A Fúria Feminina!

Zeca Camargo “fora do ar”

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Quem assistiu ao Fantástico, no último domingo, pôde perceber ao final do programa algo inusitado. Com certeza não-proposital, mas no mínimo digno de comentários. E o mundo on-line que o diga…

Ao final do programa global, houve uma pequena (grande) falha técnica que deixou a princípio o apresentador desconcertado. E depois, falando sozinho enquanto o estúdio ficava escuro e os créditos subiam na tela do telespectador.

Não demorou muito (nada!) para que os grandes, pequenos e médios portais de notícia na internet noticiassem o fato. Logo, em âmbito nacional, as principais redes sociais on-line tinham como um dos principais focos de discussão a falha da TV Globo. Essa enorme repercussão provavelmente se deu devido ao grande porte da emissora, e à experiência de longo prazo do apresentador, que apesar disso, não conseguiu colocar sua capacidade de improviso à prova.

Zeca ficou explicitamente atordoado com a falha técnica. Não soube se portar diante do imprevisto, embora tivesse se esforçado para isso. Inexperiência? Creio que em partes, sim. Não inexperiência enquanto profissional de jornalismo, mas enquanto apresentador que sabe improvisar diante de erros esporádicos durante as transmissões do programa. Falta de profissionalismo? Acho que na verdade é falta de costume de se deparar com as falhas técnicas da emissora.

Não que a TV Globo seja a perfeição em termos técnicos e profissionais, mas de fato não é muito comum o telespectador (até mesmo mais assíduo) perceber falhas de grandes proporções por parte da Globo.

Na realidade, o que mais vem se questionando ultimamente, é quanto às “falhas” de material do programa dominical. Quem opta (ou não tem escolha) por assistir à TV aberta no domingo, sem dúvida se frustra pela pobreza de conteúdo, pela falta de inovação e pelo baixo nivelamento dos programas. Há anos, o Fantástico conseguia sair desse padrão, e prendia a atenção do telespectador interessado em um programa descontraído, mas de caráter altamente informativo. Hoje, o que se vê é apenas mais do mesmo. Pautas previsíveis, com abordagens clichês e pouco exploradas em sua profundidade. Acredito que a Rede Globo deve rever o editorial do Fantástico, e realizar mudanças bastante acentuadas, uma vez que a internet cresce a cada dia, e com ela, a possibilidade de mobilização se espalhar com uma rapidez assustadora na web. Enquanto isso, conteúdos que fogem do padrão das mídias tradicionais são veiculados na rede. Conteúdos que chamam a atenção pela ousadia e por abordagens que nunca puderam ser feitas anteriormente. Com isso, o único modo do meio televisivo sobreviver, é, além de conversar com o mundo virtual, é oferecer exclusividade de material audiovisual. É buscar novas conceituações para este meio tradicional e convergência com os novos meios, novas linguagens, angulações nunca pensadas antes diante de assuntos aparentemente comuns (ou não).

Usei o fato ocorrido no Fantástico como gancho para trazer esta reflexão para o blog. Porém, deixo claro que é preciso que não só a Rede Globo pense sobre alguns dos pontos expostos aqui, mas sim a rede brasileira de televisão aberta de um modo geral.

Comunicadores, pensem nisso. Consumidores de mídia, cobrem isso.

Helena Sylvestre

Helena Sylvestre

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