A Fúria Feminina!

50 anos da morte Virgínia Woolf

Semana passada completou 50 anos da morte de uma das maiores escritoras da geração modernista inglesa – Virgínia Woolf.

Adeline Virginia Stephen, mais tarde conhecida como Virginia Woolf, nasceu dia 25 de janeiro de 1882 em Londres. Virginia estreou em 1915 com o romance The Voyage Out (traduzido como A Viagem). Era filha de um conceituado escritor e crítico literário, tinha uma educação caseira exemplar e frequentava as bibliotecas dos intelectuais da época que sempre visitavam sua casa.

Com 30 anos casou-se com Leonard Woolf, escritor e teórico político. Leonard serviu de grande apoio em toda a vida de Virginia, mesmo nas crises depressivas e problemas de saúde da esposa. Foi extremamente companheiro e generoso.Junto com seu marido e irmã mais velha Vanessa Bell, fundaram um clube chamado Bloomsbury Group, que contava com intelectuais que debatiam sobre arte, política, literatura e defendiam ideais.

Virginia, desde criança, já revelava alguns distúrbios psicológicos. Foi vítima de abuso sexual pelos seus meio-irmãos mais velhos, causando na escritora uma frigidez e distanciamento do sexo. Após a morte da mãe, quando tinha apenas 13 anos, Virginia sofreu suas primeiras crises de depressão, tentando o suicídio. Os violentos tratamentos médicos a que enfrentou no hospício, onde ficava isolada, sendo proibida de ler e escrever, também teriam efeitos devastadores em sua vida. A morte do pai em 1904 foi outro quadro grave, levando a outras internações na ala psiquiátrica.

Virginia tinha muitas visões, ouvia vozes e por diversas vezes sofria delírios psicóticos. A bipolaridade a afastava do seu meio social, levando ao isolamento e à incapacidade de ler ou escrever. Ela própria se considerava louca. No dia 28 de março de 1941, após ter um colapso nervoso, Virginia suicidou-se. Vestiu um casaco, encheu seus bolsos com pedras e entrou no Rio Ouse, afogando-se.  Seu corpo só foi encontrado no dia 18 de abril. Virginia ainda escreveu uma carta de suicídio para o marido.

Virgínia fazia parte do grupo de mulheres inglesas, nascidas a partir de 1800 que produziram literatura, a obra desta escritora é sempre classificada como sendo uma das mais inovadoras e estimulantes. Muitas de suas obras ficaram conhecidas, como Orlando e Mrs. Dalloway. A escritora foi ainda retratada no cinema pela atriz Nicole Kidman, no filme As Horas, ganhando o Oscar de melhor atriz.

Nicole Kidman no papel de Virgínia Woolf em As Horas

O filme As Horas é baseado no livro homônimo de Michael Cunningham que procura retratar Virginia Woolf não apenas por sua biografia. O filme traz a vida de Clarissa Dalloway, personagem de um livro, observada do ponto de vista da sua criadora e também da sua leitora. São facetas de Virginia, que misturam sua vida com sua sensível imaginação. Virginia foi um ícone do modernismo inglês e encanta os leitores até hoje com sua técnica de fluxos de consciência e instigantes métodos de escrita.

Juliana Baptista

Juliana Baptista

 

 

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