A Fúria Feminina!

Crítica: Splice – A nova espécie

Cartaz de Splice

SE VOCÊ PRETENDE ASSISTIR A ESTE FILME, NÃO LEIA O TEXTO ABAIXO 🙂

Tenho poucas certezas na vida e duas delas são: que todos nós vamos morrer um dia e que em todo o filme de ficção científica, a criação X dos cientistas protagonistas, uma hora ou outra vai acabar matando todo o elenco! Talvez seja por isso que eu veja filmes de ficção científica com pouca freqüência, porque eles não me surpreendem… óbvio que não foi diferente com Splice. Não me lembro o porquê e nem como esse filme foi parar no meu computador, mas estava lá e eu assisti.

O filme começa nos apresentando uma história simples: um casal de cientistas que misturam genes para criar uma criatura bizarrézima com o intuito de encontrar a cura para todas as doenças e salvar o mundo. Daí você pensa “Nossa que novidade! Quase nem tem centenas de filmes que começam assim!”. Mas como ainda é o início do filme, damos uma chance para que ele nos surpreenda.

Casal de cientistas super espertos

Confesso que odeio pessoas que falam durante o filme, porém acabei perdendo a minha paciência com os personagens e quando apareceu a primeira criatura nojenta no laboratório, falei “Mata esse troço, certeza que essa joça vai matar todo mundo! Bando de cientista burro!” Mas é claro que eles não mataram criatura nenhuma (¬¬’). Então surge o ponto decisivo, quando os cientistas vão juntar células humanas com alguma coisa. Juntar células humanas com qualquer coisa é sinônimo que vai dar zica, certeza! Guarde este conselho, não misture DNA humano com nada, nunca.

O casal de cientistas, contrariando o meu sábio conselho, criou uma criatura Y, mais bizarra do que a X do começo do filme (que mais parecia um pedaço de intestino grosso com vida própria). E obviamente a nova criatura era mais desenvolvida, mais inteligente e com maior potencial de destruição em massa. O tempo passa e o ser estranho cresce e fica muito parecido com o Billy Corgan do Smashing Pumpkins um humano.

Billy Corgan e Dren
Há suspeitas que Billy Corgan do Smashing Pumpkins é o verdadeiro pai da criatura

Posso afirmar que Splice é uma mistura de “Para Com Isso Você Vai Morrer “com “Porque Eu Ainda Tô Vendo Isso?”. O filme chega ao ápice do bizarro quando a criatura feminina chega à adolescência e se apaixona pelo “pai” e eles fazem sexo. Sim leitor, você leu essa frase! O cara que criou aquele ser esquisitíssimo, além de não ter dado um fim enquanto era tempo, ainda tem coragem de ter relações sexuais com o bicho! Nem consegui classificar tal absurdo, já que poderia ser pedofilia, incesto, zoofilia… é tanta bizarrice que eu não consegui assimilar o que estava vendo.

E quando você pensa que já viu de tudo no filme, o óbvio acontece: o ser começa a matar o elenco, começando dos secundários até chegar aos principais. Mas não pense que isso é tudo! A criatura muda de sexo e estupra a cientista que fez o papel de mãe durante toda a trama. Pois é, quando você pensa que não pode piorar, acontece uma coisa dessas! Depois de matar o ser mutante e passar a moral da história de todos os filmes desse gênero “o cientista que tenta brincar de Deus, será morto por sua criação bizarra” o filme acaba. A última cena é da cientista grávida do Billy Corgan assinando um contrato cedendo o seu filho (ou seja lá o que esteja dentro de sua barriga) para o laboratório onde ela trabalha.

Sério, não perca uma hora e quarenta minutos da sua vida com este filme. É muita coisa estranha para uma história só. Se eu tivesse pagado para ver este filme, certamente pediria meu dinheiro de volta!

Ficha Técnica

Título original: (Splice)

Lançamento: 2010

Direção: Vincenzo Natali

Atores: Adrien Brody, Sarah Polley, Delphine Chanéac, Brandon McGibbon.

Duração: 104 min

Gênero: Ficção Científica

Créditos: Adorocinema e The Inept Owl

Juliana Baptista

Juliana Baptista
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Uma resposta

  1. vaga

    se tem alienigena não é :
    pronografia!
    hauaahauahaua

    30 de novembro de 2011 às 23:36

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