A Fúria Feminina!

Pagu completaria 101 anos…

Eis que cá estou eu postando em plena madrugada de quinta para sexta-feira, sendo que meu dia de postar é na quarta. Mas enfim,  é por uma boa causa, eu juro!

Sonhe. Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe.

Assim que vi esse assunto em um dos portais de notícia que visitei hoje, logo me lembrei do meu querido TPMidia e prometi a mim mesma que escreveria um post em homenagem a essa mulher que marcou a história do Brasil, do mundo e a trajetória feminista em todos os tempos. Estou falando de ninguém menos que PAGU.

Patrícia Rehder Galvão nasceu em São João da Boa Vista no dia 9 de junho de 1910 e foi uma jornalista e escritora brasileira. O primeiro destaque de Pagu foi no Movimento Modernista, ainda com 11 anos de idade. Ela não teve participação ativa no movimento, mas seus pensamentos já eram influenciados e influenciáveis na trajetória do movimento. Nota-se desde aí a relevância que a menina paulista teria para a história do país.

Uma homenagem da música brasileira para Pagu

 

A  característica mais admirável em Pagu é o fato de ela ter sido uma militante comunista absolutamente convicta de suas razões e a primeira mulher a ser presa no Brasil por motivações políticas. Ela realmente lutava por seus ideias, no sentido mais literário e amplo da palavra.

A origem de seu apelido é curiosa: foi inventado pelo poeta Raul Bopp ao dedicar-lhe um poema e confundir suas iniciais. Raul pensava que a menina chamava-se Patrícia Goulart e não Patrícia Galvão. Mas o erro transformou-se em acerto e o apelido ‘fail’ foi a marca da corajosa trajetória da moça.

Na minissérie Um Só Coração, da Rede Globo, a atriz Miriam Freeland interpretou Pagu

Ao longo dos anos, Pagu se envolveu em uma série de polêmicas e escândalos: em 1930 casou-se com Oswald de Andrade depois dele ter ser se separado às brigas de Tarsila do Amaral e tiveram um filho: Rudá de Andrade. Anos depois casou-se novamente com Geraldo Ferraz, seu verdadeiro parceiro de vida, com quem teve mais um filho, Geraldo Galvão Ferraz.

A militante paulista foi presa nada menos do que 23 vezes. A primeira delas foi pela polícia de Getúlio Vargas ao participar de uma greve dos estivadores de Santos. Também foi presa em Paris como comunista estrangeira e portadora de identidade falsa e, por fim, foi presa e torturada pela Ditadura Militar. Ficou na cadeia por 5 anos.

Ela chegou até mesmo a mudar sua linha de pensamento, saindo do Partido Comunista para um socialismo trotskista.

Pagu publicou alguns livros como Parque Industrial, sob o pseudônimo de Mara Lobo. Ela também foi atriz e crítica de arte, além de se aventurar como desenhista e ilustradora.

Ao final de sua vida ela passou a sofrer com um câncer e chegou a tentar suicídio, mas não obteve sucesso nessa primeira tentativa. Ela morreu em Santos no dia 12 de dezembro de 1962, deixando uma marca feminista e de luta na história brasileira.

Fiz questão de prestar essa homenagem aqui no TPMidia a essa brasileira que a primeira a lutar pela participação ativa das mulheres na política e na sociedade. Se não fosse pela luta de mulheres como ela nas gerações passadas talvez esse blog não existisse pelo simples fato das 6 meninas que o escrevem não terem o direito de estudar e mostrar sua opinião por causa de uma única condição: serem mulheres.

Retomo aqui a frase do início desse post, de autoria da própria Pagu:

Sonhe, Tenha pesadelos, se necessário for. Mas sonhe.

Bom, acho esse foi o maior ensinamento de Pagu e é o que estamos fazendo hoje: sonhando, com alguns pesadelos, mas sonhando!

A você, Pagu, a homenagem e o agradecimento de todas as mulheres, em especial das colaboradoras desse blog!

acesse esse site e saiba mais sobre a vida de Pagu: http://www.pagu.com.br

Helena Ometto

Helena Ometto

 

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