A Fúria Feminina!

Uma breve reflexão sobre o jornalismo para os jovens

O período da pré-adolescência até a vida adulta é um momento muito delicado, principalmente porque o jovem está formando seu caráter, adotando valores e definindo quem ele realmente é. Por isso o jornalismo voltado para este público, garotos e garotas entre 12 e 18 anos, deve ser tratado de forma cuidadosa. Porém o que podemos ver em sua grande maioria é que os assuntos voltados para os jovens tanto em revistas, jornais ou sites são basicamente com o foco em entretenimento. Obviamente que quando se é jovem é quando temos mais tempo para o entretenimento, mas será que essa deve ser a única preocupação?

Revistas voltadas para o público jovem masculino, pra mim é uma lenda. Procurei rapidamente pela internet e o máximo que encontrei foi uma meia dúzia de sites. Será que as empresas de comunicação acham que os garotos de hoje só se interessam por esportes, vídeo games e pornografia? Ninguém se interessa em fazer uma revista especializada para esse público?

Já para as jovens garotas, revistas é o que não faltam! Podemos encontrar dezenas de sites especializados para esse público, mas será que eles abordam tudo o que elas precisam? A grande maioria das publicações para o público feminino traz basicamente: garotos, moda, sexo, comportamento e celebridades juvenis. Será que isso é o que importa para as jovens ou é o que é imposto como importante?

Os jovens, durante toda a adolescência, se preocupam em serem aceitos pelo grupo do qual fazem parte ou almejam, logo são facilmente influenciados por atitudes coletivas e padrões pré-estabelecidos. As publicações voltadas para este público deveriam incitar debates, discussões e reflexão, porém o que vemos aos montes são futilidades, superficialidades e alienação.

Será que as únicas preocupações das garotas deveriam ser o que diz o seu horóscopo, qual esmalte é a tendência, saber se o garoto está correspondendo ou como perder tantos quilos em tantos dias? Os jornalistas que escrevem para este público tem de ter a consciência que podem estar estimulando distúrbios alimentares, psicológicos e incentivando cada vez mais a superficialidade e a “coisificação” dos adolescentes.

Mas como prometi no título do texto, esta é uma BREVE reflexão. Não entrarei em questões mais profundas, senão o post ficará interminável. Para não terminar o texto com uma visão predominantemente pessimista, afirmo que esse ramo do jornalismo não está completamente perdido. Estão surgindo alguns sites e revistas online para o público jovem com o intuito que estava faltando: reflexão e informações pertinentes. A Revista Tag, Aliás e o Motim são ótimos exemplos, trazem informações de qualidade e assuntos variados para o público jovem, independente de sexo.

Escrever para o público jovem não é uma tarefa fácil e é algo que deve ser repensado. Já está mais do que na hora da mídia perceber que os jovens precisam ser estimulados a pensar e repensar seus valores.

Juliana Baptista

Juliana Baptista
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