Bom, quem sabe um dia o TPMidia terá moral para ser também um projeto milionário do MinC! Tenho fé que sim!

Helena Ometto

Helena Ometto

 


CQC de peso

Para quem já estava com saudade do Custe o Que Custar, a temporada 2011 começou pesada… ou pesando! Na bancada, Rafinha Bastos, Marco Luque e a careca de Marcelo Tas juntaram-se a um recente aposentado muito conhecido no país do futebol: Ronaldo… ou, o Fenômeno (para os que aceitam).

O primeiro CQC da temporada e o convidado de peso: Ronaldo

O primeiro CQC da temporada e o convidado de peso: Ronaldo

O programa estreou o novo cenário com a presença inusitada do ex-jogador que estava até mesmo vestido a caráter como um dos integrantes do programa – embora tenha feito pose de Oscar! Seria esse o novo elemento da equipe de que sussuram as mídias?

Podem respirar aliviados… Não! Ronaldo esteve no programa para cumprir uma aposta que perdeu (junto com o Timão!) e então teria que subir em uma balança durante o programa. Finalmente, a piada que todos faziam se cumpriu na grande rede e a Maldita TV se fez palco novamente: O Fenômeno foi sagrado um EX-jogador de peso!

Do início ao fim, Ronaldo ficou ao lado de Marcelo Tas, chamou alguns quadros e foi alvo das piadas de múltiplos sentidos. Rolou até uma nova aposta entre os apresentadores de quem chegaria mais perto do peso a ser acusado na balança. E o clima esportivo não parou por aí: o programa conseguiu um link aovivo por videochat com o jogador Neymar no Chile.

É isso aí: um produtor de nariz quebrado e Oscar Filho apanhando em seu primeiro Proteste Já! além de Rafael Cortez foi brincar de “Super Laranjilo” na Itália. O sucesso da vez era realmente Ronaldo e a balança que marcou seus ingênuos 73 quilos e “deu” R$150 reais para os caracóis dos cabelos de Marco Luque.

Como tudo que é original tende a ser melhor, a piada pesada partiu do programa e deixou para o final a melhor parte com o Top Five que faz a todos ficarem acordados mais 5 minutos sem arrependimento.

Em poucas palavras, Maldita TV que me surpreende, mas não me deixa ir…

Lilian Figueiredo

Lilian Figueiredo

 


Terremoto no Japão: quem se importa?


Usina nuclear antes e depois da tsunami

Todo mundo viu as notícias sobre o terremoto no Japão que ocorreu nesta semana. Seja pela TV, jornais ou internet, de algum modo a catástrofe que atingiu milhões de pessoas no Japão não passou despercebida aos olhos de ninguém.  Mas será que nós brasileiros realmente estamos preocupados com o que está acontecendo lá do outro lado do mundo? Vou explicar onde estou querendo chegar: aqui estão as notícias mais lidas do portal  R7 desde o dia do terremoto até o dia de hoje.

Sexta-feira 11/03

1. Ator global arruma namorada para disfarçar

2. Playboy divulga foto de ex-BBB Ariadna nua

3. Terremoto pode ter deslocado eixo da Terra

4. Michelly ficou “toda roxa” ao fazer Playboy

5. Veja todas as notícias do terremoto no Japão

Sábado 12/03

1. BBB: Depois de 2 meses, Rodrigão molha o cabelo

2. Xuxa passa reto por Marlene Mattos

3. Ator global arruma namorada para disfarçar

4. Playboy divulga foto de ex-BBB Ariadna nua

5. Veja imagens do terremoto do Japão

Domingo 13/03

1. BBB: Maria dorme sem calcinha com Wesley

2. Ibirapuera vira ponto de encontro de “gays nerd”

3. Xuxa passa reto por Marlene Mattos

4. Ator global arruma namorada para disfarçar

5. BBB: Lado A vence aprova da comida

Reparem que em todos os portais de noticia só se fala da catástrofe e suas implicações, mas e no R7? Na sexta-feira quando ocorreu o terremoto apenas duas notícias das cinco eram o que mais interessava o público do portal. Sendo que a mais lida era sobre um ator global que supostamente é gay! Reparem: duas notícias do terremoto e duas notícias sobre a Playboy! Mulher pelada e a catástrofe têm a mesma importância pro público do R7. Isso na sexta, já no sábado apenas uma notícia das cinco fala do Japão e hoje, domingo, o pessoal até já se esqueceu de tsunami. O que importa mesmo é que a Maria do BBB dormiu com o Wesley sem calcinha, que a nova moda agora é ser gay nerd e que o lado A ganhou a prova da comida.

Eu não consegui achar nenhuma pesquisa (gratuita) sobre o público alvo do portal R7, mas pelo naipe das notícias, quem vê o portal é mais o povão. Eu fiquei realmente preocupada ao perceber o que importa para as pessoas hoje.  Com uma tragédia de tamanha proporção acontecendo numa das maiores potências mundiais, com risco de contaminação nuclear e tudo mais, nós brasileiros só nos importamos com BBB, (sub)celebridades e mulher pelada. Tudo bem se todo o mundo será afetado com as conseqüências econômicas do Japão, o que nós queremos saber agora é que a Xuxa continua brigada com a Marlene Mattos, que o Gianecchini tem uma namorada de fachada e que daqui a pouco vai sair a Playboy da Ariadna.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 


Terapeuta compara o ato de jogar videogames ao vício da cocaína

Terapeuta “Maria do Bairro” Steve Pope

Nesta quarta-feira, o polêmico terapeuta inglês Steve Pope, famoso por se colocar contra o uso de videogames por crianças, voltou a fazer declarações polêmicas, desta vez em uma entrevista ao programa 5Live, da BBC. Segundo Pope, jogar duas horas de videogame impacta o cérebro tanto quanto uma dose de cocaína.

O terapeuta ainda classificou os games como “matadores silenciosos da nossa geração” e que jogos violentos podem inspirar atos de violência da vida real. De acordo com Pope, os jogos são o vício que mais cresce no Reino Unido, e que afeta crianças física e mentalmente. (Via Olhar Digital)

 

Uma dose de cocaína teria o mesmo efeito que 2 horas de games

Inicialmente quando li essa manchete pensei “certeza que esse Pope é um velhote conservador que disputa a atenção dos netos com o videogame”, mas o pior é que ele não é velho. Olhando para a foto, chuto que ele deve ter uns 40 (porém com o pensamento de um dinossauro). Conheço muita gente com essa idade que não é dramático desse jeito em relação à tecnologia! Pensei que todo mundo estava se adequando ao mundo digital independente da idade.

Como defensora dos videogames, a minha geração jogou muito na infância e adolescência (muitos continuam jogando até agora) e não conheço ninguém que teve algum distúrbio psicológico por causa de jogos de videogames. Pra falar a verdade, acho que os games estimulam a concentração, memória, reflexo e raciocínio das crianças. Óbvio que eu não estou aqui para defender que os pequenos fiquem enfiados o dia todo na frente dos consoles ou do computador (é indispensável que as crianças pratiquem esportes e tenham uma vida social, não é necessário nem falar).

Não tem fundamentos afirmar que jogos violentos fazem crianças violentas. Cada jogo tem sua faixa etária, que deve ser respeitada, mas nem por isso os jogos com censura de 16 ou 18 anos fazem com que esses jovens saiam por aí atropelando, roubando ou matando alguém. É clássico acontecer algum fato (isolado) de algum adolescente problemático que comete alguma atrocidade em algum lugar, que logo a mídia coloca culpa no Counter Strike, GTA ou no Marilyn Manson!

 

Não faz mal jogar videogame moderadamente!

Ninguém vê que milhares de jovens jogam esses jogos e não existe uma massa assassina de adolescentes pelo mundo. O videogame é apenas um fator comum, mas ninguém vê desta maneira. Crianças problemáticas são resultados de pais despreparados e um ambiente que faz com que ela tenha um comportamento inadequado, não adianta tentar empurrar o problema pra outro setor.

Querer comparar 2 horas de videogame com uma dose de cocaína é muito exagero. Este terapeuta está tentando colocar os pais desinformados em pânico e gerar alguma polêmica nos lares britânicos. Steve Pope pare de fazer drama e deixe as crianças jogarem!

Juliana Baptista 

Juliana Baptista

 


Julia Roberts “estampada” no corpo alheio. (Fanatismo?)

“Fã tem 82 tatuagens do rosto de Julia Roberts”. Deparei-me agora a pouco com essa manchete no site do UOL, e por pura curiosidade cliquei no link para ler sobre o que se tratava exatamente. Miljenko Parserisas Bukovic, de 56 anos, ao que tudo indica, é absolutamente fanático pela Julia Roberts. Consequência: o cara fez OITENTA E DUAS tatuagens do rosto da atriz pelo corpo. Loucura? Insanidade?

Bom… Confesso que em um primeiro momento eu pensei: “O que leva uma pessoa a agir de maneira tão irracional assim?” E então encostei minha cabeça na cabeceira da cama e passei a refletir sobre o assunto sob um aspecto mais amplo. OK, a notícia em si não tem nada de relevante e não agrega qualquer valor ao leitor, mas em compensação me fez parar para pensar… Até que ponto pode chegar a admiração por alguém, sem que isso interfira negativamente no cotidiano de quem admira? E aí entra a questão da idolatria. Não coloco em xeque aqui a idolatria religiosa especificamente. Refiro-me à idolatria em seu aspecto fanático e doentio de um modo geral.

Todo mundo, pelo menos alguma vez na vida, já admirou aquele cantor que marcou a sua adolescência, aquela atriz com a qual se identificou por algum motivo ou aquele jogador que inspirou suas jogadas na quadra da escola. Até aí tudo bem… Não vejo problema algum em se tornar fã de um indivíduo quando existe uma admiração saudável, e que traga inspiração ao admirador. O grande problema é quando existe a idolatria excessiva, que acaba resultando no desgaste emocional e até mesmo físico dos fãs. A partir do momento em que alguma figura pública é colocada sob um “altar”, começa a existir um sentimento de admiração, mas uma admiração que não inspira, mas sim rebaixa quem a idolatra.

A idolatria acaba interferindo constantemente no cotidiano do fanático, e o fato é que a irracionalidade sobre seus atos (quando estes envolvem o “admirável”) dificilmente não traz como resultados, conseqüências negativas. Tomemos como exemplo as brigas nos estádios de futebol. Fica aí então a reflexão: Vale a pena nos alienarmos em prol de um fanatismo excessivo? Bukovic acha que sim, e suas tatuagens são demonstrações do quanto o rapaz venera a atriz Julia Roberts. Será que essa idolatria toda não interfere de maneira negativa na vida de Bukovic? Pense nisso…

Fonte: UOL


Helena Sylvestre

Helena Sylvestre

 


A ação da Globo no carnaval carioca



Na tarde dessa quarta-feira de cinzas aconteceu a apuração dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Por causa do incêndio ocorrido na cidade do samba na madrugada do dia 6 para o dia 7 de fevereiro, as escolas Grande Rio, Portela e União da Ilha não entraram na disputa pelo título, além de nenhuma escola ser rebaixada esse ano. Mas, o bafafá pegou mesmo foi entre as favoritas.

Ao que tudo indicava, o título do carnaval 2011 seria disputado entre a Beija Flor, Unidos da Tijuca, Mangueira e Imperatriz, mas já nos primeiros quesitos a Imperatriz saiu da disputa, restando apenas as 3 concorrentes, que se mantiveram até o final. Mas as seguidas notas 10 que foram dadas à Beija Flor começaram a destoar muito da nota das concorrentes.

Conforme a leitura das notas seguia, a Beija Flor despontava e se distanciava em primeiro lugar, deixando a tradicional Mangueira e a campeã do ano passado, Unidos da Tijuca, na disputa da vice liderança. Mas a leitura das notas tomou um rumo absurdo: a Beija Flor recebia 10 de todos os jurados em todos os quesitos, enquanto as outras duas se cansaram de receber 9,9; 9,7 a até mesmo 9 em quesitos nas quais eram favoritas, como a inexplicável nota 9 para a bateria da Mangueira.

 

Beija Flor levou Roberto Carlos no enredo

A história foi se repetindo por tantas vezes que as torcidas começaram a suspeitar da compra do carnaval pela Beija Flor, aliada ao fato do favoritismo e da torcida explicita da Rede Globo pela escola de Nilópolis, lembrando que a Globo tem o monopólio da transmissão de desfile e apuração (dá até pra reparar com a logomarca da Globeleza em tamanho gigante na bancada das notas e nas cabines dos comentaristas).

Nessa confusão, o presidente da Mangueira, Ivo Meirelles, já revoltado com a palhaçada que estava acontecendo com as notas, se retirou da mesa da diretoria e foi se juntar à torcida da escola. Decisão que eu achei acertada diante das notas injustas que vinham dos “jurados”. A diretoria da Tijuca também registrava sua indignação com caras e bocas. A revolta foi tanta que as torcidas passaram a gritar: “Ei Globo, vai tomar no cu!”. O engraçado foi ver a emissora, que não esperava pela reação, transmitir os xingamentos em rede nacional por alguns instantes e tentar abafar em seguida, mas não sem escapar dos ouvidos atentos e revoltados dos espectadores.

O último ponto que causou trelelê foi entre os mangueirenses ao ver Carlinhos de Jesus, que se dizia apaixonado pela escola, de coração verde e rosa, virar a casaca para a Beija Flor, montar a comissão de frente da escola e sentar-se entre a diretoria para vibrar com as notas recebidas da escola. O povo não perdoou mesmo e Carlinhos caiu na boca do povo.

 

Comissão de Frente da Unidos da Tijuca

Eu, particularmente, concordo com a reação das torcidas. Ficou absolutamente explicito que a Rede Globo estava torcendo pela Beija Flor. Aliás, o comentarista da emissora estava irritando demais com as seguidas falas: -Aí vem a nota da líder; “-E agora mais um dez pra Beija Flor”; “-E a Beija Flor vai garantindo a liderança”, com aquele timbre de felicidade e vibração na voz e sem ficar calado no anúncio das notas das concorrentes. Simplesmente irritante. De verdade, espero que a Globo não coloque a Glenda Kozlowski e desse repórter como comentaristas do carnaval 2012. Nada contra os profissionais, que são muito bons em outros estilos de reportagem, mas para o carnaval realmente não dá.

A repercussão tão foi instantânea que em plena apuração as tags Beija Flor; marmelada; Mangueira; Globo; Ivo Meirelles se tornaram TT Brasil e algumas subiram para os TT mundial. A maioria dos tweets comentava a manipulação da Rede Globo sobre o carnaval carioca. Após o término das notas e da consagração da Beija Flor campeã, os sites publicaram comentários de famosos também revoltados com as notas injustas e ironizando o enredo que tratou sobre Roberto Carlos. Parece que a combinação Beija Flor + Globo + Roberto Carlos = campeã. Por que será?

Não acho que a Beija Flor tenha apresentado um desfile ruim, até por que o desfile foi lindo, completo, deslumbrante com tudo o que a escola sempre apresenta na avenida. Mas o que me indigna é que a Mangueira, a Unidos da Tijuca e algumas outras escolas também mostraram tudo isso, com a mesma intensidade e emoção e não foram reconhecidas. Aliás, elas não foram julgadas no meu entendimento de justiça. Concordo com a tese de que a Globo manipulou esse carnaval como nunca antes. É claro que a Beija Flor poderia ter ganhado, tinha grande potencial para levar esse título, mas com notas justas e numa disputa igualitária e independente com as concorrentes. Dessa maneira ficou feio para a escola, para a emissora e para a organização do carnaval carioca que está perdendo cada vez mais a credibilidade.
Enfim, esse campeonato foi absurdo.

Mangueira homenageou Nelson Cavaquinho
Helena Ometto

Helena Ometto

 


Ana Hickmann “fica de cara” com esse carnaval (literalmente)

Bom, que todo mundo já está sabendo que a apresentadora da Record, Ana Hickmann, levou um belo de um capote de “cara” no chão durante o desfile da Grande Rio, isso é meio óbvio. The question is: “Todo esse alvoroço por causa de um tombo?” Aí você me responde: “Claro! Foi a ANA HICKMANN que caiu!” É… Tem razão… Vários carnavalescos sofreram algum tipo de acidente durante o desfile, mas o foco todo foi voltado pra ilustríssima modelo que tem “as pernas mais longas do universo da moda”. O motivo acho que nem é necessário dizer… Entra aí a questão do “valor-notícia”, que seria nada mais do que um “valor subjetivo que determina a importância que um fato ou acontecimento tem para ser noticiado”. Isso quer dizer que a notícia da Ana Hickmann capotando na Sapucaí com certeza venderia muito mais do que a notícia de “cidadãos-comuns” caindo durante o desfile.

OK. Justificável. Afinal, querendo ou não, os veículos de comunicação também são empresas, e precisam “vender” conteúdo para se sustentatarem. Mas vamos fazer uma pequena observação… Dê uma olhada na notícia veiculada no jornal Estadão:

CHUVA E TOMBOS NO CARNAVAL DO RIO; ANA HICKMANN VAI AO CHÃO

Agora observe a notícia veiculada no jornal Folha de São Paulo:

ANA HICKMANN DIZ QUE CHOROU DE DOR APÓS TOMBO NA SAPUCAÍ

Convenhamos… Este último foi um tanto quanto esperto ao dar o título da notícia. É instintivo do ser humano a curiosidade pela desgraça alheia, e não sejamos hipócritas… TODOS somos assim, consciente ou inconscientemente. Resultado? Mais “desgraça”, mais exemplares vendidos. OK, o fato abordado pelas notícias de ambos os jornais era o mesmo, mas nesse caso, o título é a propaganda da notícia, e a propaganda é a alma de qualquer negócio… Pense sobre isso.

Ana Hickmann cai durante o desfile da Grande Rio.

Helena Sylvestre

Helena Sylvestre

 


Everybody loves Charlie Sheen

Depois do sucesso no twitter, quando Sheen conseguiu mais de um milhão de seguidores em apenas 25 horas (batendo um recorde na história do microblog), o ator criou seu próprio talk show online. O programa denominado Sheen’s Korner foi transmitido na noite deste último sábado e teve 100 mil acessos. Charlie passou 50 minutos falando sobre suas experiências recentes e mostrou aos internautas a sua nova tatuagem: a palavra winning no pulso esquerdo.

Charlie Sheen só nesta última semana apareceu três vezes em sites de notícia: primeiramente com o recorde no twitter, depois quando assumiu seus problemas com álcool e drogas e ofendeu os produtores do Two and a half men e no fim da semana quando sua ex-mulher conseguiu na justiça que Sheen perdesse o direito de visitar seus filhos caçulas.

Não sei se é impressão minha, mas parece que agora que Charlie Sheen está mais problemático do que nunca, a sua popularidade está super em alta! Quando o ator estava mais tranqüilo, levando seu problema com álcool e drogas por debaixo dos panos e conseguindo abafá-los da mídia, ninguém se lembrava da existência de Sheen. Mas agora que ele está mais doido que o Batman, parece que ele virou um Deus da internet! Eu vejo nas redes sociais e em alguns blogs, as pessoas idolatrando o Charlie Sheen e o seu personagem Charlie Harper (exatamente agora que a série foi cancelada e não existe mais Charlie Harper!).

Gostaria que a minha vida fosse assim, quanto eu mais fizesse cagadas, mais as pessoas me admirassem! Sheen consegue ser um babaca completo, ganhava 2 milhões de dólares por episódio do TAHM, era o ator mais bem pago do canal, só se casou com mulheres lindas, tem mansões incríveis e filhos fofíssimos! Porém consegue parar em clínicas de reabilitação a cada três meses, cancelar uma das melhores séries de humor e se envolver em escândalos de violência e drogas periodicamente. E o pior de tudo, agora vive gritando aos quatro ventos que é um Vencedor (¬¬’). Venceu no que Charlie Sheen?

Enquanto Sheen lançava seu talk show na internet, o Saturday Night Live da NBC fez uma paródia mostrando outros “vencedores” como ele: a atriz Lindsay Lohan e o estilista John Galliano.  Na internet Charlie está em alta, mas comigo já caiu no descrédito faz tempo!

 

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 


Bruna Surfistinha nas telonas

Ontem fui ao cinema com alguns amigos assistir Bruna Surfistinha. SIMM! BRUNA SURFISTINHA! Pessoas se perguntam: “porque raios fizeram um filme sobre a Bruna Surfistinha?” E claro, com certeza muita gente se nega a ver o filme por preconceito, hipocrisia ou por puro receio de se surpreender com a história de uma garota de classe média que decide virar prostituta “for fun” e por independência financeira.

O filme é baseado no livro “O doce veneno do escorpião”, escrito pela própria Raquel Pacheco (ops! Bruna Surfistinha!), no qual ela conta sobre o seu dia-a-dia como uma garota de programa da capital paulistana. Quem já leu o livro (não, eu não li, antes que alguém me pergunte) sabe que o conteúdo é realmente chocante, já que Surfistinha descreve cada detalhe de seus programas, sem pudor. Mas obviamente o filme teve que sofrer certas adaptações, já que, se fosse uma adaptação “ao pé da letra”, a classificação indicativa do filme seria 21 anos, e não 14. Além disse, seria classificado como filme pornô, e não drama. (¬¬’)

Deborah Secco foi a atriz cotada para encarnar a garota de programa mais famosa do Brasil. Eu particularmente achei que Deborah mandou muito bem no papel, dosando na medida certa as emoções e usou de “trejeitos” nos momentos adequados, sem parecer um personagem tipicamente estereotipado. A princípio confesso que fiquei com receio de ver um filme no qual a prostituição fosse vangloriada e colocada como a melhor das escolhas profissionais que alguém pode fazer. Mas aconteceu justamente o contrário. O filme não é nada moralista (os espectadores também não devem ser) e em nenhum momento a profissão é explicitamente taxada de incorreta, amoral ou vulgar. Só que, ao longo da trajetória da personagem, é possível perceber pelas entrelinhas da trama e das expressões da atriz, que Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha é nome de guerra) não ficou nem um pouco arrependida da escolha que fez, mas que também não foi a melhor escolha que ela poderia ter feito.

De maneira geral achei o filme bem produzido, com um roteiro bem adaptado às telas de cinema e com atuações de bom tom e sem exageros. Gostei bastante também de um dos cartazes de propaganda do filme: “Vá com seu namorado, suas amigas ou sozinha. Só não vá com preconceitos”. E é isso. Se for assistir, vá com a mente aberta e esteja disposto a captar toda e qualquer mensagem que o filme se dispõe a transmitir. Provável que no mínimo, você saia da sala de cinema refletindo sobre sua vida, a vida de uma garota normal de classe média, e sobre as possibilidade de escolha que a vida nos oferece. Assista, não-moralista.

Helena Sylvestre

Helena Sylvestre

 


A descoberta de um vinil incrível.

Depois de uma longa demora, finalmente escrevo meu primeiro post, e escreverei a respeito de uma incrível descoberta: o som da banda The Smiths, mais especificamente do vinil “Hatful of Hollow”. Farei um breve histórico da banda para aqueles que não a conhecem:

The Smiths foi uma banda inglesa formada em 1982 na cidade de Manchester, tendo como integrantes Morrissey (vocal), Johnny Marr (guitarra), Andy Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria). Considerada uma das bandas mais relevantes a surgir no cenário britânico de música independente da década de 80 e rotulada como banda de rock alternativo, prefiro rotular como boa música. Foram lançados quatro álbuns de estúdio, diversos singles e compilações. A banda se separou em 1987 devido a desentendimentos entre o vocalista Morrissey e o guitarrista Johnny Marr.

Entre pertences do meu querido e saudoso irmão encontrei alguns vinis, e um destes em especial me chamou atenção, um vinil azul de capa dupla. Já conhecia algumas músicas do quarteto inglês, aquelas famosinhas tocadas nas rádios como “Ask”, “The boy with the thorn in his side”, “How soon is now” e “Heaven knows I’m miserable now“ (estas duas últimas são faixas do vinil), mas quando coloquei o vinil no toca-discos foi uma descoberta incrível ouvir cada canção presente nele. Boas músicas do inicio ao fim.

A coletânea “Hatful of Hollow” lançada em 1984 (aí meus cabelos brancos, kkkkkkkkkkk), é uma compilação de singles e versões de músicas gravadas para shows. Além do delicioso ruído, o disco traz 16 ótimas faixas, citarei algumas, como “William, it was really nothing” a qual da vontade de sair dançando loucamente pelo quarto, e a conhecida “How soon is now?”que ganhou uma versão com outra banda para a abertura do seriado “Charmed” (reprisado pelo canal a cabo Liv), ambas faixas do lado A. Já o lado B traz, a também conhecida, “Heaven knows I’m miserable now”, para sair cantarolando alto por aí, e a última faixa “Please, please, please, let me get what I want” para ouvir em um momento mais tranquilo.

Atualmente não há banda que se compare a qualidade sonora dos The Smiths, e pena que os desendentimentos entre os integrantes puseram fim a uma banda tão excelente. Para quem não conhece, recomendo que busquem conhecer o som da banda, e tenham uma descoberta tão incrível como a minha. E o mais importante: ouçam no talo!!!!!!!!!!!

 

Juliana Santa Rosa

Juliana Santa Rosa

 


Lady Gaga na boca do povo (como sempre)

Parece que ultimamente a cantora Lady Gaga anda gerando mais polêmica do que quando começou a “sangrar” no palco do VMA 2009 e quando apareceu vestida de carne (SIM! Pasmem, vegetarianos. CARNE MESMO!)  no VMA 2010. Motivo? O lançamento de Born This Way, o novo single da cantora que prometia ser o novo hino gay do século XXI. Seria essa mais uma bizarrice genialmente criativa na carreira de Lady Gaga? Parece que não, e foi justamente por isso que os fãs ficaram “revolts”.

A letra da música (escrita pela própria Gaga, as always) é ótima, mas a melodia de Born This Way foge bastante do estilo Gaga de ser. Ao que tudo indica, a cantora teve a intenção de “ressuscitar” o pop dos anos 80 e início dos anos 90. Particularmente, achei que a música é empolgante (será que é porque sou pouco viciada em música mofada?), incentivadora e com certeza vai fazer muita gente bater cabelo nas baladas. Mas estão dizendo por aí (mídia, mídia, mídia) que Born This Way tem uma melodia absurdamente parecida com Express Yourself, da Madonna (década de 80). Seria essa uma singela homenagem da nova diva à eterna rainha do pop, seria esse um equívoco dos fãs, ou Lady Gaga teria feito essa semelhança de maneira proposital para gerar a necessária polêmica? Afinal, positiva ou negativamente, a música da cantora foi parar nos TT’s World do Twitter em questão de milésimos de segundo.

Mas o que mais me indigna, é quando dizem que Madonna era autêntica e tinha pelo que realmente lutar. No caso de Express Yourself, é um hino feminista que incentiva a liberdade de expressão feminina. Atualmente, dizem por aí que Lady Gaga é só um produto da mídia sem qualquer valor agregado, já que supostamente as novas gerações são “vazias” e não têm pelo que lutar. Será que isso é verdade? Realmente não temos pelo que lutar? E as identidades? Ou melhor, as perdas de identidade. Onde é que ficam nesse rolo todo? Antes as mulheres lutavam pra ganhar espaço na sociedade, e hoje? Hoje os indivíduos lutam pra encontrarem a si mesmos em uma sociedade na qual padrões são impostos, e o que foge disso é marginalizado. E parece que músicas “auto-ajuda” andam em alta nos últimos tempos. Vide “Firework” da Katy Perry.

Born This Way incentiva a aceitarmos as individualidades e características das pessoas, sejam elas heterossexuais, gays, lésbicas, bissexuais, transsexuais, brancas, negras, orientais, gordas ou magras. É, portanto, uma música com uma letra excepcional combinada com uma melodia colocada em xeque quanto a sua originalidade. De qualquer maneira, gostaria de parabenizar Lady Gaga por trazer à tona palavras de incentivo à aceitação de quem somos e como somos, agrade ao próximo ou não.

Helena Sylvestre

Helena Sylvestre

 


Loira, polêmica e Devassa: a nova Sandy?

Nesses últimos dias um dos assuntos mais comentados nas ruas e na imprensa foi a contratação de Sandy como a nova garota propaganda da Devassa. A repercussão foi tanta que a cantora garantiu um lugar nos TT Brasil, os Trending Topics, que são os assuntos mais comentados no Twitter.

A tag #sandyfacts mostrou a criatividade do brasileiro e deixou evidente a intimidade criada entre a menina, agora mulher, e os brasileiros nos 20 anos de carreira de Sandy. O Brasil acompanhou a evolução da cantora desde a fase de mera filha de sertanejo, à dupla infantil com o irmão, uma carreira de sucesso consolidada com a dupla, o rompimento e a inauguração da nova carreira solo.

Sandy sempre conviveu com os julgamentos dos brasileiros que a rotularam como “santinha”, a mocinha sempre recatada, bem comportada, boa filha, irmã, namorada, sempre muito responsável, dedicada, e todos os rótulos que a perseguiram.

Enfim, Sandy cresceu, tornou-se mulher, casou-se, tomou as rédeas de sua vida e da carreira e aceitou um convite aparentemente inesperado: ser a garota propaganda de uma marca de cerveja. A Devassa.

A idéia da marca de ter convidado Sandy para seu marketing foi uma aposta certeira: os comentários e a publicidade gerados em torno da propaganda já promoveram a marca a perder de vista. Aliás, a Devassa gosta de investir em propagandas ousadas, como foi o caso da aparição de Paris Hilton na primeira campanha gerada pela empresa. E todo o bafafá que isso rendeu!

Sandy foi sincera ao dizer que realmente não gosta do sabor da cerveja, diz que acha muito amargo e prefere coisas mais ‘docinhas’. Mas essa é uma oportunidade para a cantora mostrar que já não é mais a menina que se submetia a tantos julgamentos. Até porque, segundo a Folha Online, ela recebeu cerca de 1 milhão de dólares para estampar sua carinha e os novos cabelos loiros na campanha e no camarote da Schincariol no Carnaval 2011 do Rio de Janeiro. O que significa 300 mil dólares a mais do que foi pago à patricinha Hilton.

Ao longo de sua carreira, ainda na dupla com o irmão Junior, Sandy já apresentou alguns momentos de rebeldia, no auge de sua adolescência, mas foi uma crise típica da idade que não gerou grandes comentários. Porém, marcou a transição da carreira infantil para a fase jovem.

Na campanha Sandy está pertinente com a proposta da marca e eu, particularmente, gostei do texto e das chamadas. Foi uma oportunidade para Sandy nessa nova fase de sua carreira e vida pessoal e considerei um marketing inteligente e que gerou a polêmica necessária para uma boa promoção. E não era isso que se esperava? Pois então parabéns!

Helena Ometto

Helena Ometto