A Fúria Feminina!

Julia Roberts “estampada” no corpo alheio. (Fanatismo?)

“Fã tem 82 tatuagens do rosto de Julia Roberts”. Deparei-me agora a pouco com essa manchete no site do UOL, e por pura curiosidade cliquei no link para ler sobre o que se tratava exatamente. Miljenko Parserisas Bukovic, de 56 anos, ao que tudo indica, é absolutamente fanático pela Julia Roberts. Consequência: o cara fez OITENTA E DUAS tatuagens do rosto da atriz pelo corpo. Loucura? Insanidade?

Bom… Confesso que em um primeiro momento eu pensei: “O que leva uma pessoa a agir de maneira tão irracional assim?” E então encostei minha cabeça na cabeceira da cama e passei a refletir sobre o assunto sob um aspecto mais amplo. OK, a notícia em si não tem nada de relevante e não agrega qualquer valor ao leitor, mas em compensação me fez parar para pensar… Até que ponto pode chegar a admiração por alguém, sem que isso interfira negativamente no cotidiano de quem admira? E aí entra a questão da idolatria. Não coloco em xeque aqui a idolatria religiosa especificamente. Refiro-me à idolatria em seu aspecto fanático e doentio de um modo geral.

Todo mundo, pelo menos alguma vez na vida, já admirou aquele cantor que marcou a sua adolescência, aquela atriz com a qual se identificou por algum motivo ou aquele jogador que inspirou suas jogadas na quadra da escola. Até aí tudo bem… Não vejo problema algum em se tornar fã de um indivíduo quando existe uma admiração saudável, e que traga inspiração ao admirador. O grande problema é quando existe a idolatria excessiva, que acaba resultando no desgaste emocional e até mesmo físico dos fãs. A partir do momento em que alguma figura pública é colocada sob um “altar”, começa a existir um sentimento de admiração, mas uma admiração que não inspira, mas sim rebaixa quem a idolatra.

A idolatria acaba interferindo constantemente no cotidiano do fanático, e o fato é que a irracionalidade sobre seus atos (quando estes envolvem o “admirável”) dificilmente não traz como resultados, conseqüências negativas. Tomemos como exemplo as brigas nos estádios de futebol. Fica aí então a reflexão: Vale a pena nos alienarmos em prol de um fanatismo excessivo? Bukovic acha que sim, e suas tatuagens são demonstrações do quanto o rapaz venera a atriz Julia Roberts. Será que essa idolatria toda não interfere de maneira negativa na vida de Bukovic? Pense nisso…

Fonte: UOL


Helena Sylvestre

Helena Sylvestre

 

Anúncios

4 Respostas

  1. Karime

    P.s: o cara tem cara de louco também, convenhamos.

    10 de março de 2011 às 22:51

  2. Karime

    Vale a pena nos alienarmos em prol de um fanatismo excessivo?
    – Fanatismo demais nunca é bom…o fanatismo te deixa irracional, consequentemente te deixa alheio “a tudo”…qualquer “a” que digam contra o que voce acredita, ou gosta…ou seja lá o que for, vai se tornar alvo de discórdia e consequentemente de brigas irracionais.
    Com esse excesso de fanatismo o homem volta a ser um homem irracional,psicótico,louco e derivados, praticamente

    10 de março de 2011 às 22:54

  3. … mas fanatismo já não é excessivo?

    11 de março de 2011 às 16:43

    • Helena Sylvestre

      Sim… Acaba sendo uma redundância “enfática”.

      11 de março de 2011 às 16:46

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s