A Fúria Feminina!

A saúde da televisão

O Crítica de Mídia da semana passada tratou sobre a enorme quantidade de programas sobre saúde que invadiram as grades da televisão ultimamente. Todas as emissoras tem programas desse tipo, mas nem todos conseguem alcançar a qualidade desejada e necessária. É sobre isso que vou tratar aqui!

CRÍTICA

Não é segredo que saúde é a preocupação número 1 de todas as classes sociais e um assunto comum a todos os públicos. Isso faz com que o tema seja um coringa para as emissoras de televisão que precisam lançar novas produções e preencher seu espaço na programação.

O problema é quando essa possibilidade torna-se exagerada e preenche a grade com programas sobre o mesmo tema, com o mesmo estilo, falando as mesmas coisas, com profissionais de mesmo gabarito e uma produção de pautas que sempre traz mais do mesmo.

 

Esse ano a Rede Globo lançou o Bem Estar, um programa especializado em saúde que prometia trazer novas informações para o público da manhã, geralmente as senhoras e as donas de casa. Mas o objetivo não foi totalmente cumprido por falta de competência da dupla de apresentadores aliada às pautas nada criativas.

Outros programas da emissora também trazem quadros especiais para falar de saúde, como no Mais Você, de Ana Maria Braga, no Fantástico e até mesmo no Domingão do Faustão, como se já não bastassem as atrações de todo domingo.

Na Record o problema se repete com o “E aí, doutor?”, apresentado pelo médico Antonio Sproesser, clínico geral há 34 anos, no período da tarde. A Record News traz o “Estilo e Saúde”, apresentado por Amanda Françozo e a programação segue nas demais emissoras…

Programas voltados para a saúde são fundamentais em um veículo que atinge grande parte da população de todo o país, além de exercerem a função de serviço público do jornalismo. A questão aqui é a repetição exagerada que torna a pauta indiferenciada e cansativa.

Além disso, essa enxurrada de informações sobre saúde e bem estar pode deixar os espectadores paranóicos. Lembrando que as emissoras trazem profissionais diferentes e, com isso, as dicas de bem estar também podem ser variadas, confundindo a cabeça do espectador.

Uma outra questão a ser discutida é o preparo de jornalistas para transmitir informações sobre saúde e o cuidado dos médicos para adequar a linguagem da medicina para a televisiva.

Por se tratar de um assunto de grande interesse público é fundamental que haja esse preparo em ambas as partes. Os espectadores devem ter um entendimento homogêneo e correto das informações.

O comunicador tem que superar as formalidades da medicina, assim como os médicos devem se adequar aos critérios de uma comunicação eficiente.

Selecionar os programas que vão ocupar a grade de programação nos canais abertos da televisão brasileira também pode ser uma solução. Até porque os espectadores de um canal aberto estão espalhados pelas diferentes classes sociais e não tem as mesmas condições de acessos aos medicamentos, procedimentos clínicos e tratamentos médicos que são oferecidos na mídia.

É necessário levar em conta essa diferença de públicos e dar informações que sejam acessíveis a todas as classes sociais para validar o principio democrática da televisão.

Helena Ometto

Helena Ometto

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